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História DESEJO INCONTIDO - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction DESEJO INCONTIDO - Capítulo 5 - Capítulo 5

Chego em casa totalmente irritado após sair da boate e ver Sofia dançando com outro cara. Eu também não saí ileso, ela com certeza me viu beijando outra mulher.
Se soubesse que ela iria para a boate, não teria ficado com aquela maldita que ultimamente não me deixa em paz.
Mesmo deixando claro que não costumo ter nada fixo com ninguém, só fico, beijo, saiu e transo com quem quero quando bem entendo. Mas desde que Sofia cruzou o meu caminho, eu não consigo parar de pensar nela.
Não consigo de alguma forma parar de imaginar o corpo dela se esfregando em mim enquanto minhas mãos se perdem em suas curvas e a música ao redor invade o ambiente.

Tenho fantasiado inúmeras noites com ela, imagens dela de quatro para mim me invadem a mente, enquanto eu a fodo com força ou enquanto provo do seu gosto.

Afasto os pensamentos enquanto ainda posso, se não vou enlouquecer.
Tirando a roupa sem pressa, deito na cama enorme totalmente perdido em pensamentos, imaginando uma morena de vestido vermelho exuberante dançando sobre mim...

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Na manhã seguinte ao levantar, decido tomar um banho antes de ir encontrar meu pai na empresa, ele está aqui no Rio de janeiro, eu detesto ter que ficar sentado em uma cadeira tratando de negócios, quando na verdade posso resolver isso em questões de segundos e ganhar dinheiro feito água.

Após terminar, saiu apressado sem tomar o café da manhã mais uma vez. Entro no carro, checando o horário e vejo que são 8:45.
Acelero e dou partida às pressas.

Chego faltando cinco minutos para a reunião, e assim que entro na sala vejo o meu pai que está com uma cara boa demais para uma manhã de tão cedo.

Me aproximo atônito: — Bom dia.

Ele acena: — Bom dia Gustavo, soube que você foi a um jantar de negócios, como foi?

Me aproximo da janela para encarar a cidade grande, e por fim anuncio:
— Tudo ocorreu muito bem.

Ele sorri ironicamente: — Bom saber. Você poderia ficar na sede daqui, não há ninguém responsável para o cargo, então seria bom você ficar como representante.

Dou um sorriso breve sem saber o que dizer: — Bem, não sei se me adaptaria aqui, mas prometo que vou pensar sobre o caso.

Alguns intregantes entram na sala interrompendo nossa conversa, faço sinal para o papai e quando me sento ele murmura: — Gustavo a reunião já aconteceu, essa daqui se trata sobre outros assuntos com alguns parceiros continentais, você deveria focar no que de fato importa.

Merda.

Olho para ele sem entender: — A reunião não seria às 9 da manhã?

Ele tenta conter a gargalhada: — Sim a de ontem, que você não estava presente.

Devo ter confundido a agenda.
Sorrio brevemente e levanto-me me despedindo com um aceno. Sem pressa saindo pela porta ampla.
Passo na recepção para pegar alguns papéis e vejo dois convites, um para um baile de máscaras da empresa e outro para um jantar beneficiente.

Isso parece interessante.

Digito uma breve mensagem para minha secretária pedindo que cheque quantos paciente haverá na clínica da Drª hoje e que agende outra consulta com a ela pra já, o mais breve que puder.

Resolvo sair para tomar café da manhã em algum lugar. Preciso me distrair antes de encontrá-la, a ideia de encarar ela me deixa inquieto com o pensamento de ela pode ter ido para casa ontem com outro cara.

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O trânsito está um pouco lento. Ultimamente isso tem me afetado, não estou com paciência, fico ansioso fácil. Alguns minutos se passam e nada. Decido dar a volta e estacionar o carro em algum lugar. Posso ir a pé até o escritório já que estou perto.

Desligo rápido e fecho apressado para encontrá-la.

Assim que chego a clínica não está tão cheia quanto da última vez.
Cumprimento o rapaz na recepção brevemente e me sento para aguardar.

Vim antes do planejado, não sei há quanto tempo a paciente está lá dentro, mas se cada sessão dura cinquenta minutos, deve estar perto de terminar.

Mas dez minutos se passam e uma adolescente sai da sala.

O jovem da recepção me encara:
— Pode entrar Sr. Vidal.

Ao entrar ela está sentada fazendo algumas anotações.

Nossos olhares se encontram assim que me sento: — Bom dia Doutora.

Sua boca se cumprime numa linha reta e ela acena: — Bom dia Gustavo, como se sente hoje?

Encaro os nós dos meus dedos enquanto penso no que dizer: — Para ser sincero, não sei dizer. Talvez um pouco confuso. Além de ansioso e com pouca paciência.

Seus olhos me olham com preocupação: — O que está lhe incomodando?

Sinceramente? Você.

Respiro fundo: — Ontem eu saí para espairecer numa boate, e acabei ficando com uma mulher que não me deixava paz.

Ela rabisca algo no caderninho e me encara: — “Deixava?” Se refere a mesma que você começou a criar sentimentos ou outra?

Por quê sua voz soa com desdém?

Balanço a cabeça negando: — Outra. Aquela parou de mandar mensagem, e tenho certeza que foi melhor assim. Acontece que ontem eu vi você também com um cara. Era você não era, a mulher de vestido vermelho?

Seus olhos se suavizam sem nenhuma culpa: — Sim, mais o que isso tudo tem haver comigo?

Tudo.

Fecho os olhos por um instante, criando coragem para poder falar:
— Doutora, eu conheço e conheci muitas mulheres no decorrer da minha vida, muitas das quais que até aceitariam ficar numa amizade colorida ou só transar sem compromisso.
Nos últimos dias eu tenho tentado miseravelmente não pensar em você e no que poderíamos ter sido se eu tivesse te procurado. Você me atraí e me fez sentir coisas que eu não desejaria sentir, mesmo não estando comigo.
Eu jamais pensei em estabelecer quaisquer tipo de relacionamento que envolvessem sentimentos com mulher alguma. E ao pensar na possibilidade disso ser com você, não me assustar tanto...

Ela me encara pasma e leva alguns minutos para assimilar o que eu disse. Por fim soa: — Gustavo não sei o que está querendo dizer ao se referir a mim, especialmente as últimas palavras. O que poderia ser diferente se fosse comigo?
Você já parou para pensar que você nunca se envolveu com nenhuma delas seriamente e de forma sentimental por quê de fato nunca deu uma chance para isso?
Parece que você pulou a parte da sua adolescência e só focou em estudar, se formar e trabalhar. Depois começou a se envolver só de forma íntima.
Isso tudo parece ser muito novo pra você, todas essas emoções e sentimentos.
Se você tivesse se permitido lá atrás, talvez tudo seria diferente. Mesmo que você tenha sofrido, nem todas as mulheres são iguais. Você passou tempo demais, guardando toda a mágoa e ficou trancafiado no seu mundo particular alimentando isso. Você se privou de sentir o que deveria, e quando alguém está prestes a cruzar a linha, você se afasta e acaba afastando a pessoa também. Você tem medo de sentir essas coisas e acabar sendo exposto por se demonstrar sentimental para esse alguém. Receio que nós precisamos achar uma solução para isso.

Ela tem razão. Mesmo eu não querendo admitir.

Balanço a cabeça concordando:
— A solução seria você conversar comigo, não como Doutora, mais como mulher. Parece que você quer negar o óbvio aqui.
É tão difícil assim você se abrir e falar o que também sente?

Ela sorri negando:
— Eu não sou o foco da sessão aqui, não deixe isso ficar mais complicado do que parece. Você tem questões pessoais e emocionais a serem resolvidas, assim como eu também tenho. E se eu me confessar, isso irá te fazer sentir melhor?

Me aproximo: — Sim com certeza irá. Não sabe o quanto poderá me ajudar.
Aliás, há uma forma de você fazer isso.
Eu tenho um convite para você. Hoje a noite haverá um baile de máscaras, você aceitaria vir comigo? Isso seria uma oportunidade e tanto pra podermos conversar abertamente como dois adultos, o que acha?

Sofia suspira pesadamente: — Touché Gustavo. Vamos resolver as coisas como dois adultos civilizados. Essa era minha última consulta agora, preciso sair para resolver umas coisas, se você não tem mais nada para acrescentar, então nos vemos a noite.

Uma pequena esperança surge dentro de mim: — Tudo bem. Estou ansioso para reencontrá-la a noite, passo na sua casa pra te pegar 19:00, ou antes talvez. Tenho a sensação de que hoje poderá acontecer muita coisa.  Te vejo mais tarde!
Até mais.

Continua...



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