História Desejo Irresistível - Capítulo 21


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Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Romance_nudez_sexo
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Palavras 2.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi amores 😘❤

Boa Leitura ❤

Capítulo 21 - "Tão Garoto Mau"


(Sara)


No dia seguinte decido me enterrar no trabalho, não dando a chance de certo guitarrista galinha, babaca, arrogante e gostoso pra caralho, atravessar meus pensamentos. Mas, o destino está sendo mesmo um filho da puta comigo. 

A Srª Adams me ligou, logo no começo da manhã, avisando que teve um problema de última hora e não poderia comparecer ao jantar, que o prefeito está oferecendo hoje, para homenagear algumas das organizações com fins sociais da cidade. 

A Saving Lives[10], a fundação dos caras, é uma das homenageadas na noite. Sua diretora faria as honras no evento, mas, isso acabou caindo no meu colo e de Elijah. 

Não tive escapatória. Terei de ir com o babacão. 

Liam me deu a tarde de folga para me preparar. 

Meus nervos estão a todo vapor com a expectativa do meu primeiro evento de gala em LA. 

Mel me acompanhou ao spa que tem frequentado e eu saí de lá às seis da tarde, me sentindo uma diva. Depilação brasileira em dia, cabelos e pele hidratados. Unhas bem feitas. Uma garota poderia se acostumar com essa vida. Eu tenho o vestido certo para a ocasião e já estou em cólicas, para terminar a produção.

Mel me deixou na portaria do prédio e seguiu, para encontrar com seu marido, na gravadora. 

Greg estava dirigindo. Liam não quer que ela ande sozinha por causa do bebê. Ele é tão protetor com ela. 

O porteiro simpático me cumprimenta e puxa uma caixa enorme debaixo da bancada. Dessas caixas chiques com laços tão bem feitos, que ficamos com receio de abrir e estragar a embalagem. 

Minha boca cai aberta quando a entrega a mim.

― Foi entregue ainda há pouco para a senhorita. ― ele diz.

― Para mim? ― o senhor grisalho sorri ao ver o meu espanto. 

A única pessoa que pode ter me enviado isso é Mel e ela acabou de me deixar aqui. Por que não falou nada? Eu rio. Minha irmã queria me fazer uma surpresa e como sabe que não quero me aproveitar, da sua nova condição de superpoderosa mulher de Liam Stone, não me disse nada. Eu a amo, maninha. Digo em pensamento. 

― Obrigada. ― sorrio-lhe, pegando a caixa ostentosa e tomo o elevador para o meu apartamento, no vigésimo segundo andar.

fico olhando e admirando a caixa alguns minutos depois, quando a coloco sobre a minha cama. Sento-me na borda e abro o laço com cuidado.

Retiro a tampa, abro o papel delicado e minha respiração para. 

OMG! Exclamo baixinho quando levanto o vestido vermelho. 

É um longo em tafetá e seda finíssima. 

Levanto-me e vou até o closet me olhar no espelho com ele na frente. 

Puta merda. É lindo! 

É estilo romano, com um ombro só. Saia ampla lambendo meus pés e há um fino cinto dourado acompanhando. Minha mente corre para o Louboutin que comprei ontem. 

O quê? Eu avisei que sou uma mulher louca por sapatos. 

Volto para a caixa e vejo um cartão de aparência igualmente cara, dentro dela. O pego e abandono o vestido sobre a cama. 

A caligrafia não é da Mel. 

Franzo a testa, intrigada. 

É inegavelmente masculina, com traços fortes, mas, bonita. 

Meu coração para pela segunda vez quando começo a lê-lo:

Pequena tempestade,

Aceite esse presente como um pedido formal de desculpas por ter sido um babaca em nossa primeira noite. Estou ansioso para vê-la usando-o quando for buscá-la às 20:00 hs.  E.

PS: Seria forçar muito se eu pedisse para não usar calcinha?

Eu rolo os olhos para as palavras finais. Idiota. 

Fico encarando o cartão, ainda estupefata. 

Foi Elijah quem enviou o mais deslumbrante vestido, que meus olhos já viram. 

Ele me pediu desculpas finalmente. 

Meu coração bate com força e um sorriso curva meus lábios, antes que eu perceba. 

E que negócio é esse de Pequena tempestade?

O homem é engenhoso, tenho que admitir. Esse vestido deve ter custado uma nota. 

Rolo os olhos para o meu pensamento ridículo. 

Ele pode, Sara. E sim, eu o mereço por tudo que o vira-lata fez. 

Não vou devolvê-lo por mais que a parte sensata em mim queira fazer exatamente isso. 

Sem chance. 

Não seja boba, garota. 

Então, um trecho do bilhete me volta à mente. 

Merda! 

Ele disse que vem me buscar às 20:00 hs! 

Eu não vou com ele. Claro que não. Quem ele pensa que é? Não vai me comprar com um vestido. Ok, um vestido absurdamente lindo e caro, mas, não vou abaixar a guarda, como uma adolescente tola. 

Ele só quer me foder, de novo.

Contrariada, faço algo que nunca tinha feito, ligo para o seu celular para informar que vou tomar um táxi. 

Ele não atende. 

Todas às vezes a chamada vai para a caixa postal. 

Gah! Aposto que o babacão está fazendo isso de propósito para evitar que eu o recuse. 

Mesmo assim, deixo uma mensagem um tanto desaforada em sua caixa: não pense que não estou percebendo seu truque sujo, seu vira-lata. Eu não vou com você. Vou tomar um táxi! Ah, hum, obrigada pelo vestido. Passar bem!

Depois que termino fico me sentindo meio ridícula. 

Não devia ter lhe dito nada. Bastava pegar um táxi vinte minutos antes e pronto. 

Certo, é isso que vou fazer. 

Com decisão tomada vou até a cozinha e faço um lanche reforçado. Esses jantares chiques, nunca tem comida que dá para matar a fome. É uma dádiva eu não precisar me preocupar com o que como. Mel e eu herdamos a genética boa da nossa mãe. Nosso pai vive nos dizendo isso.

Quando termino de me arrumar uma hora e quarenta e cinco minuto depois, eu desço para a portaria e travo ao sair do elevador. 

Elijah já está lá conversando animadamente com o Sr. Jameson, o porteiro. 

Droga. Ele antecipou meus movimentos. 

Trapaceiro! Trapaceiro e... Lindo. 

Ele está usando smoking. 

Assim é muita covardia. 

Gemo baixinho, enquanto meus olhos o bebem; sedentos. 

Seu porte alto, com uma elegância felina que é só dele, me deixa embasbacada. Seus cabelos compridos estão puxados para trás, mas, algumas mechas soltas, caem dos lados do seu rosto. 

Minhas pernas estão um pouco moles, sobre os saltos muito altos, que estou usando. 

Ele sorri de algo que o homem fala e sua cabeça gira em minha direção, como se me sentisse parada aqui, cobiçando-o, comendo-o. 

Os olhos verdes fazem uma leitura lenta sobre mim e eu não posso evitar, sinto meu rosto ficando da cor do vestido. 

Seu olhar volta para o meu, escurecendo com malícia e divertimento tomando sua íris. Seus lábios suculentos enrolam ligeiramente nos cantos, mostrando que ele sabe exatamente como sua presença me abala. 

Ele começa a andar para mim e eu tenho o desejo infantil de correr de volta para o elevador. 

Merda. 

Controle-se, Sara. Ele é só um cara.

Oh, Deus!

Ele é fodão em jaquetas de couro, mas, vestido assim, todo formal, Elijah é simplesmente arrasador. 

Seus olhos permanecem trancados nos meus, daquela forma intensa que ele faz, com o intuito de me prender no lugar, como uma presa apenas esperando o bote certeiro, do seu predador. 

Um arquejo baixo sai da minha boca quando para à minha frente. 

Seu cheiro... Oh, cara, seu cheiro faz misérias em mim. 

Minha libido está executando saltos mortais pelo local. 

Puta merda! 

Saltos que deixariam Daiane dos Santos[11] com inveja. 

Meu coração não fica atrás, saltando descontrolado, enquanto nos olhamos, em silenciosa apreciação um do outro. 

Sua presença é tão forte, tão avassaladora que domina completamente o ambiente. Ele droga meus sentidos, me reduzindo de uma mulher moderna e inteligente à uma vagina úmida e latejante. 

Pergunto-me pela enésima vez, que raios de sentimentos tão fortes, desconcertantes e intensos são esses, que desperta em mim. Nunca me senti tão doida por um homem, mas, ao mesmo tempo, tão incerta e insegura. 

Me falta coerência com este homem. 

Minhas ações estão em total desacordo com o que o meu cérebro sabe que é certo, no entanto, não posso me parar. O homem tem o poder de paralisar meus neurônios. 

Sério, se me perguntassem quanto é dois mais dois nesse momento, eu erraria feio. 

Não dá para resistir à ele e seu apelo sexual bruto. Eu o quero e para o meu azar, ele também sabe disso. Sinto que posso sair queimada, mas, continuo voando e me aproximando, como a mariposa que, inevitavelmente vai para a luz. 

Ele não diz nada. 

Nenhum de nós ousa falar.

Apenas nossos olhares devorando, absorvendo um ao outro por um tempo muito longo. 

― Você está linda. ― sua voz baixa e rouca, me faz estremecer um pouco.

― Você também parece bom. ― coaxo. Bom o bastante para comer, quero acrescentar.

Aquele sorriso lento e malvado enrola sua boca e eu só quero pedir para que morda, cada maldito centímetro da minha pele. 

Deus, eu estou louca! 

Sacudo a cabeça, tentando me controlar e não passar vergonha diante dele. 

Seu riso amplia como se estivesse lendo meus pensamentos pecaminosos.

― Vamos? ― ele praticamente rosna, algo feroz fervendo em seus olhos.

Eu apenas aceno. 

Não há qualquer sentido em discutir isso com ele. Vou acabar perdendo de qualquer forma. Seu olhar me diz que não vai me deixar ter uma escolha esta noite. 

Sua mão pousa na parte baixa das minhas costas e ele me guia para fora. Cumprimento fracamente o Sr. Jameson, quando passamos por ele, que sorri calorosamente de volta. Eu acho que o coitado pensa, que estamos em um encontro. 

Se ele soubesse...

Há uma limusine preta e luxuosa na frente do prédio. Eu estremeço levemente com a opulência disso tudo. 

Por que ele está fazendo isso? Parece um encontro. 

Não, Sara, não vá por aí. 

Elijah não tem encontros. 

Ele abre a porta traseira galantemente para mim, um sorriso divertido brincando em sua boca, ao ver a minha reação surpresa, ao gesto.

― Boa noite, Mat. ― digo ao entrar e me sentar cautelosamente. 

― Boa noite, Sara. ― seu segurança me cumprimenta simpático.

A divisória sobe em seguida e meu coração começa a bater forte. 

O veículo começa a se movimentar. 

Meus olhos estão em Elijah acomodado no banco, na frente do meu. 

Graças a Deus está longe de mim. 

Ignoro a ponta de decepção. Ele remexe no balde de gelo, pegando uma garrafa de champanhe. 

― Bebida? ― seus olhos seguram os meus, enquanto trabalha para abrir a garrafa da bebida cara. Engulo em seco, nervosa como o inferno. 

O que é tudo isso?

― Sim. ― ele me serve uma taça e me entrega; nossos dedos se tocando e enviando ondas de calor perverso, através do meu corpo. ― Obrigada. ― sussurro e bebo metade do líquido. Elijah sorri baixinho. ― Qual é a piada? ― cerro os dentes na defensiva.

― Você. ― ele sorri sorvendo sua bebida, me encarando por cima da borda da taça. ― Você vai me dar de novo, Sara. ― sussurra meio rouco. ― Não importa o quanto ache que isso não é certo, que parte de você abomine a forma como vivo. ― eu arfo, umedecendo meus lábios. Ninguém pode acusá-lo de não ser direto. ― Você anseia pelo meu pau, pequena tempestade. ― seus olhos brilham perversos. ― Se excita com a ideia de foder apenas para obter prazer. Não tem que se envergonhar disso. Admita e pegue o que você quer. Se livre das convenções sociais, Sara. ― murmura, olhando-me fixamente. ― Sexo apenas pelo sexo. Prazer apenas pelo prazer, sem culpa, sem cobranças. Seja livre de todos esses falsos pudores. Venha comigo, baby.

Puta merda! Ele é tão garoto mau...

― Deus, você é tão arrogante, libertino, cheio de si, não é? ― bebo mais um gole para me refrescar. Suas palavras sussurradas e a expressão diabolicamente sedutora em seus olhos, estão fazendo miséria em a minha calcinha. 

― Estou apenas apontando os fatos. ― estende um braço por cima da poltrona e seu peito expande, abrindo o smoking. Lindo, sexy, perigoso. ― Foder para mim é algo simples. Precisa ser livre de dramas, cobranças, tabus, senão perde a graça.

Jura? 

Como se eu já não soubesse disso. Bufo baixinho.

― De qualquer forma, obrigada pelo vestido e pela carona. ― tento mudar o assunto. 

Ele sorri, meneando a cabeça devagar, seu olhar zombador me dizendo que sabe o meu jogo. 

Por que ele é tão cínico? E irritante? Cachorro? Escroto? Lindo? Gostoso? 

Uh, risquem essas duas últimas, ok?

― Por nada. Esse tipo de evento pode ser brutal para uma novata em LA. Pensei em suavizar as coisas para você. ― diz, dando de ombros casualmente.

É claro, isso é corriqueiro para alguém com a popularidade dele, mas, eu, que não estou acostumada com o meio, poderia ser engolida rapidamente. 

Sinto-me um pouco tocada com sua preocupação comigo. Talvez ele não seja tão escroto, afinal. Talvez.

― Obrigada. Eu aprecio isso. ― murmuro.

Seus olhos se fixam nos meus e ele sorri, parecendo meio sem jeito, pelo meu agradecimento sincero.

― A qualquer hora, baby. ― murmura de volta, seu tom e olhar suavizando um pouco.

Nós bebemos e falamos sobre o evento. 

Ele me informa todos os detalhes. Quem provavelmente estará por lá. E me avisa sobre os paparazzi. E realmente tinha razão ao me avisar sobre eles. 


Notas Finais


Até o próximo capítulo baby's 😘❤


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