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História Desejo Profundo (wincestiel) - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo Dois


Sentimentos. Como os sentimentos são confusos, não? Uma hora, você pode estar sentindo uma coisa para que, meio segundo depois, você já esteja sentindo outra. E eles são tão confusos que se você tenta sequer explicá-los, você não consegue. Porque sentimentos são isso: inexplicáveis.

E por isso Sam não conseguia explicar porque ele estava sentindo algo a mais pelo seu próprio irmão. Era estranho e impensável sentir algo assim pelo seu irmão ou irmã. Mas mesmo sabendo disso, ele ainda continuava encantado por Dean Winchester.

Uma semana havia se passado desde aquela noite e o rapaz não conseguia tirar a imagem do loiro nu em minha frente, tão perto… E por ele não conseguir tirar aquela imagem que estava o torturando, ele ficava excitado da mesma maneira.

O pior era que quando o mesmo parava de pensar no seu irmão, ou seus pensamentos davam um jeito de voltar para ele ou eles eram invadidos pela imagem de Castiel, o que significava que Samuel ficava ainda mais excitado de qualquer forma.

Ele sentia como se fosse surtar. Estava apaixonado por duas pessoas ao mesmo tempo, com uma delas sendo o seu irmão e a outra, seu melhor amigo.

Eles estavam tão perto, Sam poderia tentar ao menos tomar nem que fosse apenas um deles para mim. Mas ele tinha medo, principalmente por Dean. A forma que ele falou com o Winchester mais novo naquela noite tinha dado muito a entender que ele sabia ou ao menos estava tentado como o rapaz.

"Será que era possível aquilo? Será que meu irmão estava sentindo a mesma atração que eu sentia por ele? Será que ele se masturbava todas as noites, no banheiro e no quarto, uma vez em cada, pensando em mim como eu fazia com ele?" Sam se perguntava o tempo todo.

Não, não era possível. Ele jamais o olharia daquela forma, ele o conhecia o suficiente para saber bem disso. Ele sempre veria Samuel como o irmãozinho caçula.

Sim, esse era o correto. Ele tinha que ver o adolescente dessa forma como ele tinha que vê-lo como seu irmão mais velho, que cuidava dele e lhe dava amor quando mais precisava e seus pais estavam longe. Mas mesmo tendo noção disso, ele se sentia mal. Porque ele queria que o Winchester do meio o desejasse, queria que ele também ficasse excitado ao pensar nele nu, apenas para ele. Para fodê-lo ou para ser fodido por ele, ou até mesmo ambos. Sam o desejava de forma insaciável e estava sentindo que iria enlouquecer caso continuasse assim.

— Samuel, venha logo tomar café ou você vai se atrasar! — sua mãe gritou e o garoto fundo, pegando sua mochila e descendo as escadas para ir pra cozinha.

Tomava seu café da manhã de forma tranquila juntamente com seus dois pais, os três em silêncio, quando Dean apareceu sem camisa. Ele usava uma calça jeans preta, típica dele, e duas botas de o deixavam mais alto, da mesma cor que a calça. Seu cabelo loiro escuro estava molhado e seu rosto estava cansado.

"Por que tão lindo?" pensou consigo mesmo, admirando a beleza descomunal de Dean. Seu peitoral era todo definido e liso, pois ele era vaidoso o suficiente para se depilar naquela região. Não que Sam reclamasse, o corpo era de Dean, de qualquer forma. Fora que ele ficava muito gostoso daquela forma, parecendo um bad boy aos olhos do adolescente.

— Bom dia. — sua voz estava rouca por seu sono e Sam sentiu todo o seu corpo se arrepiar. Deus, aquele homem tinha um poder descomunal sobre ele. Não devia ter, mas tinha. Ele queria que Dean soubesse que tinha.

Enquanto seus pais lhe desejaram bom dia, o garoto se contentou apenas em balançar a cabeça e continuar tomando seu café da manhã silenciosamente. Os três adultos começaram a conversar e nisso, o cabeludo ficou em silêncio, apenas escutando o que eles conversavam.

— Sam, filho — a voz de sua mãe o fez acordar pra vida —, o ônibus que te leva pra escola já está passando! — Mary apontou para a janela da sala, que dava visão ao jardim em frente à casa, onde dava pra ver o ônibus amarelo passando.

— Merda! — o cabeludo praguejou e pegou suas coisas, se levantando pra ir correndo tentar pegar o ônibus, mas sentiu uma mão forte o segurar pelo pulso. Imediatamente, sentiu uma carga elétrica chicotear por todo o seu interior e sua boca ficou seca imediatamente.

A mão áspera e calejada de Dean era uma das coisas que Sam mais adorava sentir. Porque quando as sentia, era como se fosse jogado aos céus.

— Eu te levo pra escola, não precisa ir correndo porque você só vai perder e ainda vai ficar todo suado. — ele falou e tomando coragem, Samuel olhou em seus olhos verdes. Balançou a cabeça e se sentou na cadeira para terminar de comer.

Se antes, ele já não estava falando nada, naquele momento, parecia que sua voz havia sumido. Ele ficou com a cabeça abaixada até o irmão terminar de comer, quando subiu as escadas rapidamente para pegar sua camisa e poderem sair.

A pele de seu pulso queimava até agora e seu coração estava palpitando. Por que um simples ato como aquele já fazia um enorme estrago no coração do acastanhado? Por que seu coração estava batendo tão forte que parecia que abriria um buraco em seu peito para sair?

E por que quando viu o irmão descer as escadas com uma blusa cinza pra dentro da calça, estilo anos mil novecentos e noventa, Samuel queria mais do que nunca tomar os lábios rosados do irmão num beijo apaixonado para externar seu amor?

***

— Aqui está, maninho. — o loiro disse após parar em frente à escola do cabeludo. Sam, sem dizer nada, ia saindo do carro, mas Dean o segurou novamente e todo o interior do Winchester mais novo foi tomado em chamas. — Sam, por que você está assim? Foi por causa daquela noite em que me viu nu?

Sam queria que ele não tivesse lembrado isso. Se não lembrasse, ele poderia se auto-enganar e fingir que nunca viu aquela cena tentadora.

— Sam, me responde! — o mais velho exclamou chateado. — Porra, eu quero saber o que merda eu fiz! — e puxou o mais novo pra perto de si.

Seus rostos estavam próximos, quase colados um no outro. O acastanhado conseguia sentir a respiração quente do loiro e conseguia enxergar direito a barba rala por fazer que o irmão deixava, mais um ponto para o quão sexy ele era.

Se Samuel fosse audacioso o suficiente, ele faria o que mais estava pensando: levaria sua mão à nuca de Dean e o puxaria para iniciar um beijo apaixonado ali mesmo, dentro daquele carro com vários adolescentes passando em frente e olhando aquela cena onde dois irmão estavam se beijando.

Mas não fez, apenas se debulhou em lágrimas e levou o rosto ao ombro do loiro, que o abraçou preocupado.

— Estou tão cansado, Dean… Estou cansado de sentir demais e não conseguir entender o que caralhos eu estou sentindo, estou cansado de desejar algo e não ter coragem o suficiente para lutar por aquilo por medo do que vão fazer contra mim. — ele chorava ao ponto de soluçar. Seu rosto estava vermelho tanto de vergonha como pelo choro em si.

— Oh, meu maninho… — foi a única coisa que Dean disse antes de levar seu rosto ao pescoço do irmão e dar alguns beijinhos na área, fazendo o garoto se arrepiar por completo.

"Se você soubesse o que está acontecendo mesmo e como isso o que está fazendo apenas piora a situação, não continuaria o fazendo." Sam pensou, ainda com o rosto no ombro do mais velho. Querendo ou não, o cheiro daquela colônia barata o acalmava.

— A Mary e o John vão me matar se descobrirem isso, mas eu não posso te deixar ter um dia horrível na escola por causa dessas coisas ruins que anda sentindo. — Dean disse antes de se soltar do irmão e pisar fundo no acelerador, indo para bem longe da escola.

— Aonde está me levando? — o Winchester perguntou olhando assustado para a velocidade em que estavam.

— Para um lugar onde terá paz, ao menos é o que tenho. — disse sorrindo e deu uma leve piscadela.

Aquilo já foi suficiente para Sam se entregar de fato àquele momento. Aquele sorriso de Dean, o sorriso de felicidade genuína, era algo que ele não dava sempre.

Era mais uma coisa na lista pelas quais Sam era apaixonado em seu irmão.

***

— Bem vindo ao meu cantinho da paz. — o loiro falou sorrindo, abrindo uma porta de um dos vagões de um dos trens velhos.

Aquele lugar era lindo de uma forma estranha. Parecia um amontoado de sucata velha e enferrujada, e de fato era, mas era bom. Em poucos segundos ali, Sam já se sentia mais leve. Ou talvez fosse por ter sido Dean que o havia levado ali.

O loiro se sentou num pano dentro do vagão e bateu leve para que o acastanhado fizesse o mesmo, e ele logo o fez. Ficaram ali, sentados naquele amontoado de poeira, apenas com um fino pano os separando da madeira do piso do vagão. Mas estavam juntos, na paz, era isso que importava para Sam, pelo menos.

Seus braços se tocavam e o coração do Winchester mais novo estava palpitando ao sentir o volume e a definição daqueles músculos do irmão.

Agora, a única coisa que desejava era ser envolvido por aqueles braços fortes e se entregar ao irmão naquele lugar, naquele exato momento.

E então, abraçou Dean. Queria beijá-lo, como queria. Seus lábios pareciam desesperados para sentir a doçura dos do irmão e ele estava querendo fazer aquilo agora.

Ninguém saberia, apenas eles dois. Acontece que talvez isso chegasse a ser pior. E se Dean não sentisse o mesmo? A relação entre eles ia ficar estranha e todos iam perceber, afinal, os irmãos Winchester são muito unidos, não?

Então mesmo louco para beijá-lo, mas ansiando ser o gosto de seu beijo, Sam ficou respirando fundo enquanto continuava abraçado ao irmão.

Os dois se deitaram lentamente e com Dean o agarrando por trás, fazendo com que ficassem se conchinha, Samuel caiu no sono.

— Eu te amo tanto, Sam. — o cabeludo escutou, mas não sabia dizer se isso já era do sonho ou se era mesmo real, pois caiu em sono profundo.

***

Quando acordou, ainda estavam de conchinha e agora, era Dean quem dormia pesadamente. Aquilo era perfeito e excitante. Por mais que pro outro, fosse apenas algo normal de irmãos, aquilo era muito além disso.

Era romântico, protetor. Sentir sua bunda contra a região pélvica do mais velho o fazia sentir umas fisgadas em seu próprio pênis por causa dos pensamentos impuros que rondavam sua mente por isso.

Até que o celular de Dean começou a tocar desesperadamente, várias mensagens uma seguida da outra. Temendo ser seus pais sabendo da falta à aula do cabeludo, ele ficou com medo de olhar o que era.

Mas quando pegou o celular e viu um contato que ele nunca tinha visto, ficou confuso e curioso.

Desbloqueou o celular, pois eles tinham a senha um do outro, e foi olhar quem era.

Seu coração começou a doer quando viu o nome de contato sendo "Amor da minha vida 💜😍" e logo bloqueou a tela do aparelho, sem se dar o trabalho de ler as mensagens. Sabia bem que nunca teria chances com Dean, ele é hétero e seu irmão, mas isso não mudava a dor que ele estava sentindo. Uma dor horrível no peito.

Lágrimas começaram a rolar por seu rosto e ele tentou de tudo para não acordar o irmão, que continuava a dormir.

Agora era certo de fato: Jamais teria um dos amores de sua vida. Agora só faltava descobrir que Castiel também já estava comprometido para piorar tudo.



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