História Desejos - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 795
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Para tirar as ideias que provavelmente toda leitora tem ao ler um livro da cabeça.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Querido diário, (é muito clichê escrever isso e acho que estou prestes a apagar esse começo ridículo — porque, para começar, eu te dei o nome de Didi só pra rir da sua cara sempre que escrevesse isso)

Bem, tudo começou quando eu tinha 10 anos, em uma feira de livros. Uma mulher estava mostrando O Lado Mais Sombrio e foquei logo de cara por causa da Alice no País das Maravilhas, foquei logo de cara na sensação, na curiosidade, que me fez sentir ouvir aquela sinopse. E eu queria, pela primeira vez na vida, realmente ler um livro. Tinha uma linguagem simples, mas correta, e tão envolvente. A história, apesar de alguns baixos e muitas coisas que se fosse eu ali teria mudado, era tão envolvente que não consegui parar até acabar. E então o próximo. E outra coleção. Até hoje é assim. Ando pelas livrarias vendo que metade das prateleiras eu já li. E eu amo isso. Mais do que tudo, amaria viver esses personagens, qualquer um que eu quisesse. Eu não vejo muito o sentido da vida e não tenho a real necessidade em vivê-la, porque sei que independentemente da vida que tiver ela não terá sido vivida como eu queria. As emoções, as sensações, a ideia, a história, nunca será boa desse jeito. Diferente de muitas pessoas com a minha idade, seus 16 anos, eu não tenho o problema de não saber o que quero ser quando crescer ou não ter o interesse em pensar nisso. Meu problema é justamente querer ser tudo, e quando digo tudo, é realmente tudo. Talvez seja por isso que goste tantos dos livros, eles me dão uma ideia de uma realidade que, sem eles, nunca seria possível viver.

Ou não seria até semana passada.

Sabe aquela ideia de poço dos desejos? Então... clichê, né? Eu passei por um em um passeio com a turma da escola e resolvi não ser a única a não jogar um pedido ali. Eu joguei um papelzinho escrito, porque sou bem específica no único desejo que já quis para minha vida. Escrevi algo assim antes de rasgar o papel e jogar lá dentro:

 

Quero poder viver os livros, literalmente viver como se fosse uma personagem e realmente aquela fosse a minha vida. Condições:

1. Posso escolher qualquer livro e qualquer personagem do livro;

2. Terei a consciência da personagem, mas também vou lembrar de como é a história e ter um pouco de mim ali;

3. Mesmo que tenha vivido um milênio no livro, quando voltar terá só se passado 1 segundo na vida real;

4. Posso mudar a história;

5. Posso ir e voltar quantas vezes quiser;

6. Lembrarei de tudo quando voltar.

 

É claro que eu não imaginava que iria funcionar, já que não sou tão iludida. Mas valia a pena testar, já que não tinha nada mesmo para fazer e essa dúvida ia me matar um dia. Eu peguei um livro qualquer — o que é mentira, já que tinha exatamente meu livro favorito em mente e em mãos — e simplesmente fiquei tão envolvida na história que minha mente... deslizou para a da personagem. Sem mais, nem menos. Entediante? É, seria mais interessante com um motivo ou cena dramática com fumaça, purpurina e um ou dois unicórnios, talvez, mas estou aqui para contar a verdade. Não posso ficar embelezando isso para ficar mais bonito. Enfim, o que importa é que era o que eu mais desejava desde aquele quase desconhecido livro que li há seis anos. Eu só preciso aprender a lidar com isso. Foi algo como... cinco segundos em um mundo diferente. Então eu voltei para meu corpo. Quase caí no sofá, não foi agradável. Fora o possível ataque cardíaco que tive, mas estou bem. Estou testando até agora como isso funciona, não que esteja dando 100% certo. É frustrante. Eu aprendi como entrar, e aprendi mais rápido ainda como sair. Acontece que o nervosismo ou o momento chocante e intimidador me fazem voltar com tudo. Me lembrem de anotar para treinar isso depois. Meu braço já está doendo de tanto escrever aqui. Descobri que consigo moldar a história, só volta como era antes se eu caio de volta para meu corpo. Então o mais importante é aprender a não mandar a mim mesma de volta sem querer.

Vamos dizer que isso foi até metade da semana passada. Agora eu já estou bem melhor nessa parte. Só não tive coragem o suficiente para passar um livro inteiro como uma personagem. São personagens que sempre sonhei em ver, ouvir, conversar. Convenhamos, não adianta nada se eu morrer de um ataque cardíaco por causa disso. Ok, vou parar de reclamar. Vou fazer como sempre, uma mão sobre a página e fechar os olhos. Não pode ser tão difícil dessa vez.


Notas Finais


Essa é a introdução. O "eu" nesse caso não tem nome, não é relevante no livro — pelo menos por enquanto. Cada história vai se passar em um livro diferente, do "eu" como a personagem que escolheu para viver. Veja nas minhas histórias para ler as aventuras que toda leitora quer ter — e aceito sugestões de livros para escrever a qualquer hora, afinal de contas, somos todos leitores aqui. Espero que gostem.

Besitos ; )


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