1. Spirit Fanfics >
  2. Desejos de um bruxo >
  3. Único

História Desejos de um bruxo - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá bruxos e feiticeiras!

Tema 23 - que tenha uma cena em uma lagoa (eu escolhi uma cachoeira)

Alguém me faça parar de escrever sobre eles?
Eu tô muito viciada nesse shipp!

Buckybarnes107 espero que goste!

Boa leitura:

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction Desejos de um bruxo - Capítulo 1 - Único

Já faz uns seis anos que Geralt conheceu Jaskier, eles se encontram nos lugares mais aleatórios possíveis, e Geralt nunca vai dizer em voz alta, mas sempre se diverte mais na presença do bardo.

Parece que Jaskier vai começar a perseguir Geralt de novo por algum tempo, alegando precisar da inspiração que só o bruxo o proporciona. Geralt não está reclamando, apesar de resmungar o tempo todo.

Eles pararam em uma clareira que Geralt julgou ser segura para passar a noite, ele mandou Jaskier ir preparando o acampamento enquanto ele tentava caçar algo para eles comerem aquela noite.

Ele pegou uma lebre, ao chegar onde ficariam ele encontrou Jaskier dando uma maçã para Plotka, Geralt achou a cena incrivelmente adorável. Ficou observando o bardo acariciar a crina da égua e murmurar alguma coisa para ela e rir baixinho. O bruxo finalmente fez sua presença conhecida chamando atenção deles, Jaskier sorriu tranquilo para ele e se aproximou oferecendo ajuda.

O coração de Geralt parecia acelerar, embora ele saiba que é impossível devido as mutações.

Ele deu a maior parte para Jaskier comer, se sentiu satisfeito quando o bardo suspirou feliz.

~ * ~

Na noite seguinte Geralt estava com dificuldade para dormir, ele tentou ir para o meio da floresta meditar, mas nada estava adiantando.

Ao voltar para o acampamento seus olhos caíram em Jaskier, que dormia tranquilamente, sua respiração estável. Seu casaco enrolado servindo como um travesseiro improvisado, uma mão pousada no estômago enquanto a outra estava jogada ao lado do seu rosto. Uma pequena faixa de pele estava visível da blusa que ergueu um pouco.

Geralt se aproximou silenciosamente, se abaixou e ficou admirando o bardo dormir, seus olhos não tendo dificuldade para enxergar no escuro com a fraca luz da fogueira.

Como Geralt nunca percebeu as sardas claras e fofas pelo rosto do bardo? Ou como seus lábios são cheios e convidativos?

Geralt passou o polegar suavemente pelo rosto de Jaskier sentindo a pele macia, se lembrando do amigo tentando explicar a função de cada creme que ele usava.

Geralt negou com a cabeça e se afastou.

O que está acontecendo com ele?

~ * ~

Eles estavam caminhando sem um rumo específico, prontos para pararem em algum vilarejo e descansarem em camas de verdade.

Jaskier estava tocando seu alaúde e cantando – não tão alto quanto nas tabernas. Ele ignorava os resmungos do bruxo, e tentava compor algo novo.

Jaskier pendurou seu alaúde nas costas e começou a tagarelar sem parar sobre assuntos aleatórios, ele nem dava fim a um e começava a falar sobre outra coisa.

Outra coisa que Geralt não vai admitir em voz alta é, ele adora essa conversa sem sentindo. Ele não presta atenção em nada, mas só a voz do bardo o acalma. Viver tanto tempo em silêncio muitas vezes é cansativo.

–... então meu pai me colocou de castigo, mesmo assim eu continuei comendo o doce escondido. – ele terminou de contar alguma história sobre sua infância – Droga, precisamos parar em algum riacho.

Geralt finalmente olhou para o amigo que virava seu cantil de cabeça para baixo indicando que estava vazio. Geralt revirou os olhos e pegou o seu próprio entregando para Jaskier, que sorriu agradecido e bebeu.

Quando Jaskier devolveu o cantil, Geralt percebeu como os olhos azuis brilhavam com os raios de sol batendo neles. Eram tão claros e hipnotizante, quase impossível de desviar ou negar algo.

Desde quando Jaskier tem olhos tão bonitos?

Ele já escutou várias pessoas elogiando os belos olhos do bardo, mas nunca parou para realmente prestar atenção neles.

De novo a sensação de que seu coração está acelerando.

~ * ~

Era um dia quente quando resolveram pararem em uma cachoeira para se refrescar, Jaskier correu na frente deixando Geralt com a missão de montar o acampamento.

Geralt nem achou ruim, já acostumado com o jeito do amigo. Depois de garantir que Plotka estava confortável e não tinha ameaças em volta, Geralt foi para a cachoeira.

Ao chegar lá encontrou Jaskier já na água de costas para ele. Geralt observou toda a pele pálida exposta aos seus olhos, e algo veio a sua mente.

Jaskier já viu Geralt nu algumas vezes, já até mesmo passou camomila na sua bunda quando se machucou em um trabalho. Mas ele nunca viu o bardo nu.

Jaskier se esticou um pouco revelando apenas uma pequena parte da curva de sua adorável bunda. Ele voltou rapidamente para baixo d'água para a decepção do bruxo.

Geralt franziu o cenho com o pensamento. Por que diabos ele quer ver a bunda do seu amigo?

Sacudiu a cabeça e saiu dali com pressa indo mata a dentro para se acalmar e colocar seus pensamentos em ordem novamente.

Ao voltar suspirou decepcionado por Jaskier já estar vestido, ele estava cantando alegremente para Plotka que parecia entediada.

Talvez Geralt goste um pouco demais da pele nua do bardo.

~ * ~

Eles estavam em uma taberna qualquer. Jaskier estava tocando recebendo atenção de todos do local que riam e cantavam canções conhecidas e populares.

Jaskier parecia tão natural, era como se ele fosse uma sereia e hipnotiza todos com seu canto. Talvez seja os adoráveis olhos azuis.

Mas Geralt está sentindo algo que nunca sentiu antes ao perceber que algumas pessoas olhavam para Jaskier com desejo. Tanto homens quanto mulheres tentavam flertar com ele.

Isso é ciúme?

Jaskier agradeceu e foi até a mesa onde Geralt estava sentado sozinho, colocou o saco de moedas e sorriu contente.

– Hoje vamos poder dormir em camas de verdade! – Jaskier exclamou feliz pedindo uma cerveja – O dono nos deixou ter essa noite de graça. Eu até consegui dois quartos!

Geralt não ficou feliz com isso, e não sabia por que.

– Eu não me importo em dividir um quarto com você. – Geralt murmurou levando a caneca de cerveja a boca para disfarçar.

Jaskier ergueu uma sobrancelha, ele agradeceu quando a moça deixou sua caneca de cerveja e saiu.

– Pensei que você queria um pouco de privacidade. – Jaskier deu de ombros – Tem muitas mulheres interessadas no Lobo Branco.

– Eu não me importo.

Geralt não parou para pensar que nos últimos meses Jaskier não se envolveu com mais ninguém, não se lembra de precisar o salvar de algum marido ciumento, irmão protetor, pai raivoso ou algum homem que teve o coração partido pelo bardo.

E agora ele insinuou que Geralt pode querer alguém, não citou que ele próprio precisa de privacidade.

– Bem, o único outro quarto vago só possui uma cama de casal. – Jaskier disse como quem não quer nada – Tem certeza que quer compartilhar?

– Não seria a primeira vez. – respondeu sem emoção – Mas se você precisa de privacidade, eu não me importo.

Mentira, ele se importa.

– Tudo bem! – Jaskier disse e terminou sua cerveja – Vou dizer a ele que vamos ficar no mesmo quarto. E mandar ele preparar um banho quente. Estou precisando.

Geralt não dormiu direito naquela noite, preferiu ficar sentindo o cheiro de Jaskier ao seu lado e memorizar todas as pequenas sardas em seu rosto.

Ele se ofereceu para lavar as costas do bardo, e ainda consegue sentir a pele quente em seus dedos.

Que sentimento é esse?

~ * ~

Geralt estava limpando suas espadas, eles resolveram parar um pouco para descansarem. Jaskier foi até um riacho lavar algumas roupas deles que estavam precisando.

– Sua adorável esposa está cuidando das tarefas domésticas?

Geralt se virou na mesma hora empunhando uma das espadas, suspirou e voltou a se sentar ao perceber que era apenas Yennefer.

– Você está ficando cada vez mais doméstico e nem percebe isso. – ela falou e sentou ao lado dele no tronco.

Ele apenas resmungou e começou a limpar a próxima espada, ele queria ignorar totalmente a presença dela, mas tem algo que ele precisa perguntar por mais que corra o risco dela o provocar com isso para o resto da sua existência.

– Yen, eu estou me sentindo um pouco estranho ultimamente. – falou sem a olhar.

– E o que você está sentindo?

Ele suspirou e abaixou a espada limpa.

– Eu comecei a reparar muito no Jaskier, coisas simples que eu nunca prestei atenção antes. – ainda se recusou a olhar para ela – Fora que eu só quero arrancar a roupa dele e o foder a noite toda, até ele não conseguir andar normalmente.

Finalmente a encarou e se arrependeu ao ver a expressão debochada e maliciosa. Ele sabia que não devia falar nada.

Bufou e levantou com raiva de si mesmo por ter falado tanto, ia tentar caçar algo para manter as mãos ocupadas, mas foi parado por uma mão delicada em seu ombro.

– Não é minha intenção menosprezar esse seu "problema". – ela fez aspas com os dedos – Sério que você não percebeu que está apaixonado?

Geralt ficou esperando ela ri ou dizer alguma besteira, mas ela estava sendo sincera e isso o atingiu em cheio no peito.

– Não, eu não estou apaixonado. – negou – Deve ser apenas uma atração sexual estúpida, eu vou tentar ficar com alguma prostituta e acabar com isso.

Yennefer negou com a cabeça e caminhou tranquilamente em volta dele parando em sua frente.

– Você que está sendo estúpido. – ela falou e cutucou o peito dele com o indicador – Eu admiro isso em você, se fosse outro homem provavelmente ia o forçar a ficar com você. Convenhamos, você da dois dele, nem precisa de armas para intimidar.

– Eu jamais o obrigaria a ficar comigo.

Só a ideia de segurar Jaskier com força e o machucar já é perturbador e algo que Geralt nunca vai fazer.

Geralt se virou para falar mais alguma coisa para ela, mas ela já havia desaparecido. Jaskier apareceu entre as árvores segurando orgulhosamente a sela de Plotka que ele lavou.

Talvez ele esteja um pouco apaixonado.

~ * ~

Geralt entrou no quarto e tirou as espadas e as colocou ao lado da porta, Jaskier torceu o nariz ao vê-lo tirar a roupa suja de sangue e restos do lobisomem que foi enfrentar. Jaskier incrivelmente não quis ir, preferiu ficar e tocar na taberna ganhando bastante moedas para eles.

– Eu vou ir pedir um banho. – o bardo falou se levantando – Coloca as roupas sujas naquele canto, vou levar para lavar depois.

Geralt grunhiu concordando e tirou rapidamente as peças sujas as deixando onde Jaskier indicou, sentou na cama e suspirou cansado. Finalmente pode descansar um pouco.

Cobriu a cintura com o lençol quando Jaskier voltou seguido pelo dono segurando dois baldes de água fervendo, ele encheu a banheira e voltou para buscar mais. Quando estava cheia o homem foi embora deixando apenas os dois. Jaskier arregaçou as mangas da blusa e apontou para o banheiro.

Geralt suspirou contente com a água quente em sua pele. Não é sempre que ele pode ter essa sensação tão boa, e quando Jaskier começou a pentear seus cabelos ele se sentiu no paraíso.

– Seu cabelo é tão bonito, e mesmo assim você não cuida dele e o deixa ficar imundo. – Jaskier reclamou pegando uma caneca e molhando os fios prateados – Sinto te informar, mas sangue de monstros não vai deixar eles bonitos!

Geralt fechou os olhos sentindo os dedos habilidosos do bardo massageando sua cabeça suavemente, até mesmo a reclamação dele estava perfeita naquele momento.

Geralt pode sentir essas mãos em si para o resto da eternidade.

~ * ~

Se ferir durante uma missão é algo raro para Geralt, mas infelizmente às vezes acontece.

Jaskier estava ajoelhado na sua frente enfaixando seu pulso ferido, por mais que ele tenha dito que isso não era necessário pois iria se curar.

– Geralt, não é só porque seu processo de cura é muito superior que o de um humano comum, que você tem que tratar você mesmo como se não fosse importante. – Jaskier falou olhando para baixo – Você não é descartável.

Essas palavras atingiram o bruxo direto no peito.

– Hum.

Jaskier terminou o curativo mas continuou ajoelhado no mesmo lugar ainda olhando para baixo.

– Apenas tome mais cuidado. – o bardo falou por fim se levantando.

Quando Jaskier foi se afastar para ver se os peixes na fogueira já estavam bons, Geralt o segurou suavemente pelo pulso o fazendo o olhar.

– Obrigado. – Geralt falou e soltou o pulso dele.

Jaskier sorriu e corou antes de se virar e começar a tagarelar sobre alguma coisa aleatória.

Talvez Geralt seja correspondido.

~ * ~

Eles estavam caminhando algumas horas, Jaskier se cansou e pendurou seu alaúde em Plotka. Apesar de não reclamar, Geralt percebia que seus passos estavam ficando mais lentos.

– Sobe. – Geralt falou após parar.

Jaskier o olhou surpreso, em seguida estreitou os olhos.

– Não, obrigado, eu estou bem caminhando. – respondeu voltando a andar.

– Só sobe logo.

– Para você me derrubar ou algo do tipo? – o bardo cruzou os braços – Eu conheço seu senso de humor, bruxo.

Geralt revirou os olhos, não tem paciência para essa discussão infantil. Se aproximou do outro e puxou para cima de Plotka quando ele se distraiu durante um monólogo, o colocou sentado a sua frente e segurou as rédeas novamente fazendo Plotka voltar a andar.

– Você não pode só me pegar a força e me jogar por ai! – Jaskier começou a reclamar como sempre – Aonde estão meus direitos?

Geralt ignorou, em algum momento o bardo se cansou de reclamar e então começou a assobiar uma canção qualquer.

Droga, Geralt devia ter arrumado um jeito para Jaskier ter sentado na parte de trás, porque agora seu pau está esfregando na bunda gorda do bardo. Ele espera que não tenha uma ereção.

Seus pedidos foram em vão, ele acabou ficando excitado. Pensou que Jaskier iria falar algo ou fazer uma piada, mas o bardo pressionou mais contra o peito firme do bruxo. Geralt passou um braço pela cintura dele e fechou os olhos absorvendo mais do cheiro doce e convidativo.

Quando chegaram na próxima cidade eles não tocaram mais no assunto, mas Geralt pegou Jaskier algumas vezes olhando para a virilha dele.

~ * ~

– Por que você fica me cheirando? – Jaskier perguntou uma vez enquanto eles caçavam uma kikimora.

– Seu cheiro é agradável.

Jaskier parou de andar e ficou encarando o bruxo de boca aberta, não esperava uma resposta tão rápida e sincera.

– Obrigado? – agradeceu indeciso – Quer dizer, eu sei que meu cheiro é magnífico, mas um elogio vindo de você sempre é agradável.

Geralt suspirou, esse é o momento certo para acabar com essa agonia em seu peito.

O bruxo foi até Jaskier e colocou as mãos em sua cintura, não a apertou dando espaço para Jaskier se afastar quando quisesse.

Os grandes e brilhantes olhos azuis o olhavam com curiosidade e expectativa, os lábios carnudos estavam entreabertos, o cabelo castanhos levemente enrolados nas pontas já que estavam umidos, as sardas que só tinham como serem notadas se a pessoa olhasse bem para elas.

Jaskier é perfeito.

– Julian, você me faz sentir.

– Sentir o que?

Geralt encostou sua testa na do bardo, ambos fecharam os olhos.

– Você apenas me faz sentir. – Geralt respondeu simples.

Jaskier acabou com a distância entre eles, ficou na ponta dos pés e o beijou passando os braços pelo pescoço do bruxo que o puxou mais para si.

Geralt não sabe quando ou quem começou os boatos de que bruxos não tem sentimentos, que eles são incapazes de sentirem qualquer coisa.

Se ele encontrasse essa pessoa provaria que ela estava errada, um bruxo só precisa da pessoa certa para despertar todos os sentimentos que as pessoas os negaram.

E Jaskier faz Geralt sentir tudo.

FIM


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

Eu sinto que preciso escrever mais 300 fics deles para tirar do meu sistema, pqp
@buckybarnes107 não me incentiva se não vou querer escrever mais sendo que já tenho mais duas deles! Te amo ❤

Tenham um ótimo dia, tarde, noite e madrugada!
Tenham ótimos sonhos!

Até uma próxima!
😘❤❤❤❤❤❤❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...