História Desejos do Passado - Capítulo 12


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Notas do Autor


Oi. Estou em crise e bateu a insegurança, mas queria agradecer de coração a todas que favoritaram e comentaram, não sabem como me deixam alegrinha! O feedback é muito importante pra quem escreve ❤️

Capítulo 12 - 12. Adolescente apaixonada.


Fogaça chegou em casa, comeu um sanduíche e foi se deitar no quarto de hóspedes, onde estava dormindo no último mês. Ficou aliviado em não precisar conversar com a sua mulher. Sabia que precisavam decidir o que fazer com o seu casamento, mas ele não estava com cabeça para isso. 

O fim de semana de Henrique passou voando. No sábado foi aos seus restaurantes resolver tudo o que precisava e de noite comandou o serviço da cozinha. No domingo aproveitou o máximo que pode ao lado de seus filhos e os levou para um parque. De noite, quando deitou em sua cama, Paola veio em seus pensamentos. Pensou em mandar uma mensagem, mas achou melhor esperar para vê-la no outro dia de manhã.

Paola teve um fim de semana agitado no Arturito, cobriu um evento executivo importante e comandou o serviço dos jantares para que saísse tudo perfeitamente.

Na segunda-feira quando Fogaça chegou na emissora correu seus olhos ansioso para encontrar Paola. Quando a viu, ela estava concentrada lendo alguns papéis e fazia anotações. Ele foi até ela e quando chegou próximo, falou alto:

- Bom dia, Carosella! - Paola deu um pulo, assustada, e tratou de lhe dar um tapa no braço. Ele ria alto. - Ai! Eu só apanho nesse programa! - Ele comentou, Paola riu e o empurrou de leve.

- E você só me incomoda! - Ela disse. - Bom dia, Fogaça. Como foi seu fim de semana? - Perguntou enquanto deixava de lado seus papéis. Escorou-se no balcão onde antes fazia anotações e deu total atenção ao chef. 

- Bom dia, queridos! - Foram interrompidos por Ana Paula que chegara ao estúdio.

- Bom dia, Aninha! - Fogaça respondeu, indo abraça-la, animado. Ana riu.

- Hm… Que animação, parece que o fim de semana foi bom! - Ela comentou e deu uma piscadela para Paola, que revirou os olhos.

- Sobre isso, no meu camarim, agora! - Paola falou e virou as costas, indo em direção ao seu camarim. Percebeu Ana acompanhando-a e logo entraram na sala. - Você ficou maluca? - A chef quase gritou quando fecharam a porta.

- Quem tá maluca é você, eu só tô dando uma ajudinha. - Ana respondeu e diante do olhar raivoso de Paola, ergueu as mãos em rendimento. - Vocês estavam flertando quando eu cheguei, o que quer dizer que meu plano deu certo. - Ela disse simplesmente.

- Ana, você não tem o direito de fazer isso! - Paola falou incomodada. - Se seu plano deu certo ou não, não importa, o que estamos fazendo é errado e você não deve incentivar isso. 

- Tem razão. Mas estava um porre o clima entre vocês dois, eu precisei fazer alguma coisa, desculpa. - Ana justificou. - Mas então, como foi o jantar? - Paola de uma risada tímida e mexeu nos cabelos.

- Não teve jantar. - Falou baixinho. - Queimou tudo. - Ana Paula levantou as sobrancelhas num sorriso malicioso.

- Você deixou queimar a comida? Tava distraída com o que? - Ela riu. Paola a empurrou de leve fazendo desdém.

- Chega desse assunto, vamos trabalhar! - Disfarçou e saiu da sala a procura da maquiadora. 

Naquele dia as gravações ocorreram de forma leve e descontraída. O clima entre Paola e Fogaça preenchia o local, brincavam e conversavam entre si o tempo todo e, sempre que possível, zoavam Jacquin por qualquer motivo que aparecesse. Pareciam mais entrosados do que nunca e isso era perceptível até para os participantes. 

Quando Paola se dirigiu ao seu camarim ao final das gravações, percebeu a porta abrindo assim que a fechou, assustando-a. Fogaça entrou sorrateiro e com um sorriso bobo no rosto.

- Que tá fazendo? - Paola perguntou entre risos. Ele se aproximou tão de repente que a argentina não conseguiu reagir, quando deu por si, tinha os lábios de Fogaça nos seus, selando um selinho rápido. Ela segurou seus ombros e o afastou levemente, olhando-o nos olhos. - Fogaça! - Ela xingou baixinho. Ele sorriu e apoiou as mãos na cintura de Paola, a puxando para perto. Ela cedeu e logo sentiu o nariz de Fogaça passando delicadamente por seu pescoço.

- Tava doido pra sentir seu cheiro. - Ele falou perto da orelha da chef, que se arrepiou inteira apenas com aqueles gestos. Percebendo a reação de Paola, deu leves beijos pelo pescoço e, aproveitando seus corpos em contato, a empurrou lentamente até pressioná-la na parede. 

- No faz assí. - Ela pediu, deixando seu sotaque mais forte. - Podem entrar a qualquer momento aqui. - Falou, mas permanecia imóvel, aproveitando as carícias de Fogaça. Suas mãos agora já estavam embaixo do tecido de sua blusa e subiam lentamente até seu sutiã. Ela suspirou alto ao sentir o contato com seus seios e fechou os olhos. 

Ele deu pequenos beijos em volta da boca de Paola até que investiu num beijo intenso, enquanto a pressionava contra a parede. Ela pousou uma das mãos sobre o cós da calça de Fogaça e lentamente foi descendo, até apertar sua ereção por cima da calça. Ele soltou um gemido abafado e mordeu o lábio inferior da argentina. 

- Me encontra no meu flat hoje? - Ele disse entre beijos. Paola parou todos os movimentos e o encarou. Aceitar aquele convite seria aceitar oficialmente sua posição de amante. 

- Não posso, tenho que ficar com a Fran hoje, recém voltei de viagem, ela precisa de mim. - Justificou. Ele franziu a testa, pensativo. - Fogaça, temos que ser cuidadosos. Eu nem sei o que significa isso que estamos tendo mas sabemos que é errado. - Ela disse enquanto passava os braços em seu pescoço, aproximando seus rostos. - Precisamos ir com calma. - Deu rápidos selinhos nos lábios dele tentando desmanchar sua expressão desapontada. 

- Também não sei o que temos. - Ele iniciou. - Eu só sei que não quero ficar mais longe de você. - E a beijou novamente, um beijo calmo e carinhoso. - Tenho que ir. - Falou se afastando dela. - Vou passar no Cão Véio e depois vou para o flat. Se mudar de ideia, estarei lá. - Ele piscou, Paola sorriu e assentiu. 

Paola foi para casa pensativa, sorria abobalhada ao lembrar de Fogaça. Realmente estava se deixando levar pelo que sentia, não sabia explicar, mas ele a fazia se sentir na nuvens, como uma adolescente apaixonada. 

Quando abriu a porta, imediatamente sentiu cheiro de lar: aroma de flores, temperos e vinho. Ficou em alerta quando percebeu as luzes apagadas, a única iluminação que preenchia a sala era o reflexo de algumas velas que vinham da sala de jantar. Puta merda.  Ela pensou.


Notas Finais


Lembrando que Paolinha ainda está casada 👀


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