História Desejos do Passado -Jeon Jungkook - Capítulo 21


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Got7, Jeon Jungkook, Romance, Txt
Visualizações 36
Palavras 940
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 21 - Culpa do amor


Fanfic / Fanfiction Desejos do Passado -Jeon Jungkook - Capítulo 21 - Culpa do amor


Fiquei surpreso quando vi que ele ainda estava acordado. Mas aqueles olhos tão iguais aos meus estavam bem abertos, me observando com uma expressão óbvia de bom humor.

– Era a enfermeira ruiva?

Resmunguei e sentei ao lado da cama.

– Era.

– Ela é muito linda, uma boneca mesmo. Passou por aqui para ver como eu estava há alguns dias. Falei que estava morrendo de tédio, e ela apareceu com isso. Quase lhe dei um beijo – contou, apontando para uma pilha de revistas ao lado da cama, com fotos de motos e mulheres em trajes mínimos na capa. Nossa, essa garota é mesmo muito legal. Não precisava ter feito isso pelo Phil.

– Com certeza, ela não é deste mundo. Nunca conheci uma menina que mude tanto de humor. A gente estudou no mesmo colégio. 

O Phil arqueou as sobrancelhas, mexeu as pernas por baixo das cobertas e continuou:

– Acha que pode ter a ver com o fato de você ter sido um pé no saco quando era adolescente? Falava tudo o que passava pela sua cabeça, sem pensar, e tinha uma tendência a ser um merdinha. Você e o Suga são muito parecidos. Vai ver, está pagando pelos pecados daquela época. 

Fiquei pensando nisso, inclinei o queixo na direção dele e comentei:

– Você parece um pouco melhor.

– Melhor é relativo. Já estou quase curado da pneumonia, e falaram que posso sair daqui até o final da semana. Mas vou ter que procurar uma enfermeira para ficar comigo em casa, porque o pior ainda está por vir. Não quero ficar num hospital, cercado de máquinas, esperando a morte chegar. 

Franzi o cenho, juntei as mãos e apoiei os cotovelos nos joelhos.

– Como é que você consegue falar que está morrendo como se isso não fosse nada? Fico todo despedaçado, droga, e você fala como se a gente estivesse escolhendo o que vai comer no jantar – desabafei.

– Tive mais tempo do que você para me acostumar com a ideia, filho. Desculpa não ter encontrado antes as palavras certas para te contar. Da primeira vez, você era só uma criança, e achei que eu fosse invencível. Desta vez, sei que as coisas não são bem assim.

Isso não fez eu me sentir melhor, mas acho que nada pode me fazer me sentir melhor.

– Quando é que ia me contar tudo isso? Por que ninguém pensou que eu precisava saber a verdade sobre o que aconteceu entre você e a minha mãe? 

O Phil soltou um suspiro, dando início a um acesso de tosse que fez seu corpo inteiro se contorcer. Queria me sentir mal por ter feito essas perguntas, mas preciso saber a verdade.

– Essa é uma longa história que fica para outro dia, em outro lugar. Para ser sincero, acho que você deveria perguntar isso para a sua mãe.

Joguei meu corpo grande contra a cadeira e olhei feio para ele.

– Quero saber da verdade e duvido que ela saiba o que isso significa. - O Phil fez um barulho com a língua e se mexeu na cama de novo. Parecia tão frágil, tão distante do homem em que sempre me espelhei. Era de dar medo.

– Nós dois somos responsáveis por não ter te contado nada antes. Ela tomou algumas decisões erradas, resolveu que seu futuro seria de um jeito, sem se importar com o que estivesse no seu caminho: eu, você e tudo o mais. Sou grato pelo tempo que pude passar com você e com os rapazes. Pensa que eu não queria que soubesse antes que é meu filho? Queria, sim. Mas também entendo por que sua mãe quis guardar isso em segredo por tanto tempo. Eu também tomei algumas decisões erradas, Jeon.

– Por que deixou minha mãe fazer isso com a gente? Comigo? Minha infância foi um pesadelo até você aparecer.

Aí me olhou de um jeito que conheço muito bem. Já vi esse olhar no Jimin, no Jin, no Nam,  e no Hoseok também. Já vi meus amigos olharem daquele jeito para as mulheres que conquistaram seu coração para sempre, então respondi pelo Phil:

– Você a amava.

Ele fechou os olhos e se ajeitou na pilha de travesseiros.

– Com o amor, a gente não negocia, Jeon. Quando acontece, toma conta de tudo.

– Ah, pode acreditar que sei muito bem disso. Perdi para o amor a vida inteira.

– Você não pode basear seu conceito de amor na experiência que teve na infância. Amar alguém com quem você quer ficar é um sentimento completamente diferente, tem um poder diferente do amor que se sente pela família. É outra coisa, e as correntes que te prendem a ele podem ser impossíveis de quebrar.

Aí sua voz falhou, e seus olhos fecharam de vez. O Phil estava apagando. Levantei e cheguei perto da cama, para pôr a mão no seu ombro. Tive que usar toda a minha força de vontade pra não me encolher quando senti o quanto estava frágil por baixo do suéter preto que vestia.

– Pode ser. Só não sei como se pode amar alguém que foi rejeitado pela própria mãe. Isso para mim não faz sentido. Se minha mãe não conseguiu me amar, como é que outra pessoa vai conseguir?

O Phil até podia ter uma explicação que teria feito eu me sentir melhor, mas pegou no sono antes de poder falar. Nunca pensei em ficar com alguém para sempre. Acho que isso não é pra mim. Mas, quando lembro do jeito que os olhos da Sakura mudam de cinza para cor de estanho, de como me senti quando ela apertou seu corpo contra o meu, para nosso desespero, comecei a pensar se não era hora de mudar de ideia sobre esse assunto.



Notas Finais


Play list: Iam Standing Here


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...