História Desejos do Passado -Jeon Jungkook - Capítulo 75


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Got7, Jeon Jungkook, Romance, Txt
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Palavras 1.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 75 - Na sala de espera


Fanfic / Fanfiction Desejos do Passado -Jeon Jungkook - Capítulo 75 - Na sala de espera

 

***SUGA***

- Onde ela está? – eu pergunto assim que chego ao pronto socorro. Há uma quantidade considerável de fãs já plantada na porta, infelizmente não pude vir rápido o suficiente, eu deixei Jeon tomando de conta do stúdio como de costume quando não tenho nada agendado por lá, meu trabalho lá é mais freelancer, vou quando eu quero, há outros aplicadores de pircings mais profissionais que eu, vou apenas para dar uma força mesmo pro makenae, ele não lida bem em tomar de conta das coisas sozinho, mas sinto que isso está mudando já que a Sakura tem estado mais presente em sua vida, ele tem precisado cada vez menos da nossa atenção e tem ficado mais tempo com ela, eu estava trancado no estúdio de gravação na empresa fazendo umas tomadas de áudio para um projeto novo que eu tô fazendo com o Nam e não vi todas as ligações e mensagens que o Tae e o Jin mandaram pra mim. Há uma mensagem de voz nada delicado da Samara que nem eu em toda minha vida disse tantos palavrões em tantos idiomas diferentes. O fato é que estou com tanto medo agora, que não sei o que fazer. Eu corro pelos corredores e parece que não consigo chegar. Sabe aqueles pesadelos que você só fica caindo e nunca chega no chão? Pronto é assim que eu me sinto. Estou sufocado. Não sei como está ninguém, mas tudo que eu consigo pensar é no Jimin e na Ana. Assim que a vejo eu quase caio de joelhos no chão. Ela está com a roupa suja de sangue, amo aquele vestido, eu ajudei o Jimin a escolher e ela fica perfeito nele, mas está todo estragado com manchas de sangue por ele, ela está pálida e não para de andar de um lado para o outro em frente a porta do que eu sei ser a sala cirúrgica do setor de emergência.

- Ana? – eu pergunto já chegando perto dela, ela apenas acaba com a distância que há entre nós e gruda em meu corpo ao ponto de eu precisa dar um passo pra trás para poder buscar equilíbrio. Ela treme dos pés a cabeça, e soluça baixinho – ele vai ficar bem. Se acalme pense no bebê.

- Não minta pra mim Min, de todas as pessoas, eu não aceito que você minta pra mim. – ela diz em meio aos soluços, eu sento no chão e a levo comigo sentando ela no meu colo, não estou aguentando com seu peso e tenho medo dela cair, preciso que ela se acalme. – ele fechou os olhos na minha frente Min, nos meus braços, ele se despediu. Eu não...

- Shiii, o Jimin  é forte querida, ele não se despediu, ele quis apenas te acalmar. Não se desespere. Porque não vamos pra casa, trocamos de roupa você relaxa e volta, a cirurgia com certeza não vai terminar agora, e mesmo que termine ele vai ser encaminhado para o quarto de observação. Ele não iria querer que você ficasse aqui e nem colocasse o bebê em risco. Onde estão os gêmeos? Onde está Rosa?

- Nada disse fará sentido Min. você não entende? O que eu vou fazer com 3 crianças se o pai delas não estiver por perto? Como eu vou viver se perder ele também? Yoongi eu não suporto mais perder ninguém. – ela fala tudo isso agarrada a mim, eu a abraço forte, sinto a pequena chutando contra o aperto na barriga, ela detesta quando apertamos a barriga e chuta sem parar, mas não me importo, isso mostra que ela está viva e lutando de certa forma lá de dentro, nada disso deve fazer bem pro bebê, eu olho ao redor para tentar alguma ajuda, Ji está sentada ao lado da porta da urgência também, sua gravidez não é tão avançada quanto a de Ana, mas quase me escqueci que ela está grávida, mas o Hobi a tem entre os braços, ele também está sujo de sangue, mas não vejo nenhum ferimento. Sam está sentada no colo do Nam que faz carinho nas suas costas enquanto fala baixinho com ela, acredito que tentando acalma-la também.

- Eu sei que você está com medo, mas eu tenho fé que o Jimin sairá dessa. Você não está sozinha lembre disso. Nunca mais vou deixar você sozinha, nenhum de nós. Olhe em volta, Hobi e Ji estão aqui, Sam e o Nam também, nós todos estamos preocupados.

- Não é a mesma coisa. – ela funga baixinho e isso aprte meu coração.

- Eu sei que não é. Mas você precisa buscar sua força pequena. Por mim, por todos nós.

Fico na mesma posição com ela, sinto ela fungar e tremer ainda um pouco, mas com o tempo sua respiração fica normal, e imagino que ela tenha dormido. Minhas pernas estão dormentes por estar na mesma posição, mas não me importo, se ela precisa de mim, assim é exatamente assim que eu vou ficar. Tenho vontade de perguntar para o Hobi quem está com os gêmeos e a Rosa, ela ainda está muito arisca, e deve ter ficado mais agitada ainda com o barulho de tiros e toda a comoção, nós não mantemos mais seguranças vigiando a casa como antigamente, não somos mais tão assediados, mas hoje gostaria que tivéssemos mantido ao menos uma pequena equipe durante o dia. Mas antes que eu pergunte alguma coisa vejo o Tae e a Jang chegar, logo atrás está a Rosa, ela vem com cautela, parece que ao menor movimento ela vai pular igual a um gato assustado e sair correndo se trancar em algum lugar. Não sei exatamente o que aconteceu com ela, a única pessoa que conseguiu que ela tivesse qualquer progresso foi a Ana, mas ela não fala. Parece que o trauma foi tamanho que ela perdeu a capacidade de falar, ou é por medo, assim foi o que os médicos que a Ana levou para avalia-la disseram. Mas que talvez com o tempo ela pudesse recuperar a voz. Tae e a Jang vão para onde está a Ji e o Hobi e lhe entregam uma mochila com roupas limpas para que eles possam se trocar, somos vips temos direito a usar o quarto aqui, então eles conversam um pouco e eu tento prestar atenção na conversa mas um bloquinho de notas e posto na minha frente e minha visão embaça antes que eu consiga ler o que está escrito.

- “Como ela está?” – é tudo que está escrito na nota, o coreano não é fluente, está escrito de um jeito quase errado, mas compreensível. Olho para cima e vejo Rosa segurar o bloco na minha frente. Ela fala Hangul?! Interessante. Ana tem falado com ela em Alemão, coisa que eu entendo nada, mas o Jimin sabe um pouco de Alemão e tenta também, mas agora eu sei que mesmo pouco mas ela tem algum conhecimento de Coreano. Interessante.

- Ela se acalmou agora. mas está com medo. – digo em coreano e falo de vagar para ver se ela consegue compreender o que digo, ela inclina a cabeça para o lado processando o que digo e quando penso em repetir ou dizer em inglês para testar se ela entende melhor ela puxa o bloco para escrever de novo. Então eu espero.

- “Entendo sua resposta, falo melhor inglês, tudo bem?” – eu apenas aceno com a cabeça e ela volta a escrever. – “trouxe roupas limpas para ela, as crianças estão com o Jackson, eles não sabem do que aconteceu. Será que ela vai demorar para acordar?”

- Faz um tempinho que ela dormiu eu acho, obrigado pelas roupas e por me dizer onde as crianças estão. Você está bem? – não posso deixar de perguntar. Ninguém sabe pelo que ela passou, mas acho que tudo isso pode ser de mais para ela.

- “Não tem de que. Ana me contou que eles são importantes para você. Eu estou bem por enquanto. Obrigado.”

Depois de me mostrar o bilhete ela vai até onde estão as cadeiras de espera e se senta sozinha, longe da Sam e do Nam, mas está aqui. Pela Ana. E ela falou comigo. De um jeito inusitado mas falou. Vejo o Tae me olhando com uma interrogação na expressão, mas nem eu sei o que acabou de acontecer. hoje só pode ser um dia saído direto da caixa de pandora.



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