História Desejos secretos- Fillie - Capítulo 22


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Categorias Stranger Things
Tags Drama, Fillie, Finn Wolfhard, Mileven, Milliebobbybrown, Romance, Sexy, Stranger Things
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Palavras 6.679
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ❤️

Esse cap é perfeito na minha opinião kk

Capítulo 22 - A queda da represa.


Finn

Eu fodidamente odeio Iris. Enquanto eu estava lá com meu tio Daniel e tia Vanessa, não havia nada que eu pudesse fazer sobre a atenção indesejada e não solicitada de Iris. Exceto beber mais, e rapidamente, de modo que meu corpo pudesse vir a ser insensível ao seu toque repulsivo. 

Não muito tempo depois que Millie - que parecia deliciosa nesse vestido – despareceu com Lexi e Mad no banheiro, a vadia  traidora da Iris tinha pegado o caminho mais curto direto para onde eu estava.

Como se ela achasse que eu estava esperando pelo menos  vê-la novamente. Ao contrário, tinha esquecido totalmente  que ela poderia estar lá, mas como eu disse antes, minha mente não tem estado em qualquer lugar adequado desde que Millie entrou na minha vida.

-Oh, puta que pariu. -Jack  disse suspirando quando algo atrás de mim chamou sua atenção.

Claro que eu tinha de me virar para ver quem era, mas assim que eu fiz, eu desejei que não tivesse.

-Bem, quem é vivo sempre aparece ...Finn Wolfhard. - o som familiar da voz da minha ex balbuciou. Ela estava forçando uma voz rouca para parecer sensual, e isso não se adequava a ela . Ela poderia até ser muito bonita, mas eu não sei porque tudo que eu conseguia enxergar era ela inclinada  sobre a água enquanto Jacob a comia por trás na minha banheira.

-Eu bem que preferia estar morto Iris Frost. - eu respondi em um tom entediado.

-Ah, não diga isso, Finnie, eu estava realmente pensando em te dar uma segunda chance essa noite. 

 Como se eu fosse capaz de confiar nela novamente.

-Foda-se. -eu disse simplesmente, e virei as costas para ela.

-Esse é o plano.

Ela parecia tão certa de que isso ia acontecer, que tudo o que eu podia fazer era zombar e terminar meu champanhe. Eu ia precisar de algo mais forte para aguentar a noite. 

-Quem é estúpido o suficiente para trazer uma vagabunda como você para uma festa tão elegante?

-Cuidado com a boca, Wolfhard. Essa é a minha garota e  você está insultando ela. - Jacob se aproximou de nosso pequeno grupo e colocou os braços ao redor da cintura de Iris por trás. -Eu disse que a minha acompanhante era um espetáculo. 

Eu teria apostado minha bola esquerda que o que ele esperava ganhar com esse comentário era uma reação ruim minha,  que seria explosiva e prejudicial para a minha posição na empresa. Ele esperava que eu perdesse a cabeça no meio de uma sala cheia de não só funcionários, mas os clientes - tanto atuais quanto potenciais, para não mencionar os membros do conselho. Era um bom plano, mas que não tinha a menor chance de dar certo quando uma cadela como Iris estava envolvida. De jeito nenhum eu daria a ele a satisfação. Então, eu cerrei os dentes e forcei um sorriso.

-Você está se saindo bem esta noite, Jacob. Onde você comprou o smoking? Backstabber's Emporium?. - Eu perguntei.  Brad e Jack fizeram o seu melhor para cobrir as suas risadas.

-Muito espirituoso. Será que você se vestiu sozinho, ou a sua namorada te ajudou? Oh, espere, é verdade. Sua namorada está comigo. -A risada desagradável de Jacob me fez apertar todos os meus músculos para evitar arrebentar sua cara. -Eu estou indo para o bar pegar uma bebida de verdade. Quer vir, querida?

-Não, obrigada. Eu acho que eu vou ficar aqui um pouco e falar sobre os velhos tempos com o Finn.

Iris manteve os olhos colados em mim. Não é que eu estava olhando para ela, mas eu podia sentir seus olhos me despindo. Eu jamais cairia em um de seus truques sujos. Eu havia amado aquela garota e a algum tempo atrás se isso se repetisse talvez eu pudesse ser atingido, mas desta vez eu só consegui sentir puro nojo.

Daniel e Vanessa se juntaram ao nosso grupo, efetivamente terminando nosso pequeno bate-boca 

-Finnie. -minha tia falou em seu tom maternal. Ela praticamente se jogou em cima de mim e colocou os braços ao meu redor para um abraço. -Esse colírio para os olhos.

-Tia Vanessa. -Eu sorri amplamente quando ela se afastou. -Estou tão feliz que você pode vir.

-Onde mais eu estaria? Você sabe como o seu tio é sobre essas coisas. -disse ela quando  olhou para Daniel em adoração.

-Finn. -ele me cumprimentou, acrescentando com um aceno de cabeça e uma palmada  amigável no ombro antes de disparar um olhar em direção a Iris. -Eu espero que você esteja se comportando dona Íris. 

Sim, eles sabiam sobre a sacanagem que tinha acontecido. 

-Ela vai ficar quietinha.

Iris colocou o braço em volta dos meus e inclinou-se para o meu lado. 

-Finnie e eu estávamos prestes a falar sobre os bons velhos tempos. 

A cadela estava me irritando pra cacete especialmente me chamando pelo apelido como se fosse parte da minha família.

-Gostaria de saber por que as meninas estão demorando tanto naquele banheiro -Jack falou,  para mudar de assunto.

Puta merda

Se Millie saísse e visse Iris pendurada em cima de mim... Eu tremi ao pensar  no resultado. Especialmente depois da coisa toda com Sophia. Nós ficaríamos felizes se todo o edifício não fosse deixado em uma pilha de escombros e cinzas no momento em que ela acabasse vendo Iris.

Isso foi no momento que Millie saiu do banheiro com Lexi e Mad. Instigadores por natureza, aqueles dois,  estavam rindo no começo, até que olharam para cima. A julgar pela expressão feroz no rosto de Millie, eu tinha todos os motivos para entrar em pânico. E eu realmente entrei, mas por dentro, porque mostrar fraqueza só iria piorar as coisas. Eu não podia fazer nada, a não ser olhar e esperar que elas  continuassem andando em nossa direção, dando a Íris o meu pior olhar de desprezo , mas meu bebê de milhões de dólares não veio. Ao contrário, ela ...

Oh, inferno, não!

Millie

Eu pus os olhos sobre o meu alvo: Finn  Babaca Wolfhard. Minha mente estava focada, a minha determinação estava definida, e as minhas meninas estavam olhando com os mesmos olhos desafiadores. Ele era meu e eu não ia deixar aquela prostituta afundar suas garras nele. Iris tinha tido sua chance, e ela tinha estragado tudo.

-Mills, espere!- Mad disse em um sussurro apressado enquanto corria por trás e me puxou de volta.

-Daniel está lá.

-E? -Iris é filha de Everett,  Dr. Everett Frost. -Ela balançou a cabeça e enrolou suas mãos. -O pai de Iris é um dos colegas mais próximos de Daniel, para não mencionar que ele é amigo da família de longa data. Você não pode simplesmente chegar, pegar a filha de Everett pelos cabelos e bater e socar a cara dela na frente de Daniel.

-Mad, me dê um pouco de crédito. - disse eu com minhas mãos em meus quadris. -Eu não estava indo para bater nela, a menos que ela me implorasse por isso. 

-Por mais que eu odeie admitir isso, Mad está certa. - disse Lexi, completamente descontente. -Papai vai ter um piripaque. E você não quer fazer uma cena na frente de todo mundo que trabalha com o Finnie. Mesmo que isso tudo pareça muito divertido , não ficaria bem para ele e, provavelmente, só faria um favor ao Jacob. O cretino está louco para encontrar uma maneira de por Finnie para fora da empresa desde que herdou de seus pais. Mesmo que todo mundo saiba que Finn é o único que faz todo o trabalho.

-Além disso, esse vestido é muito caro para arruinar com Iris. - Mad acrescentou.

-Sabe o que deve fazer? Mate-a com sua beleza e sua posição. Você que é a namorada dele. Chegue lá e apenas marque o seu território. - Lexi sugeriu, em seguida, um sorriso perverso surgiu no canto de sua boca. -E provavelmente não faria mal se desse uns puxões de cabelo no Finn no meio do caminho. Sabe, só para lembrá-lo a quem ele pertence.

-Esse era o plano, Lexi. Mas, julgando pela aparência dele, Finn parece estar bastante bem com aquela mulher pendurada nele. -eu falei

Eu estava indo para matá-lo assim que estivesse terminado com Iris. Quero dizer, isso seria demais? Eu era a sua namorada e ele estava deixando-a ficar em cima dele como se estivessem juntos. Era uma cena nojenta, e ficou claro que a garota era boa nisso. Finn estava envergonhando a si mesmo  por deixá-la continuar.

Mas, então, um pensamento ocorreu-me que, enquanto Iris pode estar agindo como uma puta, eu era a única puta de verdade. E eu realmente não tinha nenhum direito sobre ele. Finn não era meu. Nós só estivemos brincando de casinha,  ou o que seja, mas não era realmente verdade. E não era o  mesmo caso com Iris.

Ele tinha sido apaixonado por ela uma vez, e talvez ele ainda fosse, até certo ponto. Talvez ela fosse mais o tipo dele, ela era muito mais familiarizada com o estilo de vida de Finn, ela era inclusive mais apresentável do que eu. Minha família só viveu de salário a salário, e às vezes isso era menos do que o suficiente. Nós não fomos criados da mesma forma, Finn e eu, e eu sempre senti essa diferença. Eu era apenas uma mercenária do meu corpo, na medida em que ele estava precisando dele. Talvez Finn e eu não estivéssemos em um relacionamento sério, no sentido tradicional, mas ele veio comigo, e eu era uma pessoa real com sentimentos reais, e ele estava me fazendo sentir como uma grande tola.

Mad entrou na minha frente e agarrou meus dois ombros, dando-me uma pequena sacudida para que eu pudesse olhar para ela e para longe do show de pornografia gratuito acontecendo naquela sala.

Ok, talvez isso fosse um exagero, mas foi assim que eu vi. 

-Mills, eu conheço o Finn. Ele não está se aproveitando, ou se quer gostando disso. Ele está simplesmente mantendo as aparências. Ele provavelmente está fazendo tudo que pode para manter o controle na frente das pessoas. Então vá com calma com ele e dê-lhe o benefício da dúvida. Ok?

-Sim, tudo bem. -eu menti. Eu não ia fazer uma cena, mas tenho certeza que ia estabelecer o meu lugar - com dignidade e classe. E se Finn tinha um problema com isso, então era problema dele. Tudo o que meu cérebro processava era que as mãos de Iris estavam tocando o homem que eu amava, e Finn não estava fazendo nada para impedir. Na verdade, ele estava sorrindo, olhando malditamente lindo, e parecendo estar se divertindo um pouco demais. E parecendo que em nenhum momento se preocupou comigo.

Eu precisava de uma bebida para que eu pudesse arrumar minha cabeça e descobrir o que fazer. Marcar meu território era realmente uma boa sugestão, mas tão irritada como eu estava com Finn, naquele momento, eu provavelmente  arrancaria suas bolas fora com as minhas próprias mãos. E eu sabia que não poderia fazer uma cena.

Quando me virei para olhar para o bar, eu vi Jacob Sartorius parado lá. Sozinho. Um plano começou a formular na minha cabeça, um plano que eu tinha a intenção de implementar, porque eu sabia que, Finn estava a todo custo me evitando e se ele gostava de me ignorar eu estava prestes a fazer uma coisa que com certeza iria chamar sua atenção.

-Vocês duas vão em frente. -Eu disse a Lexi e Mad. -Eu só vou pegar uma bebida e me acalmar um pouco antes de levantar minha saia para mijar na perna do Finn e marcar meu território.

-Eu já te disse ultimamente que te amo? -Lexi perguntou com um olhar de adoração em seu rosto, em seguida, ela bateu o ombro no meu. -Pegue para mim uma dose de Patrón, sim?

-Claro que sim, e obrigada. -eu disse com um sorriso genuíno antes de me virar e ir em direção ao bar. Jacob Sartorius era a minha arma para fazer com que Finn Wolfhard se sentisse tão insignificante como ele me fez me sentir.

-Duas Patrón Silver, no capricho.  - Eu disse ao garçom quando ele me cumprimentou.

-Olá, mocinha. -O filho da puta burro disse quando ele aproximou-se  de mim, exatamente como eu esperava que ele fizesse. Ele cheirava a um perfume que teria cheirado bem se tivesse sido aplicado em uma dose menor. Além disso, havia uma dose letal de repugnância derramando de seus poros. Eu reconheci o cheiro porque Mad exalava um pouco dele também. Felizmente, ela tinha sido apenas ligeiramente contaminada, enquanto Jacob era, obviamente, o garoto-propaganda disso. 

-Olá. - respondi-lhe, fazendo  charme.

Ele se inclinou, estendendo a mão. 

-Jacob Sartorius

Voltei a saudação cordial, levando a mão em oferecimento. 

-Millie Brown.

-Wow! Bonita pulseira. Foi um presente?-Ele examinou o bracelete que marcava território de Finn como um joalheiro avaliando o seu valor. -Wolfhard, hein? Você está saindo com Finn?

-Obrigada. E não, Finn é meu namorado. Você o conhece? -Eu perguntei, sabendo que ele conhecia, me fazendo de desentendida.

-Yeah. Somos melhores amigos em absoluto, praticamente da mesma família. Engraçado, ele nunca ter comentado de você, deve ser o seu pequeno segredo sujo. - disse ele, brincando.

-Eu acho que pode ser isso. Ele não gosta de me mostrar, então ele me mantém escondida.

-É uma pena. Um diamante como você deveria estar em exibição para o mundo inteiro ver.

Eu quase engasguei em sua tentativa idiota de me cantar, mas mantive o sorriso no meu rosto quando eu olhei e notei que Finn estava assistindo.  Então eu me aproximei de Jacob e passei os dedos sob a lapela de seu paletó, inclinei-me e disse: 

-Bem, veja... Eu sei tudo sobre você.

-Você sabe, então? -Ele se moveu para mais perto, sua voz profunda e sedutora. -Você não pode acreditar em tudo que você ouve, sabe. O ciúme pode fazer com que as pessoas fiquem muito rancorosas.

-Mmm. Você está absolutamente certo. -eu concordei. -Mas eu não acho que foi o caso. 

Ele avançou ainda mais para perto e colocou a mão no meu quadril enquanto admirou meu decote. 

-Agora você já despertou meu interesse. Diga. O que você ouviu?

-Você era o melhor amigo de Finn, mas depois  você foi e pegou a ex vagabunda dele por suas costas. Eu acho que tecnicamente isso foi atrás das costas dela na verdade, mas ainda assim. -eu disse com um encolher de ombros enquanto meus dedos seguiram a lapela acima e ao redor da gola até o pescoço.

-Então parece que Finn está absolutamente certo em querer me manter em segredo. No entanto, o que ele não percebe é que nem toda mulher é tão facilmente suscetível a ser atraída por um cara como você.

-É mesmo? - Ele perguntou, com um sorriso confiante, mostrando seus caninos, que só provou o meu ponto. Eu balancei a cabeça, ainda mantendo um sorriso sedutor. 

-Eu sei muito bem o que você é. 

-E o que eu sou exatamente?

-Você é uma sanguessuga, um parasita, um remora qualquer.

Ele mudou de um pé para o outro, claramente não gostando da minha avaliação. 

-Que diabos é um remora?

-Remoras são aqueles peixinhos que se apegam a tubarões e outras espécies mais fortes e mais poderosos nos mares. Eles usam isso para vagar o grande mar sem ter que fazer qualquer tipo de trabalho braçal. Eles se alimentam das sobras de comida de seu anfitrião. - eu expliquei com uma voz que me lembrou muito de um professor de jardim de infância ao falar com seus alunos. - Veja nesta analogia, Finn seria o tubarão; trabalhando duro, lutando por cada refeição, fazendo o seu próprio caminho. Mas você... você é o remora parasita, espreitando Finn para ficar com todas as suas sobras, esperando tudo que era dele cair de bandeja para você. -Eu sorri amplamente, um sorriso de total contradição com que eu falei.

-Você ataca as fraquezas de uma pessoa e torce-os até que você encontre uma maneira de se aproveitar delas preenchendo assim o vazio da sua própria vida, mesmo que apenas por um momento. Eu sinto pena de você, na verdade. Mas se, por um milésimo de segundo sequer, você me vê como uma brecha para atingir Finn, algo que você pode usar contra ele, é melhor pensar de novo. Ao contrário de você, e sua ex, a minha lealdade com o Finn não conhece limites. Eu vivo e respiro para ele e ele somente. 

Ele engoliu em seco e então riu. 

-Droga, mulher. Você só me deu uma ereção do tamanho da Califórnia.

-California, hein? Não é nada mau.- Eu balancei a cabeça. -Finn, porém, ganha novamente. Ele pode não ser texano, mas seu pênis com certeza é . E você sabe o que dizem: tudo é maior no Texas, querido.

Eu peguei um vislumbre do canto do meu olho de Finn vindo rápido em direção a nós, então eu dei um passo para trás..

-Estou feliz que cheguei a conhecê-lo, Jacob Sartorius. E gostaria de poder dizer que foi um prazer, mas eu estaria mentindo. Tchau!- Coloquei minha bolsa debaixo do braço e, em seguida, agarrei a minha bebida, junto com a de Lexi antes de eu me virar e ir embora.

Eu só tinha andado cerca de dez metros antes de Finn me alcançar. E ele parecia furioso.

Seus olhos tinham virado cinza- aço e suas narinas estavam abertas de raiva quando ele me deu um olhar mortal. Ele agarrou meu braço e me puxou para a direita ao lado dele para que ele pudesse falar sem ser ouvido por todos ao nosso redor. Seu corpo exalava ondas de furia, e ele atirou punhais na direção de Jacob só com a mente. 

-O que diabos você pensa que está fazendo?

-Você tem dois segundos para largar o meu braço antes de eu começar a gritar. - Eu adverti em uma voz calma.

Ele virou-me solta e enfiou as mãos nos bolsos. 

-Responda a maldita pergunta .

-Eu estava com sede. Eu fui para o bar para pegar uma bebida. E aquele homem iniciou uma conversa, normal. - eu disse indiferente. -Eu não queria  ser rude.

-Sim, bem aquele homem... -ele rosnou, e depois parou.

-O quê?

-Nada. -ele disse com um aceno de cabeça. Ele olhou para o chão e depois para mim. -Olha, só... Eu não quero que você fale com ele. Na verdade, eu não quero que você fale com qualquer homem aqui. Você   entendeu? Você é minha.

Ding, Ding, Ding! E o pequeno monstro verde sai para jogar!

Minha vez.

Apertei os olhos para ele. 

-Você certamente não agiu como  se eu fosse sua. - Eu falei, e depois dei a volta nele para caminhar de volta em direção a Mad e Lexi, cuja  atenção estava em nosso pequeno fight.

Ele rosnou de novo, e então eu ouvi seus passos apressados quando ele tentou me acompanhar. 

-O que isso quer dizer?

Eu bufei. 

-Oh, não brinque comigo, Finn. Você sabe exatamente o que quero dizer. Quem é ela? Humh?

-Ela quem?

Virei para ele, quase derramando o líquido de um dos copos que eu estava segurando.

-Francamente, Finn? Você acha que eu sou cega? E não tente me dizer que ela é mais uma dos seus parentes ou algum tipo de colega de trabalho, porque parentes e colegas de trabalho não tocam você assim.

Ele passou a mão pelo cabelo, claramente frustrado. 

-Ela é ... ninguém. Olha, nós  falamos sobre isso mais tarde.- Ele fez um movimento para passar em torno de mim, mas eu bloqueei seu caminho.

-Eu quero falar sobre isso agora.

-Não faça a porra de uma cena, Millie. Eu trabalho com essas pessoas. -alertou.

-Oh, bem, já que você colocou dessa forma, não se preocupe. Não terá nenhuma cena de mim. -eu disse, fazendo um gesto de  apertar minha boca fechada enquanto eu continuava na minha alegre forma obediente.

-Já era hora. -disse Lexi quando eu lhe entreguei um dos copos.

Mad olhou para mim com a testa franzida em questionamento, depois olhou na direção onde Jacob estava agora de pé com Iris que aparentemente tinha corrido para longe quando Mad e Lexi chegaram, em seguida, olhou para mim novamente. Eu balancei a cabeça quase imperceptivelmente para deixá-la saber que não eu não tinha feito nada demais.

-Aqui está ela. -disse Finn, colocando a mão na parte inferior das minhas costas. A carranca tinha desaparecido, substituída por um sorriso radiante de orgulho quando ele me apresentou para o belo casal que estava do outro lado -Millie, este é o meu tio, Daniel, e sua esposa, Vanessa.

Deus, sua família tinha que ser descendente direta dos próprios anjos.  Eram lindos.

Os olhos castanhos de Daniel sorriam assim como os de Finn, só que tinha uma versão mais pronunciada das rugas do tempo que já tinham começado a dar graça aos cantos dos olhos. Seus lábios eram o mesmo tom de rosa em forma de um arco, e seu cabelo era o mesmo tom de chocolate,   salpicado com cinza nas têmporas. Distinto e magnífico, não que eu esperava nada menos.

Coloquei uma cara feliz, sorrindo tão brilhantemente como minhas bochechas permitiriam. 

-Oi. Estou tão feliz em conhecê-la. -eu cumprimentei Vanessa. Eu não disse nada a Daniel. Finn tinha me instruído a não falar com nenhum homem, e ele era certamente um homem. Eu estava apenas cumprindo ordens, como um subordinado bonzinho, depois de tudo.

Daniel pigarreou, tentando ignorar o fato de que eu não tinha dito nada a ele em saudação. 

-Então Finnie está sendo um bom namorado?

Oh, sim. Ele tirou a minha virgindade, jogou fora todas as minhas roupas e, em seguida, comprou um novo guarda-roupa inteiro para mim - sem calcinhas, é claro - e me permitiu chupar seu pênis em mais de uma ocasião. Mas eu recebi orgasmos múltiplos fora do nosso pequeno contrato, e se isso não é a própria definição de um excelente namorado, então eu não sei o que é.

Isso foi o que eu poderia ter dito, mas  para a sorte de Finn, eu não estava autorizada a falar com os homens, por isso eu não fiz. Em vez disso, apenas balancei a cabeça com um sorriso. Finn deu-me uma careta de desaprovação. Mad olhou para mim com olhos esbugalhados. E Lexi cobriu o riso com uma tosse discreta.

-O que você acha de Chicago, querida?-Perguntou Vanessa.

Eu me animei e respondi. 

-Oh, eu simplesmente adoro! O que eu vi dela, pelo menos. Finn me mantém ocupada a maior parte do tempo.

-Sério? -Perguntou Daniel. -E o que exatamente vocês tem feito?

Como é que eu ia responder isso com um aceno de cabeça ou trepidação da minha cabeça?

Aha! Encolhi os ombros.

Daniel e Vanessa pareciam confusos. Brad, Jack, Lexi e Mad viraram as costas como se estivessem de repente interessados na multidão. Mas eu vi seus ombros tremendo, um indicador muito claro que eles estavam rindo.

Finn limpou a garganta. 

-Vocês  nos dão licença? Eu gostaria de caminhar um pouco com a Millie.

-Sim, claro, meu amor. -disse Vanessa com um sorriso desconfortável.

Finn pegou o copo da minha mão e colocou em cima da mesa ao nosso lado. 

-Dança comigo? -Eu peguei o tom subjacente. Era uma ordem, não um pedido.

-Ora, Sr. Wolfhard, seria uma honra. -disse eu com a minha melhor  cara de empolgação.

Finn não disse mais nada, quando ele pegou minha mão e me levou para a pista de dança. Nós desaparecemos na multidão e ele me virou, me pressionando firmemente ao seu corpo antes de se inclinar, de modo que seu hálito quente estava no meu ouvido. Então, começou a balançar para trás e para frente.

-Que diabos foi isso?

-O quê?- Eu perguntei, seu cheiro invadindo os meus sentidos e me fazendo esquecer o que ele estava falando.

-Você estava sendo muito rude com o meu tio. Se não tivesse falado com minha tia, tenho certeza que ele acharia que você é muda.

Ele apertou os lábios levemente para o local abaixo da minha orelha. Foi bom que ele  estivesse me segurando com tanta força, porque meus joelhos de repente viraram espaguete, e eu tinha certeza que eu teria caído.

-Você me disse para não falar com nenhum homem, e me corrija se eu estiver errada, mas eu acredito que o seu tio é um homem. - eu respondi, ofegante. -Isso ou ele é um travesti muito convincente.

-Muito engraçado. -disse ele em um tom seco, e então ele fortemente mordeu minha orelha. -Faça- me um favor, e seja menos marrenta.

-Sim, senhor. O que você quiser, Sr. Wolfhard.

Finn se afastou e olhou para mim, obviamente, não se divertindo com o meu tom. 

-Qual é o seu problema?

-Problema? Não tem problema. -Eu dei de ombros. -Só estou sendo eu mesma. O único aqui com um problema é você.

Ele suspirou. 

-Tanto faz. Eu deveria ter pensado melhor antes de trazê-la aqui. A culpa é minha.

-Por quê? -Eu perguntei, tentando, sem sucesso, me retirar de seu aperto. -Porque eu sou apenas uma coisa que você comprou? Aquela que não se encaixa na sua classe social?

Finn se afastou e olhou nos meus olhos. 

-Você está brincando, certo?- Quando minha expressão não mudou, ele se inclinou e sussurrou em meu ouvido. 

-Você é a mulher mais bonita no baile, Millie.

Não era verdade, no mínimo, mas teria sido mais fácil acreditar se não fosse por essa cena que eu tinha visto quando eu saí do banheiro feminino. E assim, fiel à minha dignidade, eu deixei-o saber sobre isso.

-No entanto, você não tirou os olhos de outra mulher. - eu murmurei. -Iris certo? A sua ex?

Senti seu corpo ficar rígido contra o meu, todos os músculos se enrolando como uma víbora pronta para atacar. 

-Quem te disse?

-Será que isso importa? A questão é que você fez. Talvez seja porque você ainda queira ela.

Ele me puxou de volta para olhar para mim. Ao mesmo tempo, sua mão se moveu mais para baixo nas minhas costas até que ela estava descansando na minha bunda. 

-Você não poderia estar mais errada.

-É mesmo? -Eu perguntei, encontrando seu olhar. Meus olhos imediatamente se agarraram à visão de sua língua se lançando e lambendo os lábios melados, e eu lutava para manter a minha linha de pensamento. 

-Porque você passou de não ser capaz de ter o suficiente de mim para não me tocar nunca. Você  dorme de roupa; você não fala ou mesmo grita comigo. Está óbvio que você não me quer mais. E eu sei que não tenho o direito de questionar nada disso, mas porra, Finn, eu não gosto de me sentir como... como se eu não importasse.

Ele parou de se mexer e olhou para mim, seus olhos giraram para trás como se estivesse procurando alguma coisa. Então, sem uma palavra, ele pegou minha mão e me encaminhou por uma das portas de saída.

-Para onde vamos?- Eu perguntei, pisando rápido para acompanha-lo.

-Para algum lugar mais privado. -respondeu ele quando  abriu a porta. 

Ele olhou entre esquerda e a direita até que ele finalmente escolheu ir para a direita. Nós viramos a esquina para outro corredor, e depois outro, até que tudo o que eu podia ouvir da música da festa era um baixo  som maçante. Havia uma escada às escuras à esquerda de onde tínhamos acabado de sair, e Finn deu um soco para abrir a porta e me puxou para dentro.

Minhas costas estavam pressionadas contra a parede e o corpo de Finn estava nivelado contra o meu dentro em um piscar de olhos. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, suas mãos estavam em meus quadris e seus lábios macios estavam se movendo sobre o meu em um beijo sensual que eu absolutamente respondi com cada   músculo do meu corpo. E então, tão rapidamente como tinha começado, ele quebrou o beijo, suas mãos cobrindo meu rosto.

-O que existe ou não entre Iris e eu não importa. Mas você? Você importa, e não se esqueça disso. -Sua voz era baixa e rouca, sedutora, erótica. E ele tinha uma ereção do tamanho bem ...do , Texas.

Eu empurrei meus quadris para a frente a e me esfreguei contra ele. 

-Isso é para ela?

Ele suspirou e revirou os olhos. 

-Millie...

-Porque, se for, tudo bem. Apenas deixe-me ser a única a cuidar dele para você. É o que você me paga para fazer. - Eu falei.- Quer dizer, eu sei que não sou ela, mas... 

-Você nunca poderia ser ela. -disse ele, irritado. Ele se afastou de mim até a parede oposta tornando impossível para ele ir mais longe.

Não, eu não poderia ser ela, poderia? Ele costumava amá-la. Aparentemente, ele ainda ama. Eu nunca estaria à altura. Ela era praticamente um membro da sua família. E eu era a prostituta que ele havia comprado para acabar com o seu tesão.

Cruzei lentamente o espaço entre nós. 

-Não, eu sei disso. E eu nunca iria tentar preencher o seu lugar. -eu assegurei-lhe quando eu me ajoelhei diante dele.

-Millie, não. -Sua voz era rouca, mas ele não se mexeu para me parar quando eu desfiz as calças e tirei seu pênis.

-Eu não posso ser a pessoa que você ama, mas eu sou a pessoa que está com você. Então deixe-me cumprir o meu propósito. -eu disse, acariciando a cabeça de seu pau e, em seguida, dando-lhe um beijo.

-Não! -Ele me empurrou, rapidamente enfiando seu pau de volta em suas calças.

Eu nunca tinha sido tão humilhada. Eu estava de pé, as mãos fechadas em punhos ao meu lado. 

-Por quê?

-Porque não é isso que eu quero. - disse ele, andando para trás e para a frente olhando para o chão. -Isso não está certo.

-Foda-se, Finn! Talvez você tenha se esquecido de que você me comprou. - Eu estava furiosa, e ferida, e... furiosa. Sim, ao assinar o contrato eu tinha feito uma coisa desesperada em um momento muito desesperado, mas isso não me fazia menos digna do que Iris. O que ela fez foi muito pior do que o que eu fiz. Pelo menos eu não era uma traidora. -Eu posso não ser a Iris, mas eu com certeza nunca iria ficar com seu melhor amigo.

Sua cabeça se levantou, e seu olhar era quase letal. Imaginei que lhe eu havia lhe dado tapa no rosto com as minhas palavras. Eu imediatamente me arrependi de dize-las no segundo que elas saíram da minha boca, mas a cadela em mim se alegrava, simplesmente porque ela precisava machucar e humilhá-lo da mesma maneira que ele tinha feito comigo.

Eu o amava, mesmo que eu soubesse que ele nunca poderia me amar, que ele já estava apaixonado por outra pessoa. E lá estava eu, de joelhos diante dele em um vestido elegante, disposta e capaz de ajudar a tirar ela da sua cabeça, de modo que talvez ele pudesse se concentrar no que estava bem na frente do seu estúpido rosto bonito, e ele me empurrou para longe como eu não fosse  boa o suficiente para ele.

Finn pegou o telefone do bolso e discou um número. Depois de um momento ele disse:

 -Encontre-nos no lado sul, Samuel. Vamos embora.

Ele estalou o telefone fechado e pegou minha mão. 

-Vamos. -disse ele e depois parou. -Merda!- Ele pegou seu telefone de volta  e pressionou outro número. -Mad, Millie e eu estamos saindo. Pegue a bolsa dela e diga a quem perguntar que ela não estava se sentindo bem, então eu a levei para casa.

-Eu me sinto bem. - eu murmurei, enquanto ele me puxou do chão.

-Engraçado, por que parece que você perdeu a sua maldita mente. - ele falou.

Eu não discuti, porque, francamente, ele provavelmente estava certo. Mas ele também estava diferente. Ele estava chateado. Eu estava chateada. Mas eu estava acostumada com isso. Nós sempre ficamos irritados e, em seguida, nós transamos e fazemos as pazes. Era assim que fazíamos as coisas.

Nós percorremos através do labirinto de corredores sem ser notado por qualquer um dos outros convidados, por milagre, e então nós estávamos fora. Parei porque estava caindo uma tempestade forte, relâmpago, trovão, chuva torrencial, caindo por todo o local. Samuel estava lá com um guarda-chuva para nos proteger da chuva e Finn me arrastou para a parte de trás da limusine. 

A mesma limusine, onde ele tinha me dito que ele estava lá para o meu prazer, assim como eu estava para o seu. A mesma limusine, onde ele tinha me dito que ele amava uma mulher que sabia o que queria.

Ele se sentou à minha frente e acendeu mais um daqueles cigarros pornográficos, e eu para mim foi a gota d'água.

-Olhe para mim. -eu disse com autoridade. Ele me ignorou. -Eu disse, olhe para mim!. -Eu exigi. Ele exalou uma nuvem de fumaça, mas ainda assim não me olhou.

Eu me estendi, tirei o cigarro de seus lábios, e joguei a coisa pela janela. Então eu levantei minha saia, montei nele e peguei dois punhados de seus cabelos, forçando-o a olhar para mim. 

-Não me ignore. Eu não gosto de ser ignorada.

-Então pare de agir como uma cadela. -disse ele com zero  emoção. Eu deveria ter lhe batido, só que ele estava certo. Eu estava agindo como uma puta. Mas, novamente, era assim que consertavamos as coisas.

-Transe comigo. 

-Não

-Porque eu não sou ela?

-Não. Porque eu não quero mais transar com você. Nunca mais. 

Parecia que tudo o que estava segurando meu coração no lugar tinha acabado de  deixa-lo cair na boca do estômago. Só que eu não estava comprando.

-Isso é besteira. Eu não acredito em você. -eu disse, e então eu forcei um beijo nele. Eu podia sentir o gosto do cigarro que ele tinha fumado alguns segundos antes e o champanhe que ele tinha bebido antes de tudo  ficar tão fora de controle. Eu queria que ele me quisesse, não ela. Eu queria que ele transasse comigo, não com ela. Eu queria que ele me amasse, não ela.

Eu ... estava delirando. E ele ... não me beijou de volta.

Eu me afastei para olhá-lo,  confusa, porque isso não era para acontecer.

-Fique longe de mim. -Sua voz estava estranhamente calma, serena, como se tivesse desistido e não havia nada que eu pudesse fazer. O carro parou e eu continuei olhando para ele. Então a porta se abriu e Samuel estava lá com o guarda-chuva de novo, ficando encharcado, enquanto esperava por nós para nos proteger da chuva.

-Você vai sair ou não? -Finn me perguntou.

Eu finalmente pulei de seu colo para sair, passando por Samuel porque eu não queria o maldito guarda-chuva. Eu queria sentir a chuva na minha pele, porque, pelo menos, assim, eu estaria sentindo alguma coisa. Andei em direção à porta da frente e entrei dentro da casa escura, com Finn me seguindo.

Eu tinha mais uma carta para jogar. E se não desse certo, não havia mais nada a fazer.

-Você pode não querer transar comigo. -eu disse, subindo a escada em meu vestido arruinado, -mas havia pelo menos meia dúzia de outros homens na festa que queriam. Na verdade, um em especial me vem a mente agora.

Isso era tudo o que tinha.

A mão de Finn disparou para a frente no tempo, com o estrondo de trovão que ressoou pelo céu noturno, e ele me agarrou pelo tornozelo, fazendo-me tropeçar e perder o equilíbrio. Ele me pegou antes que eu pudesse bater minha cabeça e me deitou na escada debaixo dele, pairando ameaçadoramente sobre o meu corpo. Seu rosto estava escondido na sombra, a única luz em casa vindo do relâmpago que se derramava pelas janelas enormes.

-Você quer foder? -Sua voz era fria e áspera quando ele puxou minha saia para cima e deixou ao redor da minha cintura. -Eu vou te foder. -Levou meio segundo para as calças serem desfeitas e seu pênis exposto, mas eu estava muito focada nas linhas duras do seu rosto para prestar muita atenção. Em um rápido movimento implacável, ele entrou em mim.

Não havia nada suave sobre o que ele fez, nada lento, nada sensual. Mas era tudo que eu queria, porque apesar de não haver prazer para mim, ele não estava me ignorando mais.

Finn bateu em mim rápido e furioso, e eu me desliguei  da vida, cavando minhas unhas em suas costas. Ele enterrou o rosto contra meu ombro e implacavelmente bombeou dentro de mim, não me dando a satisfação de ver sua expressão ou a dignidade de olhar nos meus olhos. Não havia nenhuma maneira de saber o que ele estava pensando, mas eu sabia que eu não queria estar em sua mente.

-Não pense nela. -Minha voz falhou, mas eu segurei-o para mim. -Não se atreva a pensar nela, enquanto você está dentro de mim!

Sua resposta foi nada mais do que um grunhido ocasional e respiração pesada. Ele fodeu-me com força e com raiva selvagem. Um raio brilhou fora da janela, seguido de um mais perto por um grande estrondo de trovão que sacudiu o vidro. Um breve flash de luz branca fundiu sombras dos nossos corpos entrelaçados através das paredes, e eu percebi o que eram aquelas sombras. Assim como vazio, apenas criando a ilusão de um casal feliz que estavam apaixonados quando nada poderia ter sido mais longe da verdade.

Não era isso que eu queria. Eu queria que isso fosse uma coisa real e tangível que eu pudesse tocar, algo que não desapareceria quando fossem subitamente envoltas em trevas e fora dos holofotes.

Finn gozou, todo o seu corpo aproveitando-se quando ele derramou sua ejaculação dentro de mim com um grunhido estrangulado. Agarrei-me a ele, pois não queria deixá-lo ir, porque eu sabia que eu obriguei-o a fazer algo que ele realmente não queria fazer. Tudo o que eu sentia naquele momento era o corpo aquecido de Finn e seu peso em cima de mim. Não era o pulso furioso do meu sangue, e não eram as bordas das escadas machucando as minhas costas, e certamente não era o frio que tinha escoado o seu caminho em meu coração e ameaçou saltar lágrimas aos meus olhos.

Ele ia me mandar embora. Eu tinha certeza.

Quando terminou, ele conseguiu se libertar do meu aperto e, em seguida, levantou-se para colocar as roupas em ordem novamente. Seus movimentos eram calculados e mecânicos. Permaneci imóvel e insensível, mas eu me recusei a tirar os olhos dele.

-Eu não posso desfazer o que eu fiz. Eu não posso ter de volta nada disso, é esse problema. E isso está me matando... -A voz de Finn parou até que ele suspirou e olhou para mim. Seu rosto estava torcido para cima, em angústia, com o cabelo molhado e despenteado como suas vestes, e eu o vi claramente. Ele parecia tão quebrado como eu me sentia.

Ele passou as mãos sobre o rosto com um grunhido frustrado. 

-Eu sei, Millie. Eu sei sobre a sua mãe, e eu sei que ela é a razão pela qual você fez isso. Eu não quero transar com você, porque isso não está certo. Eu não quero te foder mais, porque ... em algum lugar ao longo do caminho, eu fiz o impensável. -disse ele, incrédulo quando ele levantou as mãos para o ar. -Jesus, eu me apaixonei por você. Porra. Você está feliz? Agora você sabe. E para que conste, nunca foi sobre Iris. Era sempre sobre você.

Ele não esperou por mim para responder. Sinceramente, eu não acho que eu poderia. Não importava que ele me amava, assim como não importava que eu o amava, também. Nós nunca iríamos funcionar. Talvez em outro momento, outra vida onde fôssemos iguais, mas isso não era agora. Nesta vida ele seria para sempre Finn Wolfhard o milionário bem sucedido, e eu seria para sempre a prostituta que ele tinha comprado para seu prazer sexual.

Ele deixou cair os braços, exasperado, curvou os ombros em si mesmo, e subiu as escadas, praguejando ao longo do caminho. Um estrondo de um trovão rolou pelo céu como uma ovação solene para o meu enorme tormento.

Por que diabos ele tinha feito isso? E como eu deveria consertá-lo?


Notas Finais


O próximo cap eu acho que é o último. Mas se vcs quiserem eu faço o segundo livro. Deixem suas opiniões ♥️

Até breve ❤️


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