História Desejos, Uma Arma Mortal - Capítulo 3


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Categorias Mitologia Grega, Saint Seiya
Personagens Hades, Hypnos, Pandora, Perséfone, Radamanthys de Wyvern, Thanatos
Tags Hades, Hypnos, Pandora, Thanatos
Visualizações 72
Palavras 831
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Crossover, Ecchi, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, LGBT, Magia, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 3 - III. Um Encontro Casual


Fanfic / Fanfiction Desejos, Uma Arma Mortal - Capítulo 3 - III. Um Encontro Casual

Na manhã seguinte, Hypnos estranhou a intensa satisfação estampada no rosto da irmã. Fosse o que fosse, Thanatos de certo teria aprontado mais alguma e o Sono estava disposto a descobrir. Coisa boa que não devia de ser.

── O que foi, Hypnos? Parece que nunca me.viu antes! ── exclamou Thanatos enquanto tocava sua lira para as ninfas que rodeavam as gêmeas. Uma atividade milenar.

O Sono subitamente afastou de seus lábios a flauta que com eles a soprava suavemente.

── Nada de mais. Apenas estranho essa sua felicidade eufórica de hoje. Bom humor nunca foi de seu feitio.

── Alguma restrição aos meus sorrisos agora? ── a pergunta da Morte certamente veio na intenção de causar atrito.

── Sabe que não me imp...

── Ou será que minha felicidade a incomoda? ── interrompeu sorrindo, certa de que nem mesmo a irmã serviria de bloqueio para seu contentamento pela noite anterior.

── Sabe bem que não é isso. ── Hypnos nunca se irritava com as provocações da irmã, hoje não seria um dia em excessão. Se calou e voltou a tocar.

O dueto musical teve seu término no meio da manhã, não tipicamente ao início da tarde como era de costume. Thanatos se retirou dos Elísios bem cedo. Dizia que precisava resolver algumas pendências e saiu quase que saltitando de tão alegre.

Hypnos não tirava da mente por hora alguma a ideia de que a irmã estava fazendo algo que não cheirava bem.

No que diz respeito à sua intuição, esta nunca a traiu.

Claro, ela decidiu seguir os passos (ou quase pulos) de Thanatos. Tudo de forma discreta, precavida como de natureza sempre fora.

De fato a trajetória da Morte foi um tanto peculiar, o que elevou ainda mais as suspeitas de Hypnos, que observava cada passo à distância e com redobrada atenção.

De início, um percurso comum, nada mais. Ela apenas caminhava alegre e agitada pelos Elísios. Agora só faltava cantarolar. Mas... Uma curva tomada em seu caminho a levaria diretamente para os aposentos mais íntimos de Hades.

Ali era um local onde dificilmente o Imperador recebia visitas. E tanto Hypnos quanto Thanatos costumavam ser convocadas para a residência privada do soberano somente para reuniões importantíssimas e das mais sigilosas, das quais nem mesmo Pandora participava. Era assunto para deuses e deusas, não mortais.

Reuniões estas repletas de formalidades excessivas, custando semblantes sérios e pesados entre as gêmeas.

Hypnos poderia contar nos dedos as vezes em que frequentou a morada do Imperador.

"Formalidades e seriedade". Ela não viu nada disto no estranho jeito que Thanatos esteve desde o início daquele dia. E por que Hades não a chamou como fez com a irmã?

Agora ela sentia algo além da curiosidade, talvez raiva. Ou outra coisa...

Ela continuou sua perseguição secreta, mas teve de parar à uma considerável distância para que pudesse se esconder na penumbra de modo que não fosse notada por ambos logo à sua frente, mas ainda sim lhe era fácil perceber e visualizar a comunicação entre Hades e Thanatos.

Evidente aquele era um encontro bem casual. Além de que eles pareciam muito próximos, não só pelos risos entre estes como também pelos seus corpos.

Hypnos sentiu-se estranha. Ora por uma pontada de ciúmes, ora por alfinetadas de inveja. Por que estava se sentindo assim?

Seus estranhos sentimentos foram intensificados ao visualizá-los se beijando.

Que descoberta!

Logo ambos adentraram para o mausoléu de Hades. Agora à sós, Hypnos tão rápido colocou em prática a única ordem que seu cérebro enviou ao restante aos demais membros de seu corpo: correr!

A longa corrida não exauriu em nada de sua energia divina, mas a fez sentir-se um pouco mais calma e no lugar daquela cólera inexplicável, foi tomada por uma terrível angústia.

Sentia-se traída, trocada... Rejeitada e descartada. Mas... Por qual dos dois? Por dentro, ela nem mesmo sabia com qual deles havia se decepcionado mais:

Por um lado, Hades. Este evidentemente sempre teve mais afinidade e simpatia por Hypnos. Dizia que ela era a única que possuía um intelecto que pudesse ser comparado ao dele. Ambos costumavam ter alguns diálogos em tardes tranquilas no interior da Giudecca.

Por outro lado, Thanatos. Como sendo gêmeas, sempre tiveram uma forte ligação apesar dos gênios adversos. Se martirizava com o fato da irmã a ter dispensado para passar um tempo íntimo com Hades.

Um súbito vazio a tomou. Era muito boa em pensar e arquitetar planos para a solução de problemas, mas não naquela ocasião.

Ela precisava urgentemente de um modo a contornar toda aquela situação. Só que ainda não sabia como.

Iria lutar para ter de volta a rotina secular que sempre teve com seu superior e com sua irmã mais nova (mesmo que por poucos segundos).

Pensamentos começaram a fluir... Mais de uma centena deles. Como uma boa estrategista, em pouco tempo ela já tinha um plano, os separaria a todo custo.

Para que seu plano desse certo, ele precisaria uma hora ou outra escolher um entre eles. O outro seria derrubado. Mas quem? Ela já tinha uma ideia de qual era seu favorito.

Sentiu-se suja por pensar nestas coisas. No entanto, uma medida necessária.



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