História Desejos, Uma Arma Mortal - Capítulo 4


Escrita por: e Maryzenhah

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Hades, Hypnos, Pandora, Thanatos
Tags Hades, Hypnos, Pandora, Thanatos
Visualizações 16
Palavras 1.626
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ecchi, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, LGBT, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Traição ou Justiça?


Fanfic / Fanfiction Desejos, Uma Arma Mortal - Capítulo 4 - Traição ou Justiça?

Hypnos pensou melhor e considerou prudente não tomar nenhuma ação precoce. Pensou que Thanatos e Hades logo se cansariam um do outro.

Dias e semanas lentamente se passavam, ao todo, quase um mês. Algo dera errado pois eles ainda estavam juntos e o Sono sabia disso; agora mal via ambos. Chegou a pensar que Thanatos já nem mais saía dos aposentos de Hades ou dormisse em qualquer outro lugar que não fosse entre os lençóis da cama do imperador.

Estava para se completarem três dias desde que vira a irmã pela última vez. Aqueles encontros pelos Elísios que elas tinham o hábito de o fazer para jogarem coversa fora ou tocarem em um dueto para as ninfas não existiam mais. E Thanatos nada falou sobre seu caso com Hades. Não confiava na própria irmã? Se tivesse pelo menos a contado...

Quanto à Hades, ela não o via desde que secretamente o flagrou aos amassos com Thanatos. Agora também não existiam mais suas conversas formais pela Giudecca. A subordinada mais próxima e confiável de todos os tempos? Não parecia. Ele também nada contou sobre estar com Thanatos. Como se tivesse o visto...

Talvez seu ciúme tivesse fundamentos afinal, pois era ela a mais próxima dos dois e agora ambos a deixaram de lado. Sentia-se solitária. Quem mais a faria companhia naquele mundo de trevas?

Hypnos nunca se mostrou contente por ter se mudar para o Submundo. Diferente de Hades e Thanatos, a luz do verdadeiro sol sempre a agradou. Sombras era só mais um fator contribuente para seu mal estar naquele momento.

Era hora de agir. Teria ela coragem afinal? Seu plano teria uma grande margem de erro. Um risco que ela escolheu correr, não tinha outra opção no momento.

[...]

Pandora caminhava a passos largos pelos corredores da Giudecca. Carregava consigo uma importantíssima mensagem para Hades, mas ainda não sabia se era boa ou ruim, informações de guerra. Precisava contar-lhe o mais rápido possível.

Já havia o procurado por toda parte e não o encontrara. A esta altura começava a ficar nervosa. Ele odiava ser o último a saber das coisas.

Quando ele não estava em lugar algum, certamente se encontraria em seu templo apreciando a tão pretigiada (por ele) solidão. Sempre foi um deus pouco sociável e de míseras palavras. Basicamente, era objetivo até de mais. Tão sério...

Ao pensar em cada minucioso detalhe da personalidade, sentiu uma súbita queimação em seu rosto.

Não se lembra desde quando, mas sabia que há muitos milênios já o amava. Mas nunca teve coragem de se confessar. Era apenas uma humana, um peso morto para qualquer deus, ainda mais um daquele patamar. Sua esperança de estar ao lado de Hades eram mínimas, assim como suas chances. Porém ninguém poderia a impedir de tê-lo em seus sonhos.

Ela sabia o quanto Hades odiava ser incomodado em seu recinto mais particular e privado. No entanto, sua representante não tinha muita opção; era isso ou isso. Mas tinha uma boa explicação e esperava que ele a compreendesse.

Rapidamente tomou rumo ao templo de Hades, lá para o final dos Elísios.

Alguns toques delicados e tímidos à porta foram frustadas, nada em retorno. Tentou uma última vez, também fracassando. Pensou em desistir logo ali. Talvez voltar mais tarde com um bilhete e o colocar por debaixo da porta fosse mais conveniente.

Se virou decidida a realmente ir embora. Até porque a ideia de importunar o imperador não lhe parecia correto.

Teve-se um ruído que a fez dar meia volta, novamente fitando a imensa porta talhada com figuras bestias daquele templo sombrio. Após alguns segundos, outro. Seguido de outro e... Outro. Pareciam ficar mais altos progressivamente.

Um arrepio lhe percorreu a espinha, sentiu algo estranho. Teve vontade te tentar entrar a força.

Encostou um de seus ouvidos à portana tentativa de ouvir alguma outra coisa. Sabia que Hades jamais aceitaria uma invasão à sua privacidade. Mesmo assim ela não pensou duas vezes e possivelmente nem por uma.

Seu coração palpitava cada vez mais rápido, se fosse possível ele teria saltado de seu peito.

Ouviu-se então vozes vindas do outro lado da porta:

[...]

── Sabe Nath... ── sorriu ele enquanto a empurrava contra a parede segurando seus braços. ── Você realmente tem a habilidade de me satisfazer.

── Quer dizer que agora tenho um apelidinho? Que adorável! ── sorriu ela largamente. ── Devo lhe dar um também?

Hades ignorou a pergunta e levou a boca até o pescoço de Thanatos, chupando com vontade e deixando uma exuberante marca neste.

── Marcando território? ── gemeu.

── Sim, claro. Você é toda minha agora. E só minha.

── Não sabe o quanto suas palavras me excitam...

── Não imagina o quanto quero te fazer minha presa agora. ── a alisou por cada curva de seu corpo lentamente ocasionando arrepios.

── Mal vejo a hora de ser devorada por você. ── disse, abrindo sua túnica descompassadamente, sorrindo.

E se beijaram, um beijo que parecia infinito. Em um piscar de olhos e os dois estavam no chão rolando seminus.

[...]

O mundo de Pandora despencou naquele mesmo instante. Teve a impressão de que seu coração tivesse sido completamente estraçalhado. Hades não a pertencia, mas sentiu-se traída... Suas miseraveis chances desapareceram de vez.

Rapidamente saiu dali e que dane-se o a tal mensagem. Estava abalada de mais para escrever ou falar qualquer coisa.

[...]

Hypnos aproveitava o final da tarde tocando solitária para um grupo de ninfas pelos Elísios. Sua flauta sempre acalmava até a sí própria. Tudo que precisava naquele momento era relaxar um pouco e esquecer de Hades e Thanatos, mesmo que por alguns instantes.

A habitual calmaria dos Campos Elísios foi tomada por um som abafado de choro e soluços.

Hypnos subitamente afastou a flauta de seus lábios, mirando os olhos dourados diretamente na direção de Pandora que passava Correndo cobrindo o rosto.

Um teleporte instantâneo e a loira ao lado de Pandora, a segurando com leveza por um dos pulsos.

── Pandora? O que houve? ── e apesar desta não se passar de uma serva, havia um ar de preocupação em sua fala.

Pandora estava ainda em choque. Seu desespero era tanto que não conseguia nada dizer. Nem poderia.

Hypnos pacientemente conduziu-a até o próprio templo. Assim que o fez, a convidou a se sentar, mas de jeito algum ela se acalmava. O Sono teve de tocar sua flauta para a criada até que esta voltasse ao seu estado normal.

Agora vendo via-se finalmente livre para fazer perguntas:

── Pandora, acho que agora pode me dizer o que está acontecendo. Certo?

── S-sim... D-digo... Não... Eu nem deveria ter escutado. Isto não é da minha conta.

── Hum? O que você ouviu exatamente?

── coisas de mais. Perdão...

── Pandora, Fale com mais clareza para que eu possa lhe compreender.

── Que diabos! Ele disse Nath! ── corou, enciumada.

──... "Nath"?

── Por quê?

── É o que estou tentando descobrir aqui; vários "Por quês" aqui. Aliás quem deveria fazer as perguntas aqui sou eu, não acha? O que você ouviu, Pandora? Novamente lhe pergunto.

── É sobre... H-hades... Eu não posso dizer...

Ela sabia que se contasse poderia ser punida devido ao seu ato mais que absurdo de xeretar conversas de superiores. Fora que não sabia se Hypnos era mesmo confiável, afinal, era irmã de Thanatos... "Nath".

── Pandora, minha cara. Se um assunto de tamanho pânico envolve Hades, você tem mais que o dever em me relatar cada minucioso detalhe. Considere isto uma ordem. ── ela mantinha um perfeito equilíbrio entre autoridade e seriedade.

── Está bem... Mas por favor... Perdoe-me...

── Conte-me logo e talvez eu possa averiguar este deslize que nem imagino do que se trate.

E detalhe por detalhe Pandora foi contando, triste e nervosa.

Após uma explicação exaltada, o silêncio preencheu templo do Sono por algum tempo enquanto Hypnos refletia. Aqueles dois agora a perseguiam em sua mente.

── Quer dizer que você andou ouvindo conversas que não lhe dizem respeito?

── E-eu precisava falar com ele urgentemente...

── Assim como precisava com "urgência" pregar seus ouvidos na porta?

── Eu... E-eu sei q-que errei... ── ajoelhou-se sobre os pés da deusa. ── Peço mil perdões... Mas sei que jamais serão suficientes não importa quando eu os diga... P-por isto estou pronta para que me castigue como merço. ── seus olhos marejaram.

── Em que momento eu disse que a puniria? ── deu um sorriso enigmático. ── Eu disse que talvez a revogaria...

── O-o quê?

── Bem, levante-se. ── Pandora rapidamente obedeceu. ── Preciso auxilio em uma tarefa e você é a pessoa perfeita para a vaga.

── E-eu?

── Sim, você. E se realmente ama Hades, nem mesmo pensará em recusar minha proposta.

── O quê? Eu... Amar Hades...?

── Tsc. Tola! Transpõe suas emoções de maneira clara, típico dos mortais. Jamais esconderia isto de mim, Talvez de Hades pois ele simplesmente a ignora e não quer perder seu precioso tempo com sentimentalismo de uma mera humana. Mas não se preoculpe. Iremos separá-lo de minha irmã. Aceita?

── Mas isto é traição...

── Sim, eu sei. Mas que eu saiba, ele não só traiu como ignorou todas suas expectativas e seu amor. Não falamos aqui de traição mas sim de justiça. O tempo corre Pandora, dê-me logo sua resposta. ── quando se tratava de persuasão, Hypnos era expert.

── Sim! Eu aceito. ── Pandora nunca havia dito nada em toda sua existência com tamanha convicção quanto agora. Cuspiu cada palavra munindo todo seu ódio que sentia por Thanatos e ciúme por Hades. Aquela mejera estava no lugar que era dela por direito. Até Hypnos surpreendeu-se com a precisão de sua resposta.

── Ótimo! Agora lhe contarei sobre nossa jogada. Antes de mais nada, Radamanthys ainda tem sentimentos por você?

── Sim... Por quê?

── Ele será nosso peão. ── sorriu.

── Como quiser...

Pandora estava colocando muito em risco... Sua lealdade e até mesmo seus princípios... Ela não sentia a mesma coisa de Wyvern mas não queria o envolver em nada que o colocasse em risco. E que outra escolha ela tinha? Entre salvar sua pele e se vingar de Thanatos ou proteger Radamanthys, era óbvio o que aceitaria.


Notas Finais


Aviso: Provavelmente o capítulo posterior irá demorar consideravelmente. O motivo é um dos autores estar com falta de tempo devido aos estudos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...