História Desencontros - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Once Upon a Time, Riverdale, Supergirl, The 100, The Flash
Personagens Alex Danvers, Antoinette "Toni" Topaz, Barry Allen (Flash), Cheryl Blossom, Clarke Griffin, Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost), Emma Swan, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Lexa, Maggie Sawyer, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Alex, Barry^^, Caitlin, Clarke, Clexa, Emma, Kara, Lena, Lexa, Maggie, Regina, Sanvers, Sawn Queen, Snowbarry, Supercorp
Visualizações 75
Palavras 3.904
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Cheryl e Toni


Fanfic / Fanfiction Desencontros - Capítulo 6 - Cheryl e Toni

 O amor, como muitas vezes eu já disse aqui, é a magia mais poderosa que existe. O amor pode curar não só feridas, ele pode transformar as pessoas, iniciar ou cessar uma guerra, pode salvar a vida de muitos. Já pensou como o mundo seria se houvesse um pouco mais de amor e compaixão? Vem em mente aquela velha frase: A igualdade é um direito de todos, mas nenhum poder no mundo a tornara um fato. É tanto ódio e preconceito que chega a ser intoxicante, repudio é pouco. O que falta nesse caos que chamamos de lar? Amor. As pessoas deviam amar mais, não há diferença entre o amor que você sente por um homem e por uma mulher, mas ainda dizem que sim, verdade ou mito? Ame, ame quem quer que seja, de qualquer forma, apenas ame, ame e a felicidade não será calculável, ame e serás livre. O amor cura, liberta, muda, fortalece, o amor não é uma fraqueza, o amor é mais do que o que sentimos, amor é quem somos, o amor somos nós, compartilhe desse amor e tudo fará sentido.

 

 Era uma vez, no metro de NY, o famoso metro, histórias infinitas para contar, tantas vidas que surgiram a partir de algo ocorrido aqui, além de sexo. Como nossa Cheryl Blossom sente que está sem rumo e sem esperança, a vida pode lhe mostrar compaixão. Cheryl sentiu que tudo estava à beira do esquecimento, era aquele exame que a fazia pensar, era aquele maldito exame. Tudo poderia mudar, mas ela não queria mudar, não agora que tudo parecia ir bem.

 Sua mãe estava longe o que era uma maravilha, sua irmã Clarke se casou o que a fazia muito feliz, ela decidiu encontrar alguém para si o que era uma grande decisão, depois de tantos fracassos com relações casuais, parar e firmar, criar algo, era uma grande decisão. Sua mãe era o cão chupando manga, era uma pessoa de grande maldade, mas Cheryl se viu livre do diabo por algumas semanas, já que sua mãe viajou a negócios para Detroit, negócios com a famosa advogada, que também trabalhava no renomado Star Labs, Drª Snow.

 Ela voltaria em algumas semanas, mas ainda assim, Cheryl se sentia mais livre, como jamais sentiu, aquelas semanas seriam anos de paz. O que deixava Cheryl pensativa era o casamento de Clarke com aquela garota, Lexa, a garota era um amor e amava sua irmã, mas Cheryl sentiu um desconforto, era uma certa inveja, sua irmã encontrou a pessoa certa, e ela sentia que sua vez nunca chegaria, mas ela tentara, até conseguir. Era o que a deixava pensativa, mas calma e em paz, a solidão de não ter o amor de sua vida seja ele quem for, e a paz de estar sem sua mãe respirando no seu cangote.

 Cheryl se arrumou para sair, estava como sempre, diabolicamente sexy. A garota caminhou até o metro perto de sua casa, ela desceu como se fosse pegar um trem, mas Cheryl apenas se sentou em um banco e ficou lá, parada, séria e pensativa, observando as pessoas que iam, as pessoas que vinham, ela observara todos, com estrema sutileza e com tamanho foco, Cheryl parecia esperar algo acontecer, mas nada aconteceria, não é como se ela fosse conhecer seu amor verdadeiro ali esperando no metro.

 Cheryl cruzou suas pernas e esperou por minutos, longos minutos, algo acontecer.

- Fofa, não? – Cheryl estava olhando atentamente para frente, não notou uma garota se aproximar sorrateiramente e se sentar ao seu lado. A garota apontou para uma outra garota logo a frente, Cheryl não tirava seus olhos da menina, mas não era sua intenção, apenas estava pensativa.

 Quem essa garota pensa que é? Quem se aproxima assim e pergunta se você achou uma garota qualquer fofa? Apesar de que essa garota seja mesmo fofa, mas não que eu tivesse afim dela, você pode achar alguém atraente sem segundas intenções. A garota que se sentou ao meu lado, por outro lado é uma criatura horrenda. Olha ela, cabelo rosa, jaqueta de couro preta, saia xadrez, lábios gritantes, olhos penetrantes, voz aguda, doce... Deus que morena linda. Queria odiá-la, dizer que ela não passa de uma qualquer, mas a garota é linda, não apenas linda, ela arrasa, esse estilo único... Para Cheryl não seja trouxa, é apenas uma garota, nada demais.

- Afinal quem é você? Quem pensa que é para se aproximar assim garota? – Cheryl se fez de difícil. Por mais que quisesse, ela não conseguia odiar a garota, mas podia tentar.

- Toni Topaz. Líder dos Serpentes do Sul e você quem é? – As duas garotas se levantaram do banco e passaram a se enfrentar, uma disputa pacifica, qual delas era a mais difícil?

- Cheryl Blossom. Dona da porra toda, como serpentes como você no café da manhã. – Cheryl e Toni sorriram cumplices, não se sabe o motivo, mas a satisfação era mutua.

 Cheryl voltou a se sentar no banco, logo em seguia Toni se sentou novamente ao seu lado. Toni olhava o rosto pálido de Cheryl com uma expressão distante, era provável que a garota tentasse ler a outra, descobrir quem ela era, uma garota mimada ou uma sexy badass? Cheryl pensava na garota sentada ao seu lado, que não tirava os olhos de si, mas isso não a incomodava, pelo contrário, a fazia se sentir bem, digamos desejada. Mas isso era coisa de sua mente, uma mente em decadência.

 Porque o batom vermelho, é meio chamativo, olha quem fala, a garota do cabelo colorido. Salto alto, no metro? E esse sobretudo rosa, qual é. Quem é essa garota? Esse maldito sorriso safado, ela está adorando tudo isso. Tenho que admitir, Cheryl é intrigante. Não basta ser gata, tem que ter esse jeito, a arrogância, orgulho, não é de todo mal, é sexy.

 Cheryl assim como Toni estava pensativa, qual seria sua intenção quanto a garota ao lado?

- Quer tomar um café? – Cheryl se virou para o lado e chamou a garota para tomar um café na movimentada ilha de NY, mas quando ela tomou coragem para pedir, Toni já havia ido.

 

 Toni pensou em chamar a garota parar sair, mas uma mensagem em seu celular a fez sair apressada do metro, algo tinha acontecido, precisavam de sua ajuda, sair com uma garota teria que ficar para outro dia. Se Cheryl tivesse sido mais rápida, ou até mesmo Toni, elas estariam em um cyber café agra, mas as coisas acontecem de maneiras engraçadas. Toni correu para o lado sul da ilha, onde seus amigos precisavam de seu apoio. O céu ameaçava cair, as nuvens se formavam de forma ameaçadora, o céu estava a mudar de um azul sorridente para um cinza rabugento, com toda certeza iria chover na cidade hoje, ou amanhã, talvez nos dois dias citados.

 Toni chegou ofegante nas docas onde seu pessoal estava reunido, onde algo havia acontecido, algo ruim. Toni era a líder dos Serpentes após a partida dos Jones para Mystic Falls. Era sua responsabilidade manter o grupo unido, era trabalhoso, mas ela se mantinha de pé. Por mais que Toni quisesse mudar, deixar os Serpentes e formar uma família de verdade, ela não podia deixar os seus, mas era um sonho, sonhar não é errado.

- Detetive McCall. Tenente Cas. – Toni cessou sua corrida ao encontrar seu grupo reunido a um detetive e um tenente da policia de NY. Ela pôs suas mãos nos joelhos, ainda ofegando, procurando saber o que havia acontecido, mas nada viu ao olhar ao seu redor.

- É tenente Misha para você, Topaz. – Se Toni tivesse que escolher qual dos porcos comedores de Dunuts ela mais odiava, Toni escolheria o tenente Collins. Ela o achava estranho demais, mas o home era apenas de fora. O homem de sobretudo se aproximou apontando-lhe o dedo, e todos ficaram meio receosos, ter uma briga com a policia agora não seria nada agradável, não ajudaria em nada.   

- Acalmem-se. Tenente Collins vai tomar um café, eu vou conversar com a senhorita Topaz, isso é uma ordem. – Na cadeia de comando o tenente é quem mandava, certo? Misha deixou o local, apenas Toni e o detetive McCall ficaram no local, mas o que ainda não havia sido explicado, o que aconteceu.

[...]

 

 Cheryl estava mal, fisicamente e emocionalmente, não havia ninguém ali junto a ela, apenas sua consciência, mas ela nada lhe dizia, nada concreto. Clarke se casou com Lexa e foi para sua lua de mel, quando as coisas estavam ruins Cheryl podia contar com sua irmã, mas ela não estava ali, Cheryl se sentia sozinha, e ela estava de fato só. Sua mãe nunca foi de carinho, nunca lhe mostrou compaixão, era uma megera, não valia o pão que o diabo amassou. Mesmo que Penelope estivesse ali, Cheryl tinha a certeza de que sua mãe não a abraçaria, ela provavelmente a levaria para casa, a colocaria na cama, apagaria as luzes e fecharia a porta.

 Cheryl estava no hospital. Estava sozinha deitada naquela cama única de seu quarto, as cortinas de puro mal gosto, os equipamentos médicos que mediam seus batimentos, a tv, era apenas isso que ela podia ver, além do corredor a sua esquerda, mas ele estava vazio, apenas uma enfermeira que andava sem parar pelos quartos checando os pacientes.

- Pai que apareça alguém para me alegrar. – Cheryl nunca foi de acreditar no poder divino, mas ela olhou para cima e pediu a quem quer que estivesse lá em cima para ajuda-la nesse estado de decadência.

- Gostei da roupinha, ruiva. – Cheryl olhou diretamente para porta e sorriu, ela viu Toni Topaz com sua jaqueta de couro, saia xadrez, cabelo rosa e arrogância, uma arrogância mutua aproximava as duas, de certa forma.

- Toni. O que faz aqui? – Cheryl estava fraca, sua voz estava baixa não por opção da garota, soou até meiga, o que raramente ela era. Toni se aproximou, e para surpresa de Cheryl, ela se deitou ao seu lado, oposto a porta, corredores a deixam nervosa.

- Assuntos pessoais. Então como você está? – Toni deitada ao lado de Cheryl procurou o conforto da cama, mas era uma cama de hospital, não de um hotel. Toni deitou sua cabeça na cintura de Cheryl. O que era estranho visto que as duas mal se conheciam, mas Toni estava mal, ela estava triste e precisava de amparo, a garota confiava na ruiva, ela não sabia o motivo, mas ela lhe passava conforto. Cheryl não demorou a responder, alisou o cabelo da garota com suas mãos e respondeu olhando nos olhos entristecidos de Toni.

- Morrendo. – Toni logo ergueu sua cabeça para Cheryl com espanto, morrendo? – Eu tenho uma doença que está me matando aos poucos, não posso sair desse maldito quarto até... Bem morrer eu acho. – Ela limpou as lagrimas que escorriam pelo seu rosto e novamente ficou pensativa em silencio.

- Cheryl eu sinto muito. – Toni abaixou a cabeça e abraçou Cheryl com força, ambas estavam em dias ruins, dias escuros, mostrar complacência era mostrar seu verdadeiro eu, quem era ela, quem ambas eram.

 Toni não tinha nada o que fazer. Ficou abraçada a garota até a noite cair. Quem passasse pela porta podia jurar que eram melhores amigas, ou algo amais. Cheryl olhava para Toni sem piscar, como uma garota podia ser assim? Rabugenta, mas adorável? Chata, mas admirável? Invasiva, mas complacente? Arrogante, mas meiga? Serpente, mas doce? Tão Toni. Eram tantas perguntas que não necessitavam de uma resposta direta, ela apenas era.

 Cheryl trocava de canal sem parar, nada a agradava, não havia mais nada para fazer, além de ver tv, dormir e secar Toni, era chato demais estar ali, sem ter aonde ir, o que fazer? Toni gargalhava internamente, ela não acreditava que de fato estava ali, deitada abraçada a uma completa desconhecida a beira da morte, uma completa desconhecida à beira da morte linda e sedutora, até pálida e fraca ela é.

- Toma, ouve. – Toni se sentou ao lado de Cheryl na cama, vendo seu desconforto a garota pôs um lado de seu fone no ouvido de Cheryl para distrai-la.

Loucos são aqueles que se dizem tão normais

Dó de quem duvida que os sonhos podem ser reais

Eu levo comigo as raízes do meu pai

Honro teu legado, levo palavras de paz

Tentaram me prender ao chão, mas Deus me fez alado

Pra muitos, vagabundo; pros meus, revolucionário

Não sou pássaro em gaiola nem peixe de aquário

E vou gritar pro mundo inteiro ouvir

 Que o vagabundo tá de pé

 Que o vagabundo tá de pé

 Que o vagabundo tá de pé

 

- Oque achou? – Toni sorriu para Cheryl esperando o mesmo da garota, mas ela virou o rosto em desconforto, não chateou a garota, Toni sabia que cada um possuía seu gosto, ela escutava porque parecia que a letra foi escrita para ela, isso era o que Toni pensava

 Toni sacudiu Cheryl na intenção de desperta-la, a garota parecia morta, nem emoção alguma, mas no quarto em que estava era um pré-requisito ter essa expressão de desistência. Cheryl sorriu forçadamente para que Toni a deixasse em paz, mas a garota não caiu na sua, se sentou em seu colo e bagunçou seu cabelo com as mãos. Toni aproximou se rosto de Cheryl apenas para deixa-la ainda mais eufórica, provocação coleguinhas, sempre funciona. Cheryl e Toni estavam prestes a se beijar, seus lábios quase se tocavam, Toni pensou na garota a qual dormiu abraçada, Cheryl pensara na garota que dormiu agarrada a ela, ambas pensando se deviam beija-la. As garotas foram surpreendidas pela enfermeira que adentrou o quarto para checar a paciente, que estava muito bem, quase beijando uma morena gata.

 Toni envergonhada desceu do colo de Cheryl e voltou a deitar ao seu lado, enquanto a enfermeira verificava a garota. As duas foram avisadas sobre o horário, Toni teria que sair, mas não saiu, ela se escondeu e voltou minutos depois apenas deitar em uma desconfortável cama de hospital, apenas para dormir abraçada a uma ruiva aborrecida, apenas para não ficar sozinha em sua casa. O que se passava pela cabeça de Cheryl não era mais a doença, mas sim a garota com quem ela dividia a cama, foi o mais próximo que já ficou de alguém com segundas intenções, fazia tempo que não chegava tão perto de beijar uma garota, aquilo a fazia pensar.

 Porque ela está aqui? Eu estou morrendo, não tem porque ficar, não somos amigas, nem nos conhecemos direito, porque ela se importa, porque me abraça, porque tentou me beijar. Ela tentou me beijar, ou eu tentei beija-la?

 Enquanto Cheryl mantinha seus olhos fechados e a cabeça no travesseiro, Toni matinha seus olhos bem abertos, a cabeça apoiada no braço de Cheryl em um abraço reconfortante, pensativa no que havia acontecido nas docas, no metro, no quarto com Cheryl, pensava na Cheryl.

 Eu posso estar errada sobre ela, ela não é uma princesinha mimada, acho que eu posso ser mais que ela. Porque eu estou aqui, porque tentei beija-la? Eu sei, eu sei, mas não sei. Talvez eu não tenha alguém para abraçar além dela, talvez seja pena pois ela vai morrer, talvez só talvez, eu goste de Cheryl Blossom.

- Eu pensei em te chamar para tomar café, mas você já tinha ido, eu pensei que nunca mais fosse te ver, mas aqui está você, porque? – Cheryl mantinha seus olhos fechados, mas isso não a impediu de questionar Toni, que a analisava no exato momento da pergunta.

- Eu também ia te chamar para sair, mas eu tive que resolver um problema. Eu estou aqui porque me importo com você, não sei porque, mas você me conforta, seu abraço me deixa bem, me faz esquecer o mundo... Quer sair comigo, para tomar um café? – Toni surpreendeu totalmente a garota, ela mesma se surpreendeu, estava se declarando para Cheryl quando de repente decide chama-la para um café.

- Eu não posso sair do quarto, são onze da noite, quase meia noite, onde você quer ir garota? – Cheryl abriu os olhos e se deparou com uma Toni sorridente, mas assustava a garota o sorriso era aberto além da conta.

 

 Toni pegou na mão de Cheryl e juntas as garotas fugiram do hospital. Toni a chamou para um café, mas elas apenas caminharam de mãos dadas pela cidade, sem rumo, apenas andaram juntas, entre risadas e mais risadas. Era uma noite fira, como sempre, não nevava, pois, o tempo prometia ficar agressivo demais, aquelas nuvens eram de uma chuva forte. Toni puxou Cheryl por longos quarteirões, para Cheryl, Toni estava perdida, mas a Serpente sabia muito bem para onde ia. Toni levou Cheryl para dançar em uma espécie de boate, bem distante do hospital. Já era tarde, as garotas andaram muito para chegar até ali, mas para Toni valia a pena as pernas cansadas. A pista estava cheia, malditas luzes coloridas que iluminavam a pista, era uma noite movimentada em toda NY, eram pessoas desconhecidas juntas para dançar em uma noite comum, uma noite para lembrar.

- Toni eu não sei dançar. – Cheryl era arrastada para a pista de dança contra sua vontade, mas de maneira amigável, pela garota de cabelo rosa. Cheryl sabia dançar como ninguém, mas estava fora de cogitação dançar em seu estado. Toni sorriu com sua resposta, ela sabia que não era verdade, ela parou e beijou Cheryl no canto de sua boca, a intenção era beijar sua bochecha, mas a intenção é o que vale. Para Cheryl foi único, foi de raspão, mas valeu.

- Shut Up And Dance. - Cale a Boca e Dance foi o que Toni disse, era a música que começara a tocar assim que ela puxou Cheryl para dançar. Cheryl sorriu e se juntou a garota na pista vibrante da boate. As duas dançavam ao ritmo da música, mas com um toque de loucura e que se dane o mundo.

Oh, don't you dare look back, Oh, não se atreva a olhar para trás

Just keep your eyes on me, Apenas mantenha seus olhos em mim

I said you're holding back, Eu disse que você está se segurando

She said, "Shut up and dance with me!", Ela disse, "Cale a boca e dance comigo!"

This woman is my destiny, Essa mulher é o meu destino

She said, oh, oh, oh, Ela disse, oh, oh, oh

"Shut up and dance with me", "Cale a boca e dance comigo"

 

 Toni dançava enquanto repetia a música para Cheryl que acompanhava cada movimento seu. As duas dançaram por longas horas, até que Cheryl se cansou e elas tiveram que sair da boate. Cheryl pensava no que havia acontecido, o toque quase imperceptível dos lábios de Toni nos seus, a dança com a Toni, caminhar de mãos dadas com a Toni, tudo levava a Toni naquele momento. Elas dançaram unidas, eram uma só na pista de dança, os olhares que não se desvinculavam, as mãos que não se soltavam, os sorrisos que não se esvaiam. Cheryl não poderia tirar a garota de sua cabeça nem se quisesse.

- Eu preciso fazer uma coisa, mas não surta. – Toni e Cheryl caminhavam de volta para o hospital, ainda de mãos dadas feito duas apaixonadas nas ruas de NY. Toni soltou sua mão e cessou seu caminhar, Cheryl nada entendeu até que Toni pôs suas duas mãos em seu rosto e tocasse seus lábios novamente.

 Toni a beijou novamente, mas desta vez não havia sido apenas um simples roçar de lábios, houve mais, muito mais. Os lábios se alinhavam, as línguas se conheciam, uma dança mais que magica era iniciada entre as duas garotas, Cheryl segurou firme na cintura de Toni e deixou que ela comandasse a dança. Começou a chover fortemente, mas Toni não parou o beijo, Cheryl e Toni continuaram o beijo mesmo com a água escorrendo por suas cabeças, escorrendo para seus rostos, encharcando suas roupas. Toni parou o beijo quando Cheryl começou a passar mal, ela ficou tonta de repente. Cheryl foi ao chão, mas Toni a segurou antes do choque, ela se ajoelhou no chão com Cheryl em seus braços e gritou por ajuda. Cheryl havia desmaiado, poderia ser pelo cansaço, já que ela estava proibida de sair do quarto, ou a chuva forte, Toni não sabia, ela apenas se importava em manter Cheryl viva.

- Pensei que fosse acordar sozinha de novo. – Cheryl acordou depois de horas dormindo, já eram oito da manhã, Toni estava deitada ao seu lado como na noite anterior, ela observava Cheryl dormir sem desviar a atenção para qualquer coisa.

- Não vou sair do seu lado. – Toni se esticou o máximo que pode apenas para beijar a garota uma ultima vez, uma ultima vez antes que fosse novamente expulsa do quarto. – Desculpa por tela posto em risco, Cheryl eu sinto muito, não foi minha intensão, eu só queria ficar com você em um ambiente agradável, não queria beija-la pela primeira vez em uma cama de hospital. – Toni voltou a deitar no peito de Cheryl para poder ouvir seu coração bater fortemente, como vinha fazendo desde a noite passada. Cheryl sorriu com a garota adorável deitada em seu peito, como ela podia ser tão meiga, era uma pergunta recorrente.

- Não é culpa sua, também não queria beijar você aqui, eu estou morrendo, tem que saber disso, Toni eu não posso te prometer uma vida de aventuras e romance se eu posso não estar aqui amanhã. – Cheryl passou a brincar com o cabelo de Toni enquanto ela ouvia seus batimentos atentamente.

- Não tudo bem, eu sei, mesmo assim eu não posso sair daqui como não posso deixar os meus, você é minha. – Toni nem havia se tocado no que havia dito até Cheryl soltar uma risada, ela logo ficou vermelha, mas nada podia fazer, o que foi, foi.

 Toni pensou por alguns minutos no que dizer, mas nada vinha para si, nada além de eu te amo Cheryl, mas era cedo demais.

- Toni eu tenho medo que possa te assustar, eu quero muito dizer a frase com três palavras, sabe aquela frase. – Toni ficou surpresa que Cheryl tenha tido o mesmo pensamento, ambas não queriam dizer para não assustar a outra.

- Eu também fiquei com medo de dizer. – Toni se sentou frente a Cheryl e ambas pareciam abaladas. Cheryl estava tão fraca e pálida, Toni precisava tanto de um abraço, tanto quanto Cheryl precisava de vida. – Juntas então. – Cheryl sorriu em uníssimo com a garota, era uma ótima ideia, juntas.

- Eu te amo. – Ambas disseram, juntas se declararam, juntas disseram a assustadora frase de três palavras. Toni beijou Cheryl assim que a frase foi dita, foi libertador, em uma noite o amor nascer, era possível? Não sabemos, apenas sabemos que dizer eu te amo é libertador.

 Não havia o que dizer, apenas eu te amo, tudo fica bem com um puro e sincero eu te amo. Naquele momento Toni precisava de amparo, um abraço, um aperto, o calor humano, Cheryl precisava de um abraço, de companhia, de agitação, ambas precisavam de alguém para se apoiar em dias de tempestade. Assim nasceu o amor de Cheryl e Toni. O eu te amo liberta, seja para quem for, diga eu te amo, se ama de verdade, não importa quem seja, diga, diga e tudo ficara bem. Esperando pela morte? Não é culpa das estrelas. Nada é para sempre? Tudo tem volta? O amor passa? O amor cura? E agora.

Continua...    

 

  

 


Notas Finais


Alterei tudo, alterei nomes, alterei locais e horas, alterei cores de cabelo, alterei tudo nessa história. E agora?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...