História Desencontros - Capítulo 7


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Categorias Once Upon a Time, Riverdale, Supergirl, The 100, The Flash
Personagens Alex Danvers, Antoinette "Toni" Topaz, Barry Allen (Flash), Cheryl Blossom, Clarke Griffin, Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost), Emma Swan, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Lexa, Maggie Sawyer, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Alex, Barry^^, Caitlin, Clarke, Clexa, Emma, Kara, Lena, Lexa, Maggie, Regina, Sanvers, Sawn Queen, Snowbarry, Supercorp
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Palavras 4.291
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Kara e Lena, Alex e Maggie, Cheryl e Toni e Um Final


Fanfic / Fanfiction Desencontros - Capítulo 7 - Kara e Lena, Alex e Maggie, Cheryl e Toni e Um Final

 O amor pode durar por quanto tempo? Como já havia dito antes, o amor para ciência nada mais é do que uma reação química em nossos cérebros que diminui com o tempo, já havia dito também que o amor não pode ser explicado, mas afinal o que é o amor? Ele dura para sempre?

 Era uma tempestade inesperada, como aquela de semanas atrás, lago que não era esperado havia acontecido, e novamente aconteceu. A chuva começou, a água começou a cair, luzes azuis nos céus indicavam raios incessantes, estrondos assustavam as aves, uns diziam ser um novo diluvio, outros não se importavam a ponto de iniciar uma discussão. Era uma noite agradável, fria e tempestiosa, ótima para deitar no sofá debaixo de uma coberta, abraçar sua alma gêmea e maratonar aquela sua série favorita, era uma ótima noite para o amor. A janela na sala de estar estava embaçada, o frio que no ambiente estava era reconfortante para quem gostasse dele, mas para quem o admirasse, ele era seu pior inimigo. A chuva era intensa, quase não se podia ver através da janela embaçada, mas o som que a chuva causava era o suficiente para que elas soubessem que chovia muito naquela noite. Elas estavam agarradas debaixo da coberta, atenção fixa no que era transmitido na tv, o silencio de ambas as garotas era de certa forma chato, nada diziam, apenas viam, mas mesmo assim o carinho que sentiam uma pela outra era demonstrado através de gestos como, alisar o cabelo da garota que mantinha a cabeça sobre seu colo, um sorriso com suave toque da garota em seus cachos dourados, podiam nada dizer, mas podia se ver o amor que sentiam.

- Kara eu quero assistir a série. – Lena alisava os emaranhados cabelos loiros de Kara em seu colo, e quando a garota se aproximou para beijar sua namorada pelo carinho que recebia, Lena a afastou.

- Prefere ver tv a me beijar? – Kara fez seu biquinho mais apelativo, o qual partia o coração de qualquer um, até o frio coração de Lena Luthor.

- Nunca. – Lena tocou o rosto frio de sua namorada e beijou seus lábios carentes. O que não passou despercebido por Alex e Maggie no sofá ao lado, as duas garotas apenas observavam a interação das duas, era diferente, ora discutiam, ora se beijavam, uma novela bonita de se ver, mas cansativa, como uma série que só repete há cinco temporadas.

- Ah Deus que nunca fiquemos assim, tão grudento. – Maggie sorria com a interação de Kara e Lena. A morena achava demais, mas Alex achava as duas fofas, era tão lindo. Alex olhou para sua namorada e se perguntou se seria capaz de ficarem juntas, algo além do namoro, Maggie não era de romantismo, mas sabia como amolecer seu coração, talvez ela pudesse ter algo além com a garota, talvez.

 Eu olho para Kara e Lena e penso quão linda é a relação das duas, minha irmã teve sorte em encontrar sua cara metade. Eu encontrei Maggie e me apaixonei tão rápido, mas as vezes eu penso que o amor que eu sinto por ela não é o mesmo que ela sente por mim, e se não for o que ela quer, eu quero criar algo além de uma noite de série, pizza e sexo, eu quero família, uma casa com uma cerca branca, uma grama verde, duas copias da gente brincando no quintal, mas e a Maggie? Ela quer o mesmo? Eu olho para Maggie meio boba cheia de admiração e penso, caramba eu vou casar com essa mulher.

- Que foi loca. – Maggie vira para Alex e a vê lhe olhando com um sorriso meio bobo quase babando. Alex beija sua garota e simplesmente volta a observar o mundo a sua volta, ainda pensando no que viria a seguir.

 O amor que Kara e Lena possuíam era único, como o amor de todos era único para eles e diferente para os outros. Ales ficou pensativa no decorrer dos dias, ela estava disposta a ter algo concreto, mas Maggie não demonstrava isso, ela era mais do agora, viva hoje e não amanhã, mas que mal tem em planejar a vida, não é mesmo? Kara sabia que a mulher que estava alisando seu cabelo era a mulher com quem iria passar o resto de seus dias, era com Lena que Kara queria se casar. Lena tinha o mesmo pensamento, nada mais importava para ela do que sua garota entregadora de flores de jaqueta amarela.

 

 Kara passou a manhã toda esperando Emma na entrada da loja, ela ficou furiosa ao receber uma mensagem de sua chefe avisando que iria viajar com sua namorada. Kara não tinha mais nada para fazer, seria pegar o metro e ir para casa ou ir ver Lena na L’Corp. Lena estava em seu escritório, preparando mais um contrato com o famoso e renomado, Star Labs. Como sempre a L’Corp iria desenvolver uma nova tecnologia em uníssimo aos laboratórios, mas algo estava prestes a acontecer, algo que iniciaria uma guerra.

 O dia estava correndo como sempre, rápido e simples, a neve voltara a cair naquela manhã e já cobria toda a ilha novamente, o tempo estava diferente, parecia que Deus estava brincando com a terra, cada dia algo diferente. Lena adorava aquele frio, a neve, era reconfortante, inspirador. A mulher se sentou em sua mesa e passou a analisar o contrato, quando sua secretaria Jesse ligou para sua sala avisando que ela tinha visitas, seria Kara Danvers? Não era a loira de óculos envergonhada, ela tinha permissão para entrar sem ser anunciada, era outra mulher. Lena se levantou de sua cadeira e apertou a mão da mulher a sua frente. De vestido vermelho justo, coberto por um casaco de pele cinza, batom vermelho forte, cabelos ruivos, pele pálida, a mulher era deslumbrante, mas não era das melhores.

- Penelope Blossom. A que devo o ar de sua desgraça? – Lena a cumprimentou, com um sorriso satisfatório de canto, que não agradou a mulher a sua frente.

- Não vou tomar muito do seu tempo, vim apenas dizer que fechei um acordo com a Drª Snow que trabalha para o Star Labs, ela convenceu seus superiores a entregarem o projeto que seria da L’Corp para a Riverssom. Agora preste bem atenção, Lena, eu vou quebrar a sua empresa, e começarei com o projeto para o Sul, mas não é nada pessoal, são apenas negócios. – Lena arqueou sua sobrancelha direita ao começar do discurso da cobra a sua frente, sua reação não foi das melhores, o repudio que sentia de toda situação era notável, era mutuo para Penelope.

 Se Penelope Blossom pensa que pode me derrubar, ela está muito enganada, eu vou destruir ela, vou tomar a Riverssom, eu vou acabar com todos os Blossom.

- Lena. – Kara entrou na sala, sem ser anunciada, com uma empolgação imensa por poder passar mais tempo com sua namorada, mas seu sorriso se esvaiu rápido, Lena estava com visitas, desagradável, mas ainda assim visita.

- Quem é essa? – Penelope enviou um olhar nojento para Kara, um olhar de desprezo, mesmo sem conhece-la, Blossom sendo Blossom. Kara ajeitou seus óculos, perfeitamente postos em seu rosto, e se aquietou com o olhar da mulher desconhecida a sua frente.

- Apenas a garota do café, pode voltar depois, Kera ou Kira seja lá qual for seu nome. – Lena se levantou de sua poltrona e respondeu rapidamente, como se tentasse esconder uma verdade, qual?

 Kara ajeitou novamente seus óculos e deixou a sala. Lena voltou a conversar com Penelope, mas seu pensamento era na garota que acabara de deixar sua sala, Kara teria ficado magoada pela mentira? Lena esperava que Kara entendesse, mas no fundo ela sabia que Kara não entenderia. Kara deixou o prédio da L’Corp com certo desconforto, seu coração estava doendo, como se alguém apertasse ele com força, porque Lena disse aquilo? Kara caminhou pela neve branca de NY sem saber para onde ir, apenas pensando em Lena, a mulher em sua sala, nas palavras que sua garota havia dito, machucou e machucou demais.

 Eu não sei o que aconteceu, o que eu fiz? Será que eu fiz algo de errado? Porque Lena me tratou daquela forma? Porque meu peito dói tanto? Eu não sei, acho que já senti isso antes, a dor do coração partido. Eu pensei que fosse me casar com Lena. Viver para sempre com aquela mulher, mas eu estava enganada, ela me tratou de uma forma tão rude, ela sente vergonha de mim, de quem eu sou? Se sim, ela não me merece.

 

 Alex teve que ir trabalha naquele dia mesmo que Regina tivesse viajado com sua nova namorada, que ninguém conhecia, quem seria capaz de namorar aquela mulher? Só outra igual a ela. Alex estava distraída, do outro lado da rua um casal de mulheres passeava de mãos dadas com uma criança, ela não sabia se eram de fato um casal com seu filho, mas ela achou lindo. Aquela cena a fez pensar, devia lutar pelo que queria, ela queria uma família, devia conversar com Maggie ver o que podia ser feito, mas elas mal começaram a namorar, já iriam dar um outro salto, era precipitado demais? Maldita questão que sondava a garota. Alex trabalhou o dia todo, sem parar, mas não sem pensar no mundo a sua volta, especificamente em Maggie. Por mais que Alex secasse a louça, limpasse as mesas, anotasse pedidos, servisse café, levasse o lixo, por mais que estivesse atarefada, por mais que a neve caísse cada vez mais lá fora, por mais que tentasse, Alex não conseguia parar de pensar em Maggie e sua total falta de interesse na relação.

 Maggie gostava demais de Alex, afinal ela estava apaixonada, pensava na sua garota a cada hora do dia, mas não pensava em algo além daquilo, ela sabia que estava apaixonada, mas nada além disso, sem amanhã, apenas hoje, e hoje ela queria ir para casa, beijar Alex e ter uma noite agradável com ela, apenas isso, o que chateava demais Alex, que queria muito mais. Maggie sabia ser carinhosa, sabia usar as palavras, sabia enlouquecer a garota, mas faltava amor ali, amor de verdade, isso era o que se passava na mente conturbada de Alex. A garota pensou e decidiu ligar para sua namorada, que devia estar organizando outro evento a essa hora. Alex foi até o beco atrás do cyber café e ligou para a morena, que atendeu rapidamente sua ligação.

- Danvers que bom que ligou, estava pensando em você. – Maggie atendeu a ligação com um sorriso de orelha a orelha, ouvir aquela voz, mesmo que por chamada, a fazia sorrir imensamente.

- Ham, ah Maggie eu... Eu preciso conversar com você, é importante. – Alex repensou, pensou e repensou, precisava saber o que ela queria, uma relação levada aos ventos, ou algo concreto, algo maior. Ainda havia o receio impregnado em sua voz, ela gaguejou por algumas palavras, mas disse o que havia planejado dizer, era hora de colocar os pingos nos is.

- Claro, eu vou sair daqui lá pelas nove, quer me encontrar no seu loft? – Maggie bebeu o copo de água que estava na mesa, o cansaço já mostrava as caras, planejar uma formatura era complicado, esses jovens indecisos é um turbilhão de coisas que chega a dor a cabeça. Maggie não sabia o motivo da conversa, mas ela não se importou em questionar a garota, apenas vela era o que passava por sua cabeça cheia de trabalho, ver a namorada, dar uns amassos e descansar.

- Não. Me encontra no Jitters assim que deixar o trabalho, as nove e meia eu te espero lá, certo? – Alex perambulava pelo beco, já coberta por neve pelo tempo passado do lado de fora, ansiosa, era uma questão a menos, agora seria a maldita conversa que teria com ela. Alex não aguentava mais aquilo tudo, era o trabalho, a sua chefe rancorosa, Maggie sem compromisso algum, era tudo que desagrada de uma vez só.

- Certo, nos vemos lá então. Beijos, eu te amo demais, Danvers. – Maggie mordeu seu lábio inferior ao dizer a tão aguardada frase, que fez a garota no outro lado da linha sorrir e ficar vermelha, era tudo que Alex queria, um eu te amo, droga quem não quer, não é mesmo?

 Alex encerrou a chamada, antes de entrar no café novamente, ela se sentou na neve, ali mesmo no beco, levou suas mãos a cabeça e pensou, o desespero bateu a porta, o que ela estava fazendo? Poderia acabar ali, se ela não aceitasse tudo teria um fim, teria sido em vão? Maldita garota, em uma noite roubou seu coração, aquela noite em que Maggie subiu em sua moto, foi de longe a melhor noite de suas vidas juntas, valeria a pena por tudo aquilo em risco por uma fantasia?

 Maggie Sawyer eu te amo tanto, mas olha o que você faz comigo, eu te quero tanto, te quero agora, agora e para sempre. Você me quer da mesma forma? Droga, Kara parece ser tão mais fácil para ela, Lena não a faz pensar em coisas assim, Lena não desaponta minha irmã, porque acontece justo comigo? Se ela disser não, eu vou ter que aceitar e abrir mão do meu sonho? Ou abrir mão dela?

 

 Eram cinco da tarde, tudo foi tão rápido, tudo após aquele momento, naquela noite no fatídico momento em que ambas declararam uma para outra o que sentiam, uma noite para lembrar. No elevador, as duas garotas pensavam, se entre olhavam, sorriam de canto, tudo em silencio.

- Eu estou super feliz por você, mas Cheryl nós dissemos aquilo, você sabe o que, e agora? – Toni apertou o botão do elevador para ele as levasse para o andar da cobertura, onde Cheryl morava com sua mãe, Penelope. Ela parecia aflita, sem saber o que fazer, dizer ou sentir. Cheryl estava na mesma situação, ambas disseram a frase, agora teriam que lidar com as consequências.

 Cheryl pensou rápido, tinha que ser, ela pegou na mão de Toni e fez sinal com a outra mão, para que a garota a sua frente se acalmasse. Ela olhou em seus olhos aflitos, era presente e inevitável, sua expressão de desordem era como uma flecha atingindo o coração de Cheryl, a ruiva se sentia mal por deixar a garota na atual situação, como se a culpa de tudo que havia acontecido, de tudo que havia sentido, fosse sua.

- Toni Tudo bem. o que eu disse foi sincero, no quarto com você, eu disse que te amava, eu não menti pelo momento, eu amo você, mesmo que você não me ame, mesmo que tenha dito aquilo por pensar que eu fosse morrer, eu ainda te amo, Antoinette Topaz. – Cheryl adoçou sua voz como nunca, de uma forma tão meiga, ela segurou nas mãos tremulas de Toni e novamente se declarou.

 Mesmo que lagrimas escorressem de seus olhos, Toni estava feliz, ela chorava de alegria, porque o amor faz isso, nos faz chorar quando estamos felizes, nos faz sorrir quando estamos tristes, é algo inexplicável esse maldito amor. Cheryl foi liberada do hospital, ela não iria morrer, estava doente, mas não era algo tão grave, não como câncer, mas sim fraqueza, a falta de diversos nutrientes em seu sistema causou a repentina fraqueza em seu corpo, a fez piorar pela repentina mudança de tempo. A tempestade inesperada novamente junto almas gêmeas.

- Ah Cheryl cala a boca, é claro que eu disse a verdade, eu te amo, não posso ficar sem você, eu quero você Cheryl Blossom. – Toni segurou as bochechas rosadas de Cheryl fazendo-a ficar ainda mais vermelha, um momento no elevador para um beijo contagiante, um beijo cheio de emoção, um longo beijo que só foi encerrado, pois faltara ar em Cheryl.

 De fato, Cheryl me roubou o coração, foi em uma noite que me apaixonei completamente por ela, como isso aconteceu? Eu não sei, apenas sei que a amo e que só isso importa agora. Apesar de que eu ainda tenha problemas a resolver, como o que aconteceu nas docas, detetive McCall e tenente Collins, dois bostas. Não acredito que um dos nossos foi baleado, tive que ir ao hospital ver como ele estava, mas quando cheguei ele havia falecido, foi aí que eu revi Cheryl, deitada em uma cama de hospital, acho que me deitei com ela pois precisava de conforto, e ela me deixava confortável, não sei o motivo, mas deixa, estranho? Eu não sei. Apenas sei que a amo, sei que alguém matou um dos meus, sei que não vou descansar até encontrar o maldito que matou um Serpente.

 Cheryl e Toni saíram do elevador assim que ele parou no andar desejado, a cobertura. Cheryl pegou na mão de Toni e caminhou junto a ela até a porta, o corredor estava em silencio, havia apenas uma porta dublado no fim do iluminado e florido corredor. Toni caminhava admirando a beleza das plantas verdes e diversas, Cheryl sorria com a expressão deslumbrada de Toni, era fofo demais, seu olhar investigativo a cada detalhe, era dela, era único.

- Mamãe? – Cheryl abriu a porta e assim que a porta foi aberta, Cheryl viu Penelope de pé admirando a vista na sala, a vista para diversos outros prédios e luzes da cidade de NY.

- Cheryl. Quem é essa... Garota? – Penelope analisou Toni por completo, dos pés a cabeça, com certo repudio em seu olhar, rosto inteiro, corpo inteiro, era um certo desconforto, nojo, que mulher endiabrada.

- Minha... Essa é Toni minha namorada. – Cheryl respondeu, pensou na melhor resposta, mas optou por dizer aquilo que a fazia se sentir melhor. Toni assentiu, sorriu para a garota e voltou a olhar para a mãe, que não se alegrou com a declaração de Cheryl.

- Eu não aprovo isso. – Penelope olhou de relance para Toni mais uma vez, assim voltou a discutir com sua filha.

- E eu não me importo. Lembre-se mamãe, essa cobertura é minha, se não quiser ver minha namorada, apenas saia, eu vou ficar com ela você aprovando ou não, porta da rua serventia da casa. Vamos Toni. – Cheryl nem esperou sua mãe responder, pegou firme na mão de Toni e foi para seu quarto, deixando sua mãe bufando na sala.

 Cheryl estava rindo internamente, o desconforto de sua mãe a deixava alegre, ainda mais se Toni fizesse parte disso. O quarto estava escuro, mas logo que Cheryl bateu palmas as luzes se acenderam, Toni achou divertido, bater palmas e as coisas se iluminarem, era diferente, ambas apreciam o diferente. Toni parou em frente a ruiva no centro do quarto, bem em frente a cama de casal da garota, ela pegou nas mãos frias de Cheryl e a beijou mais uma vez, como se fosse uma despedi, o que não era, mas pareceu.

- O que foi? – Cheryl abriu seus olhos, sem entender o motivo do beijo, não que tivesse que ter, mas a maneira que ele foi dado era de se esperar um motivo.

- Teremos problemas com a sua mãe, ela é contra? – Toni estava curiosa, e preocupada, Penelope Blossom seria um empecilho para elas?

- Nunca. Minha mãe com certeza é contra, e provavelmente irá tentar nos separar, mas não importa, eu amo você e eu não vou desistir de nós. – Cheryl abraçou a garota pela cintura e selou seus lábios em um beijo. Para o bem das duas é bom que isso seja verdade, Cheryl não pode desistir, muito menos Toni.

 

 Kara estava abalada, o que Lena havia lhe dito, o que ela a fez passar, quebrou seu coração, e novamente ela sentia a mesma dor que sentiu quando se separou do ex, a maldita dor. Era noite, a neve não dava trégua, e nem pretendia, Kara caminhou por horas sem rumo algum, pensou e pensou, pensou até que se tornou exaustivo pensar, Kara caminhou até a Times Square, subiu no alto de um prédio e se sentou para admirar a vista lá de cima. Era solitário, calmo, ventava bastante onde estava, mas a vista era inigualável, todas aquelas pessoas lá embaixo, como formigas. Quem dera ela poder ser uma formiga, ou uma abelha, apenas para se esconder de tudo e de todos.

- Kara. – Kara quase despencou de cima do prédio, Lena a pegou desprevenida, em meio a uma imensa cidade, Lena a encontrou justo ali.

- Lena como me encontrou? – Kara se levantou, mas continuou na beira do terraço, apenas se virou para Lena e a confrontou. Lena se aproximava lentamente, ela pensava que Kara poderia se jogar do alto do terraço, mas Kara nunca faria isso.

- Rastreei seu celular. – Lena respondeu sem procrastinar, foi direta e sincera com a garota, mas não era o momento para sinceridade, Kara só iria se magoar mais.

-Claro que sim, Lena Luthor a poderosa, com vergonha da namorada, mentiu sobre quem eu era, porque eu sou apenas uma entregadora de flores, porque eu não sou boa o suficiente para a poderosa CEO da L’Corp. – Kara gritou com Lena se preocupar com as palavras, sem tomar cuidado para não cair do terraço, ela andava cada vez mais para a beirada, o que estava preocupando Lena.

- Kara eu não sinto vergonha de quem você é, eu amo quem você é, a Penelope é perigosa, se ela soubesse o quão importante você é para mim, eu fiquei com medo do que ela faria, não me importo se você é entregadora de flores ou uma jornalista, garçonete ou CEO, não me importa se os outros vão falar, eu só me importo com você, Kara eu te amo e sempre vou amar a garota que me entregou flores com sua marcante jaqueta jeans amarela. – Lena se aproximou de Kara estendendo sua mão com cuidado, mas Kara não a pegou, ela saltou em seus braços e começou a chorar. Lena agarrou Kara com força, agarrou e não soltou mais, ela segurou a mulher que fazia seu coração bater tão rápido e não quis mais soltar, apenas chorou junto a ela no terraço coberto de neve.

 

 Toni sentia medo, de perder Cheryl por causa de sua mãe, por causa dos Serpentes, ela a amava e não podia mais ver sua vida sem a ruiva. Kara se sentiu traída quando Lena a tratou com desdenho, ficou destroçada, mas quando Lena a explicou, ela se sentiu protegida, a mulher apenas não queria vela em perigo, novamente aqueceu o coração de Kara. Sabe por mais que as coisas estejam difíceis e mal explicadas, por mais que algo ameace sua felicidade, por mais que seu amor te machuque, tudo pode ser diferente, pode acabar bem, não perca as esperanças. Se ama, deixe que parta, se voltou é porque é sua, se não é porque jamais teria sido. Eu amo essa frase, mostra quão o amor é mais, muito mais, pode ser mais.

 Alex esperou até as nove e quarenta, quando Maggie finalmente chegou ao Jitters para conversar. Alex se sentou perto a janela para poder ver quando sua namorada chegasse, ver ela de maneira espontânea caminhar pela rua, vela como uma autônoma, apenas para tomar a coragem de falar. Maggie beijou Alex e se sentou em sua frente, ela apenas esperava o café, atenciosa segurando nas mãos tremulas de Alex.

- Tudo bem? Parece aflita, aconteceu algo? Alex tá tremendo, amor o que houve? – Alex sorriu, mas tratou de cobrir a boca, não queria que ela visse sua felicidade ao ouvi-la chama-la por amor.

- Maggie eu me apaixonei por você tão rápido, sei que você também, mas eu pensei muito em nós, no que nos tornamos até agora, e eu percebi que não quero mais isso. – Alex estava perto de chorar, ela se segurava para não cair em prantos, era perceptível em sua voz, o que deixava o clima ainda mais difícil.

- Alex você tá terminando comigo? – Maggie abaixou a cabeça para poder ver os olhos de Alex que fitavam a mesa, ela não queria olhar para ela, mas Maggie precisava olhar em seus olhos para saber o que se passava.

- Não. É uma escolha. Eu pensei nisso, sempre quis ter uma família, eu percebi que você não pensa muito nisso, mas eu sim. Sempre tive esse sonho, e quando vi você, cada momento juntas, a cada vez que eu olho para você, Maggie é com você que eu quero criar uma família, eu quero me casar com você, e ter filhos com você, mas e você, tem que decidir, você quer embarcar nessa comigo, porque se você disser que não quer, nós acabamos aqui. – Maggie ergueu a cabeça de Alex na sua direção, para ver em seus olhos o que se passava, foi nesse momento que ela perguntou, foi nesse momento que tudo mudou.

 Maggie a olhou seriamente, ambas olharam nos olhos uma da outra, Alex viu que Maggie diria não, ela já chorava internamente pelo termino que viria a seguir. Por mais que o amor seja poderoso, ele só dura se ambos os lados contribuírem. Tudo ficou bem para Toni e Cheryl por enquanto, a doença foi vencida, a Penelope foi vencida por hora, o medo do que viria a seguir com as palavras, eu te amo, seria um passo de cada vez, mas seria vencida. Kara e Lena ficaram bem, tudo ficou bem. Nossa como eu queria que tudo ficasse bem, mas a sempre um novo capitulo. Alex tomou sua decisão, era Maggie aceitar o grande passo para dar junto com sua namorada ou abrir mão.

 Uma coisa é certa, por mais que um sinta um imenso amor, a relação só funciona se ambos andarem juntos. Abrir mão dos medos, abrir mão do orgulho, abrir mão da simplicidade, abrir a porta para novas experiencias. Você daria esse passo?

 

 



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