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História Desenrolando o coração - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá, mais um capítulo!

Capítulo 2 - Surpresas


Tomei um banho, e me joguei na cama, estava muito cansada e adormeci rapidamente, mal deu tempo de refletir sobre o dia.

Ju, volta aqui!

Que houve Cami sua louca!

Como foi o passeio com a Ana? Ela estava precisando né?

Estava sim, chorou um pouco, desabafou...

Ela é cabeça dura, mas passou uns apertos. Ela era casada com uma moça a princípio super bacana, que com um tempo se mostrou uma psicopata!

Credo! Ela fez algo com Ana?

Não, mas incomodou, e muito. Ana conseguiu se separar dela e pegar uma medida protetiva, mas não está totalmente bem ainda.

Isso afeta bastante.

Sim, eu e Marcinha ficamos várias noites com ela lá sem consegui dormir.

Eu imagino, não merece isso. Bom, eu vou indo pra casa... Foi interrompida.

Ju, dorme aqui?

Dormir aqui?

Sim, você já é de casa, e, a Ana vai gostar de te ver amanhã por aqui.

A, isso já veria, porque eu viria aqui, tenho que vacinar a estrela pra continuar dando leite gostoso! Mas, eu durmo sim, só vou lá buscar roupa, e deixar um bilhete pro meu pai e mãe.

Bom dia mãe! Falei dando um beijo em dona Maria que aprontava o café na cozinha.

Que susto! Que alegria é essa?

Alegria nenhuma? Só acordei bem. Falei roubando um pão de queijo. Mãe, a senhora guarda suas bandejas onde?

Ali, falou apontando para um armário aéreo a esquerda, mas, bandeja para?

Deixar um café da manhã pra uma pessoa que está precisando. Amiga de Cami e Marcinha.

Filha, você levando café? Achei que nunca veria isso.

Sim mãe, eu levando café, mas, se ela perguntar não diga que fui eu, tudo bem?

Tudo bem, mas, porque?

Não quero que saiba, não agora... Falei enquanto preparava a bandeja

Tá com medo filha? Nunca teve medo de nada...

Não é toda vida que você encontra alguém que você tem vontade de cuidar pro resto da vida mãe.

Já quero conhecer essa moça, acho que meu neném tá apaixonada!

Dona Maria e seu Pedro quando souberam da opção sexual de sua filha a acolheram como todos os pais deveriam de fazer, entre os 3 não haviam segredos.

Espera menina! Tá faltando isso, falou dona Maria correndo com pães de queijo quentinhos para colocar na bandeja.

Tudo bem mãe, obrigada! Falou subindo as escadas, abrindo a porta lentamente e colocando no criado mudo a bandeja, sem olhar muito, para não se perder e Ana acabar acordando.

Nossa! Falei tentando abrir os olhos para olhar a hora no celular, quando esbarro a mão em um papel.

"Bom dia moça! se alimente direitinho viu? Nos encontramos no quintal."

Ao lado havia uma bandeja de café da manhã. Quem deixou isso aqui? Independentemente de quem foi, tá cheiroso e eu tenho fome!

Tomei o café, coloquei um short, uma regata, e desci com a bandeja nas mãos.

Bom dia! Falei entrando na sala e vendo Marcinha e Cami. Foi vocês que deixaram? Perguntei mostrando a bandeja.

Não? Foi você Cami?

Não?

Quem foi poxa, queria agradecer, falem logo suas bobonas

Mas estamos falando, não foi nós sua doida! Talvez a dona Maria.

Fui decidida até a cozinha, imaginei que a senhora estivesse por lá, e acertei. Ela estava de costas, e Ju lembrava muito os traços dela.

Oi, bom dia! Falei ainda da porta da cozinha. Será que eu posso entrar?

Claro minha filha! Falou ela se virando para mim agora vindo buscar a bandeja.

Eu vim agradecer, certamente foi a senhora quem levou? Perguntei.

Foi sim, falou ela sorrindo, estava bom?

Nossa, muito! A, prazer, Ana.

Prazer é meu Ana, e que bom que você gostou! Quando vi o quarto de visitas cheio resolvi deixar o café lá. Falou pensando nas palavras da filha, e analisando a moça a sua frente, sua filha tinha bom gosto, e haviam muitas coisas naquele olhar.

Voltei para a sala e me juntei a Cami e Marcinha que estavam conversando sobre filhos. Lá pelas tantas, acabei perguntando:

Onde tá Ju?

Em algum lugar lá fora, ela falou que iria vacinar as vacas hoje.

Se eu for lá, não vão me pegar? Perguntei.

Só se você quiser! Falou Cami

A, to falando dos bichos! Falei sorrindo.

Não, vá lá. Confirmou seguramente Marcinha.

Se ela iria vacinar vacas, é mais fácil eu procurar onde tem vacas! Ia pensando enquanto andava no quintal. De longe já enxerguei ela. Fiquei uns minutos ali parada observando seu trabalho.

Ei! Eu posso chegar aí? Perguntei de uma distância segura.

Pode, bom dia! Falou ela sentada no chão, abrindo os braços.

Cheguei ao seu lado. Bom dia! Demorei pra te achar falei sorrindo.

Oi, vaquinha, falei olhando para a vaca a minha frente.

Essa é a Estrela, a vaquinha de estimação da galera, é a preferida. Super mansinha, quer botar a mão?

Pode? Perguntei.

Claro!

Oi, Estrela! Falei ainda olhando para a vaca. Ju pegou minha mão para dar segurança, e colocou na vaca junto comigo.

Você não vai fazer nada comigo né? A doutora aqui, falou que você é mansa.

Ficamos mais um tempo ali com Estrela, dela eu já não tinha mais medo.

Vem, vamos dar uma volta! Falou ela se levantando e me ajudando depois. Eu tenho que ir no mercado, vamos comigo?

Vamos andando? Perguntei.

Sim, é perto, e é bom para caminhar um pouco!

Estávamos caminhando e conversando coisas do meu dia-a-dia, estava falando para ela do meu casamento, e de minha separação com medida protetiva, quando, de longe reconheci o carro que vinha em nossa direção, e paralisei.

Ana? Chamei e ela não respondia, vi que seu olhar estava fixo em um carro, então a abracei.

O abraço foi diferente de todos os que recebi, me senti segura, que nada iria acontecer comigo.

Desculpa, estávamos falando dela, é ela lá, aquele carro é dela.

Tudo bem. Quer voltar?

Não, eu to bem, me sinto segura com você, mas também não quero colocar você em...

Em nada, eu tão com você, e nada vai acontecer. Falou ela apertando mais o abraço. Vamos. Começamos a andar abraçadas.

Compramos as coisas do mercado, e pouco depois da saída

Olha quem eu vejo, linda, eu sabia que não demoraria pra te encontrar, só não sabia que ia ser acompanhada! Já me esqueceu?

Silvia, em primeiro lugar você não pode falar comigo, em segundo saia da minha frente, e terceiro não lhe devo satisfações. Falei com Ju pegando minha mão.

Olha ela, sabe se defender agora? Que deu em você?

Deu que não temos mais nada e quero que você me deixe em paz!

Ana, falou Ju me abraçando, vamos ali tomar uma água? Dar um tempo?

Deixei que Ju me levasse, enquanto Silvia falava ainda:

Isso não vai ficar assim, eu ainda vou ter o que é meu!

Calma, tá tudo bem. falou enquanto sentávamos em uma calçada atrás do mercado para que eu tomasse água

Que droga, até aqui esse demônio aparece! Falei batendo a garrafa de água no chão.

Tudo bem, mas se acalma, ela não fará nada com você, eu to aqui.

Obrigada... Falei olhando em seus olhos. Vamos? Eu não quero atrapalhar seu trabalho.

Não atrapalha, falou ela se levantando e me ajudando a levantar em seguida. Seguimos caminhando para a casa, conversando amenidades, ela me perguntou como era trabalhar em um hospital.


Notas Finais


Espero que curtam, em breve mais! Grata pela atenção e leitura


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