História Deserto de memórias - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Aquele sentimento aconchegante


Um novo mundo, uma nova paisagem, Charles se vê cada vez mais próximo do seu primeiro destino.

    O campo dourado era brilhante e cheio de vida, uma sensação aconchegante se sentia a cada vez que a delicada brisa do vento passava sobre sua pele. Uma nostalgia ressoava em sua mente como uma criança sendo acariciada levemente por alguèm.

    A cada passo, a noite caia e a brisa deixava seu teor de aconchegância e aumentava sua frieza, causando ainda uma sensação nostálgica, mesmo sendo uma brisa fria, não era ruim, de certa forma, tinha algo quente nela.

    Ao cair da noite Charles monta mais um acampamento, no meio das altas folhas que balançavam ao vento, era um pouco perigoso montar uma fogueira ali, pois mesmo a grama estando um pouco longe do rio, havia uma chance das faíscas que saíam da fogueira acertarem uma das folhas e consequentemente iniciar uma queimada. Por isso, Charles tentou deixar a fogueira o mais próximo possível do rio.

    A noite era calma, no entanto, em comparação com a floresta era mais aconchegante e mais brilhante, por causa das inúmeras estrelas que podiam ser observadas daquele vasto campo. Uma visão que se assemelhava à uma Joia da Noite e ao próprio baú Lycoris. Ao pensar nisso, o próprio ficara com um pouco de medo, mas a visão era tão deslumbrante que qualquer sentimento ruim que fluía pela sua cabeça, era totalmente apagado graças à luz aconchegante que saía de cada uma das estrelas.

    Desta vez, Charles estava tão cansado que resolveu não ler livro algum, por causa da sensação daquele lugar, todas as suas preocupações desapareciam e o deixava mais tranquilo, fazendo-o dormir mais rapidamente. Com poucos minutos deitado, seus olhos começaram a se fechar, e seu corpo começou a relaxar e ficar mais leve, até finalmente dormir. 

    Um campo dourado, igual àquele que ele atravessava apareceu em seus sonhos, uma sensação de alegria invadiu seu corpo e mente, ele corria pelos campos com um grande sorriso em seus lábios, mesmo não entendendo o motivo da felicidade, ele corria descalço pelo vasto campo, enquanto seus longos cabelos voavam pelo vento e a mesma sensação de aconchegância passava pela sua pele. Uma criança, muito parecida com ele corria em sua frente, irradiando felicidade por onde passava, uma criança com o sorriso mais bonito que qualquer pessoa já vista, seus delicados movimentos e seus cabelos que também voavam por causa do vento o lembravam de uma deusa. Ao pôr seus olhos naquela criança, o peito de Charles pesa, o fazendo querer chorar, o fazendo querer abraçá-la, o fazendo querer ficar perto dela para sempre. Seu coração dói, seu rosto fica quente e sua respiração pesada, ele quer estar com ela, ele quer se aproximar dela, no entanto, no momento que pega sua mão, sua visão escurece e tudo desmorona, a felicidade e alegria se transforma em ódio, desespero, tristeza e solidão. Seu coração quebra em pequenos pedaços e um desejo estranho de vê-la novamente surge, uma obsessão intensa o consome, pois na sua frente a criança do campo que irradiava alegria estava coberta de sangue em seus braços, ele chorava, como nunca havia chorado, seu corpo pesa e tudo e todos começam a apodrecer em volta. 

    Com a respiração pesada e o corpo suando frio, Charles acorda desesperado.

    [Aquela criança! Aquela criança! Ela…. ela…. ela é a resposta! Tudo que foi esquecido, aquela pequena criança….. talvez…. mas…]

    [......ela está morta.]

    Seus sentimentos de alívio e desespero se misturam dando uma sensação de pesar, ele havia encontrado a causa da sua perda de memória, que provavelmente seria aquela criança. Mas ela estava morta, ele viu em seus sonhos, seu corpo ensanguentado sendo carregado por ele, sua pele pálida e seu corpo frio, que por fim o deu um sentimento de tristeza e desespero.

    Lágrimas começam a escorrer pelo seus olhos e a dor vivida em seus sonhos começa a torturá-lo cada vez mais, ele não sabia o motivo, mas a imagem da criança morta o deixava desesperado por algo, o deixava solitário e com uma enorme tristeza que entalava sua garganta. 

    O sol brilha novamente, mais um dia começa, em uma manhã com poucas memórias Charles continua sua jornada em busca da pequena criança que em algum momento se apaixonou e em algum momento foi morta em seus braços.



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