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História Desire - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá lindezas~

Décadas atrás eu prometi um capítulo com conteúdo adulto na fic My Hummingbird, lá eu apenas mencionava por ser uma fanfic +16, então depois de eras, aqui está um spin-off da história.

Espero que gostem ~ boa leitura ;)

Atenção: por ser spin-off contem spoilers da fic My Hummingbird.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Desire - Capítulo 1 - Capítulo Único


— Você quer assistir algum filme hoje?

S/n estava claramente exausta, ela veio engatinhando pelo colchão e deitou de bruços me encarando e falando com a voz abafada pelo travesseiro.

— Você nem vai conseguir assistir um minuto completo do que tiver passando. Pode dormir, eu vou terminar de revisar o próximo projeto e já desligo a luz, tudo bem?

Ela respondeu com um “uhum” baixo já caindo no sono, isso me fez rir e ficar observando seu rosto levemente amassado.

Faziam quatro anos que estávamos juntos, e eu nunca havia pensado que seria tão diferente nossas rotinas quando começamos a namorar. Morávamos juntos há anos, mas somente como amigos e pra mim nada mudaria quando viramos um casal, mas mudou.

Mudou que meu quarto agora era “nosso quarto”, o antigo da S/n virou um escritório compartilhado, onde tinham minhas coisas da empresa e as coisas dela do jornal.

Mudou também que fazíamos mais coisas juntos em um sentido romântico mais aberto e não velado como fazíamos antes de nos declararmos.

Alguns limites que existiam pela amizade, agora não serviam mais, o que antes era somente como amigos de infância, agora eram coisas de casal, mas ainda éramos muito parceiros. Principalmente agora que estamos crescendo mais profissionalmente, ela no jornal e eu na empresa.

S/n sempre me apoiava e eu retribuía, sabia que nas últimas semanas ela estaria completamente exausta, como estava agora jogada ao meu lado, por sempre ter que ficar viajando para a cidade vizinha para fazer entrevistas.

Ela estava cobrindo uma matéria junto a Jimin sobre os desvios que um político estava fazendo e quando descobriram ele fugiu, e a família que acobertava era conhecida de alguns moradores da cidade vizinha, então todo dia logo cedo os dois saíam para a cidade e voltavam tarde da noite acabados. Jimin ainda trazia S/n até em casa e Taehyung o esperava lá embaixo na recepção para poder voltar para a casa deles dirigindo e dar descanso ao Jimin.

Era notável a exaustão de ambos, então eu fazia de tudo em nosso apartamento para que S/n se preocupasse apenas com seu trabalho.

A limpeza, a comida, as contas, as roupas, tudo ficou para mim, antes nós dividíamos, mas nessas semanas em que ela está muito mais ocupada do que eu, não me importo em ter serviço a mais, até porque eu dou conta e seguindo nossa agenda, nunca é algo trabalhoso demais.

Ainda observando seu rosto, vejo como ela continua a mesma, o cabelo está cortado, mas já cresceu alguns centímetros, ela cheira a colônia que passa antes de dormir, de talco e lavanda, os olhos já estão um pouco inchados e os lábios meio abertos.

É impressionante como parece que a cada dia eu a amo ainda mais.

•~•

Terminei de revisar o próximo projeto da empresa e mandei para Jungkook colocar os últimos detalhes. Ele era minucioso e fazia tudo com excelência.

Levantei da cama com cuidado, havia esquecido de pegar a garrafa de água que deixava na mesa ao lado da cabeceira e fui a passos leves até a cozinha. Bebi água e peguei a garrafa na geladeira, quando fechei algo me chamou atenção. O calendário preso a porta.

Merda...

Como eu podia ter deixado passar?

Próxima terça seria lua crescente, terceiro trimestre do ano. Meu cio. E com tanto trabalho nas últimas semanas, esqueci de tomar meus supressores.

— Merda...

São nessas horas que odeio meu sistema de hibrido, quando chegam essas épocas, meus instintos me dominam e eu fico quase irracional querendo apenas uma única coisa: prazer, e às vezes de modo insaciável.

Eu havia esquecido de tomar meus supressores apenas três vezes e foram experiências horríveis, na época eu era adolescente e minha mãe me trancou em um quarto nos fundos da casa. Lembro que todos que me conheciam acharam que eu estivesse muito doente e precisava ficar em repouso e isolado, até S/n não sabe como são meus cios, acho que ela nem imagina que os tenho, por mais que ela saiba muitas coisas de híbridos.

Minha espécie é um pouco diferente, somos raros em meio aos outros híbridos conhecidos, como os de gato, igual a Taehyung. Há tantos híbridos, de diversas formas, alguns sem muitas características físicas, outros com elas mais presentes, como eu com minhas asas.

Eu não sinto vergonha de ser híbrido, mas odeio não conseguir me controlar nos meus cios. Não dura muito, mas o último dia é o pior. E estar perto de S/n não facilitaria as coisas para mim, e poderia machuca-la caso saísse do controle total.

•~•

De manhã bem cedo ouvi S/n levantar para tomar banho e se arrumar para ir trabalhar, eram duas horas mais cedo do que ela geralmente levantava por conta das viagens, nem o sol estava iluminando o novo dia e geralmente eu estaria dormindo, mas desde que vi o calendário e descobri que meu cio estava próximo, não consegui dormir direito, então já estava de pé arrumando o café da manhã.

Tentava ligar para meus pais em busca de algum conselho, mas sempre caía na caixa postal e eu ficava cada vez mais frustrado. Estava distraído e mandando uma mensagem pra Yoongi quando senti braços me envolverem delicadamente.

— Bom dia, por que já está acordado? Algo na empresa? — S/n perguntou enquanto me abraçava, o rosto apoiado nas minhas costas e as mãos tocando meu peito me puxando para trás para ficar mais próximo de seu corpo.

— Apenas levantei, me senti disposto hoje e decidi vir fazer nosso café. — menti, não queria deixá-la preocupada.

— Huum, então é melhor você tirar os pães da torradeira antes que virem carvão

— Que?... Oh, merda!

S/n riu e foi arrumar a mesa enquanto eu terminava de fazer torradas, sem que virassem carvão dessa vez.

— Jinnie, obrigada por estar cuidando de tudo ultimamente, do apartamento, das contas, da empresa... De mim. Sei que é pesado, mas prometo que depois de terminar essa matéria, tudo vai voltar ao normal e você não vai precisar carregar tudo sozinho.

Suspirei ao ouvi-la, um sorriso divertido se formou em meus lábios.

— Não precisa agradecer, eu nem estou tendo muito trabalho, e não é algo que faço com esforço ou obrigação, faço porque sei que faria o mesmo por mim. — Ao terminar de falar vi um lapso da cor rosa se formando e sabia que minha íris havia mudado de cor, a cor que S/n fazia surgir em meus olhos, a cor que demonstrava o quanto eu era apaixonado por ela.

S/n sorriu e veio me abraçar sentando no meu colo, passou os braços por meus ombros e se aproximou selando nossos lábios. Cada toque que compartilhávamos parecia ser algo único como se fosse a primeira vez, os dedos dela que acariciavam minha nuca, minhas palmas segurando seu quadril, o nariz dela que descia pelo meu pescoço e os beijos demorados que nos faziam esquecer de tudo ao nosso redor.

Quatro anos e nada havia mudado, apenas ficava melhor.

•~•

Quando S/n saiu, mandei mensagem para Yoongi dizendo que não iria na empresa hoje e expliquei brevemente a situação, ele era meu melhor amigo e eu não precisava esconder nada dele. Não demorou dois minutos e eu tinha resposta dele dizendo que tudo bem e que eu deveria tomar cuidado, principalmente porque minha namorada não era híbrida.

Nos cios tudo fica mais intenso e como já havia dito, insaciável. Eu não queria fazer nada que machucasse S/n, isso eu nunca permitiria que acontecesse.

Meus pais finalmente atenderam o telefone quando estava de saída para o médico que consegui de última hora marcar, ainda no corredor do meu andar, contei tudo aos dois que ouviram atentamente.

— Seokjin, mas que irresponsabilidade, você já é adulto! Tudo bem esquecer quando era adolescente, mas agora meu filho? — minha mãe estava claramente brava

— Filho, você tem uma parceira, a S/n nunca passou um cio com você, por que foi tão descuidado? — meu pai parecia mais controlado, mas sabia que estava decepcionado comigo.

— Eu estive muito ocupado, estava fazendo várias coisas ao mesmo tempo e acabei esquecendo de tomar meu supressor.

Minha mãe suspirou profundamente e alto, mostrando como estava irritada.

— É bom que você pelo menos já tenha achado algum médico que te atenda e dê uma dose de calmante, se estou certa, faltam poucos dias pro seu cio, nenhum supressor faria efeito agora... Seokjin, eu nem quero saber quais são suas desculpas, isso foi totalmente irresponsável.

— EU SEI! Eu sei... Desculpa — já estava no elevador e minha própria voz me assustou. — Eu sei que foi irresponsabilidade, já marquei o médico, estou indo pra lá agora, vou arcar com as consequências.

— Espero que só você arque meu filho, a S/n não pode se envolver.

— Eu sei... Eu estou com medo da reação dela, não sei se meu cio pode afeta-la, cio de beija-flores são diferentes.

Meu pai concordou baixinho e o ouvi falar algo para minha mãe.

— Pedi pra sua mãe me deixar conversar sozinho com você, está saindo já?

— Estou na garagem, indo pro carro, vou entrar e você me diz o que precisar.

— Tudo bem.

Caminhei rápido até o carro e entrei, fiquei alguns segundos me acalmando, não era sempre que meu pai parecia tão controlado.

— Pronto.

— Filho, eu estou decepcionado com você, com tantas vezes que te alertei sobre cios de híbridos após sua puberdade, como fica mais intenso quando temos algum parceiro e como os primeiros dias afetam quem está próximo.

— Eu sei pai...

— Sabe, mas mesmo assim se esqueceu de algo importante, seus supressores protegem você do cio que é desgastante, e também protege a S/n. Vá ao médico, peça o calmante e espero que isso o ajude a ter controle.

Suspirei cansado e chateado.

— Você acha que por eu não ter cios há anos, esse possa ser muito intenso?

— O tempo sem ter não influencia, mas você ter alguém com quem possa passar o cio faz com que seja mais forte, por isso o calmante é necessário.

— Obrigado pai, e eu sinto muito mesmo por ter te decepcionado.

— Está tudo bem meu filho, erros são comuns e acontecem, mas cuide-se e principalmente, cuide da S/n, vocês fazem muito bem um para o outro e ela é uma menina extraordinária.

Sorri.

— Ela é sim. Obrigado novamente pai.

— Ligue novamente se precisar de ajuda, sua mãe está reafirmando que deve ter cuidados, mande lembranças a S/n.

— Tomarei cuidado, pode deixar que serão entregues, até outra hora.

— Até meu filho.

— Até meu filho, mamãe está brava, mas te ama! — Ouvi minha mãe gritando ao fundo

— Também amo vocês.

Desliguei o celular rindo, mas durou pouco, pois minha preocupação aumentava.

•~•

Na sala de espera do médico haviam algumas revistas e flyers sobre híbridos. Alguns deles informavam sobre cios na época da adolescência e eu me lembrei de como fiquei assustado quando tive meu primeiro cio, pensei que estava enlouquecendo.

Meus pais me ajudaram, me deram calmantes e me deixaram isolado por três dias em casa. Meu pai me explicou tudo depois que passou, ele sendo híbrido me falou sobre tudo e tirou qualquer dúvida que surgiu, depois do meu primeiro cio, comecei a tomar os supressores que controlavam meus instintos.

Nunca precisei falar sobre esse assunto com S/n, meus desejos por ela nunca foram ligados ao meu lado híbrido, mas sei que eles existem, só nunca os deixei aflorar, pois estava medicado.

— Kim Seokjin, por favor o médico está aguardando.

A voz da recepcionista me fez ter um sobressalto, levantei e fui caminhando até o consultório.

— Olá senhor Kim, como posso ajudá-lo? — ele perguntou assim que sentei na cadeira a sua frente.

O médico não era muito velho, deveria ter uns cinquenta anos no máximo, ele já me conhecia por ser um dos poucos especialistas na cidade a tratar híbridos, mesmo que minha espécie não fosse tão comum, na minha atual situação ele poderia me ajudar.

— Bom, eu estive muito ocupado ultimamente em casa e no trabalho, muitos afazeres e eu acabei me esquecendo de tomar minhas doses de supressores e meu cio está pra acontecer daqui alguns dias.

O médico ouviu tudo com atenção, quando entrei no assunto do cio ele pareceu mais alerta.

— Hum, poucos dias até seu cio, quando foi a última vez que o teve?

Pensei um pouco antes de responder.

— O último foi há dez anos atrás, quando tinha 17

— E agora, já passou seu cio com algum outro hibrido ou tem alguém com quem possa passar?

— Nunca passei meus cios com ninguém, atualmente namoro uma não-hibrida.

— Namoro recente?

— Quatro anos.

O médico parou de falar e anotou algo em um papel.

— Ela sabe dos cios?

Neguei.

— Quantos dias exatos faltam para seu cio, senhor Kim?

Suspirei derrotado.

— Três. Minha namorada não fica em casa, ultimamente ela tem viajado e voltado somente de noite e extremamente cansada.

— Você não sentiu nenhum efeito do cio próximo?

Neguei novamente.

— Pode ter sido pela distância de sua namorada, te darei uma indicação de calmante, será injetável e peço que tome assim que sair do consultório, tem uma farmácia na próxima quadra.

— Tudo bem.

— Nesses quatro anos de namoro, nunca teve nenhum problema relacionado ao seu cio?

— Não, sempre fui cuidadoso em relação a isso, somente agora acabei esquecendo e me metendo nessa situação.

O médico riu baixinho.

— Acontece, o importante é que está aqui tentando resolver, fiz uma receita para seu calmante, se não tiver mais nada que deseja falar, está liberado.

Peguei a receita que me foi estendida e agradeci, saí logo em seguida e fui, caminhando mesmo, até a farmácia que era próxima.

Na farmácia fui atendido por um rapaz jovem que me levou até uma sala reservada após eu entregar minha receita, ali na sala ele aplicou uma injeção que continha o calmante e senti meus músculos instantaneamente relaxarem.

•~•

De volta no apartamento, já era quase hora do almoço, mas não estava com muita fome, queria apenas ficar deitado e foi o que fiz, depois de tirar meus sapatos e minha camisa que parecia estar me sufocando, me arrastei até o quarto me jogando na cama.

Assim que deitei já estava sonhando e não vi as horas passarem até sentir o outro lado do colchão afundar.

— Ei, você não foi trabalhar hoje? Está tudo bem?

Me virei para olhar S/n, ela já estava de banho tomado, o cabelo estava molhado e a blusa do pijama estava molhada nos ombros onde a água de seus fios pingavam.

— Precisei resolver algumas coisas aqui no apartamento, nada demais, o Yoongi tomou conta da empresa hoje.

Ela me olhou desconfiada.

— Mesmo assim, quando tem projeto você geralmente fica lidando com tudo direto da empresa, achei estranho você estar aqui e já dormindo.

Sorri levemente e levantei me apoiando em meus cotovelos. Ela estava cheirando a colônia que usava e também tinha um pouco do cheiro doce do shampoo dela, estava tão cheirosa.

— Eu estou bem, tirei um pouco do tempo de hoje pra descansar e dormir, o projeto já está praticamente pronto, não tinha muito o que mudar, por isso decidi ficar por aqui hoje.

Finalmente S/n pareceu convencida e se aconchegou mais ao meu lado, deitou a cabeça no travesseiro que tinha uma toalha protegendo de molhar a fronha e ficou em silêncio por alguns minutos.

— Amanhã não vou precisar viajar, Jimin vai sozinho e volta na hora do almoço, ele só vai buscar alguns documentos e disse que eu poderia ficar em casa.

— Sério? Isso é bom, você pode descansar também se não tiver que ir até a sede do jornal.

— Não vou precisar, poderei ficar aqui.

S/n virou e passou uma de suas pernas por cima das minhas, sua mão acariciava minhas asas fechadas e eu sentia leves arrepios.

— Seu celular estava apitando algumas mensagens quando eu cheguei, devem ser importantes.

Virei de lado ficando de frente a ela e sua perna me puxou mais pra perto me fazendo rir.

— Posso ver depois, agora quero fazer outra coisa.

Ela riu e ficou mais perto vindo me beijar, de selares leves e castos, logo estávamos nos beijando com mais paixão, minha língua invadiu sua boca e senti seu gosto que não imaginava sentir tanta falta.

Porém, em instantes vi que algo estava errado, pois S/n suspirou e gemeu apenas com o contato de nossos lábios. Ela soltou um gemido sôfrego e me afastei quebrando o beijo.

Assustei quando notei que seus olhos tinham a cor púrpura.

— Seokjin... E-eu preciso de você, agora.

— S/n espera, você não está normal

Ela parecia não me ouvir e quando tentei levantar ela me puxou de volta me fazendo deitar e subiu em mim, sentando logo em cima de meu membro e tive que me controlar quando a senti começar a rebolar lentamente em mim.

— S/n... — Tentei segurar sua cintura, mas me espantei com a temperatura de sua pele. Estava febril.

— Humm... Jinnie, queima, faz parar...

A voz de S/n saía manhosa e em arfares, parecia que estava passando por um cio, mas não era possível. Seus olhos continuavam púrpura e a cada movimento de seus quadris sobre os meus faziam a cor intensificar.

— Amor, espera. Eu vou te ajudar, mas espere um pouco.

Ela parou e pro meu horror ela deitou em meu peito e levou uma mão para dentro do short de seu pijama e começou a se masturbar em cima de mim, arfando e chamando meu nome.

Aquilo era demais pra mim, sentia que todo meu autocontrole estava sendo testado naquele momento.

Virei o rosto e vi meu celular em cima da mesa da cabeceira, peguei e li por cima as mensagens que tinha recebido, eram todas do médico. E diziam tudo o que eu não queria.

Senhor Kim, revisando seu caso, percebi que o calmante infelizmente não surtiria o efeito desejado, creio que saiba que o seu cio pode vir mais cedo que mora com sua namorada e conhece os efeitos do primeiro dia, sendo um beija-flor, você induzirá um cio em seu parceiro, cuidado com toques íntimos, isso irá dar início ao cio.”

Merda, o beijo fez com que tudo começasse, não era algo impossível, os olhos de S/n diziam tudo, a cor púrpura intensa e o calor de sua pele. Eu havia induzido um cio nela.

— Seokjin, por favor isso queima, meu corpo tá pedindo por você.

Eu sabia o que ela estava descrevendo, já havia sentido isso, mas não podia fazer nada se não tivesse a certeza de que era ela quem estava pedindo, e não os efeitos de um cio induzido.

— Ei, minha beija-flor, me ouça, vamos tomar banho juntos, tudo bem?

— Eu já tomei, eu só quero você. Agora.

S/n levantou pressionando ainda mais seu sexo sobre o meu, eu já estava ficando duro, meu corpo cedia cada vez mais, ela tirou a blusa do pijama e estava com os seios nus, sua pele estava suada e ela arrepiava.

— Vem comigo, agora.

Segurei suas coxas e levantei com ela presa ao meu corpo, estava tremendo um pouco pelo calor que sua pele produzia e o contato com a minha não a ajudaria, eu precisava desperta-la.

Entrei com ela debaixo do chuveiro e liguei fazendo água gelada cair sobre nós.

S/n assustou e se prendeu mais a mim, mas senti os arfares pararem e ela soltou as pernas que se prendiam a minha cintura ficando de pé em frente a mim, os olhos ainda estavam com a cor alterada, mas ela parecia mais consciente.

— Jinnie, o que está acontecendo?

— Vem comigo, preciso te contar uma coisa.

Pedi que ela se secasse e saísse do banheiro me esperando no quarto, eu tive que ficar uns minutos tentando me controlar e também tentando pensar em como dizer o que precisava.

Saí a encontrando enrolada na toalha sentada na cama.

— Pode me dizer.

— Você notou a cor de seus olhos? Eles estão púrpura, iguais os meus quando fico excitado ou estou entorpecido.

Ela parou e olhou no espelho que tinha perto da cama acima da penteadeira que foi posta ali.

— O que é isso?! — perguntou surpresa

— Isso é o meu cio, em você.

— Seu cio?!

Vi que ela apertou as pernas uma na outra e segurou a toalha com força, os efeitos estavam voltando.

— Sim, meu cio, eu nunca tive eles perto de você e tomo supressores de modo controlado, mas eu esqueci dessa vez e hoje eu fui no médico tomar um calmante, mas recebi a informação de que não surtiu efeito. Era pra começar daqui três dias, mas sua presença adiantou o cio.

— Seokjin, eu não... Caralho meu corpo tá arrepiando inteiro.

Ri do palavrão, mas sabia como era.

— Desculpa, eu não queria fazer você passar por isso, você não é híbrida e pode sofrer com isso.

— Por que eu estou sentindo essas coisas? Não era pra você estar assim?

S/n apertou a toalha em seu corpo novamente.

— O primeiro dia do meu cio induz meu parceiro, pra que eu possa ter alguém que fique comigo, no caso, quando você me beijou eu te induzi.

— Parecia que eu estava ardendo em desejo.

— Sim, por isso eu te levei no banheiro pra te resfriar e te fazer ficar consciente. Não vou fazer nada a não ser que você diga que eu possa e sem que você esteja sob efeito do meu cio. E de novo, me desculpe.

S/n pareceu ficar pensando por alguns momentos, ela não me olhava e isso parecia ajudá-la.

— Tá tudo bem Jinnie, mesmo. Eu sei que você tá me cuidando, não acho que fez nada de errado. É algo novo o que estou sentindo, e não é a primeira vez que transamos, eu conheço seu corpo e você o meu. Obrigada por me respeitar e me fazer ficar consciente pra podermos conversar sobre isso, só acho que você deveria ter me contado antes.

— Eu não sabia como tocar no assunto, e sempre tive muito cuidado com meus supressores, nunca pensei que chegaria um dia em que eu esqueceria de tomar e estaríamos assim. E não me agradeça, somos namorados, mas seu corpo não me pertence.

Ela sorriu, mas fechou os olhos arfando novamente em seguida.

— Se você pode fazer esses arrepios passarem, te dou total liberdade de fazer o que precisa.

Eu ri sentindo meu membro despertar e meu corpo arrepiar, meu cio também estava começando a me afetar.

— Só mais uma coisa, quando quiser parar me avise, os cios são intensos, mas não sei como vai ser pra você.

S/n assentiu e tirou a toalha de seu corpo jogando longe, ela levantou e veio até mim que estava parado a alguns passos dela.

— Tudo bem, só faz esse calor diminuir.

— Posso fazer você prestar atenção em outra coisa que não seja a temperatura.

S/n passou as mãos sobre meu peitoral que estava um pouco molhado ainda, suas palmas desceram pelo meu abdômen e puxei o ar com os dentes quando uma de suas mãos espalmou minha ereção.

— Qualquer coisa, por favor.

— Se ficar pedindo por favor eu vou enlouquecer.

Empurrei seu corpo com o meu e a fiz deitar, ela foi se ajeitando na cama e entre suas coxas eu via que estava tão molhada ao ponto de escorrer.

Minha boca pedia para prova-la, fazer com que tivesse o primeiro orgasmo iria amenizar meu efeito sobre ela, mas algo em mim pedia pra que brincasse um pouco, ouvi-la implorando momentos atrás foi excitante, eu queria que ela pedisse novamente, cheia de tesão e excitação.

Abri suas pernas e subi na cama, beijei seu ventre e fui descendo, meus lábios sugavam sua pele deixando marcas, entre suas coxas lambi o líquido que havia escorrido e ouvia os gemidos de antecipação, esperando que eu provasse cada gota que escorria.

— Jin, merda, meu corpo está ardendo de novo, por favor, por favor Seokjin

Ela abria mais as pernas e seus dedos apertavam o lençol em desespero. Eu sentia o tesão, meu membro também molhava com pré-gozo. S/n implorava e eu ficava ainda mais duro.

Não querendo prolongar mais, segurei suas coxas separadas e minha língua lambeu sua entrada, penetrei e suas paredes pressionaram o músculo quente que a invadia, meu membro fisgou com a sensação.

S/n era doce, e eu viciado em seu gosto. Os barulhos de sucção logo se mesclaram aos gemidos de prazer, eu chupava seu clitóris e ela tentava se mover escapando de meus lábios, suas mãos apertavam seus seios, a boca aberta quase deixando gritos escaparem, sentia seu sexo pulsando, seus líquidos escorriam e eu sentia o corpo ficando quente.

— Seokjin...aah eu vou... Não para

Sua respiração ficou descompassada, ela se apoiou nos cotovelos e o orgasmo crescente a fez tentar fechar as pernas, mas segurei suas coxas a mantendo aberta pra mim, eu não tinha acabado, subi meu olhar e a encontrei com a cabeça jogada pra trás, ela desabou no colchão e as mãos taparam a boca quando um grito quase lhe escapou, suas coxas tremeram e os olhos reviraram, ela tinha atingido o primeiro orgasmo e eu ainda não havia começado a me saciar.

— Seokjin... Merda

Limpei minha boca com as costas da mão, tirei minha calça ficando nu também, meu membro estava duro, molhado e pulsando só de vê-la na cama, ainda se recuperando do orgasmo que sentira. As mãos estavam espalmadas sobre o lençol, S/n se ajeitou no colchão e deitou a cabeça nos travesseiros.

— Posso? Ou precisa de mais uns minutos?

Ela riu fraco e assentiu.

— Meu corpo não está mais ardendo, mas ainda queima.

— Eu sei, mas agora eu sinto o me corpo todo pedindo por você.

Subi mais na cama me colocando entre suas pernas, encostei nossas testas e por alguns segundos nossos olhares se encontraram, o púrpura de seus olhos diminuiu, não estava mais induzida, mas eu podia sentir meu cio por todo meu corpo como um calor que se expandida por debaixo da minha pele e precisava causar alguma explosão.

Beijei S/n com todo o fogo que me consumia, eu tinha sede, chupei sua língua e mordi seu lábio inferior, ela apertou meus ombros e senti suas unhas me arranharem.

Com uma mão segurei seu joelho e fiz ela levantar uma perna, me encaixei melhor e passei minha glande sobre sua entrada que estava molhada e a penetrei com facilidade.

S/n arqueou as costas quando fui a preenchendo lentamente, meu membro sentia a pressão, era tão bom, malditamente bom. Suas coxas me abraçaram quando estava completamente dentro dela, e comecei a estocar devagar sentindo o prazer se prolongar.

Abocanhei os seios de S/n e a senti me apertar com o novo estímulo, a penetrei mais fundo e um gemido cortado saiu de sua garganta.

— Mais...

Ela pediu em um sussurro. Atendi prontamente aumentando a força e a velocidade das penetrações, nossas peles se chocavam e os sons de luxúria preenchiam o quarto.

S/n me abraçou quando o orgasmo dela começou a crescer, mas eu não estava perto do meu. Suas coxas me apertaram e eu consegui tirar uma delas de mim com uma das mãos, empurrei suas pernas, os joelhos na altura da cintura, eu ia mais forte e agora ela não se importava em gritar meu nome e palavras quebradas que pareciam súplicas.

Os joelhos vacilaram e sua vagina apertou meu membro dentro dela, senti que iria gozar quando meu abdômen contraiu e meu membro pulsou, ainda segurando suas pernas que pediam para fechar por conta do orgasmo que estava perto, estoquei mais fundo e S/n arqueou as costas abrindo novamente a boca respirando profundamente, suas mãos fecharam em punhos, via que ela estava tentando não gozar.

— Vem pra mim, goza comigo dentro de você

Sua vagina me apertou novamente e mordi meu lábio sentindo meu orgasmo chegando mais perto. Soltei suas pernas que ficaram na mesma posição e colei nossas testas novamente, respirávamos apressadamente, nossos arfares se misturando, meu membro pulsava e quase doía de tanto prazer, S/n veio e em segundos jorrei dentro dela ainda estocando até que meu membro deixasse a última gota de meu prazer dentro dela.

Quando me retirei de dentro de seu sexo a ouvi chiar e seu corpo deu alguns espasmos, levantei para ajeita-la na cama já que seu corpo não tinha forças, via meu prazer escorrendo de dentro dela, e essa visão fez meu membro despertar novamente, mesmo sensível ainda pulsava querendo mais. Eu precisava de mais.

Esperei a respiração de S/n regular, e quando finalmente aconteceu percorri meus dedos por entre suas coxas e a ouvi gemer.

— Seokjin, eu não sei se aguento seu cio

Eu ri do modo divertido que soou.

— Eu cuido de você, não se preocupe, seu corpo está preparado pra mim

Ela pareceu não entender, mas fechou os olhos e gemeu quando meus dedos usaram meu sêmen que escorria de dentro dela pra fazer círculos em seu clitóris que senti pulsar sob minhas digitais.

— Eu quero mais de você.

Ela assentiu, mas estava cansada. A virei de lado e ajeitei meu corpo ao dela, deixei beijos em seu pescoço e a ouvi suspirar satisfeita.

— Eu te amo tanto...

— Eu também te amo.

Encaixei uma de suas pernas acima do meu quadril e esperei que ela ficasse confortável, meu corpo ainda ardia em desejo, mas eu esperava S/n dizer que podia me mexer ou tocar nela, talvez o calmante me deixou mais no controle dos meus instintos, mesmo não controlando meu cio.

S/n deslizou sua bunda sobre meu membro e eu gemi arrastado, ela estava querendo mais assim como eu, mas eu sabia que teria que ter cuidado mesmo com ela pronta para mim.

Novamente a penetrei e S/n gemeu me apertando dentro dela. Segurei sua perna e estoquei profundamente, entrando completamente dentro dela que puxou o ar com rapidez em uma única suspirada.

— Aah... Ahh Seokjin, merda eu tô sensível demais, mas é tão bom

A vi sorrir e lamber os lábios, virei seu rosto para mim e a beijei, continuei estocando com ela virada de lado ainda segurando sua perna. Ela gemia durante o beijo e eu deixava os meus próprios escaparem entre nossas bocas. Nosso beijo era desesperado, queríamos matar a sede de cada um, eu ia mais fundo e mais forte e a cada estocada sentia o corpo de S/n arrepiar com o calor.

Eu estava prestes a gozar, preenchê-la com meu prazer novamente, desci minha mão até seu clitóris e os gemidos controlados se transformaram em gritos silenciosos, a boca aberta puxando ar contra a minha que gemia em prazer. Meus dedos circulavam e sua mão veio segurando a minha tentando fazer parar, mas nesse momento gozei dentro dela novamente e S/n virou o rosto mordendo o travesseiro e gemendo longamente enquanto o orgasmo a atingia novamente fazendo o corpo todo tremer comigo ainda jorrando em si.

Meu corpo doía em desejo, mas S/n estava exausta, a deixei dormir enquanto tentava controlar sozinho meu cio, ver S/n deitada nua de bruços com meu prazer ainda saindo de dentro dela não me ajudava em nada. Eu queria mais, meu corpo pedia mais e eu ardia, queimava e a cada vez que gozava em minhas mãos e abdômen, eu tremia querendo que tudo cessasse, mas ainda estava duro, mesmo que estivesse sensível.

S/n acordou na madrugada e ficou me observando me masturbar, eu estava sentado de pernas abertas na poltrona perto a janela, arfava em exaustão, mas minha mão subia e descia por meu membro buscando atingir meu orgasmo, não sei quantas vezes fiz o mesmo durante o sono de S/n, mas eu não conseguia fazer meu cio passar.

Ela ficou em silêncio, vendo meus movimentos, sentia seus olhos em mim e aquilo deixou tudo mais intenso, a luz do abajur era pouca e dava um clima mais aconchegante, os únicos sons ouvidos eram de minhas mãos me masturbando e os gemidos que escapavam de minha boca. Encostei minha cabeça no encosto da poltrona e senti meu corpo tremer quando meu orgasmo veio sujando meu abdômen e minha mão.

Ainda duro e sensível cheguei a cogitar que meu membro fosse cair de tanto gozar em uma noite.

Descansei um pouco sentindo o torpor do meu orgasmo passar e fiquei com os olhos fechados enquanto ainda sentia a glande molhada de gozo encostar na minha barriga.

Minutos depois senti o calor da pele de S/n, ela veio até mim e se sentou no meu colo.

— Você está cansada, não precisa me ajudar.

— Ver você se tocando me fez querer você em mim novamente.

S/n se ajeitou, meu sêmen estava meio seco entre suas coxas misturado com os próprios líquidos dela. Éramos uma mistura de suor e prazer, uma sinfonia de gemidos e arfares buscando atingir nossos limites e saciar nossos desejos.

Ela encaixou meu membro em sua entrada e desceu lentamente sentando. Segurei sua cintura, mas ela desceu minhas mãos até sua bunda.

— Me ajuda e me movimentar, me faça seguir seu ritmo.

Ela pediu e eu fui guiando seus movimentos, ela subia e descia além de rebolar comigo dentro de si. Era isso que eu precisava, poderia me masturbar até não aguentar mais, mas o calor de estar dentro de S/n a preenchendo era impossível de se igualar.

— Merda Seokjin eu achei que não tava mais tão sensível, eu não quero gozar ainda, mas ta... Aah... Aaah... Tá tão bom.

Meu corpo já estava quase cedendo também, meu cio diminuiu com o contato dela, estávamos em uma sintonia de prazer e desejo. Minhas asas abriram e eu nos fechei em um casulo, fazendo S/n deitar sobre meu peito enquanto eu tentava fazer nós dois atingirmos nossos ápices. Sentado na poltrona com S/n sobre mim e eu dentro dela, minhas asas nos tornando um só. Estoquei fundo e rapidamente e S/n movia os quadris em encontro, ela passou os braços ao redor do meu pescoço e apertou os rosto perto de minhas clavículas, suas pernas tremiam e eu senti meu corpo todo arrepiar quando atingimos o orgasmo juntos. Ela arfava e eu a segurava enquanto o corpo dava os últimos estamos e eu terminava de gozar ainda dentro dela.

•~•

Parecia que finalmente meu cio estava controlado. Coloquei S/n na cama após sentir seu corpo relaxar sobre o meu e fui até o banheiro pegar alguns lenços úmidos para limpa-la, não tínhamos forças para um banho e no dia seguinte teríamos tempo para isso, deixei que ela descansasse e eu também deitei ao seu lado depois de me limpar.

— Seu cio dura quanto tempo?

Ela perguntou baixinho quando me deitei ao seu lado.

— Três dias, mas depois de hoje estou mais controlado e saciado.

Ela riu baixinho com os olhos fechados.

— Ainda bem, nesse último orgasmo eu quase chorei com tanta intensidade, senti meus olhos queimarem.

Ri do modo arrastado que ela falava.

— Meus olhos também arderam, acho que nos conectamos no orgasmo, éramos um só, a ardência era meu cio, seus olhos deviam estar púrpura novamente.

— Isso foi tudo tão intenso.

— Sim, obrigado por estar comigo.

— Eu te amo... Mas se precisar de mim de novo amanhã não sei se serei capaz de aguentar tanto prazer

Ri.

— Não, meu corpo está cansado também, provavelmente a parte mais intensa do meu cio já passou, amanhã eu não ficarei tão insaciável como hoje.

— Ainda bem...

Ri novamente e percebi que ela estava quase dormindo novamente. Beijei sua testa após ajeitar os fios de cabelo esparramados pelo travesseiro.

— Boa noite, durma bem minha beija-flor, eu te amo.

•~•

Após meu cio tudo voltou a rotina normal de cada dia, tudo estava como antes e nós dois nem podíamos imaginar que dali algumas semanas teríamos uma incrível surpresa.



Notas Finais


Então, fim. :)

Comentem o que acharam desse capítulo, eu sempre fico muito insegura com cenas assim 🙈

Pra quem quiser ler: https://www.spiritfanfiction.com/historia/my-hummingbird-10887016


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