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História Desire for Revenge - Capítulo 18


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Notas do Autor


Oi leitores :)
Hoje segue capítulo com preparativos para a festa e interações. Planejava que fosse já a festa, mas achei necessário incluir esses detalhes antes e também... os novos personagens aí, hehe.
Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 18 - Ressaltes


Fanfic / Fanfiction Desire for Revenge - Capítulo 18 - Ressaltes

Taehyung adentrou a mansão resoluto e viu então Hyuna consolando Jimin, este que ao vê-lo entrar, em gesto de desespero e angústia evidentes, apenas levantou-se rápido e... se ajoelhou aos pés do moreno.

- P-por favor, me deixa falar com meus pais. - iniciou choroso. - Eu f-ficarei aqui, só preciso falar com eles, não vou tentar fugir. - emplacou aos soluços.

- Não se rebaixe desse jeito, bonitinho. - lançou a Kim tentando erguê-lo, mas este negou convicto.

- Não, me deixe, noona. - pausou embargado, segurando com firmeza as pernas da calça social alheia, vendo o alfa então se abaixar inexpressivo até sua altura, secando suas lágrimas com sutileza. - Eu só... q-quero falar com eles, eu preciso. - implorou por fim, sincero.

- Não chore e levante desse chão, anjo. - ditou sólido.

- Esse foi nosso combinado! - insistiu o mais novo, puxando o braço com veemência. - E-eu iria na sua maldita festa e você em troca, me daria essa condição. - bradou inconformado.

Se humilharia se precisasse, ele já não ligava mais para tal coisa. Estava no fundo do poço de sua existência e algumas "migalhas" à mais, o traziam conforto e não fariam diferença à sua resignação, não mais.

- Festa? - Hyuna estranhou confusa e o alfa bufou impaciente.

- Estou bem lembrado disso, mas não providenciei um telefone sem rastreio, ainda. - explicou enfático, vendo o loiro fazer menção em falar, mas o calou num dedo em riste. - Contudo, irei fazer. - destacou beijando a testa macia. - É uma promessa, que pretendo cumprir. - salientou baixo por fim.

E ali, o lúpus refletiu furtivamente sobre o que a médica disse. Teria como objetivo essa tarefa: fazer de tudo que estivesse em seu alcance, para agradar seu ômega e claro, consequentemente seu filhote. E conquanto...

- Venha Jimin, vou te levar para o quarto. - a beta ofertou prestes à segurar a mão do menor, quando... foi impedida.

- Não será preciso, Kim. Ele dorme comigo hoje. - reiterou sucinto.

- Não q-quero. - Jimin entonou em sussurro quebrado.

- Foram ordens da doutora, príncipe, entenda. - apelou o moreno com firmeza.

- Já não basta tudo que o faz sofrer e quer forçá-lo à dormir com você?! Inacreditável. - a morena meneou a cabeça com descrença.

- Dormir ao lado do alfa dele e pai dessa criança, numa boa cama. Não é forçado, é necessidade. - corrigiu ofendido.

- Você é um estúpido cego, que não percebe o mal que faz ao garoto. Sabia que ele tentou se afogar na sua maldita piscina hoje? - a Kim vociferou, irritada.

Nisso, Park baixou a cabeça sôfrego, pela revelação miservável sobre si e o alfa em contra partida, arregalou os olhos, perplexo.

- O-o que...? - sem delongas, puxou o mais baixo pelos ombros e ergueu seu queixo com urgência. - Olhe pra mim, Jimin. - pediu trincando a mandíbula, porém sem resposta.

- Me solte! - choramingou em resistência, se afastando do toque.

- E você?! Só me fala isso agora?! - o Kim rosnou ressabiado para a ex prostituta.

- Você é o culpado. O estado dele é frágil, o encontrei boiando lá e chorando. Tive de chamar o brutamontes Lee e o tiramos da água e ele está bem de saúde, ao menos. - descreveu com pesar.

- Vou chamar um outro médico aqui então. - agitou-se o alfa, irritadiço.

- Não, não vai. Eu não morri, estou bem aqui, pra você arrastar até seu teatro amanhã, além de ser seu prisioneiro pelo tempo que desejar, como um bonequinho marionete. - ironizou o loiro num riso triste.

Gesto que Kim podia sentir pela marca, somado à uma genuína angústia no baixinho e com isso, respirou fundo, tentando ter a paciência necessária, em vista de ser outra ordem direta da Kwon. E após alguns minutos de silêncio...

- Espero que ele esteja mesmo bem e meu filho, Kim. - apontou na direção da mais nova. - Ou eu mato você e o Wonsik. - ameaçou pegando a mão pequena de Park entre as suas. - Venha, vou cuidar de você. Já comeu? - indagou ao mesmo, que assentiu calado. - Ótimo, vamos subir e você... - chamou Hyuna com ar categórico. - ...vá para o quarto de hóspedes. - detalhou conciso.

- Ficarei aqui? - estranhou jocosa. Algo naquele homem parecia muito mudado e de certa forma, causava medo à beta, que piscou aturdida.

- Se quiser ir embora também, tanto faz, me fará um favor. Você está aqui, unicamente por ele. - lançou com desprezo e Jimin fez um ruído de desaprovação à ida da amiga. 

Ao menos ela o confortava, não podia ficar sozinho com Taehyung. Sentia que estava se despedaçando mais e mais com aquela convivência, era essencial ter alguém que pudesse chorar e confiar.

- Noona, f-fica por favor. - rogou macerado e conquanto...

- Eu ficarei, bonitinho. Nem fodendo que deixaria você sozinho com esse idiota. Deus sabe o que ele pode estar planejando, já passou por muitos riscos para alguém tão jovem. - recriminou preocupada e o alfa riu sarcástico.

- Sendo assim... boa noite, beta intrometida. - ditou com desdém, puxando Jimin. - Vem, anjo. - adulou simpático e mesmo em hesitação, o Park fez, caminhando na frente do Kim, que o seguiu nos degraus.

E já Hyuna, esta respirou fundo, consternada. Estava verdadeiramente de coração partido, em ver tudo aquilo perante os olhos, sem poder fazer nada à respeito. Tudo que pudesse, faria pelo ômega, mas céus... até quando o tormento duraria? Tudo tão incerto.

[...]

E essa, era exatamente a mesma dúvida que rondava os pensamentos do loirinho, que após subir ao quarto junto do algoz, se apartou das palmas grandes em sua direção e se refugiou no canto do quarto, próximo à janela e distante do alfa e seu cheiro forte, que deixavam seu lobo afoito e contrário à sua postura arredia, perante o termo aceitação à aquele sujeito.

- Quer tomar um banho? - foi a pergunta dita à si.

- Tsc! - ruidou o rapaz com impaciência, deixando-se ser entendido com clareza por aquele silvo de má vontade pelo alfa, que suspirou.

- Eu vou então. Pode se vestir com... - sua frase foi prontamente cortada.

- Não vou vestir suas roupas. - negou carrancudo e o moreno se viu atado em assentir calado e ir para o banheiro, contrito.

E durante o banho, do lado de fora da água que caía ruidosa, se fazia presente o choro de Jimin, debruçado na janela, vendo a noite estrelada  e também a piscina que... tentou tirar a vida.

- Droga! - praguejou tirando falhamente de si, os vestígios do aroma do alfa e tocando na barriga no processo. Ali encontrava-se talvez, seu único motivo para continuar respirando e seguindo em frente, com bravura forçada, apesar de ser metade de DNA do lúpus.

O mesmo que se exibiu atrás de si, exalando fragância lupina, sob o som de uma respiração amena e de passos cautelosos, denunciando seu retorno ao dormitório e com isso, a reação de prender os lábios nos dentes do mais baixo, atônito.

- Amanhã será a festa? - abordou o criminoso displiscente. - E trarei pessoas pra te ajudar. - noticiou o alfa com uma animação duvidosa, que fez o loiro se virar desconfiado.

Que história era aquela agora? Ele não queria ver ninguém, muito menos pessoas do convívio do bandido.

- Preciso de ajuda agora para me vestir?! - satirizou ácido, ganhando o riso nasal do mais velho, que estava vestindo um roupão com um sorriso sacana nos lábios.

- Quero cuidar de você como merece, anjo. Apesar de sua beleza inquestionável, ajustes são benéficos, te farão mais feliz. - indicou com o olhar ao cabelo desbotado do mais novo e a pele castigada e com isso, Jimin se desvecilhou da troca de olhares, indo para a cama, se cobrir acuado.

Sim, ele estava se flagelando em relaxo consigo mesmo, tinha ciência, porém... esse era mais um dos sintomas de sua apatia. Já não ligava mais para aparência. Que importância ela teria dentro daquela prisão afinal? Um mero e fútil detalhe.

E notando essa pouca interação do Park com o assunto, Taehyung veio achegando-se e deitou-se depois de um tempo, observando o corpo encolhido debaixo do edredom. O corpinho delicado que em breve, teria alguma protuberância abdominal, contendo um filhote. 

O dito frutinho que zelaria e resignado naquele foco, suspirou profundo, apagando a luz e enfim se deitando, ao lado do ômega, imerso em seus próprios dilemas internos com a proximidade estabelecida.

Esta que emanava o incômodo e ironicamente perfeito calor, para o corpo do jovem sequestrado, de forma proposital aos feromônios. À essa altura, não sabia bem se era por provocação ou apenas para fazer como tinha dito na sala: "cuidá-lo", por ordem médica.

Mas mesmo que fosse esse o caso, em precavida e compenetrada cautela, o ômega não permitiu qualquer mísero toque sequer, que o alfa tentou conseguir naquela noite. Jimin se recusava em aceitar aquelas carícias, se recusava à aceitar tudo, provindo do Kim. Apenas queria adormecer em seu choro baixinho e solitário.

E foi exatamente, o que fez.

[...]

Dia seguinte

Para então acordar com a cabeça letárgica e sentir o cheiro de torradas, invadir seu olfato. Viu então uma bandeja pronta ao seu lado e o alfa, de pé na frente do espelho, todo vestido de forma arrumada e falando ao telefone.

- Venha às onze. - convocou sucinto e desligou, olhando Jimin, que se cobriu em resposta, não querendo interagir, porém... - Bom dia, príncipe. - o citado aproximou-se sorrateiro. - Convoquei pessoas pra arrumarem você hoje e suas roupas eu trarei mais tarde, quando retornar de um compromisso demorado. - explicou sucinto, como se o rapaz fosse mesmo ligar para todas aquelas informações.

- Tanto faz. - soltou simplista, levantando-se e indo na direção do banheiro da suíte, onde fez sua higiene com desinteresse e desânimo, sem escovar os dentes, em vista de estar no cômodo do alfa e saiu, agradecendo por ele não estar mais ali.

Decidiu ir então atrás de Hyuna e a achou, no fim da escada, com Taehyung e entretidos num diálogo aleatório.

- Que opção eu tenho?! - o tom de sátira partiu da beta.

- Já está avisada. - foi a dita do mais alto, que logo saiu da casa, batendo a porta e deixando para trás a morena, que enfim notou Jimin e sorriu leve.

- Bom dia, bonitinho. - cumprimentou animada. - Como se sente? Dormiu bem? - inquiriu subindo os degraus rapidamente.

- Estou... estável. - entonou simples.

- Vem. - a Kim o conduziu para o quarto, penteando seu cabelo e o incentivando à comer, enquanto falavam da dieta da médica, o que distraiu bem o mais novo, naquela fatídica manhã.

E mais tarde...

- Então ele te prometeu que falaria com eles? - a morena vincou as feições com lamento.

- Sim, mas... não estou certo que ele vá cumprir sua palavra. - declarou lacrimoso.

- Bom, o que posso te dizer, é que tenha cuidado nessa tal festa. Os amigos de Taehyung são pessoas... barra pesada. - relembrou jocosa e o loiro temerou.

- Do tipo que matam pessoas e roubam? - a Kim assentiu e o rapaz pôs-se à chorar contido, lastimando sua sorte. - E-eu quero sair desse pesadelo, dessa realidade. - pausou ofegante. - Não p-pedi isso. - salientou, sacudindo a cabeça com inconformação.

- Se acalma, querido. O que tem que fazer é ter... precaução. Eles não vão fazer nada com o ômega do Kim, pois ele é um mafioso conhecido e também lúpus, ninguém é doido e ainda mais grávido, porém... fica esperto. - alertou sucinta e o Park assentiu.

No entanto...

- Pelo que ouvi, posso presumir que é o tal Jimin. - a voz masculina surgiu e ambos fitaram a porta, vendo ali um homem alto e de aparência chamativa, com roupas rosadas e ao seu lado, outro mais baixo e de rosto pálido.

Essa não, quem eram aqueles?


Notas Finais


E aí, gostaram? Podem comentar à vontade :3
Sim, temos duas aparições aí que serão discorridas no próximo. Palpites são esperados.
Beijinhos e até mais!


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