História Desired - Capítulo 19


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Vampiros, Yaoi
Visualizações 44
Palavras 1.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Só queria agradecer a todos por estarem acompanhando a história, amo vocês!! ❤
Boa leitura! =uwu=

Capítulo 19 - Um visitante indesejado


Laurence nunca havia amado tanto alguém como amava aquele garoto dormindo em seus braços.

Era fim de tarde quando tiveram um momento quente de amor, e às exatas três da manhã foi quando o ruivo acordou. Ariel ainda dormia silenciosamente, o corpo nu dele sobre o do maior por baixo dos cobertores, com as mãos encostadas a seu peitoral. Sua respiração baixa era adorável, e Ren estaria mentindo se dissesse que não adorava sua visão atual: aqueles cabelos negros e longos descendo pelos ombros do vampiro, que mantinha as pequenas presas de fora enquanto cochilava do jeito mais bonitinho possível.

Naquele momento, Laurence teve certeza absoluta do quão imenso era seu amor por Ariel, e abriu um inevitável sorriso ao ver que ele estava acordando.

— Bom dia... Ou madrugada, não sei — sussurrou, rindo baixo. O moreno sorriu timidamente em resposta, partindo para o primeiro beijo do dia. Ren aceitou com toda a inocência do mundo, sem saber da mordidinha dolorosa que receberia em seu lábio inferior.

— A-Ariel! Por que você fez isso?! — perguntou, um tanto alarmado, tocando o local que agora sangrava.

O menor apenas riu, dizendo uma única frase:

— Vingança por ontem. — Ele se espreguiçou, parecendo muito bem-disposto, com aquela bela personalidade de vampirinho diabólico aparecendo com clareza. No entanto, o ruivo realmente preferia vê-lo assim a tê-lo chorando em seus braços, o que acontecia com certa frequência.

Laurence cerrou as sobrancelhas, fingindo estar bravo, mas aceitou o novo beijo que o vampiro agora sugeria. Foi no automático que aprofundou o ato, enrolando os dedos àqueles cabelos macios e escuros, e Ariel pareceu muito satisfeito.

— Ontem... — o menor começou, erguendo um pouco o corpo enquanto abria um pequeno sorriso. — Foi incrível, Lauren. Obrigado.

Obviamente, escutando aquelas palavras carinhosas vindas de seu namorado, Ren não pôde evitar que suas bochechas se avermelhassem quase imediatamente, mas também sorriu de volta, todo bobo e apaixonado. Não tanto tempo atrás, Laurence Graham definitivamente não gostaria de se envolver com vampiros, e agora amava um com todo seu coração.

Contudo, em questão de segundos, fortes batidas na porta interromperam aquela ocasião particularmente carinhosa.

O garoto nos braços do maior empalideceu de imediato, enquanto Laurence apenas se encontrava um tanto confuso. Parou para pensar um pouco: quem iria à sua casa de madrugada, e por que Ariel estava tão assustado? A única conclusão que lhe veio à cabeça fora a de que algum outro vampiro havia encontrado Ariel, e o moreno já havia dito que tinha um medo considerável de que aquilo acontecesse.

— Calma... — sussurrou, sentando-se no sofá. Puxou as roupas caídas no chão, sentindo um pouco de frio ao perceber que o cobertor não os cobria mais, e fitou o outro garoto cuidadosamente. Ariel estava claramente ansioso, nem sequer prestando atenção à falta de seu travesseiro humano. — Eu vou me vestir e ver quem é. Você deveria colocar suas roupas também...

— N-Não! Não vai, Lauren! Pode ser que...

— Eu sei, eu sei. Mas e se for alguma outra coisa, ou alguém pedindo ajuda? Sei lá...

O menor mordeu o interior da bochecha, apertando os cobertores contra seu corpo, seus olhos repletos de medo e preocupação. Ariel apenas continuou a fitá-lo, ao ponto que, mesmo após Laurence terminar de colocar suas vestes, percebeu que o vampiro mal havia se movido. Decidiu que vestiria ele também: apenas o fez colocar as roupas que já estava usando antes e o enrolou de volta nos cobertores, beijando seu rosto como forma de dizer que ficaria tudo bem antes de dirigir-se à porta.

"Bem", entretanto, não seria a palavra certa para aquela ocasião.

Ren abriu a porta e parado ali estava um rapaz alto, de cabelos castanhos e olhos vermelhos — obviamente um vampiro —, alguém que Laurence certamente já havia visto antes. Era o mesmo homem misterioso da biblioteca, quem Ariel dissera ser um antigo conhecido, e ele tinha um majestoso sorriso de filho da puta estampado no rosto.

— Boa noite, Laurence — ele começou, com nada mais que puro escárnio em sua voz. — Acho que ainda não me apresentei a você. Meu nome é Matthew, um dos mais hábeis informantes do reino de Corbin.

Matthew, Ren relembrou, ele certamente já ouvira aquele nome antes. E aí lhe veio à mente: foi quem quebrou as asas de seu vampirinho, o mesmo já havia lhe contado. Cerrou os punhos de imediato.

—... Você machucou o Ariel — afirmou, sentindo uma incomum raiva flamejar em seu peito. O ruivo nunca foi do tipo que se irritava fácil, mas sua vontade de matar o homem a sua frente era imensa. No entanto, algo na fala dele desviou sua atenção. —... Espera. Reino de Corbin...?

Se não estava enganado, Corbin era o sobrenome de Ariel, não? Laurence se virou para o menor, que se encolhia um pouco no sofá, ainda parecendo repleto de nada mais que medo. Era de se entender, considerando o que Matthew fizera com ele.

— Deixe-me entrar e explicarei tudo a você. Sobre o reino, o motivo de Ariel ter fugido, quem esse garoto realmente é... Você quer saber, não é, Laurence? Humanos são naturalmente curiosos.

Ren engoliu em seco, indeciso no que deveria fazer. Sim, gostaria muito daquelas informações, mas acreditava que Ariel deveria contar-lhe quando se sentisse à vontade.

— Não confie nele, Lauren! — exclamou Ariel, corajosamente se pondo a seu lado. — O que você quer aqui, Matthew?

Por mais que o vampiro mais novo estivesse tão valentemente desafiando Matthew, ainda era possível perceber que estava um tanto amedrontado, uma de suas mãos agarrando firmemente o braço do humano. O de cabelos castanhos apenas riu sarcasticamente.

— Que corajoso, Ariel. Meus parabéns. — Abriu um sorriso perverso, retornando seu olhar a Laurence. — É uma honra conhecer a outra parte do laço de nosso príncipe. Deveria me agradecer, sabia...? Existem muitos de nós que lutam há décadas pela primeira vez dele, e foi um mero humano quem a conseguiu.

— Príncipe? Te agradecer...?

Laurence certamente estava mais do que confuso com tudo aquilo, mas podia sentir que Ariel mantinha-se completamente tenso, e era terrível vê-lo daquele modo.

— Não escute ele! Eu... Eu prometo que vou te explicar depois.

— Você ainda esconde algo de mim? — perguntou o ruivo, mas sem raiva em sua voz: apenas queria saber o resto da história, afinal, já estava suficientemente envolvido nela.

Entretanto, antes que o menor pudesse responder, Matthew interrompeu-os:

— Ele provavelmente pretendia te contar a qualquer momento. Ariel é um bom garoto, você sabe disso. — Matthew voltou a sorrir, agora acariciando o rosto do mais jovem, que estava claramente se esforçando para não recuar. — Ainda tão puro, mesmo não sendo mais inexperiente...

Percebendo e, principalmente, sentindo o desconforto de seu vampirinho, Laurence pôs-se entre os dois, também, no fundo, um pouco enciumado com as ações daquele homem.

— Não toque nele. — E cruzou os braços, lembrando-se do que Matthew havia feito a Ariel. Apesar de estar lidando com um vampiro, algo dentro do humano fazia com que ele não tivesse o mínimo de medo, desafiando o outro rapaz sem hesitar.  — O que você quer? Fala logo.

— Preciso ter uma rápida conversa com meu príncipe, se não se importa. É algo de extrema importância — calmamente explicou, sem retirar o sorriso do rosto. — Se você puder nos dar licença...

—... Não, não vou permitir isso. Você só vai ferir ele de novo.

— Lauren...

Ariel parecia inquieto, sem saber se deveria ou não falar com o outro vampiro, mordendo o lábio inferior. Notando tal indecisão, o ruivo se virou, cuidadosamente começando:

— Eu não quero que você se machuque novamente, Ariel... — implorou, mas o menor olhava-o como se realmente precisasse conversar com o mais velho.

— Eu... Uhm...

— Vamos lá, dez minutos — Matthew sugeriu. — É tudo de que preciso.

— Vocês não podem conversar na minha frente?

— É um assunto especial, Laurence. Um humano comum não pode ouví-lo, mas prometo que não farei nada que comprometa a saúde do nosso pequeno Ariel.

Ren hesitantemente deixou o garoto ir, no entanto, mantinha-se meio alerta. Estava com um mau pressentimento e já aprendera que, sempre que se sentia assim, havia um bom motivo por trás. Além do mais, seu namorado vestia aqueles mesmos shorts de antes e Laurence realmente não queria deixá-lo sair daquele jeito na rua, principalmente porque era madrugada.

— Não vou demorar, Lauren — murmurou o menor, parecendo ansioso, e deixou-se ser guiado por Matthew para um beco não tão longe dali, porém fora da vista de Laurence.

Tudo bem, o ruivo dizia para si mesmo, se eu sentir que há algo de errado acontecendo, irei imediatamente. E ali esperou por alguns poucos minutos, quando uma sensação de imensa angústia invadiu seu peito, trazendo-o uma mistura de medo e desespero. Imediatamente, Laurence soube que deveria agir e ir atrás de seu querido vampirinho antes que a situação piorasse, e desta vez o fez sem hesitar.

... Apenas não sabia que, em meio àquela certa emergência, acabaria por descobrir uma das maiores consequências de seu laço com Ariel.



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