História Deslocado. - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Asuma Sarutobi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Hizashi Hyuuga, Ino Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Karin, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Mebuki Haruno, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Adolescente, Colegial, Colégio, Hentai, Naruhina, Naruto, Sasusaku
Visualizações 34
Palavras 1.298
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus anjos, mais um cap de Deslocado, espero que gostem 😊

Capítulo 4 - Amaldiçoado.


Acordei na manhã seguinte com uma puta dor de cabeça e com gritos.

Gritos altos daquela ruiva louca, que adentrou meu quarto como um furacão, assustando tanto a mim, quanto Naruto que antes dormia profundamente.

O loiro a encarou aparentemente confuso e se deitou de bruços na intenção de ignorá-la, porém sem sucesso.

— O que aconteceu?! — Gritou mais uma vez cruzando os braços enfurecida, provavelmente por nossos olhos estarem ambos roxos.

Pisquei algumas vezes tentando afastar o sono, procurando o celular para ver as horas, que por sinal indicava ser oito da manhã. 

— Eu... fiquei bêbado... — Disse o Uzumaki mal conseguindo encontrar as palavras certas para usar. — E para falar a verdade acho que ainda estou...

Me manti em silêncio, afinal eu já imaginava o que estava por vir: Discussões eternas. 

Eu sabia que se eu levantasse a voz para Kushina perderia minha razão, então apenas agiria indiferente a situação. 

Se ela não me quisesse mais em sua casa, faria o favor de ir embora. 

— Você vem comigo! — Exclamou antes de puxar o braço de Naruto o levando para fora junto de si. 

O jovem apenas a seguiu sendo puxado contra sua vontade, deixando-me sozinho naquele cômodo enorme. 

No mesmo instante me arrastei para fora da cama, coçando os olhos com cuidado, afinal ambos doíam muito. 

Sentei na beira da mesma, ainda vestindo as roupas da noite passada, pensando no que faria se caso fosse mandado embora novamente. 

Certamente voltaria para aquele fim de mundo no Brooklin e morar de novo com meu pai naquele pequeno loft que dividia com ele e Itachi.

Sim, três homens morando juntos. 

Levantei devagar, caminhando com dificuldade pois as dores da briga ainda me dominavam por inteiro, então apenas caminhei até o banheiro, onde tirei as roupas me encarando no reflexo do grande espelho que ali tinha. 

Passei as mãos nas manchas roxas que haviam em meu rosto e nas mesmas que haviam em meus ombros e braços. 

Eu estava um caco. 

Virei de costas afim de achar algo mais, mas não havia nada além da tatuagem da marca da maldição que tinha em meu ombro, que havia feito junto de Itachi quando nossa mãe nos deixou. 

Ela significava que estávamos amaldiçoados para sempre com nossa aura escura e não importava para onde fôssemos, levaria a escuridão que havia dentro de nós conosco. 

Entrei no box, onde liguei o chuveiro e deixei a água quente cair sobre minha cabeça e escorrer por todo meu corpo. 

Sentia falta de casa e sentia falta dela, de minha mãe. 

Era triste ter que aceitar que estava sozinho. 

Eu sabia que tio Minato se preocupava comigo, porém entre mim e a esposa certamente ficaria do lado da mesma e eu não o culpo.

Até porque, quem iria querer ficar do lado de um caso perdido como eu?

Ao terminar minha higiene corporal, caminhei para fora, enrolando-me na toalha, me dirigindo novamente para o quarto, onde me sequei e me vesti. 

No mesmo instante senti meu estômago reclamar de fome, então imediatamente decidi ir até a cozinha, afim de encontrar algo que pudesse comer antes de ser posto para fora. 

Eu sabia que não era uma boa ideia ir até lá, pois tentaria evitar aquela conversa a todo custo, porém quanto mais adiasse, pior seria, então decidi resolver tudo de uma vez só. 

Quando entrei, ouvi vozes vindo do escritório e eu já imaginava à quem perteciam as mesmas. 

Eu sabia que não deveria fazer o que estava em mente, porém precisava saber, pois querendo ou não, o assunto era eu. 

Me aproximei da porta e me posicionei para que pudesse ouvir bem. 

— Sinto muito Minato, eu sei que ele é importante para você, mas não o quero em minha casa. — A ouvi dizer com dificuldade pois a porta abafava o som.

E então logo senti um gosto amargo em minha boca. 

Eu sabia que em partes ela estava certa. 

Em um dia, eu saí da prisão, vim morar nessa mansão imensa, levei Naruto para uma festa, onde ele se embebedou, levamos uma surra e chegamos roxos e com dores em todas as partes existentes de nossos corpos. 

— E para onde ele vai? 

— O Sasuke tem um pai Minato e não é obrigação sua assumir esse papel na vida dele. 

— Kushina, não seja egoísta! — Consegui ouvi-lo gritar a repreendendo. — Você sabe como é o modo de vida daquele menino, naquele lugar, com aquelas pessoas, ele precisa de uma família que o ame e cuide dele! Coisa que o pai não faz nem nunca fez.  

E então o ambiente foi tomado por um silêncio enorme, que me fez pensar no que faria. 

Era notável que tio Minato se importava comigo de verdade e eu devia não tê-lo decepcionado daquele jeito. 

Foi quando lembrei dela, da tatuagem. 

Passei a mão pela mesma, sentindo o relevo em minha pele branca, me recordando do motivo pelo qual a havia feito.

Por onde iria, levaria os problemas comigo.

Tio Minato não merecia isso.

Então respirei fundo e voltei para a cozinha, de onde não deveria ter saído. 

Lá, pus uma caneca de café e fiz algumas torradas, sentando-me na grande mesa sozinho. 

Era assim que eu merecia ficar, sozinho. 

Comi e bebi devagar, quando ouvi o barulho da porta sendo arrastada e então ela adentrou o ambiente em que eu estava parando perto da pia, onde se apoiou.

— Olhe Sasuke...

— Não se preocupe... — Disse a cortando pondo o prato e caneca vazia dentro da pia ao terminar minha refeição matinal. — Eu me viro. 

E então me retirei, a deixando em silêncio até que cruzasse a porta rumo ao meu quarto onde entrei. 

Peguei minha mochila, onde pus algumas camisas e calças que Minato havia me dado, a pondo em meu ombro. 

Estava certo do faria e nada iria me fazer voltar atrás.

Foi aí que me lembrei dele, Naruto. 

O loiro não merecia que eu fosse embora sem que lhe desse uma explicação decente.

Então, caminhei de volta para dentro, torcendo para que não os encontrasse ou então meu plano de sumir estava arruinado. 

Subi as escadas devagar, procurando fazer o mínimo de barulho possível, entrando no quarto do Uzumaki, que dormia profundamente. 

Ao ouvir o barulho da porta, o mesmo na mesma hora abriu os olhos, tentando sentar. 

Seu olho ainda estava roxo como o meu, aumentando mais meu sentimento de culpa. 

— Eu já vou... — Foi tudo o que consegui dizer, quando o loiro me encarou confuso.

— Vai pra onde?

— Embora Naruto. — Respondi sério. — Eu não sou bom pra você e sua mãe não me quer por perto.

E antes que pudesse me retrucar, caminhei rapidamente para fora, levando a mochila junto de mim. 

O plano era simples, pegaria o ônibus para Nova York, de lá pegaria o metrô até o Brooklin, onde esperava encontrar minha casa exatamente como estava. 

Por fim, me dirigi para fora em silêncio, vendo o carro do tio Minato que se mantinha estacionado em frente à casa.

Caminhei devagar para a rua, abrindo o portão da frente ouvindo outro sendo aberto na casa do lado.

E então nossos olhares se encontraram.

Suas orbes verdes me fitavam aparentemente confusas, quando a encarei de volta apenas acenando com uma das mãos. 

Provavelmente aquela seria a última vez que nos veríamos, então não quis estender muito. 

Me distancei a dando as costas, a observando rapidamente pela visão lateral antes de chegar ao portão principal do condomínio, quando vi o mesmo Audi preto se aproximar, onde a rosada mais uma vez entrou. 

Dei as costas mais uma vez e por fim não hesitei, cruzando o portão decidido que estava certo no que faria.

Voltar pra casa.




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