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História (des)Ordem Pandêmica - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oii gente!! Tô usando a plataforma para passar o tempo nessa quarentena. A história é cheia de devaneios sim! Mas, também me inspirei nesse primeiro capítulo em um sonho que a minha prima teve.
E é isso!
Ah, eu quero fazer uma história bem coletiva mesmo, então tanto por aqui, como meu insta tô aceitando sugestão para o enredo e novos personagens.
Se cuidem e lavem as mãos...bjss

Capítulo 1 - O início do fim


Fanfic / Fanfiction (des)Ordem Pandêmica - Capítulo 1 - O início do fim

“I hope that I see the world as you did cause I know, a life with love is a life that’s been lived.”

De todas as lições da vida, uma das que mais se dói para aprender é que não importa o quão grande seja seu amor por algo ou alguém, tudo passa. Passa e nem se quer podemos escolher ou controlar nossos momentos, passa e só nos damos conta quando já desperdiçamos nossas chances. E talvez, nossa história  comece aqui.  Aqui, no seio de uma família. Um casal apaixonado e seu bebê.

Renata se levanta com cuidado para não acordar o Rafa e o bebê, Cadu. Antes de tomar banho ela olha uma última vez para aquela imagem, os dois dormindo juntos, e fecha os olhos para eternizar aquela sensação em seu coração.

Era a última noite que passariam longe de casa, e apesar de amar viajar e estar empolgada para conhecer o restante do lugar, todos estavam exaustos. Viajar sempre foi uma válvula de escape para o casal, mas um bebê muda tudo, e nada estava tão tranquilo como antes. Ainda assim, Renata não trocaria aquela viagem para uma cidade pequena, tendo de carregar fraldas e mamadeiras para e cima e para baixo, por nenhuma outra viagem sozinha para Europa. Ali estava seu tesouro, a maior aventura que poderia enfrentar, e ela se orgulhava disso.

Saiu do banho, e acordou  Rafa com um beijo. Deu de mamar para o Cadu. Enquanto Rafa se banhava, Renata resolveu assistir um pouco do noticiário. Umas das regras da viagem era aproveitar o tempo em família, ou seja, nada de redes sociais ou outras tecnologias que os desconcentrassem. Mas, ela achou que talvez fosse melhor dar uma olhada e ver como estariam as estradas e clima antes de partirem. Ainda bem. Nenhum canal de notícias falava sobre clima... todos falavam de um alvoroço total, as imagens eram de desespero. Muitos hospitais, máscaras e medidas políticas apareciam na tela. Desconfiada, colocou seu bebê sobre a cama e aumentou o volume da TV. O contexto era um caos, aparentemente o mundo estava enfrentando uma pandemia.

Pouco antes de saírem de viagem o vírus já estava em pauta, mas ambos não viram motivos para alarde, e seguiram com os planos de isolamento das redes sociais durante a viagem para um lugar distante o suficiente para ficar longe do caos de cidade grande, mas perto o bastante para chegarem em poucas horas.

Renata ficou apreensiva. Pegou o celular, ligou e procurou por mensagens. Sua mãe estava em isolamento. Ela já não sabia o que fazer, tentou falar com sua tia ou algum primo, conseguiu falar com sua tia que lhe acalmou, e pediu apenas para tomarem cuidado e voltarem logo. Re procurou estatísticas, nunca pesquisou tão rápido em sua vida. Em pouco tempo ela estava sabendo de toda a situação. Rafael saiu do banho, pensou em repreendê-la por estar no celular, mas viu sua aflição.

 

- Minha mãe – Disse Re com sua voz chorosa.

Rafael chegou mais perto e abraçou, ela respirou fundo e contou aos poucos tudo o que estava acontecendo.

- Re, calma...vamos pensar – ele fez uma pausa enquanto andava ao redor da cama do hotel – Vamos os três para o carro, vamos para casa. No caminho compramos máscaras e o que se fizer necessário. Mas, se acalma.

- Tudo bem, amor – Concordou sem saber ao certo o que fazer.

 

Colocaram as coisas no carro. O bebê já havia pego no sono novamente. Rafael dirigia o carro tenso, tentava disfarçar, mas a força que pressionava seu maxilar não permitia. Re olhava pela janela tentando se distrair, mas as ruas desertas já no centro da cidade vizinha à sua, a deixaram preocupada.

 

- Rafa, melhor pararmos...tem algo de errado. Eu não sei, estou com medo.

- Vou dirigir mais um pouco. Pesquisa sobre a situação e a gente decide.

 

Re relatou sua pesquisa. As cidades quase sem suprimentos, e um caos total. Alguns postos de bombeiros ainda distribuíam kits básicos de mantimentos, mas eram raros. Rafa achou melhor tentar a sorte e ir até o mais próximo. Decidiram que Renata desceria para pegar o kit, enquanto Rafa olhava e protegia o bebê.

Passaram em uma rua próxima ao hospital e tudo virou um caos. Pessoas andavam desgovernadas pelas ruas, batendo umas nas outras, algumas apenas choravam e berravam. Havia uma variedade de idades, porém os idosos estavam em volume. Todos andavam ensandecidos, como se estivessem hipnotizados, a cena estava horrível. Rafa apertou a mão de Re, passariam por isso juntos. O carro acelerou, desviando freneticamente da massa de zumbi que rondava os hospitais, sim, uma fila de espera cheia de loucos. Rafa parou na entrada para que Re pegasse os mantimentos. Ela foi de forma sorrateira até o posto, estava tudo muito vazio, seus próprios passos faziam eco, e por sorte, encontrou dois últimos kits. Pegou-os e voltou para o carro.

Seu coração gelou, sua família não estava lá. Ouviu algumas vozes e seguiu em direção a elas. Uma boa de quantidade de vans estavam reunidas levando pessoas e mais pessoas.

 

- CADUUUUU – Gritava desesperada  sua voz quase a fazia engasgar, misturava a raiva com o choro e o medo.

 

As pessoas se movimentaram ao seu favor, e começaram e gritar pelo bebê. Quase sem esperança ela anda até a última van, a porta se abre.

 

-  Estamos aqui, amor - exclamou

 

Seu peito não se conteve ao ouvir aquela voz, ao ouvir aquela frase. Seu choro angustiado se confundia com o alivio de ver sua família. Ela entrou na van junto com eles, pegou seu bebê no colo e não parou de acariciá-lo. Estavam chegando em uma cidade próxima, entraram em zona risco, próximos ao hospital. A tensão invadiu o lugar. Não sabiam para onde estavam sendo levados, mas estar em uma zona de risco era ainda mais assustador. Rafa abraçou Re.

 

- eu te amo, muito. Amo nossa família. Vamos ficar bem. - disse ele

- Eu te... – Renata é interrompida com o choque da van em alguma coisa. As pessoas começaram a gritar, Cadu berrava, todos estavam sem saber o que fazer. A porta da van é arrancada, e Rafael que estava apoiado nela é pego de surpresa, mas antes que Re pudesse estender a mão para trazê-lo para dentro, a motorista acelera o mais rápido que pode para se livrar dos loucos.

 

- RAFAEL!! – ela desesperada vai até a motorista -  PRECISAMOS VOLTAR, PRECISAMOS! MEU MARIDO!!!!!! – chorava incontrolavelmente

 - EU SINTO MUITO, NÃO PODEMOS. NINGUÉM SOBREVIVE ALI.

- MEU MARIDO!

 Cadu não se acalmava. Re queria chorar, berrar. Estava doendo, aquilo não podia ser real. Ela desejou que fosse pesadelo, mas seu peito latejante a lembrava que tudo era real. Colocou Cadu junto ao seu peito, o embalou com a calma que só uma mãe tem em momentos complicados. Fechou seus olhos e pensou em Rafael.

 

- Nossa família...eu te amo.

 


Notas Finais


Espero que tenha curtido esse primeiro capítulo. Alguma sugestão?
Obrigada por ler até aqui, logo mais posto novos capítulos.
Se cuidem!!


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