História Despacito - Capítulo 2


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Palavras 2.477
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus amores, cheguei mais cedo do que o esperado, em? Como vocês estão?
Estou muito feliz com os favoritos que Despacito recebeu em poucas horas de postagem, vocês são incríveis!

Observações de hoje:
❥ O capítulo de hoje foi inspirado em "Scared To Be Lonely" do Martin Garrix com a rainha Dua Lipa.
❥ Aos novos leitores: Sejam bem-vindos, espero que curtam esse "espaço".
❥ Peço que mesmo que já tenham lido, não sejam leitoras fantasmas. Continuo querendo a opinião de vocês, e agora mais do que nunca, pois posso mudar algumas coisas.
❥ Espero que estejam comigo nessa. Obrigada mesmo, desde já.

Sem mais, vamos ao capítulo e nos vemos nas notas finais!!!

Capítulo 2 - Scared To Be Lonely.


Fanfic / Fanfiction Despacito - Capítulo 2 - Scared To Be Lonely.

II — Scared To Be Lonely.

Madrid, Espanha – 08:43 AM.

 

Eu caminhava pelo grande corredor branco e azul do Bernabéu em direção ao local onde os jogadores treinavam. Ainda não conseguia acreditar que tinha acabado de “fechar” contrato com um dos maiores times do mundo, senão o maior, afinal, pelo que Marcelo me contava, o Real Madrid estava em todas as Champions League e sempre conseguia chegar na final. Eu não poderia estar mais feliz.

 

Meu sorriso ia de orelha a orelha, a vontade de recomeçar minha vida havia aumentado e eu nunca estive tão disposta para isto. Mal podia esperar para começar a trabalhar novamente, estava sentindo falta disto: falta de mostrar meu conhecimento a quem precisava, falta de correr atrás do meu sonho de ser uma grande profissional na área da fisioterapia, sonho este que, por uma rasteira do destino, vi ir embora pelo ralo.
 

Eu não sei o porquê disso tudo ter me afetado tanto, já era de se esperar que Paulo terminasse comigo. A cada dia que se passava nossa relação ia do mal para o pior, as brigas eram diárias, a forma com a qual eu o tratava já não era uma das melhores, nossa relação já não era um bem e sim algo tóxico e, mesmo com todos esses imprevistos que tínhamos, permanecíamos juntos, achávamos que tudo era uma fase ruim e não era. Agora, vendo a situação por fora de toda aquela bolha, posso notar que no fundo só estávamos com medo da solidão.


A nostalgia tinha se tornado minha maior inimiga; as lembranças de nós dois, o que éramos e nossos momentos juntos ficaram e, toda vez que eu me recordava disso, a saudade invadia e com ela vinha também a dor do fim, a dor dele já estar com outra pessoa e seguindo sua vida normalmente, algo que eu não conseguia fazer. Eu simplesmente havia parado no tempo e ali fiquei, estática, sem saber o que fazer, sem saber para onde ir. Era muito difícil encarar tudo aquilo sozinha, pois mesmo que eu tenha as melhores pessoas ao meu redor me ajudando e me apoiando, sempre tive em mente que apenas eu poderia mudar aquela situação. Apenas eu poderia me tirar daquele poço onde me encontrava.

 

Senti meu celular vibrar em meu bolso, peguei-o e desbloqueei vendo que havia chegado uma mensagem.
 

“Soube que está aqui em Madrid, fiquei surpreso, confesso, pois não me avisou nada e falaram que está aqui há praticamente um mês! Mal posso esperar para vê-la, gostaria que fosse ao CT para ver um treino dos merengues e, claro, para me ver. Esperarei sua visita ansiosamente.” Cristiano (CR7).

 

Não sabia se ria pelo simples fato de Cristiano não saber ainda que estou aqui ou por tamanha presunção; esse cara realmente não muda e suas brincadeiras comigo também não.

 

Tudo começou quando Cristiano invadiu uma chamada de vídeo minha e de Marcelo, já se apresentando e me elogiando, o que particularmente era engraçado, pois ele demonstrou já ter a maior intimidade comigo. Obviamente, Marcelo não gostou nem um pouco – a cada elogiou que o português soltava, era uma revirada de olho que o moreno ao seu lado dava. E desde então, Cristiano virou um grande amigo e é para ele que recorro quando não posso contar com Marcelo; previsivelmente, foi para ele que recorri após o término do meu relacionamento com Paulo.
 

“Eu vou quebrar a cara desse otário, como ele pode fazer isso com você? Olha, Beatriz, me passa o número dele agora! É Paulo, né? Então, me passa que eu ligarei para ele e falarei coisas que você deveria ter falado e não falou. Estou com raiva, muita raiva! Se ele for atrás de você, se lamentando e pedindo para voltar, eu mesmo vou até ai e darei o murro na cara dele que você não deu” Até hoje consigo me lembrar o quão bravo Cristiano ficou e como ele gritou pelo telefone assim que contei tudo que havia acontecido. Me arrependo amargamente de não ter realmente dado o telefone dele para Cristiano, ou até eu mesma ligar e falar tudo que estava entalado, e não era pouco pois Paulo não fora sequer capaz de justificar o término dignamente.
 

— O que está fazendo ai parada? – Ouvi a voz de Marcelo atrás de mim e me virei. — Que cara é essa? Aconteceu alguma coisa? – Ele se aproximou tocando em meu ombro.
 

— Não aconteceu nada. – Dei um meio sorriso. — Estava apenas pensando em algumas coisas.
 

— Sei… Paulo, não é? – Olhei para baixo. — Você precisa ao menos tentar esquecer esse cara, não acha? Bia, ele seguiu em frente e você tem que fazer o mesmo. Eu sei que é foda, eu realmente sei porque pra achar Clarice, a mulher da minha vida, eu quebrei muito a cara e meu coração também. – Sorri. Marcelo demonstrava seu enorme amor pela esposa sempre que podia, não importava a circunstância. — Só quero dizer que isso que você tá sentindo uma hora vai passar! Dê tempo ao tempo e sinta todas essas emoções, se permita sentir até o pior sentimento e isso irá te ajudar a amadurecer e crescer, e é lindo te ver crescendo, Bia! – Acarinhou meu rosto. — Eu te amo muito, você é importante pra mim e sabe disso. – Assenti sorrindo.
 

— Eu também te amo, Marcelo. – Ele me abraçou e bagunçou meus cabelos. Ri. — Agora temos que voltar, preciso conhecer meus novos pacientes. – Ele me olhou sem entender. Lerdo. — Dê as boas vindas para a mais nova fisioterapeuta do Real.
 

— Eu falei que você conseguiria, meu amor! – Me abraçou tirando-me do chão. — Parabéns!
 

— Obrigada! – Sorri. — Agora me coloca no chão, por favor. – Bati em seu ombro e o mesmo fez o que pedi. — Sabe que odeio quando faz isso, tenho medo de você me soltar e eu cair de cara no chão. – Marcelo negou gargalhando.
 

Abracei ele pela cintura e o mesmo passou o braço por cima do meu ombro. Voltamos o caminho que eu seguiria minutos antes, que fora interrompido pela mensagem de Cristiano. Tudo aqui era muito grande, desde os corredores até as salas que Marcelo mostrava-me quando passávamos em frente. Diz ele que quando entrou aqui ficou tão perdido que até se atrasava para os treinos e reuniões por entrar tantas vezes nas salas erradas, mas que com o tempo conheceu tudo e agora conhece o Bernabéu de cor e salteado.
 

Sinto que comigo poderá ser até pior, pois se até na casa dele eu me perdi quando entrei pela primeira vez, imagina em uma arena gigantesca.
 

— Aqui é muito grande. – Disse quando chegamos em uma das entradas para o campo. Respirei fundo encarando todos aqueles caras que vestiam a mesma roupa que Marcelo: um calção preto, camiseta branca, meias até o joelho pretas e suas chuteiras. Alguns usavam um moletom azul de frio. Todas as vestes tinham o nome e o brasão do Real Madrid.
 

— Marcelo, volte ao treino agora! – Olhei na direção de onde haviam gritado e vi um homem careca olhando para Marcelo com uma expressão nada boa. Se não me engano, aquele era Zidane, o técnico do time dos merengues.
 

— Tenho que ir lá ou fico de fora do próximo jogo. – Beijou minha testa e voltou correndo para o campo.
 

Zidane ainda me olhava como se quisesse saber quem eu era, aproximei-me um pouco mais de onde ele estava até parar em sua frente.

 

— Olá. – Sorri formalmente e estendi a mão para ele. — Sou Beatriz, a nova fisioterapeuta dos seus jogadores. – Zidane apertou minha mão e soltou um riso.
 

— Meus jogadores? – ele riu e eu assenti. — Acho que já me conhece, mas, de qualquer forma, sou Zidane, o técnico. Nova fisioterapeuta?
 

— Sim, só faltam algumas coisas para o contrato ser fechado, mas será pouca coisa.
 

— Entendi, seja bem-vinda e muita paciência com esses molengas.

 

— Obrigada. – Ri. — Pode deixar que terei sim.
 

— Muita paciência e nada de moleza, combinado? – Concordei. — Os outros fisioterapeutas aqui do clube costumam pegar leve algumas vezes com esses caras e acabamos sendo prejudicados em campo.
 

— Posso garantir para o senhor que comigo será diferente, não costumo dar mole nos exercícios que irão ser proporcionados para cada tipo de lesão dos jogadores.
 

— Sem essa de senhor, Beatriz! Sou velho, mas nem tanto. – Rimos.
 

— Certo, e você sem essa de Beatriz, prefiro Bia. – Sorri e ele concordou.
 

Aos poucos eu e Ziza, como ele disse que eu poderia o chamar, fomos desenvolvendo uma conversa bem agradável. Ele me dizia um pouco do perfil de cada jogador e eu estava tão concentrada que nem reparei que o técnico estava com um garotinho muito fofo em seu colo.
 

— Seu filho? – Mexi com a criança em seu colo e fui retribuída com uma gargalhada. Zidane negou.
 

— É filho de um dos jogadores que ainda não está em campo, Francisco ou Isco, como é conhecido por todos. Ele está em observação por ter sofrido uma entrada um tanto quanto bruta no jogo anterior.
 

— Ah sim, entendi. – Continuei brincando com o menininho, afinal, eu não poderia opinar na lesão de Isco no momento, então não faria diferença. O menino a minha frente logo estendeu os braços e deu um leve impulso para vir para o meu colo. — Oi, você é muito lindo, sabia? – Ele riu. — Como é seu nome?

 

— É Francisco, mas pode me chamar de Isco Jr. porque você tem cara de ser uma tia legal. – Ele falou com um pouco de dificuldade, era engraçado. — Mas quem é você? Filha do tio Ziza? – Colocou suas mãozinhas em meu rosto.
 

— Não, sou apenas uma nova amiga. – Ri da careta que Jr havia feito. — Irei te chamar de Júnior e você pode me chamar de tia Bia, tudo bem? – Assentiu.
 

— Os tios me chamam de Isquinho, eles falam que eu pareço muito com meu papai.
 

— Eu não conheço seu papai ainda, soube que ele está machucado, é verdade? – Ainda com Júnior em meu colo, fui até os bancos dos jogadores reservas e me sentei.
 

— Sim, meu papai se machucou no jogo e teve que ficar com aquelas pessoas que andam de branco aqui no campo. – Isco Jr fazia muitos gestos e explicava tudo muito bem para o seu tamanho. O garotinho em meu colo devia ter no mínimo dois anos.
 

— Ele está com os enfermeiros? – Perguntei.
 

— Isso, os enfermeiros. – Ri quando ele teve dificuldade de pronunciar “enfermeiros”.
 

— Ele ficará bem logo, seu pai deve ser forte. – Sorri e peguei meu celular para finalmente poder responder Cristiano.
 

“Sempre atrasado e se achando o dono do mundo, né, cara? Pra você que não sabe, já estou aqui no Bernabéu e tenho novidades que irão te agradar.” — Enviei a mensagem e coloquei meu celular no colo de Júnior.

 

— Oi, tia. Já conheceu o Isquinho? – Enzo sentou-se ao meu lado cansado, provavelmente estava correndo pelo campo.
 

— Sim, já somos amigos, não é? – Perguntei a Júnior que discava inúmeras senhas no meu celular tentando desbloquear. — É assim que se faz! – Desbloqueei o mesmo para a criança mexer.
 

— Eu você não deixa mexer, né, tia? Agora ele e o Liam você deixa. – Enzo implicou emburrado.
 

— Você já tem seu celular, Enzo. – O pequeno implicava com qualquer pessoa que mexia nas minhas coisas, Clarice dizia que era ciúmes. — Pode ir desemburrando essa cara, você sempre mexe nas minhas coisas, não sei o porquê disto.
 

— Tia Bia, vou pedir para ir ficar com meu papai, tá? – Concordei. — Depois eu volto para falar tchau pra você. – Júnior beijou minha bochecha e desceu de meu colo. Voltei minha atenção para Enzo que permanecia com um bico e de braços cruzados.
 

— Enzo, para com isso. – eu ri. Era incrível o quanto ele se parecia com Marcelo quando está com ciúmes. Aproximei-me do garoto e comecei a fazer cócegas na área de sua barriga e logo ouvi seu riso alto, fazendo-me rir também. — Você sabe que é o meu número um, não sabe? – Assentiu. — Então não precisa ficar assim, meu amor! Tem tia Bia pra todo mundo.
 

— Eu sei, tia, até com minha mãe ele é assim. – Fez uma careta. — Agora vem, quero apresentar para os tios a minha tia gata. – Ele riu.
 

Enzo me puxava até o meio do campo onde todos estavam descansando e até agora nada do Cristiano chegar ou responder minha mensagem, talvez hoje não fosse seu dia de treino. Eu passei a mão sobre meus bolsos e não senti meu celular. Merda, o Júnior deve ter se distraído e levado com ele.
 

— Merda! – Parei e Enzo me olhou sem entender. — Meu celular ficou com o Isco Jr... e agora?
 

— Meu pai pega com o pai dele depois, agora vem logo, tia. – Continuou a me puxar e eu só conseguia ter um pensamento: Como consegui ser tão distraída a esse ponto?


...
 

Já havia se passado alguns minutos desde que me apresentei para os jogadores como sua mais nova fisioterapeuta. Todos são bem engraçados e me fizeram rir bastante, disseram que seria um prazer trabalhar comigo e eu disse o mesmo. Deixei claro que não sou de molezas e que eles terão de me aguentar em dias de mau humor, porque aí sim é que eu pego pesado. A maioria deles já havia ido embora e os que restaram, ou ficaram na academia, ou estavam no vestiário conversando.

 

E eu estava a espera de Marcelo. Ele disse que iria atrás do pai de Júnior pegar meu celular e até agora nada, aquilo me agoniava porque eu estava sentada e sozinha naquele corredor imenso, sem contar na fome que me tomava de conta a cada minuto que se passava. Batia meu pé impaciente, odiava esperas e Marcelo sabia disto. Respirei fundo apoiando meus braços em minhas pernas.

 

— Oi?! – Senti uma mão tocar meu ombro e me levantei rapidamente, assustada. — Perdão, não foi a intenção lhe assustar. – O cara falou rapidamente.

 

Ele queria o quê? Que eu reagisse normalmente com sua chegada inesperada?

 

Semicerrei os olhos reparando ainda mais no homem a minha frente: seu olhar queimava sobre mim, ele era bem mais alto do que eu e vestia o mesmo uniforme que os outros. Seus cabelos estavam totalmente desalinhados e sua barba se destacava bastante em seu rosto. Ele era bonito, muito bonito, confesso.

 

— Desculpe, juro que não queria te assustar. – Riu fraco, sua voz era um tanto rouca e saía em um carregado e forte sotaque espanhol. — Ahn, sou Francisco ou melhor, Isco! – Estendeu sua mão em minha direção e sorriu.

 

Eu estava enlouquecendo ou o sorriso daquele espanhol realmente havia me arrepiado por inteira?


Notas Finais


Link da playlist de Despacito: https://open.spotify.com/user/saineigan/playlist/0ExjtheI1dPB6BtENlvjY4?si=7QKKx_1LS7ySErzqyKiTow

Até a próxima, meus amores. Volto em breve, prometo!


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