História Despedaçado - Jeon Jungkook - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Drama, Imagine Bts, Jungkook, Jungkook Bts, Suícidio
Visualizações 184
Palavras 6.146
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


amADAAAA DO CÉU, 101 favoritos. eu to no chão!
simplesmente não sei o que dizer. Primeiramente, quero agradecer a vocês por estarem me ajudando a realizar um sonho meu: concluir uma fic no spirit. O apoio que vocês depositam em mim é essencial para eu saber que vocês estão gostando do que eu escrevo. Sou bastante insegura em relação a tudo, então quando vejo aqueles números, a única coisa que sinto é uma imensa gratidão. Obrigada a todos, amo vocês!!

Desta vez, o capítulo ficou mais logo do que os anteriores. Talvez eu esteja um pouco insegura em relação a isso, mas foi necessário todas essas palavras para finalizar esse dia. espero que vocês gostem e que não se importem tanto com o fato de que há mais de 2 mil palavras aqui, ok?

boa leitura, minhas consagradas <3
(caso encontrem algum erro ortográfico, peço desculpas porque não revisei o capítulo. prometo que irei procurar alguma beta particular que revisem os capítulos para mim)

Capítulo 3 - Brigas e ferimentos


 

P. O. V ____

 

– Acho que prefiro ficar por aqui mesmo. – Sorrio, sem mostrar os dentes. Ele dá uma leve arqueada em suas sobrancelhas, como se estivesse surpreso com a minha resposta. – Talvez eu consiga me enturmar um pouco.

– Ah, tudo bem, então. – Virou sua cabeça para o lado, como se procurasse alguém com os olhos. – Você tem o meu número, e eu não vou sair da festa. Qualquer coisa é só me chamar. – Ele disse e eu assenti, balançando a cabeça lentamente. – Eu tenho que ir.

Ele se despede de uma forma repentina e sai andando em passos largos, na direção em que encarava. Vejo seus ombros largos sumir assim que atravessa a batente da porta branca, caminhando até a área externa da casa, logo sumindo no meio da aglomeração de adolescentes que pulavam com o grave da música estridente.

Agora, certamente, eu estava só. Não conhecia ninguém e, completa, inteira e totalmente desconfortável naquele ambiente. Eu me sentia um peixinho fora d’água. Se eu pudesse, sentava em um cantinho e ficaria mexendo no celular até Jungkook aparecer e nós irmos embora. Eu só queria que eu tivesse com Baek para me ajudar na adaptação.

O frio havia se passado. Talvez eu esteja com calor porque estou nervosa. Normalmente, não me dou bem quando o assunto é se enturmar e fazer novas amizades. Retiro a jaqueta de Jungkook, mas seu cheiro ainda está impregnado em meu nariz. Respiro fundo e uma onda de conforto cai sob mim. É como se o cheiro dele me trouxesse paz, mesmo nós não nos conhecendo muito e ele parece ser uma caixinha de mistérios. Dobro o casaco e o deixo caído em meu antebraço direito. Decido ir explorar a casa e ir me enturmar com o pessoal.

. . .

O povo animado, dançam e pulam, com copos pela metade em suas mãos. O líquido colorido em seus copos, na qual eu não fazia ideia qual era, me parecia encantador aos meus olhos. Eu queria experimentar. Por outro lado, não quero terminar o dia sem sequer saber o nome.

– Desanimada? – Jimin se aproxima e senta-se ao meu lado na borda da piscina. Ele arqueia uma sobrancelha e eu rio tímida. O riso é involuntário. É como se ele havia se formado na hora em que ele se aproxima. Me sinto uma boba ao seu lado.

– Ahm... não curto festas. – Comento e mexo meus pés que estavam mergulhados na água transparente.

– Não? – A sua reação é a mesma de Jungkook. Ele aparenta estar assustado com a minha confissão. Olhos arregalados e cenho franzido, mas ainda continuava com um sorriso de lado. –  Achei que... não sei, a sua roupa...

Aish, o que será que deu nesses garotos? Por que estão implicando com a minha roupa? Já não bastava o olhar de Jungkook pesando sobre mim, agora o de Jimin? Eu nem estou tão desarrumada assim! Até que estou bonitinha. Não vejo o porquê de reclamarem.

–  O que tem a minha roupa? Está feia?

– Oh, não! Sua roupa está bonita... Você está bonita. – O loiro diz e eu coro. Ah, como eu detestava corar na frente de garotos. Me sentia uma tola, como se eu tivesse acabado de sair de algum anime, ou comédia românticsa Mas de qualquer forma, Park Jimin, o garoto mais bonito que meus olhos encontraram desde que pisei em Seul, acabou de me elogiar. É, talvez eu ter vindo para cá não tenha sido uma ideia tão ruim.

– Aish, não entendo vocês. Jungkook também falou da minha roupa. – Bufo, desviando o olhar para que ele não perceba a coloração alterada em minhas bochechas. – Hm.... quem será o próximo?

Ouço soltar uma risada, suponho que suas bochechas estejam infladas. Viro o rosto de volta para encarar o olhar dele. Orbes castanhas, acompanhadas de um olho pequeno quando ri. Lábios carnudos e um cabelo charmoso.

– O que foi? – Levo uma mecha do meu cabelo para trás da orelha, assim, nenhum fio poderá me impedir de vê-lo. – Do que está rindo? – Acabo soltando uma risada também.

– Seu jeito é diferente das garotas daqui de Seul. – Ele solta assim que parou de rir. – Tipo, você é diferente. Um diferente bom, entende?

– Considerarei isso como um elogio.

– Mas foi um elogio! – Ele exclama e eu não consigo evitar de sorrir. Minhas bochechas se tornam rubis, fiquei morrendo de vergonha. Não queria parecer intimidada pela sua presença, ou pelo modo que sua voz fazia efeito em mim. – Como é morar em Busan? Dizem que a vista de noite na praia de Gwangalli é linda.

– Ah, ô se é. Eu amava ir à praia com a minha mãe durante o verão. A temperatura não esquentava muito, o máximo que chegava era 29°c. A água costumava a ficar fresca durante a noite. Era o melhor momento de dar os últimos mergulhos.

– Você ficava até a noite na praia?

– Sim, era a melhor coisa do mundo! Melhor coisa do mundo não, a oitava maravilha do mundo! – Exclamei, levantando os braços para cima, demonstrando entusiasmo. – Ei, aquela bebida azul é forte? – Mudei de assunto drasticamente assim que meus olhos pairaram nas garrafas que me chamavam a atenção desde que sentei na borda da piscina.

– Ah – Jimin virou o rosto na direção que eu apontava –, não é forte. É só você não abusar e acabar bebendo em demasia. O que geralmente acontece comigo. – Ele solta um riso soprado e volta a encarar-me. – Deixe-me adivinhar, é fraca para bebidas?

– Não. Na verdade, não sei. Não costumo beber.

– Nunca bebeu? – Indagou e eu balancei a cabeça negativamente. – Aish, me lembro até hoje da primeira vez em que eu bebi. Ingeri tanto álcool que acordei com uma ressaca terrível no dia seguinte. Não lembrava meu nome e demorei um tempo para conseguir raciocinar direito. Eu não sabia, até porque nunca havia bebido, mas não me imaginava ser fraco para bebidas.

– Hum... você já tem uma certa experiência com bebidas alcóolicas, não é? – Pergunto, com uma voz mais fina do que o normal. Por trás dela, há receio de sua resposta. Ele assente, balançando sua cabeça. – Você poderia me ajudar a experimentar algumas sem que eu passe do limite e acabe bêbada? Não quero acordar e não me lembrar do meu nome. – Digo e ele solta um riso, por eu ter usado sua terrível experiência como exemplo.

– Huh, tudo bem. Vamos lá experimentar algumas. – Ele se levanta e estende o braço para me ajudar a levantar também. Passo a mão no meu bumbum e tiro a poeira do chão, calço meus saltos e sorrio para Jimin. – Pronta?

– Pronta. – Um riso tímido e nervoso escapou.

Ele caminha a minha frente, guiando-me até a mesa que continha algumas bebidas. Lá, em volta da mesa, se aglomerava os adolescentes que ultrapassavam a cota de álcool. Provavelmente amanheceriam com uma ressaca terrível. Escuto alguns “fiu fiu” e recolho os ombros, os passos de Jimin se diminuem, indicando que havíamos chegado.

– Qual quer experimentar primeiro? – O louro pergunta e meus olhos passeiam por toda a mesa. As cores inovadoras e inusitadas me chamam a atenção, decido apontar para a garrafa de cor esverdeada. – Boa escolha. É um dos meus favoritos. Você gosta de abacaxi?

– Ah... sim. Por quê? – Pergunto, esticando o braço para pegar um copo de dosagem pequena.

– A Ilha Tropical é uma mistura de vodka, licor e suco de abacaxi. É bastante famosa na América Central. – Ele explica, derramando o líquido no pequeno copo que eu havia escolhido. – Experimente.

Ele estende o pequeno copo para mim, eu pego e encaro antes de derramar tudo em minha boca. De uma vez só, viro o copo. O gosto doce do abacaxi trabalha junto com o licor, de primeira, o doce se expande por toda a minha língua. Porém, todo o doce é cortado amargamente pela vodka. Seu gosto quente e ardente se espalha, sem deixar nenhum resíduo do doce.

– Argh!... – Faço uma careta, por conta do amargo que havia restado em minha boca. – É bom no começo, mas depois fica amargo. – Um riso divertido escapa de meus lábios. De relance, vejo um garoto de cabelos tingidos de preto e alto se aproximar, ficando ao meu lado na mesa.

– Essa risadinha aí foi pra mim? – A voz grave ecoa perto, mas o tom utilizado por ele não fora muito alto. Peço aos céus que ele não tenha falado comigo. Detesto quando os homens mexiam comigo, falassem cantadas e qualquer coisa do tipo. Eu me sentia completamente desconfortável.

O clima fica estranho. Meu sorriso se desfez e Jimin está ao meu lado sem entender. Parece que ele não conhece muito o cara que está mexendo comigo. Espero que ele vá logo embora e nos deixe em paz.

– Entre todos estes que estão aqui, qual é o seu favorito? – Decido perguntar, ignorando a fala idiota do acastanhado ao meu lado. Embora eu esteja desconfortável, acredito que ignorar e fingir que não ouviu seja a melhor opção.

– Saquê Tônica, com certeza. – Ele responde assim que termino de perguntar. Estendeu seu braço até um copo que continua duas canelas em pau, diferente dos outros copos, o que ele havia pegado tinha uma coloração alaranjada. – Saquê, água tônica, laranja e um corte da casca para aromatizar, e dois paus de canela. Quer experimentar?

– Me parece bom. Quero provar. – Ele entregou-me o copo e eu o levei até a boca, derramando um pouco do líquido. – Uh, é docinho! Tem um gosto de refrigerante de laranja, beeem no fundo, sabe?  – Um riso bobo escapa e estalo os lábios, umedecendo-os logo em seguida.

– Animada com o fato de que está bebendo pela primeira vez? – A voz de Jimin indaga e meu sorriso ainda se mantém. Podia ser qualquer pessoa, qualquer um, juro, eu não continuaria sorrindo. Mas, seja lá qual for o poder que Park Jimin possua, estou enfeitiçada por sua feição.

A minha resposta é curta e breve; apenas concordo com a cabeça, olhando fixo em seus olhos.

– Talvez você seja boa em bebidas, diferente de mim. – Ele ri da própria situação que havia vivido.

– Essa boquinha aí sabe beber, hm? – O rapaz dos cabelos negros se manifesta outra vez, se aproximando mais, o que, consequentemente fez com que meu maxilar travasse. Segurei-me para não sair correndo dali. Eu detestava estar em festas, também não curtia muito esse lance de ser xavecada por garotos. – O que mais ela saber fazer? – A risada dele é irônica e me deixa intimidada. Jimin está sem graça e sequer consegue dizer alguma coisa, assim como eu.

– Deixe-a em paz, Chanyeol. – Jimin pega um copo e analisa os detalhes no vidro, enquanto direcionava sua fala ao garoto que se aproximava cada vez mais.

– O que foi, Park? Não posso mais me aproximar dos recém-chegados em Seul? – Sua sobrancelha arqueada me faz deduzir que ele não se dá muito bem com Jimin. Então por que havia o chamado? – Mas, e aí? Como você se chama, princesinha? – Ele se aproxima mais, então sinto seu bafo com cheiro de álcool.

– Pode me dar licença, por favor? Você está perto demais... – Afasto meu busto, mas meus braços ainda ficam segurando seu corpo que se aproximava cada vez mais. A que ponto ele iria chegar? Ele não conhece a palavra limites?

– O que foi, bebê? Não se faça de difícil... se bancar a difícil é coisa do passado. – Ele gargalhou, direcionando o olhar para meus ombros desnudos. É nessa hora que penso que deveria ter escolhido uma roupa menos chamativa. – Uh, você é sexy. Esses seus ombros... hah, não posso esperar para... – A voz grossa atrás de mim me faz estremecer, logo interrompendo Chanyeol antes mesmo que ele possa terminar.

– Afaste-se dela, Chanyeol. – Jungkook diz em um tom autoritário, impondo sua postura com peito estufado e um semblante sério. Não ouso me mexer, tenho medo de que ele perceba que tremi quando ouvi sua voz. – Não se cansa dessa mania ridícula? As garotas não querem ser fodidas por você. Não adianta chegar marcando território, você não passa de um bêbado carente por sexo. Não vai conseguir ninguém se continuar assim.

“Fodidas por você”, ai, meu Deus! Ele queria transar comigo?! Que cara mais babaca. Nojento. Idiota. Com problemas mentais. Ah, eu já disse babaca idiota?

Jungkook toma um passo a frente e o encara. Mesmo Chanyeol sendo um pouco mais alto que ele, Jeongguk não tem medo. Só ouço um sussurro baixo vindo da boca do de cabelos negros: “E aí, vai fazer o quê?’.

– Quer bancar o cavalheiro para a nova preza que mora em sua casa, Jeon? – Os dentes de Chanyeol são expostos em um sorriso largo vindo de sua boca. E é nessa hora em que começo a suar frio. Os dois estão com seus peitos estufados, e temo que eles não saiam em socos. É bonito da parte de Jeongguk querer me defender. Se fosse em Busan, Deus meu livre do que seria capaz de acontecer! – Não adianta querer pagar de bom moço para a princesinha ali. – Ele direciona seus olhos para mim e meus dentes se trancam cada vez mais. – Você não engana ninguém, Jungkook. Você é o cara mau.

– Eu nunca fui o bom moço que todos queriam que eu fosse, mas nunca forcei ninguém a ter relações comigo, não é mesmo, Chanyeol? – Os olhos de Jeongguk, por mais que eu não consiga os ver diretamente, vejo de relance que estão tão escuros quanto a escuridão da noite. Eles carregam algum sentimento pesado, carregado de ódio e algum rancor. Jungkook é realmente uma caixa de mistérios. – Acho que nós dois sabemos de quem estou falando.

O moreno termina sua fala com um sorriso irônico nos lábios, mas, por mais que fosse um misero segundo a feição de Chanyeol se torna preocupada, porém logo voltou ao seu posto de peito estufado. Com os olhos cravados nos de Jungkook, ele cuspiu sua ultima frase antes que Jeon o atacasse com um soco em cheio:

– Todas eram apenas vadias, mas ela.... Ela era a pior de todas. – Sua fala é cortada quando Jungkook acerta seu maxilar, jogando-o no chão. Mesmo no chão e por baixo, continuava sorrindo enquanto o gosto metálico do sangue invadia sua boca. – Não me culpe pelos seus erros! Você é quem deveria ter a salvo.

O rapaz de cabelos negros empurra o peitoral de Jeon, fazendo com que ele caísse sentado no chão gélido. Seu rosto se torna pálido e seus lábios entreabrem. Perdido, em meio aquela multidão de jovens bêbados que gritavam “briga! Briga! Briga!” como cães famintos que lutam por uma cadela no cio.

– O que foi? Acha mesmo que passei todos esses anos sem ter pensado no quão culpado você também era. Ah, Jeon, não se faça de tolo, você é tão culpado quando eu. – As palavras proferidas por Chanyeol doeram mais do que o soco que atingiu o lábio de Jungkook. Toda aquela dor envolvida em apenas uma pessoa que já havia ido, mas que ainda permaneciam na vida daquelas duas almas. A curiosidade corroía meu sangue. Estava gritando por dentro para saber de quem estavam falando.

– Você não vai fazer nada? Eles estão brigando! – Dirigi-me a Jimin, que se encontrava perplexo ao meu lado. – Separem eles, senão vão se matar aqui mesmo. – Gritei, empurrando Chanyeol de cima de Jungkook que recebia a mesma quantidades de socos que havia recebido do acastanhado.

Assim que me viram tentando os separar, foram me ajudar. Alguns seguraram Chanyeol que se encontrava com sangue quente, totalmente disposto a acabar com Jungkook, que estava sério e o cenho franzido.

– Leve-o embora, para o carro, a festa acabou. – Disse Jimin, logo eu assenti, ajudando Jeongguk se levantar. Rodeei seu braço por volta do meu pescoço e caminhei com ele por volta da casa, abrindo o portão da cerca e indo até seu carro.

Ele destravou as portas e logo se sentou no banco do motorista, encostando sua cabeça no encosto do banco. Deixou com que um longo suspiro escapasse de seus lábios. O que era para ser divertido acabou se tornando um clima pesado.

– Você está bem? – Pergunto, assim que entro no carro.

– Bom, eu já estava há um bom tempo para meter a porrada nele, então acho que não poderia estar melhor. – Ele diz e ri, exibindo seus dentes de coelho. Balanço a cabeça negativamente e deixo que um riso escape dos meus lábios. – Minha boca está doendo pra cacete. Ah, um dia eu mato aquele filho da...

– Quer que eu busque um kit médico pra eu limpar os seus machucados? Acho que o Jimin deve ter algo que possa ajudar. – Pergunto, interrompendo-o antes que termine de xingar Chanyeol. Ele para de falar e me olha com seus olhos arregalados, com a respiração desregulada e com as bochechas rosadas.

Não sei se ficou envergonhado, ou assustado, pelo fato de que me dispus a limpar seus ferimentos. Mas seus olhos abertos e atentos a mim me fazem duvidar, o que me faz ter a suposição que talvez um dia nos tornemos próximos, tipo bons amigos. É o que eu mais quero: ter alguém para contar. Não é fácil se mudar para uma cidade na qual não conhece ninguém.

– Você quer limpar os meus machucados? – A voz dele é rouca e sinto o tom surpreso que ele utiliza. Talvez não deva ter passado em sua cabeça que eu iria me importar se ele está ferido ou não.

– Está sangrando e... deixa eu ver. – Meus dedos se aproximam de sua face, mas sentem receio de tocá-lo. Olho em seus olhos e meus dedos fraquejam, como se pedissem autorização para tocar em sua pele branquinha. Mas ele não diz nada, apenas aproxima o rosto em direção ao meu toque. Meus dedos vagueiam pela região avermelhada e visivelmente irritada. – O corte foi fundo. – O caminho que meu dedo percorre é até o lábio inferior. Cortado em uma linha reta, é como se Chanyeol tivesse traçado uma linha de tinta vermelha em uma folha em branco. Pura, mas misteriosa. Irritada e a própria irritação. O caos. Chanyeol estava ferrado, disso eu tinha certeza. – Sua boca está inchada, mas não sei se é por causa do sangramento ou...

– Eu estava com uma garota. – Ele admite, se afastando do meu toque e sorrindo de leve.

– Ah, sim, entendi. – Engulo seco, morrendo de vergonha. Ah, meu Deus! Que vergonha. Detesto invasão de privacidade, também não gosto de invadir a privacidade dos outros. Saber disso vindo dele... urgh, não somos nem amigos.

– Não. Nós não estávamos... você sabe. – Ele continua com o papo, o mesmo que se pudesse eu apagaria para sempre. É vergonhoso e nojento falar disso com algum garoto, ainda mais se nem tem tanta intimidade com ele. – Foram só beijos e...

– Ai, meu Deus. Por favor, não conte o que você... urgh! Isso é constrangedor. São seus momentos íntimos com alguém! – Faço uma careta, enrugando o cenho. Ouço uma risada gostosa vir de Jeongguk, o que me faz rir, também. – Acho que é melhor eu ir pegar o kit.

Abri a porta do carro e a fechei imediatamente, queria esconder o corado que fervia em meu rosto. Ah, sério, ele não precisa me contar de sua vida íntima ativa. Afinal, nem próximos somos. Caminhei para dentro da casa, em busca do rapaz de cabelos louros.

– Jimin, você tem algum kit médico? – Pergunto, enquanto meu dedo se afundava diversas vezes em sua pele coberta pela sua jaqueta. Ele se vira e me olha, com o cenho franzido, então suponho que esteja perguntando para que. – Preciso limpar os machucados de Jungkook.

– Precisa? – Ele repete, com a sobrancelha arqueada em um sorriso perverso nos lábios. Ah, não... garotos pervertidos.

– Aish, os ferimentos foram fundos e a mãe dele pode brigar, caso ele chegue daquele estado em casa. – Explico-me, tombando a cabeça para o lado e juntando as mãos.

– Oh, tudo bem. Tudo bem. – Ele alega, levantando suas mãos acima de seus ombros largos. – Tenho sim, está logo aqui. Irei pegar para você, me espere aqui.

Meus ouvidos ainda são capazes de capturarem a música alta vinda do fundo da casa, apesar do clima estar estranho e todos cochichando sobre a briga, alguns ainda fazem vista grossa e continuam se matando com álcool.

O caminho que meus olhos fazem me levam até um quadro pendurado na parede, o qual apresenta a família de Jimin, suponho. Há uma mulher mais velha, e um homem que aparenta ter a mesma idade, logo abaixo dos dois tem Jimin, com cabelos castanhos e umas bochechas enormes, ao seu lado está uma garotinha, que parece ser mais nova que o loiro. Contemplo a imagem, observando cada detalhe nos sorrisos criptografados pela câmera. Me tremo por inteira quando vejo Jimin aparecer ao meu lado, com os ombros encostados na parede, em seus dedos está uma sacola com alguns utensílios que podem me auxiliar nos ferimentos de Jeongguk.

– Aqui está. – Ele diz, reafirmando seu olhar sobre mim. Me sinto incomodada e observada, mas foi uma sensação boa de que ele tenha reparado em mim. Gostei de conversar com o loiro, ele é bacana e tem um papo incrível. Gostaria de passar mais tempo com os amigos de Jungkook, que ao contrário dele, são engraçados e legais.

– O-Obrigada. – Pego a sacola e abaixo a cabeça, procurando pela porta da casa. Não quero que Jimin perceba que corei ao ver seu olhar pesando em mim, nem sequer que gaguejei. Ah... eu sou tão boba quando se trata de garotos! – Estou indo. Tchau, obrigada pela noite.

– Ah, que isso! Obrigada você por vir. – Ele solta um riso e enfia suas mãos no bolso, acompanhando-me em passos lentos até a porta. – Vou com você até o carro. Preciso ver se Jungkook está bem ou planeja matar Chanyeol na segunda-feira. Ah, em falar de segunda, é verdade que vai estudar na mesma escola que a gente?

Meu cenho se franze e eu paro de caminhar assim que atravesso a porta, indo para o jardim. A brisa gélida bate contra minha pele, logo meus poros se eriçam. A jaqueta de Jeongguk está em minhas mãos, mas receio em usá-la e parecer uma folgada que usa as coisas dos outros.

– Não sei. Não me disseram aonde irei estudar até agora. – Volto a andar, juntamente a Jimin, indo em direção ao carro. – Quem disse isso a você?

– Jungkook. – Sua voz é rouca e meio baixa, mas isso não me surpreende. O que me surpreendeu foi o fato de que fui um dos assuntos comentados por Jungkook e seus amigos. E também o fato de que é bem provável que eu estude na mesma escola que ele e seus amigos. O que, de certa forma, pode ser uma boa notícia para mim.

– Foi um prazer te conhecer, Jimin. –  Ofereço a mão assim que paramos ao lado do carro, mas Jimin é mais interessante e me puxa para um abraço, como se fossemos mais próximos do que aparenta. É, talvez ele tenha bebido um pouco mais do que a cota.

–  O prazer foi todo meu, ____.

Me desvencilho de seu abraço aconchegante e abro a porta do carro, logo me sento no banco do passageiro. Jungkook ainda está ofegando, com um pouco de suor transpirando de seus poros.

– E aí, cara. Como você está? – Jimin se aproxima da minha janela, debruçando-se no vidro. – Não sabia que pretendia arrumar briga hoje.

– Não teria briga se minha mãe não tivesse me obrigado a trazê-la. – Jeon resmunga com os olhos fechados. Jimin solta um riso silencioso e pronunciou algumas palavras baixas. Não escutei ao certo, mas aposto que eram “não se preocupe, ele é um completo idiota mesmo”.

– Carro novo? Pô, que versão é essa? – O loiro decide mudar de assunto, perguntando sobre o carro de Jungkook. Seu corpo se afasta um pouco da janela para observar o carro, então finalmente posso respirar. A presença dele me deixa nervosa. – Quem te presenteou dessa vez? Sua mãe? Aposto que não foi. A sua Urus era recente.

– Foi o meu tio. Você sabe... ele supre a presença na família com presentes caros. – Jungkook abre os olhos, fitando o teto do carro, então solta um suspiro cansado e repleto de mágoa presa. Se dizem que os olhos são a janela da alma, vejo que ele carrega algo em seu peito que o entristece a cada vez que o amanhã chega. Eu quebraria um muro com minhas próprias mãos para descobrir o que está lhe incomodando. – Minha mãe nem se importou pelo fato de que troquei a Urus pela Range Rover que ele me enviou.

– Sua mãe é podre de dinheiro, para ela deve ser tipo derramar um copo com água. – Jimin diz e logo abana sua cabeça negativamente. – Estou indo. Tenho que ver como Chanyeol está. Amanhã a gente se fala. – Park se despede de nós, mas lança um piscar para mim. Meu coração se aquece e me tremo por inteira.

– Jimin tem fama de conquistador, então não caia na lábia dele. – O moreno se espreguiça e vira o tronco para mim, com um sorriso debochado estampado na boca.

– O quê? Não! Eu n-não estou afim dele. – Exclamo, com os olhos arregalados por ter sido flagrada secando Jimin. Ah, não tenho culpa pelo fato de que o loiro possui um corpo esculpido por deuses!

– Mas vai ficar. – Jungkook solta um riso pelo nariz e pega a sacola de plástico que está em minhas mãos, logo a abre para ver o que Jimin havia trazido. – E eu só estou te avisando. Garotas como você costumam a se encantar por Jimin.

– Garotas como eu? Que tipo de garota eu sou? – Me viro para ele e tomo a sacola de suas mãos, pego o algodão e o encharco com álcool. Aproximo-me de Jeongguk e levo minha mão até seu rosto.

– Certinha, estudiosa e... nerd. Aquela que respeita a mamãezinha e não faz nada sem que ela saiba – Ele diz e eu reviro os olhos, afundo a algodão em seus ferimentos e logo soltou um gemido de dor, franzindo seu cenho, então percebo que doeu mais do que eu esperava. Espero, também, que ele cale a boca e pare de me julgar. – Ai, isso doeu!

– Ninguém mandou se meter em confusão. – Solto um riso e passo o algodão novamente por todos os ferimentos. Desta vez, tento ser rápida para que não doa tanto. – Você realmente não sabe nada sobre mim. – Engulo seco, na verdade, nem sei do que eu estava afirmando. Jungkook estava mais do que certo, mas não queria demonstrar que eu era alguém fácil demais para ser decifrada. Talvez, no fundo, eu só queira ser misteriosa, também.

– Eu não te conheço, isso é óbvio. – Ele revira os olhos e logo os fecha, então não se torna tão estranho eu estar próxima o seu rosto enquanto limpo seus machucados. Seus traços finos, porém, marcantes, me chamam a atenção, então me dou a liberdade de observar sem que pareça invasiva demais. Não quero romantizar, mas me sinto atraída e adoraria contornar os traços de seus lábios. – E eu não me meti em confusão, apenas defendi você. Chanyeol costuma ser um babaca com qualquer garota nova que chega na cidade.

Me afasto assim que ele abre os olhos, mas sinto um ponto de interrogação se formar acima de sua cabeça. Disfarço o olhar e volto a mexer na bolsa plástica, procurando a pomada. Aplico em meu dedo e espalho por seu rosto que fora afetado pelas mãos de Chanyeol.

– Eu sei me virar, Jungkook. Não preciso que você fique me protegendo.

– Se alguma coisa acontecesse com você hoje, o culpado seria eu, afinal, você era minha convidada e não conhecia ninguém aqui. E como você é de menor e estava acompanhada a mim, obviamente eu teria que responder por seus atos. Você meio que se tornaria minha responsabilidade.

– Falando assim parece até que é responsável. – Solto um riso e desço meus dedos que estavam em sua sobrancelha até seus lábios. O caminho até lá é silencioso e lento. Quero aproveitar a maciez de seu rosto, e ele também parece querer aproveitar o meu toque. Seu rosto, gélido, parece necessitar da quentura de minhas mãos. Aparenta ser proibido contornar sua boca, mas dizem que o proibido encanta. Então, por um momento, sua boca se torna o proibido. Engulo seco, novamente, e decido aplicar a pomada no corte em seu lábio inferior. – E como descobriu que ainda sou de menor?

– Tenho meus informantes. – Ele solta um riso e eu balanço a cabeça negativamente, enquanto revirava os olhos. –  Mas, docinho, eu sou responsável o suficiente. Você é quem não me conhece. – Estremeço ao ouvir me chamar pelo apelido que havia me dado no dia em que cheguei na mansão. Por um segundo, vejo um futuro em nossa amizade que pode ir além.

 

. . .

 O carro estaciona na garagem da mansão e é neste exato momento em que percebo que perdi total noção da hora. A escuridão tomou conta por todo o céu, então suponho que seja tarde da noite. Desço do carro e ouço Jeon fechar a porta do motorista, logo o vejo entregando seu chaveiro para eu abrir a porta.

O cheiro que habita o ambiente ainda é novo para mim. Não me acostumei com o fato de que estou morando em um lugar completamente diferente do meu normal. Minhas mãos caçam o interruptor até que eu o encontro, logo o acendo. A claridade atinge forte minha visão, então, por alguns segundos, me sinto impeça de ver.

– Sabem que horas são? Por que não atenderam minhas ligações?! – Abro os olhos e me espanto com a imagem da sra. Jeon descendo as escadas enrolada a um roupão de cetim cinza. – Fiquei preocupada!

– Oras, Omma, você nunca se preocupou das vezes em que saí sozinho. Por que tanta preocupação repentina? – Jungkook entra na casa e tranca a porta. Vejo seu semblante de relance, mas posso afirmar que ficou chateado com as cobranças vindas de sua mãe.

– Oh, meu senhor, o que foi isso no seu rosto? – Ela praticamente correu até o moreno, trazendo seu rosto para suas mãos, onde apalpou cada parte de sua face. Jungkook tentava se esquivar de seus toques, mas sua mãe não o deixava escapar. – O que houve? Está doendo? Quem bateu em você? Foram aqueles moleques do ano passado, de novo? Você precisa de ajuda? Quer que eu limpe os machucados? Vou fazer curativos, está bem? Me espere aqui.

– Não! – Foi necessário que Jeon elevasse seu tom para que sua mãe parasse de indagar tanto. Ela parecia ter a péssima mania de falar e esquecer de ouvir o próprio filho. Talvez seja por isso que eles aparentam ter um relacionamento tão distante. – Não preciso que limpe os machucados, nem que faça curativos.

– Mas, Jungkook, não seja teimoso! Está sangrando, foi fundo. Estou vendo daqui.

– A ____ já limpou os ferimentos, então não precisa. – Jungkook direciona seus olhos até mim e percebo que ele ainda está curioso com o fato de que me propus a ajudá-lo. Sra. Jeon me encarou e lançou-me um sorriso agradecido, apenas abaixei minha cabeça em uma mini reverencia. – Não foram aqueles moleques, Omma. Não se preocupe. – Ele se esquivou novamente de seus toques.

– O que aconteceu com você, Jungkook? Será que é tão difícil me dizer? – Suas palmas estalaram em suas coxas cobertas pelo cetim acinzentado, feito sob medidas. Jeon fechou os olhos e respirou fundo, logo os abriu e direcionou-os até mim. Então senti o pânico. Minha omma e sra. Jeon estavam muito próximas, era mais do que provável que no dia seguinte minha omma saberia de tudo por meio de sra. Jeon. Caso omma soubesse que um garoto qualquer estava me cantando em uma festa, ela nunca mais me deixaria sair de casa.

Então, Jeongguk abre a boca, mas demora para falar. Seus olhos voltam a mim, novamente, e suponho que seja perceptível ver em meus olhos o medo que se aflorava.

– Briguei enquanto jogávamos uma partida de futebol. Não foi nada demais. – Agradeço aos céus por ele ter mentido. Não sei o quanto ouviria da minha mãe sobre garotos e como devo identificar más intensões. – Está satisfeita agora? Ou precisa ligar pra todos da festa para saber se foi realmente isso que aconteceu?

– Eu só estava preocupada. Além de tudo, sou sua mãe e exijo respeito. – Tremo ao ouvir sua voz ser elevada. Espero que eles não tenham uma discussão agora, porque realmente não sei para onde correr. Jungkook está ao meu lado e não me vejo subindo as escadas para o quarto enquanto ele está discutindo com sua omma.

– Você nunca se preocupa. Sequer se importa se eu chego às 1h da manhã. Mas é claro, eu sou obrigado a acompanhar a ____ e o mundo começa a se preocupar. Eu não seria capaz de fazer mal a uma mulher, se é isso que você quer saber. – O tom de voz utilizado por Jungkook é baixo, como se ele estivesse conversando normal. Mas vejo suas veias exaltadas em seu pescoço, então tenho total certeza de que está mais do que irritado. Furioso, eu diria.

– Vamos subir, Jungkook, está tarde. Você precisa relaxar. – Puxo sua mão e o tiro do meio da sala. Sra. Jeon decidiu permanecer, e nem me dou o trabalho de ficar observando para ver suas reações. Acho melhor que Jungkook não esteja lá, assim, causará menos problemas. – Desculpa por ter te tirado de lá, mas achei que estivesse irritado e discutir nunca dá em nada. Você e sua mãe parece serem distantes...

– Acertou em cheio. Minha omma e eu não somos nada próximos. – Seu semblante é sem emoção e cheio de monotonia. Não vejo nenhum ânimo em seu rosto. É como se falasse de sua mãe fosse algo morto para ele. Parecia não haver sentimento, nem boas lembranças ou risos bobos. Eu disse, essa família é estranha! – Você e sua omma são próximas?

Abro a boca, mas nada sai.

– É, talvez não somos tão próximas quanto aqueles filmes de Hollywood, mas ela continua sendo minha omma, sabe? Não posso mudar a genética. – Abaixo a cabeça e continuo a caminhar de frente para a porta do meu quarto.

Meu calcanhar girou automaticamente, mas a única coisa que vejo é os ombros largos de Jungkook. O ar me falta e temo que ele tenha escutado o meu espanto.

– Obrigada. – É a única coisa que consigo dizer em voz alta. Seus calcanhares também se viram, logo ele está de frente para mim. Seus olhos me penetram de uma forma assustadora, acho que é porque nunca tive um contato visual acompanhado de um clima estranho. Digo, essa casa e a família Jeon que parece ser um quebra-cabeça divido em milhares de peças; um filho problemático e mal educado, que talvez não tenha o mesmo futuro que os pais; um péssimo relacionamento de mãe e filho; sem contar o fato de que sua mãe é alegre demais, mas Jungkook parece andar acompanhado da morte.

– Obrigada de quê? – É o que ouço como resposta.

– Ah, por ter me defendido de Chanyeol, e por ter me levado e trazido da festa. – Encolho meus ombros e abaixo a cabeça. Por mais que esteja tímida e envergonhada por agradecer a ele, peço que não pareça uma idiota. Vivi em Busan durante dezessete anos, há garotos como Jungkook por lá, e sei que garotos como ele gosta de rir de garotas como eu.

– Eu iria para festa mesmo se você não quisesse ir. – Ele solta um riso debochado, logo sinto meus dentes serem trancados de nervoso. Eu os apertava, tinha mania de fazer isso quando sentia repulso. – Não se preocupe, minha omma não iria descobrir. Eu faço isso quando ela não me deixa sair, ou quando fico de castigo.

– Hum, então além de ser mimado, também mente para a mamãe? Que feio... – Solto um riso e balanço a cabeça negativamente. Levanto o olhar e fito os olhos de jabuticaba de Jungkook. O mesmo se encontrava com um sorriso, mas não um debochado, talvez um sincero e tímido.

– Ah, e sobre eu ter brigado com Chanyeol, eu precisava ranger meus dentes. – O moreno fez uma referência ao seu novo carro, cujo o mesmo era ranger nover... não, ranger orange? Ah, não me lembro... sou péssima em guardar informações sobre carros.  Ele mexe os dedos, formando pequenas aspas imaginárias. Apenas balanço a cabeça, desviando o olhar para o chão quando um sorriso bobo, acompanhado de um revirar de olhos, escapa de mim sem que eu perceba.

– Mas, tanto faz, obrigada do mesmo jeito. E por ter mentido para sua mãe... – Dou de ombros e viro os calcanhares para alcançar a maçaneta do meu quarto. O sono pesa em minhas pálpebras, o que, consequentemente, me faz ansiar para deitar-me logo na cama. – Ah, Jimin disse que estudarei na mesma escola que vocês. É verdade?

– Foi o que escutei em uma dessas conversas da minha omma com a sua. Não tenho certeza, mas creio, infelizmente, que sim. – O tom utilizado por ele é casado. Como se tivesse monotonia e nem um pouco de motivação.

– Infelizmente? – repito.

– Isso significa que terei que cuidar de você. 


Notas Finais


manas????? auge que chegamos aos 101 favoritos!!!!
amo vocês, e mais uma vez, obrigada por me ajudarem a me motivarem cada dia mais para escrever.

Queria pedir desculpas por ter demorado a vir atualizar. Entrei em um bloqueio criativo (não sei se é usado o mesmo termo para a escrita, mas não conseguia escrever e sequer editar as capas pendentes), e logo comecei a semana de provas. 3 bimestre e comecei a correr atrás das minhas notas... resumo: não tive tempo para escrever e estava sem criatividade. Mas, nesse meio tempo, fui escrevendo algumas partes e esse foi o resultado. Espero que tenham gostado!!!


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