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História Despedida - NejiHina - one shot - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi🤗

Voltei o mais rápido que o esperado né?

Bom, eu tava assistindo de novo as partes da guerra e passou a morte de Neji, então começei a imaginar como seria o enterro dele e como a Hinata se sentira. Coloquei as ideias no papel e saiu essa one.

Ela é mais focada para os sentimentos da Hina, enfim.

Espero que vcs gostem e que chorem também.

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction Despedida - NejiHina - one shot - Capítulo 1 - Único

O funeral de Neji seria pela tarde de amanhã.

Depois a guerra todos os Hyuugas queriam o corpo de neji de volta, iriam enterrá-lo de uma forma digna de um Hyuuga.

Hinata não estava tão empolgada quanto os outro companheiros, apesar de todos estarem tristes e devastados pela perda, todos queriam o enterrar e o deixar seguir em paz, Hinata não. 

Ela não aceitava, não podia aceitar que seu primo, seu irmão, estava morto.

Queria ficar com seu corpo sem vida ao seu lado por toda a eternidade, mas sabia que não poderia.

A ideia de ver seu irmão sendo enterrado, só concretizava que ele  realmente estava morto. Ela não queria acreditar, deveria ter algum jeito de o trazer de volta!

Tinha que ter. 

Se Nejii não tivesse sido tão nobre ao ponto de querer protege-lá, se ela não tivesse tentado proteger Naruto, ele ainda estaria aqui.

Pensar nisso sempre dava um grande nó em sua cabeça, afinal, poderia ela não ter tentado salvar Naruto se isso significasse a vida de Neji, e a morte de seu amado? Qual ela escolheria?

Pórem, não tem importância agora, sua decisão  ja tinha sido tomada, e não sabia se ficava aliviada por Naruto estar bem, ou arrependida.

Ás vezes se sentia culpada por ter feito o que fez, mas sempre um sentimento de gratidão passava por ela, toda vez que esse sentimento se instalavm em seu coração.

Sabia que Neji não gostaria de vê-la  desse modo, sabia que não gostaria  de vê-la questionando suas ações. Pórem, não conseguia se conter.

Olhava para a janela com o olhar perdido, o dia estava lindo.

O céu azul limpo, sem muitas nuvens, o sol brilhava fortemente, as folhas verdes das árvores balançavam levemente com o vento fesco. As pessoas caminhavam pelas ruas e pareciam felizes, com sorrisos idiotas no rosto seguindo para o parque, Hinata os odiou um pouco.

Odiou tudo a sua volta.

Como podia o dia estar tão lindo quando Neji tinha ido?

Como podia as pessoas estarem tão felizes quando perderam um shinobi brilhante?

Sabia que o pensamento era egoista, mas se deixou odiar cada pessoa que passava sorrindo por sua janela por ao menos um minuto.

Olhou para o céu azul novamente vendo uma águia levantar vôo passando diretamente pelo ponto mais brilhante no céu. A morena de alguma forma teve a certeza de que Neji seria um pássaro livre na proxima reencarnaçã, o mais lindo dos pássaros, e isso a confortou ao menos um pouco.

Tudo que Neji sempre quis foi ser livre, ser livre da maldita marca em sua testa, e agora, podia realizar seu maior desejo. Exatamente como seu pai.

Era um misto de sentimentos dentro da perolada, não sabia exatamente como se sentia, mas tinha a certeza de que não queria acreditar que Neji tinha ido.

Por mais que tivessse realizado seu sonho, como ele pode ter a deixado?

Hinata nunca fora egoista, mas no momento tudo o que conseguia pensar era em sí e em seus sentimentos, parecia que só ela estava sofrendo. Ninguém demonstrava, o que estava sentindo.

Por que ninguem demonstrava?

Por que ninguem chorava?

Não sentiam falta de Neji?

O queixo tremeu, os olhos começaram a arder, e o coraçao começou a se partir novamente.

As lembraças eram suas maiores inimigas, sempre voltavam no momento mais inoportuno, sempre no momento de paz que conseguia sentir em seu coração, por ao menos um instante.

Era um martírio.

Era como se fosse um grande lembrete a  avisando que ela não podia seguir em frente, não podia esquecer Neji, nem esquecer a forma que morreu.

Ás lágrimas quentes desciam suaves pelas bochechas alvas, escorrendo para o queixo, e pingando em seu colo.

Fechou os olhos e encostou a cabeça ao vidro da janela, permitindo as lagrimas cairem livremente.

Uma batida na porta a fez se sobresaltar e limpar o rosto molhado as pressas, não queria que a vissem chorando, precisava parecer forte em frente as pessoas.

- Hinata? - viu seu pai passar pela porta de madeira branca.

- Otou-san. O que foi? - perguntou saindo de onde estava sentada perto a janela.

- Só queria lembra-lá que amanhã de tarde será o enterro de Neji, por favor esteja pronta pontualmente. - quis revirar os olhos, que lembrete mais tosco, como Hinata poderia esquecer o dia de amanha?

- Okay Otou-san, pode deixar. - disse calmamente sentando na cama macia forrada pelo edredom lilás.

Os olhos perolados de seu pai a analisavam lentamente, o rosto impassivel, sem expressão.

Tinha noção de que a filha estava sofrendo, talvez mais do que todos os Hyuugas juntos, e por mais que quisesse de alguma forma consola-lá não sabia como.

Não a conhecia direito, não sabia de seus gostos e desgostos, eram em momentos como esse que se dava conta de quão mau pai era.

De qualquer forma, achava tarde de mais para mudar, porém tentaria de algum jeito.

Assentiu com a cabeça levements e deixou o quarto da filha. Suspirou tristemente e segui direto para o escritorio.

Já Hinata em seu quarto encarava o teto branco, perdida em pensamentos e lembranças.

Neji tinha morrido.

Era uma merda, porém era a verdade.

E hinata queria de todos os jeitos se conformar e entender que ele tinha ido, mas não conseguia. Ainda esperava que ele fosse abrir a porta de seu quarto, mal humorado como sempre e a chamar para treinar.

Mas isso não aconteceria, nunca mais.

Depois que Neji se foi a vida perdeu um ,pouco de sua cor, aos olhos de Hinata tudo estava cinza, e continuaria desse jeito até ele voltar.

Estava cedo ainda, mas Hinata não tinha forças para fazer nada, então suspirou e puxou as cobertas para cima de si, virou de lado com o olhar perdido e dormiu.

Acordou somente no dia seguinte, tinha dormido por um dia inteiro, mas mesmo assim se sentia cansada mentalmente e fisicamente.

Era estranho, nunca tinha parado para reparar como Neji sempre esteve em cada parte de sua vida, participando, mesmo que em silêncio, pórem enquanto fazia as coisas de rotina percebia como ele fazia falta.

No cafe, na biblioteca, nos jardins, na area de treinamento, nas ruas.

Tudo que Hinata fazia a lembrava dele. E cada vez que o rosto de Neji vinha em sua mente, Hinata se sentia mais perdida ainda.

Tentou por todo o dia distrair seus pensamentos dele, pórem parecia impossivel.

Ás três da tarde, parou para se arrumar para o funeral.

A cada minuto em que tomava banho, penteava seus cabelos e vestia o kimono totalmente preto, sua garganta se fechava mais ainda.

A ansiedade tomava seu corpo juntamente com a tristeza, fazendo com que várias vezes ao longo dessas tarefas seus olhos se enchessem de lágrimas.

Quando desceu as escadas o clima estava pesado e mórbido, seu pai e sua irmã estavam ambos quietos e em seu proprios mundos, a impassividade estampada em seus rosto.

Nenhum sinal de tristeza ou saudade.

Nenhum dos três falou uma palavra enquanto se dirigiam ao cemitério.

No caminho Hinata sentia suas pernas tremerem cada vez mais querendo desabar, engolia em seco a cada vez que chegavam mais perto do lugar que denominava o mais triste do mundo.

O grupo de pessoas conversavam calmamente e o mais baixo possivel quando a familia de três chegou.

Todos os olharam com um misto de pena e tristeza, os outros Hyuugas que já estavam no local mandaram um olhar cheio de compreenção e escuridão para os três.

A perda para todos os Hyugas foi grande. Neji apesar de fechado com todos, foi alguem muito querido para todos.

Hinata não prestou a atençao em nehuma das pessoas presentes, o seu olhar se manteve focado somente no caixão aberto de Neji.

Ele estava vestido com trajes tradicionais, os cabelos descansavam em seus ombros e o rosto calmo e sereno dava a impressão de paz.

Talvez ele estivesse mesmo em paz.

Hinata ficou em silêncio, ficou em silêncio quando seu pai fez um discursso de despedida, ficou em silêncio quando fecharam o seu caixão, e ficou em silêncio enquanto observava as pessoas colocarem rapidamente suas rosas brancas em cima da madeira.

Todos aos olhos de Hinata pareciam indiferentes ao acontecido. Não queria pensar assim, mas não conseguia se controlar, era como se ela fosse a única a se impritar verdadeiramente com o que estava acontecendo.

Quando chegou a sua vez de se despedir Hinata engoliu em seco e seguiu em frente, a terra era amassada pelos seus pés, estava fofa, e a grama verde era a da mais bonita das cores.

Com passos calmos para frente, Hinata seguiu até o túmulo de Neji, carregando consigo a rosa branca representando a paz.

Parando em sua frente Hinata observou a foto de seu irmão, era recente, estava vestido como shinobi, da forma como foi a guerra, foi a sua última foto.

A saudade batia em seu peito com força, esmagando seu coração como se não fosse nada, o fazendo virar pó.

Com as mãos trêmulas depositou a rosa cuidadosamente em cima do caixão, observando como as pétalas brancas contrastavam de uma forma bonita com a madeira escura.

Deslizou seus dedos pela madeira lisa sentindo  as lágrimas transbordarem dos seus olhos e escorrerem livremente pelo seu rosto, o queixo tremia tentando segurar, em vão, as gostas de água salgada.

Com passos incertos andou para trás, se inclinou para frente fazendo uma reverência.

- Arigato, Neji-san. - falou com a voz trêmula.

Às lágrimas  grossas escorregavam pelo rosto alvo caindo na grama verde com um barulho mínino, mas que Hinata ainda sim podia ouvir.

Era demais.

Não conseguiria aguentar toda a dor da perda.

Tinha certeza que não conseguiria mais viver sem seu irmão, era doloroso demais.

A saudade e tristeza era sentimentos ruins e borbulhantes, fazendo a festa no boca do seu estômago. Sentia vontade de vomitar, de desmaiar, de trazer Neji de volta.

Eram tantas vontades que a cabeça de Hinata   começou a ficar torbulenta, a visão turva e o equilíbrio ruim.

Os pés não conseguiam mais suportar o seu peso, escorregavam facilmente pela grama, como se a terra estivesse molhada.

Caiu de joelhos em um baque surdo enfrente ao tumulo de seu primo. Os joelhos arderam pelo chão duro que continham pequenas pedras, mas Hinata não se importou.

Tinha que desabafar, tinha que tirar aquele sentimento do peito, tinha que fazer algo.

Não tinha chorado na frente das pessoas desde o momento de sua morte, tinha que ser forte para todos e continuar lutando, porém agora, não  conseguiria mais.

Tinha que chorar.

Hinata gritou angustiada inclinado o tronco para frente, encostando a testa na grama em frente ao seu túmulo.

A cabeça começou a doer pela suas lágrimas e gritos angustiado, mas não parou de  chorar, não podia.

Neji tinha que voltar, ele tinha que voltar!

Se arrastou para mais perto do caixão, e falou:

- Arigato, Onii-chan. - encostou a cabeça na madeira fria e sussurrou, para que Neji e apenas Neji ouvisse. - Aishiteru Onni-chan.

Com as mãos  pequenas segurou firme na bordas de madeira do caixão se recusando a deixá-lo.

Não poderia.

Depois de tudo que tinha feito, como Hinata  poderia deixá-lo ?

As lágrimas continuavam a vir com força total, molhando a madeira marrom do caixão.

Sabia que estava fazendo uma cena, sabia que  estava chamando a atenção- algo que nunca gostou de fazer - mas naquele momento nada importava, nada daquilo importava mais.

Não ligava para o que as pessoas achariam daquela sua humilhação, não se importava com os olhares de pena lançados oara ela nesse momento. Ela tinha que se despedir, era dificil aceitar, queria tê-lo  ao seu lado para sempre, mas sabia que não podia então, tinha que se despedir.

Deitou a bochecha na madeira, as lágrimas escorrendo  lentamente pelo rosto, Hinata fechou os olhos  perolados, lembrando.

Cada momento que já viveram, cada briga, cada treino, cada pequena cena de quando estavam juntos veio a tona em seu mente.

As lembranças eram tão reais e vividas que ela jurava que podia tocá-lo.

Claro, isso era impossivel, mas Hinata  ainda sim mantinha a esperança. A chama da esperança que  não se apagaria até  ver o caixão debaixo da terra.

Queria que ele se levantasse da madeira dura e fria, empurrasse a tampa e brigasse com ela por ser tão chorona, depois ele reclamaria pelas condições  que  estavam seu caixão.

Tinha certeza, se Neji levantasse dos mortos, iria levantar com o mal-humor de sempre.

Ouviu passos atrás de sí, então apertou a madeira com mais força, sabia que tinha que se levantar, sabia que iriam atrás dela fazê-la levantar.

Hinata sabia, mas não queria. Isso seria estar adimitindo que ele estava morto, e isso era a ultima coisa que Hinata queria.

- Musume-san*. Levante, por favor, temos que terminar o enterro, venha. - sentiu as mãos de seu pai em seus ombros a puxando levemente. Se agarrou ainda mais na madeira.

- Não quero Otou-san. Não posso deixá-lo agora. Não agora. Ele precisa de mim! - disse chorosa sentindo as lagtimas cairem de novo rapidamente.

- Ele precisa descansar agora, venha filha. Deixe Neji descansar em paz, ele não gostaria de vê-la  desse jeito. - seu pai tinha razão, Neji não gostaria de vê-la desse jeito.

Mas realmente importava?

Afinal ele não estava mais vivo como poderia saber?

Relutantemente se afastou do caixão, a visão  ficou turva por um instante, as coisas ao redor ficaram embaçadas pelas lágrimas que formavam um poço d'agua em seus olhos perolados.

Fungou, então com os joelhos tremendo, levantou.

Ouviu seu pai falar algo para sí, ouviu o borburinho de cochichos das pessoas vestidas de preto, ouviu tudo, mas não  digeriu nenhuma das palavras. Via suas bocas se moverem lentamente, mas não  conseguia decifrar o que estavam falando.

Se estavam rindo em silêncio, se estavam sentindo pena, não sabia o que estava acontecendo.

Sua cabeça só se focava na morte de seu irmão.

No enterro de uma das pessoas mais importantes em sua vida.

Sentiu as mãos  do pai novamente em seus ombros a empurrando levemente para  frente, a ajudando a caminhar até seu lugar. Hinata  mantinha a cabeça baixa, na grama verde.

Verde.

Era a cor favorita de Neji, lembrou quando ele contou a ela esse fato.

Eram crianças ainda, e estavam em uma missão  juntos, precisavam rastrear alguem desaparecido, então foram enviados juntos.

Lembrava que eles caminhavam lentamente pela floresta, olhando atentamente  ao redor.

Lembrava de estar frustada por Neji não contar nada a ela, sabia que ele era fechado, mas pensava que depois de terem se retratado ele começaria a ser mais aberto com ela.

Sabia que ele não a odiava, e que gostava de sí da sua maneira, mas aquela fachada de durão calado era frustante.

- Minha cor favorita é verde. - falou de repente, a voz grossa com seu tom tipico de indiferença,

Hinata o olhou e sorriu.

Começou logo a puxar conversa com ele, e Neji, mesmo com dificuldade a respondeu.

Foi o primeiro momento íntimo deles, compartilharam confidências que não eram tão  confidênciais assim, porém continuavam importantes para a morena.

Sentiu quando seus passos pararam, e sentiu ser abraçada pelos ombros por seu pai.

A respiração de Hinata ficou forte novamente, levou as mãos ao peito e lentamente levantou a cabeça.

Viu dois homens colocarem o caixão de Neji no buraco.

Ficou desesperada, queria gritar para pararem de fazer aquilo, mas não conseguiu. Sua garganta se secou e não  conseguiu nem ao menos abrir a boca.

Seus olhos nem ao menos piscavam, se obrigou a assistir cada momento do enterro.

Viu quando começaram a enterrá-lo, as lágrimas  enchiam os olhos novamente, o queixo começou  a tremer.

Ouviu quando a terra entrou em contato com a madeira, enterrando junto com Neji a sua esperança.

Demorou para terminarem, cada minuto foi como uma angústia eterna para Hinata, a garganta se fechava, e as lágrimas  que queria tanto derrubar não saiam, simplente não saiam.

Pareciam se recusar a fazê-lo  de novo.

E quando finalmente a ultima pá com terra foi esvaziada, sua gargante abriu e de seus olhos cairam as lágrimas.

Afundou a cabeça no peito do pai, que tremia levemente, e chorou.

Chorou com a certeza de que nunca mais veria Neji-nii-chan novamente.

Numa árvore perto de onde o enterro acontecia, pousada em um dos galhos finos da árvore havia uma ave, com lindas penas escuras e olhos claros que levantou vôo, seguindo para o seu destino.

O destino de ser livre, como deveria ter sido desde o começo.


Notas Finais


Musume-san = filha.

Espero que tenham gostado e chorado junto comigo.

Tentei transmitir ao maximo todos os sentimentos que imaginei que a Hina teria. Sei que ela foi um pouco egoista na fic, mas acho que todos tem o direito de se sentir como ela sentiu.

Comentem o que acharam. ❤


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