História Despedida de Solteira - Livro 2 - Capítulo 3


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Categorias Adelaide Kane, Arden Cho, Cody Christian, Colton Haynes, Crystal Reed, Dylan O'Brien, Dylan Sprayberry, Holland Roden, Shelley Hennig, Teen Wolf, Tyler Posey, Victoria Moroles
Personagens Allison Argent, Cora Hale, Hayden Romero, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Scott McCall, Stiles Stilinski, Theo Raeken
Tags Alisson Argent, Amor, Casamento, Despedida De Solteira, Romance, Scalisson, Scott Mccall
Visualizações 27
Palavras 2.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Reconhecendo as clientes


– E aí, Scott! – cumprimentou Stiles, dando-me um abraço com batidinhas nas costas – Beleza? 

– Beleza.

Havia chegado à casa do Theo um pouco depois do previsto. Os outros rapazes já estavam entrando na van. Ainda bem que não os deixei esperando, cheguei na hora exata da partida. Cumprimentei todos eles com um aperto de mão. Pareciam tão animados quanto eu, mas nunca fui de demonstrar empolgação.

Derek, nosso coordenador naquele fim de semana, entregou-me uma pasta com algumas informações necessárias. Já tínhamos realizado alguns treinamentos antes, mas nada se comparava ao que vinha a seguir; iríamos finalmente colocar tudo em prática. Fui informado de que aquela despedida serviria como um teste, as meninas nada estavam pagando pelo serviço, embora o dinheiro que nos pagaria estivesse vindo de algum lugar – sabe-se lá de onde. Não tive interesse em perguntar. Não faço perguntas, apenas cumpro meu dever e recebo a minha remuneração.

Sempre fui um cara muito quieto, na minha. Nunca fui de conversar muito, gosto mais de escutar e me manter atento. Os meus colegas iniciaram conversas aleatórias sobre esportes de um modo geral e, claro, mulheres. Mais propriamente as que iríamos conhecer em breve.

– Elas são muito bonitas. – comentou Theo, animado. Ele estava sentado na minha frente, portanto eu tinha uma visão completa do seu cabelo escuro e liso. Theo era legal, e tinha uma habilidade magnífica com copos e garrafas. Já o conhecia de alguns trabalhos anteriores e, sinceramente, nunca vi alguém que fizesse malabarismos tão perfeitos – Todas elas. Estamos com sorte, sem barangas.

Não evitei acompanhar os risos. Fiquei animado, pois estava farto de mulheres feias, embora considerasse a beleza algo muito relativo. Já passei noites maravilhosas ao lado de mulheres longe dos padrões, momentos mais prazerosos do que com as lindas, consideradas gostosas. Só esperava não dar de cara com uma louca sadomasoquista. O resto dava para aguentar numa boa.

– Amém! – gritou outro colega. 

– Contrataram meu mano Liam aqui e eu para uma festa entre mulheres... – Jackson deu uns tapinhas  no ombro do Liam, um homem loiro. Não o conhecia – Pra quê? Nenhuma se salvava! 

– Verdade. Parecia um circo dos horrores – concordou Liam, gargalhando. Os rapazes o acompanharam – Mas a grana era preta, muito boa.

Soltei um suspiro. Pelo menos eu não era o único a suportar certas coisas. Mas bem, não vou reclamar. Como já disse antes, tem pessoas que trabalham a vida toda sem gostar do que fazem e ainda ganham bem menos.

O que acho mais legal quando converso com outros garotos de programas é o fato de eles não ficarem reclamando da vida que levam. No fim, o dinheiro sempre vence a questão, e o assunto é dado por encerrado. Pode parecer estranho, mas isso me deixa confortável. Odiaria ter que ouvir lamentações, afinal, fazemos aquilo porque queremos. Ninguém ali era obrigado acontinuar.

Toda a conversa sobre possíveis lamentações foi trocada por um conteúdo que detesto: ficar exaltando a própria capacidade de manter a ereção por três, quatro vezes seguidas, bem como o  modo como consegue dar conta de três, quatro, cinco mulheres de uma só vez. Sou muito discreto e odeio contar vantagem. Não interessa a ninguém o que consigo fazer; só devo satisfações às minhas clientes e tenho certeza de que elas estão bem satisfeitas com o meu trabalho.

Por isso comecei a ignorar a conversa entre os rapazes. Abri a pasta que Derek me entregou, estava curioso com relação ao conteúdo. Havia algumas cópias de contratos, já devidamente assinados. Tinha feito aquilo assim que aceitei o serviço, na semana retrasada. O documento falava sobre tudo o que era permitido e proibido – por exemplo, não podíamos levar celulares e nenhum outro aparelho eletrônico – apresentava uma descrição minuciosa do trabalho que realizaríamos e um acordo de silêncio para proteger a reputação das clientes. Havia também alguns contratos de segurança física, bem como cópias dos exames que tive que fazer para garantir que sou uma pessoa saudável.

Nunca gostei de fazer aqueles exames, mas os faço periodicamente. Sou um cara muito prevenido, jamais realizei um programa de forma insegura. Algumas clientes não gostam do uso de preservativos, por isso exijo sempre que façam exames em um laboratório em que confio. Cada programa só é realizado sem proteção mediante a entrega de exames novos, atualizados. Até porque não faço ideia se a cliente está dormindo com outro cara que, por sua vez, pode ter alguma doença. Odeio correr riscos, não sou considerado um cara imprudente. Minhas coisas são certas,  organizadas, planejadas e meticulosamente calculadas.

Juntei todos os contratos na pasta. Havia um envelope grande no fim; não sabia do que se tratava, pensei até que já fosse o pagamento. Para minha surpresa, dei de cara com seis fotos grandes; eram a identificação das garotas a quem serviríamos na despedida.

Lembrei-me de imediato que o combinado era tratá-las pelo primeiro nome – o único que saberíamos – e também nos referir a elas sempre como “senhoritas”, até mesmo a única mulher entre elas que era casada. Isso era uma regra geral que não podia ser corrompida, visto que manter o profissionalismo constante podia significar diretamente o sucesso do empreendimento. Como passaríamos o fim de semana inteiro com as garotas, e não somente algumas horas, manter o relacionamento em um nível profissional era uma necessidade inquestionável. Tanto que beijo na boca foi considerado íntimo, sendo incluso na lista das coisas proibidas.

A primeira foto me chamou atenção logo de cara. Estava escrito “Alisson”, e ao lado “noiva”. Interessante. Era uma mulher muito bonita, embora estivesse séria demais na foto. Sou um adorador de sorrisos. Ela tinha cabelos escuros, lisos e curtos. Os olhos eram bem tradicionais, porém algo neles me fez parar um pouco. Havia intensidade no olhar daquela mulher. Não consegui identificar o que era, por isso tratei de ignorá-lo. Sua pele era branca e Alisson tinha também uma boca pequena e avermelhada, mas ao mesmo tempo carnuda. 

– Esta é a noiva. – apontou alguém, que estava ao meu lado. Conhecia-o vagamente – Bonita não? 

– Sim... Pena que é a noiva. – soltei. Nem sei dizer por que disse aquilo.

– Não faz tanta diferença assim, você sabe. Essas noivas acabam se revelando em festas deste tipo. Já me diverti com tantas noivas que nem conto mais nos dedos. – ele disse, vangloriando-se.

– Tem razão. – respondi, sabendo que ele estava certo. Eu mesmo já havia transado com muitas noivas em despedidas de solteira. Sinceramente, elas nem me pareceram arrependidas.

Tudo isso me faz chegar a uma única conclusão: mulheres são todas iguais. O que é uma pena, pois bem no fundo eu gostaria de ser surpreendido.

Achei melhor verificar as outras fotos. O cara já estava me encarando de modo esquisito enquanto eu observava cada contorno dos olhos da tal Alisson. Mal sabe ele que sou apenas um curioso. Gosto de observar os detalhes de tudo o que me rodeia e é por isso que amo fotografias. Posso exprimir meu ponto de vista e admirá-lo quando estiver de mau humor. Retratos me confortam de um jeito que nem sei explicar.

A outra garota se chamava Malia. Eu a conhecia de alguns serviços realizados no passado, sabia que trabalhava no ramo. Participamos de um swing bem louco há muitos anos, porém não cheguei a transar com ela. Foi Malia quem entrou em contato com o nosso grupo. Não me demorei admirando sua foto, apesar de achá-la gostosa. Tinha a beleza padronizada: cabelos em tons claros e escuros, olhos intensos, decote sempre à mostra. O tipo de mulher com quem eu transaria sem pensar duas vezes, desde que não abrisse a boca para falar. Psicologicamente ela não fazia o meu estilo.

O próximo retrato era de uma mulher que parecia mais madura. Seu nome era Cora, e havia um alerta de “casada” ao lado. Cora tinha cabelo curto e muito liso. Ela também não parecia tão magra ou alta. Tinha os olhos expressivos, a boca era grande e carnuda.

– Linda, não é? – O cara se intrometeu de novo – Quando vi esses lábios, confesso que saí do foco.

– Ela é casada. – respondi.

– E daí? – Stiles, que prestava atenção na conversa, comentou.

– Noventa por cento das minhas  clientes são casadas.  completou Theo, já se envolvendo no papo.

Aquilo chamou a atenção dos outros rapazes, fazendo-os  parar de conversar sobre energéticos e o uso de Viagra. Claro que ninguém ali confessava que já tinha tomado, mas até eu já havia ingerido uma vez, antes de encarar cinco clientes marcadas em um dia só – logo quando eu estava indisposto, duvidando de que alguma coisa tivesse a capacidade de ficar ereta. Aquilo acabou me rendendo uma bela dor no meio das pernas, passei quase uma semana sem trabalhar. Pelo menos as meninas ficaram satisfeitas, as cinco. 

– As minhas também. – disse Jackson. – Todas casadas e mal amadas. Os maridos não sabem agradá-las. Uma de minhas clientes nunca havia atingido um orgasmo com o marido. Tenho raiva quando fico sabendo de algo assim. Como um cara tem a capacidade de gozar sozinho?

– Verdade, o que mais gosto é de vê-las gozar – disse Stiles, sorrindo maliciosamente.

Todos concordaram com ele. Isso é mesmo um fato. Ver uma mulher atingindo o orgasmo me causa um prazer absoluto. Pode ser o que for; bonita, feia, gorda, magra, velha, nova, casada, solteira... Se ela gritar como uma louca ou se permanecer silenciosa. Não importa. Uma mulher entrando no clímax é uma obra de arte. Dá vontade até de fotografar.

Peguei outro retrato enquanto os caras comentavam sobre orgasmos. Minha concentração se esvaiu completamente, o assunto já não me interessava mais. Devo ter algum problema, eu sei, porém estou acostumado comigo mesmo. Minha personalidade introspectiva não me era um incômodo.

A mulher diante de mim era bem interessante. Parecia a mais nova entre elas, tinha  um rosto que chegava a ser angelical. Lydia é o seu nome. Estava séria demais na foto, mas daquela vez não me importei. Lydia era branquinha e de altura mediana aparentemente. Tinha olhos verdes incríveis e seus cabelos compridos e ruivos estavam ao vento, contracenando um efeito bem bacana. O mais interessante era sua boca pequenina, mas com lábios extremamente convidativos. Parecia uma boneca de porcelana.

– Fiquei apaixonado por essa daí. – comentou o cara. Acho que estava disposto a tecer comentários sobre cada uma das clientes – Nunca vi ruiva mais linda.

– Verdade, ela é diferente. – falei – Parece divertida, mas ao mesmo tempo tem inocência.

– Vou gostar muito se for inocente – completou – Ou se for complexada com o corpo.

– Gosta de mulheres em crise? – perguntei. Odiava mulheres que não sabiam se dar valor. Também detestava conversar com elas; clientes mal amadas costumam chorar incessantemente e gritar para os quatro cantos, expondo o modo como se sentem feias. Um garoto de programa é uma espécie de psicólogo, não posso negar, mas confesso que não sou de dar conselhos. Minha receita nunca muda: uma boa dose de sexo. Pego a criatura de jeito e pronto. Num instante ela se sente novinha emfolha.

– É mais emocionante. – Ele respondeu, sacudindo os cabelos  Não o fato de a cliente ter crise, mas poder ajudá-la é um grande desafio.

Certo. Gosto de desafios. Não é o desafio que me deixa irritado, são as coisas que a cliente fala. Evito me envolver ao máximo com a situação, levando o desafio apenas para o plano sexual, e não das ideias. Nunca precisei convencer ninguém a transar comigo, portanto não fazia sentido ficar de ladainha. Parece difícil de entender, mas na minha mente tudo se encaixa. Talvez só nela.

Achei que Lydia já tinha ganhado muito a minha atenção, por isso dei uma bela olhada na próxima cliente: Hayden. Cabelos longos, escuros, olhos também e um belo rosto. Tinha uma beleza muito natural, mas sem dúvida era interessante. Parecia magra demais para o meu gosto, mas o modo como posava na foto não me permitiu pensar em algum comentário negativo.

– Gostosa. – Ele comentou. Suspirei fundo. Estava começando a me incomodar com ele, mas deixei para lá. Sou meio chato mesmo.

– Quem? – perguntou Theo, interessado. Como ele estava na minha frente, não conseguia ver as fotos, logo não sabia de quem estávamos falando.

– Hayden. – respondi por falta de opção.

– Ela é gata. – comentou Stiles.

Passei a foto rapidamente, pois não queria que o assunto se prolongasse. A última garota era linda; traços orientais marcantes e bochechas rosadas. Adoro olhos puxadinhos. O cabelo dela era

tão liso e comprido que imaginei a mim mesmo puxando-o para trás. Às vezes consigo ter pensamentos adolescentes, é bem engraçado quando acontece.

Seu nome era Kira, ela trajava um terninho feminino elegante, dando-lhe um ar inteligente e sofisticado. Adorei.

– Adoro uma japa! – Sabia que Theo ia comentar alguma coisa, portanto apenas sorri. Também adorava orientais, embora elas não tivessem muitos atributos físicos. Normalmente são pequenas e meio infantis, tenho medo de machucá-las. Bom, elas nunca pareceram ter o mesmo receio.

Juntei todas as fotos e devolvi para o envelope. Guardei tudo dentro da pasta e a fechei. Já havia decorado o nome de cada uma das clientes, pois tenho boa memória fotográfica. Definitivamente, o fim de semana ia prometer. Fiquei mais animado do que antes, louco para chegar.

Felizmente o tempo passou rápido, e abri um grande sorriso quando senti o cheirinho de maresia.



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