História Despedida de Solteira (1 e 2 Temporada) - Capítulo 76


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Castiel, Dakota, Iris, Kentin, Leigh, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Violette
Tags Amor Doce, Despedida De Solteira, Drama, Romance
Visualizações 178
Palavras 3.296
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 76 - 3 meses e 18 dias depois...


GIOVANNE

 

O cotidiano andava muito corrido. Eu me envolvi completamente com a proposta de um grande fornecedor para a revenda de seus produtos, que acabavam de chegar à cidade. Minha loja foi escolhida a dedo, o que me deixou tão feliz que não pude fazer nada além de meter a cara no trabalho para atender a todas as exigências.

Castiel se ocupou tanto que só conseguia vê-lo tarde da noite. Paramos de ir juntos ao trabalho, pois seu horário estendido não permitia que saísse no horário comercial – eu precisava chegar mais cedo para organizar a casa e preparar o jantar.

Isso me frustrava às vezes, porém a alegria que sentia quando via seus olhinhos brilhando de expectativa por causa de novos trabalhos me fazia manter a paciência. Sabia que o meu apoio era fundamental, portanto comecei a fazer o papel de boa companheira, facilitando sua vida ao acordar mais cedo para fazer o café, separar suas roupas e a mochila que sempre levava com alguns artigos de higiene e demais suprimentos.

Sempre esperava ele chegar para que jantássemos juntos. Às vezes eu não tinha tempo para preparar nada, e então pedia comida para viagem em algum drive thru ou simplesmente ligava para a pizzaria da qual sabia que ele gostava. Tentei acompanhá-lo na academia em nosso horário de almoço, mas desisti. Sentia-me sonolenta após as refeições, totalmente sem forças. Resolvi começar a fazer caminhadas na praça do bairro, à noite, na semana passada – estava engordando demais com as guloseimas que ele sempre preparava no tempo livre. A praça era um local arborizado e movimentado, de modo que me exercitava tranquilamente e tirava todo o peso da minha consciência.

Os fins de semana eram sempre muito esperados, pois Castiel definiu que não atenderia a nenhum cliente nas manhãs e tardes de sábado ou domingo – a não ser que fosse um caso de extrema importância –, ficando esta responsabilidade para seus dois funcionários. Mesmo assim, ele precisava cobrir algumas festas à noite e eu acabava o acompanhando, até ajudava com algumas coisinhas. Nunca frequentei tantas formaturas, casamentos e afins em toda a minha vida quanto no último mês.

Foi quando voltávamos de um dos casamentos, cujo Castiel havia sido o fotógrafo contratado, que uma ideia fixa surgiu na minha mente. Na verdade não foi bem uma ideia, mas sim um tipo esquisito de obsessão. Depois de ter visto uma cerimônia perfeita e a felicidade clara estampada nos olhos dos noivos, uma depressão sem limites tomou conta de mim, deixando-me reflexiva.

Aquilo simplesmente não passou.

Dia após dia fui alimentando a culpa do que eu tinha feito ao Nathaniel. O sentimento era amargo e me fazia chorar escondida quase todas as noites antes de dormir. Pesadelos horrendos se tornavam cada vez mais reais, trazendo-me um sono turbulento e uma sensação constante de cansaço.

Dores de cabeça surgiam do nada, e eu tentava mascarar toda aquela angústia ingerindo grandes quantidades de remédio. Castiel não fazia ideia. Jamais o aborreceria com algo que eu sabia que era proveniente da velha Giovanne; o desespero de ter sido errada e injusta fazia parte de mim há anos. Quem pensava que era para achar que aquilo mudaria, do nada? O fato de estar absolutamente feliz ao lado do homem que amava gerava uma culpa ainda maior, pois sabia que, enquanto minha vida era presenteada com as melhores coisas do mundo, Nathaniel sofria por causa de toda a humilhação que lhe causei.

Vi a mim mesma procurando o Nathaniel: comecei mandando algumas poucas mensagens.

Precisava conversar com ele seriamente, um papo aberto e sem rodeios. O respeito que eu sentia ainda se mantinha, mesmo sabendo que ele havia perdido todo o respeito por mim, visto que sua primeira mensagem em resposta foi um chingamento que me fez chorar calada quase o dia inteiro. Foi merecido. O pior castigo por tudo o que fiz foi compreender que nunca mais teria a consideração de alguém que sempre me colocou em primeiro lugar. De alguém que, antes de qualquer coisa, era o meu amigo. Uma pessoa que eu conhecia e admirava, alguém com quem construí uma história sólida, repleta de lembranças que eu não podia – nem devia ou queria – esquecer.

Mesmo correndo o risco de me machucar – ou pior, de deixá-lo ainda mais machucado –, comecei a ligar para ele. As mensagens não estavam adiantando, pois estava disposto a me responder apenas com grosserias. Eu não mandava muitas, não queria correr o risco de aborrecê-lo até que resolvesse trocar de número. Foram só umas três ou quatro, no máximo, dentro de duas semanas.

A princípio Nathaniel se recusou a me atender. O telefone só fazia chamar, às vezes ele rejeitava a ligação e desligava o aparelho para que eu não insistisse. Isso não me fez desistir, nem me pergunte por quê. Estava obcecada pela ideia de pedir perdão e lhe explicar melhor tudo o que havia acontecido. Se fosse comigo talvez eu quisesse saber o quê exatamente ocorreu. Seria melhor do que ficar fantasiando, buscando culpados e tentando entender algo que não ficou claro.

Demorei a compreender que a nossa história terminou de um jeito ridículo, não somente por causa da minha fuga no meio da cerimônia, mas também porque nada foi esclarecido. Sério, depois de nove anos convivendo com ele, deixar as coisas sem explicações era algo tão tosco quanto a ideia de terminar um relacionamento por telefone ou algo do tipo.

Foi em uma noite de pura solidão – Castiel precisou trabalhar até muito tarde – que Nathaniel decidiu me atender pela primeira vez. Ele não foi nada cortês e muito menos educado, mas concordou marcar um encontro comigo quando soltei a sugestão. Pelo menos não me chingou de nenhum nome feio.

Busquei ter muita paciência, ignorando cada desaforo explícito ou não que ele usava como arma contra mim. Eu já estava decidida, de modo que não houve espaços para arrependimentos.

Segundo Nathaniel, estava aceitando nosso encontro apenas para que eu lhe deixasse em paz, pois sua vontade real era de nunca mais cruzar o meu caminho.

– Que seja, Nathaniel. – Soltei um longo suspiro, deitada no sofá de um jeito largado. Meu celular estava depositado sobre o meu ouvido, eu mal conseguia segurá-lo. – Amanhã conversaremos. Não se esqueça, às duas horas.

– Aham. Tchau. – A dureza de suas palavras doía muito, mas, por saber que merecia, estava aceitando com resignação. Ele desligou o celular antes mesmo que pudesse me despedir. E, antes mesmo que pudesse desligar meu próprio celular, já estava com lágrimas nos olhos.

O momento de depressão pura foi passageiro. Depois, veio apenas o susto: Castiel estava inclinado no encosto do sofá, encarando-me seriamente. Gritei fino e segurei o peito com uma mão, assustada.

Ele nem se mexeu. Continuou me olhando de um jeito sério que eu odiava.

– Castiel... – tentei falar alguma coisa, mas ele levantou uma mão, sinalizado para que eu nem começasse. Continuou mantendo seu olhar azul sobre mim. Abriu a boca, mas nada saiu dela. Voltou a fechar, desistindo. – Há quanto tempo está aqui? – Minha voz saiu tão baixinha que me deixou assustada.

Caleb balançou a cabeça, exasperado.

– O bastante para não conseguir entender o que eu ando fazendo de tão errado.

Fiz uma careta, já sentindo novas lágrimas escorrerem.

– Você não está fazendo nada errado, príncipe. Muito pelo contrário...

– Por que ligou pra ele, Giovanne? Por que está marcando um encontro às escondidas? O que está acontecendo, afinal? Não fazia ideia de que seu humor péssimo dos últimos dias era por causa desse cara. Está arrependida de tudo, é isso? Quer ele de volta?

– Não! – praticamente gritei, sentindo o sangue gelar nas minhas veias. – Claro que não, Castiel, não é isso! Não é nada disso, pelo amor de Deus!

Ele prendeu os lábios, permitindo que seu maxilar rígido ficasse tão duro quanto pedra. Não via aquela expressão sofrida em seu rosto desde a sessão de fotografias antes do meu suposto casamento.

– Então, o quê?

– Preciso pedir perdão, Castiel – chorei e falei ao mesmo tempo, uma atitude desesperada que o assustou visivelmente. – Não suporto tanta culpa, tanta dor... Odeio o fato de perder a amizade dele, de ter ido embora sem explicações como se seus sentimentos não fossem importantes. Odeio ter sido injusta, odeio tudo o que o fiz passar sem que merecesse nada! Preciso ao menos explicar o que aconteceu, mesmo que depois ele continue me odiando... Preciso fazer a minha parte!

Castiel aquiesceu como se compreendesse, mas um segundo foi necessário para que eu percebesse que não tinha entendido bulhufas.

– Por favor, Giovanne... Não minta pra mim. Não me esconda as coisas como vem me escondendo. Acha que não percebi que estava diferente? Pensei que fosse apenas cansaço ou que minha ausência estivesse lhe irritando, o que tenho certeza de que está... Mas não fazia ideia que sentia a falta desse cara.

– Sinto a falta dele, mas não é como imagina. Está longe de ser assim, não o quero mais como homem, Castiel. Meu homem é você, eu te amo e sempre vou te amar. Você é a minha escolha, não me arrependo nem por um segundo de ter te escolhido.

Acho que ele decidiu ignorar tudo o que eu havia dito. Só pode ser.

– Por que vai se encontrar com ele? Quando pretendia me dizer isso?

Abaixei a cabeça e decidi ser sincera.

– Não pretendia.

– Por quê? – rosnou, muito contrariado. Meu coração, que já batia em descompasso, pulou dentro de mim até me deixar sem fôlego.

– Porque não queria que brigasse comigo como está fazendo agora – choraminguei.

– Não estou brigando contigo, só quero entender por que, depois de tanto tempo, insiste em falar com ele de novo. Pensei que essa história tivesse morrido, mas o fantasma desse otário ainda vive entre nós.

– Ninguém vive entre nós, Castiel! – berrei, agora já com um pouco de raiva.

– Não quero que se encontre com ele, Giovanne. Simplesmente não quero.

Sua atitude me surpreendeu muito. Passei alguns segundos para mostrar qualquer reação; sentia a raiva aumentando a cada instante. O que era esquisito, pois meu corpo não sabia o que era sentir raiva do Castiel. A sensação foi tão ruim que chorei ainda mais.

– Não adianta chorar, Amande, eu não quero que o veja de novo.

– Não pode fazer isso... Não pode me impedir de fazer o que preciso fazer...

– Não estou impedindo. Isso não é uma ordem, sequer é um pedido. Estou apenas informando que eu não quero que você se encontre com esse imbecil. Se o fizer, saiba que estará fazendo contra a minha vontade. Só isso.

Levantei do sofá, achando tudo aquilo um absurdo. A conversa estava seguindo rumos

estranhos. Nunca havíamos nos tratado daquela forma desde que assumimos um compromisso. Castiel estava sendo ciumento e controlador de um jeito incomum, nem parecia que era ele ali, diante de mim.

Eu tentava controlar o ciúme que sentia por ele o tempo todo em prol do nosso relacionamento e ele não podia se controlar um pouquinho para que eu resolvesse super rápido algo que me incomodava? Fala sério!

– Seu ciúme é infundado. Quando recobrar o juízo, voltaremos a conversar. – Fui caminhando na direção da cozinha.

– É mesmo infundado? Você tem uma vida com esse idiota, Giovanne.

– Não fale dele assim, isso me irrita.

Ele riu, mas sem sentir a menor graça. Um riso desdenhoso que odiei.

– Viu só? Depois diz que ele não está entre nós. Você procura por ele, chora por ele deitada no sofá e agora o protege. – Castiel já tinha o rosto vermelho.

– Meu Deus, não é nada disso!

– Giovanne... Diga a verdade. Só isso que peço.

Fiz uma careta do tamanho do mundo. Aquela desconfiança toda não combinava com ele. Não mesmo. Nem parecia que Castiel me conhecia tão bem falando daquele jeito.

– Sabe quem está entre nós? As milhares de ex-fodas que você tem. Pensa que não sei que elas te procuram todos os dias em busca dos seus serviços de fotógrafo, quando na verdade querem outros tipos de serviço?

Castiel se calou.

– Se você acha que Nathaniel está entre nós só porque quero deixar o passado para trás, então deve concordar comigo quando digo que suas ex-fodas também estão. Se for pra pensar desse jeito, tem tanta gente entre nós que acho inútil prosseguirmos.

Castiel praticamente correu até mim, imprensando-me na parede.

– Não fale isso nem de brincadeira, Giovanne. – Agarrou meus cabelos, seu cheiro já invadindo os meus sentidos. Céus... era impossível parar de desejá-lo, mesmo estando chateada.

– Pareço estar brincando?

Ele prendeu os lábios, que estavam perto demais dos meus. Olhos azuis maravilhosos deixaram de demonstrar frieza e agora traduziam todo o desejo e amor que eu sabia que ele sentia por mim.

– Se for pra te perder, eu prefiro morrer. – Sua frase foi tão definitiva que eu realmente acreditei nele. E não foi só porque meu coração dizia a mesma coisa.

Prendi meus braços ao redor do seu pescoço, fazendo nossos corpos se colarem.

– Vamos tirar todas essas pessoas da nossa frente, lindo príncipe. Por favor...

– Sim, amor, vamos sim. Vamos sim. Olha... – Fechou os olhos com força. Eu sabia que não queria aquilo, mas se esforçou para dizer: - Encontre-se com ele se é o que quer, mas, por favor, não se deixe machucar de novo. Por favor, Giovanne. Não quero que ele te machuque. Você é minha agora, o meu tesouro... Se ele fizer alguma merda juro que vou atrás dele pessoalmente.

– Não será necessário. Prometo.

– Se tiver qualquer problema, não deixe de me ligar. Vai ser amanhã?

– Sim. Às duas horas.

– Certo... Certo. – Castiel segurou meu rosto e me beijou do mesmo jeito sem igual como sempre me beijava. Nós dois trabalhamos arduamente para deixar que o restante da noite transformasse nossos medos em pura confiança.

Foi um trabalho natural e muito, muito prazeroso.

Fiquei o dia todo apreensiva. Os resquícios da discussão com o Caleb me angustiavam mais do que o encontro com o Nathaniel. Não queria que aquilo prejudicasse nosso relacionamento, mas, como já disse, estava decidida a fazer a minha parte. O certo geralmente é uma opção difícil, porém isso é só no começo. O errado se torna difícil depois que vêm as consequências, e então já é tarde demais para corrigir.

Estava sentada numa das mesas da padaria perto do meu trabalho quando vi o João entrando no estabelecimento. Aquele lugar significava algo para nós dois, pois costumávamos comer sonho e tomar chocolate quente toda vez que ele decidia me pegar no trabalho. Era algo raro, mas eu adorava quando acontecia.

Desanimei quase imediatamente. Nossos bons encontros eram raros por minha culpa. Eu estava me separando do Nathaniel sem ao menos perceber. O que tínhamos era como um contrato onde ele precisava fazer tudo o que eu queria, enquanto eu só fazia permitir ou não. Senti-me aliviada no instante seguinte, assim que me dei conta de que sair de sua vida foi a melhor coisa que tinha feito para ele.

Nathaniek estava inexplicavelmente mais gordinho. Acho que andou se entupindo de doces, coisa que adorava fazer, mas não o fazia porque eu mantinha uma dieta natureba e não permitia que comesse besteiras na minha frente. Enquanto ele caminhava na minha direção, olhando-me como se eu fosse um ET, também notei que estava sem os óculos. Coisa rara, afinal, ele não enxergava nada sem eles.

– O que quer, Giovanne? – Sentou-se na cadeira da frente e desviou os olhos, deixando claro toda a sua insatisfação.

– Conversar. Explicar tudo o que aconteceu.

Nathaniel bufou.

– Por que agora? Por que aqui? Não quero você de volta, nem tente. Simplesmente não comece, pois mal consigo olhar para sua cara.

Resfoleguei de indignação.

– Não quero voltar para você, só quero tentar explicar.

– Não faz diferença para mim. O que eu sentia se transformou em decepção. Só isso.

– Ainda bem, Nathaniel. Foi melhor para você. Jamais seríamos felizes.

Ele finalmente me encarou. Seus olhinhos pequenos ambâr, os quais eu havia admirado a minha vida toda, prenderam os meus firmemente. Com certeza Nathaniel havia trocando os óculos por lentes de contato. O resultado lhe trouxe muita beleza, sem dúvida alguma. Sempre o achei lindo, mesmo que muita gente achasse o contrário. Era estranho vê-lo sem abraçá-lo.

– Não me vem com essa, Giovanne. Sei que está com outro cara. Há quanto tempo me traía?

Levei uma mão à boca. Nem soube direito o que sentir.

– Acha que eu mantinha outro relacionamento? Você realmente não me conhece.

– Achei que conhecesse. – Ele estalou os lábios. – Não... Não conheço.

Meus olhos se encheram de lágrimas. Foi instantâneo.

– Eu não te traía, Nathaniel. Sempre fui fiel, acredite. Fui sincera o tempo todo contigo, menos uma semana antes do casamento. Foi quando tudo mudou e fiz coisas horríveis. Minha vida virou de cabeça para baixo e então me vi sem saídas.

Nathaniel passou as duas mãos pelo cabelo curtinho. Evitou meu olhar ao máximo, mas acabou me encarando, e sua expressão era de pura dor.

– Você conheceu o cara.

– Sim.

– Quando? Como?

– Na despedida de solteira.

– Puta merda... Cacete! Sabia que não era boa ideia te incentivar a ir. Sabia que algo acabaria dando em merda, mas não fazia ideia de que se apaixonaria por outro cara e me largaria no meio da cerimônia – Nathaniel cuspiu cada palavra como se sentisse um nojo absoluto. Na verdade era bem isso mesmo o que ele sentia. A repulsa havia se instalado em seu semblante.

Permaneci calada durante algum tempo, até que, cansada de tentar me justificar, disse tudo do que eu precisava em apenas uma frase:

– Só quero que você seja feliz de agora em diante.

– Eu serei muito feliz sem você – Nathaniel murmurou baixinho, desviando os olhos de novo. Claro que ninguém se convenceu, mas ambos precisávamos.

– Espero que um dia me perdoe por tudo.

– Está pedindo perdão agora? Não vejo arrependimento em você.

– Não estou arrependida por não ter casado contigo. Estou arrependida por ter te feito sofrer sem necessidade... E é por isso que estou pedindo perdão.

Nathaniel sorriu com desdém. Balançou a cabeça e pareceu refletir sobre algo que lhe causava sorrisos irônicos.

– Quem é esse cara, Giovanne? Como o conheceu? Estou curioso.

Suspirei fundo. Diria a verdade antes que ela chegasse até o Nathaniel sem que fosse através de mim. Sabia que um dia chegaria, cedo ou tarde. Mentiras têm pernas curtas.

– Um dos garotos de programa contratado pela Rosalya para nos servir na despedida de solteira.

Nathaniel me olhou e gargalhou como se eu tivesse contado uma piada. Acho que não acreditou no que falei, pois, assim que percebeu que eu havia permanecido séria, fechou suas expressões consideravelmente.

– Só pode tá brincando comigo.

– É a verdade. Fui fiel em todos os anos que passamos juntos, o que sentia por você era real... Tudo foi real, nossa história foi de verdade. Mas... Não pude prosseguir. Aconteceu.

Giovanne voltou a balançar a cabeça, desta vez me olhando como se eu fosse um pedaço de lixo.

– Você é decepcionante. – Levantou-se devagar. Antes de ir embora, inclinou-se na minha direção e soltou: – Espero que esse cara te machuque tanto quanto você me machucou. Vai ser bem merecido, Giovanne. Nem acredito que conseguiu ser tão ridícula. E eu pensando que o otário havia sido eu.

Assim que fiquei sozinha, observei as pessoas ao redor. O movimento era pouco e ninguém prestava atenção em mim. Infelizmente tudo mudou quando soltei um soluço imenso e comecei a chorar como uma criança, apoiando minha cabeça nos braços, que se entrelaçaram em cima da mesa.

Depois de longos minutos, ergui o rosto e enxuguei as lágrimas. Suspirei e dei por encerrado aquele capítulo na minha vida. Peguei meu celular e liguei para o Castiel. A página precisava ser virada, e bem que podia ter um jantar delicioso no início do próximo capítulo. Foi o que sugeri naquela ligação e, como eu já esperava, fui muito bem aceita


Notas Finais


Giovanne é tão estúpida, não? Admito, que eu fiquei até com nojinho de escrever este capítulo. MAS TIA SAH VOCÊ NÃO GOSTA DOS SEUS PRÓPRIOS PERSONAGENS? Amo todos eles. Mas a Giovanne é uma grande trouxa, mas trouxa que o trouxa, putaquepariu tá pra nascer ser mais trouxa que ela? ME JULGUEM POR EU ESTAR XINGANDO MINHA PERSONAGEM.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, algo que queria falar é que; só terá mais um capítulo depois disto. PORQUE TIA SAH? PORQUE? CARALHO TIA SAH PORQUE? Sem violência abiguinhos. Vou deixar vocês prepararem o psicológico de vocês pra uma grande merda. DEIXANDO CLARO QUE AMO MUITO VOCÊS E POR ISTO NÃO QUERO LEITOR ALGUM MORTO, OU COM DANOS. KKKKKKKKKKKKKKKKKKK, enfim, se preparem. SE PREPAREM NADA, CORRAM!
COMENTEM, eu AMO ler os comentários de vocês, além de INCENTIVAR muito! AAAAAAAAAAAAAAH, é não me abandonem, please ;-; PRECISO DOS COMENTÁRIOS DE VOCÊS.
Daqui a pouco terá mais um, que vai ser o último de hoje. ENTENDAM QUE EU NÃO QUERO NINGUÉM MORTO.
ENFIM, ATÉ DAQUI A POUCO!


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