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História Despedida de Solteiro - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Precisamos falar sobre monange


Enquanto se vestia apressadamente dentro do quarto, a ruiva discou nervosamente os números do marido esperando que o cretino atendesse. Mas suas tentativas mostraram-se infrutíferas, já que as ligações não paravam de cair na maldita caixa postal. Injuriada, ela retornou até a suíte principal invocada.  Não era possível que aquele quinteto maligno desconhecesse o paradeiro do seu marido. Seu sexto sentido não parava de apitar; ela sabia que havia algo de terrivelmente errado em toda aquela história.

Sem qualquer delicadeza ou paciência, chutou a porta do 135, despertando olhares curiosos e intrigados por parte dos homens, que estavam entretidos em algum jogo estupido de videogame e com algumas latinhas de cerveja.

—Muito bem, eu cansei de ser paciente. — ela marchou até eles e sem dizer uma palavra que fosse, removeu o cabo da tomada. — Vocês vão me falar onde aquele cachorro está e vão falar agorinha mesmo, se não quiserem levar umas bolachadas na cara.

—Karin, nós já falamos que não sabemos aonde o seu marido está. Não adianta você ficar vindo aqui de cinco em cinco minutos, porque nós não podemos fazer mágica.

—Não podem ou não querem? — se indignou. — Eu conheço esse código masculino ridículo de vocês. Estão sempre acobertando as safadezas uns dos outros. Principalmente você, Shisui.

—É claro, o cara é meu irmão. — ele voltou a beber mais um gole de sua cerveja, a encarando. — Eu tenho a obrigação de resguardar a pele daquele cretino.

—Obrigação um cacete! — a ruiva respirou fundo, engolindo em seco. — Eu não me importo de ele se divertir em boates de strip tease, eu só quero que ele me diga onde está para eu não ficar preocupada atoa.

Os homens trocaram demorados olhares antes de voltarem-se mais uma vez para ela.

—Nós realmente gostaríamos de entender o que está acontecendo, Karin, mas a verdade é que estamos tão perdidos e confusos quanto você. Tudo o que sabemos do seu marido é que ele nos ligou dias antes dizendo que fez a reserva aqui no Monte Sol e nos mandou esperar por ele.

Ela franziu o cenho.

— Isso realmente está estranho. — e então ergueu a cabeça para encarar Shisui. —  E você, Shisui? Não sabe onde ele possa estar?

—Não faço a mínima ideia, mas você deveria tentar ligar em todos os hospitais, delegacias e casas de entretenimento adulto do período noturno. — o cunhado sugeriu.

—Eu vou aproveitar essa porra de hotel, enquanto esse idiota não aparece. — determinou, recuando alguns passos. — Avisem-me se tiverem novidades.

—Pode deixar! — Indra fez uma careta. Nem ferrando que ele iria entregar o coitado do Sasori daquela forma e estragar com o casamento dele. Não era fofoqueiro.

Não que ele soubesse onde o ruivo estava; nessa parte estava sendo mesmo sincero, assim como os outros quatros, não fazia a mínima ideia do buraco que o Akasuna poderia ter se metido.

DESERTO

Eles respiraram ofegantemente, praticamente se arrastando estrada adentro.  Estavam parecendo camarões gigantescos de tão corados que estavam, e morriam de sede.  Até aquele fatídico momento não passou um maldito carro que fosse. Tudo o que viram foi uma série de motoqueiros, pilotando sem direção. Os corpos estavam pingando de tanto suor que as roupas pareciam fazer parte de suas peles, bem como os calçados – não fazia a mínima diferença andar descalço ou não, já que a sensação era claramente a mesma.

—Eu nunca fiz um xixi tão quente em toda a minha vida. — desabafou Sasuke, fazendo uma breve pausa para respirar fundo. — Podia jurar que ia derreter aquelas plantas, que passamos a alguns minutos antes.

—Meus ovos já viraram omelete dentro dessa bermuda....Caramba. — Sasori bufava, voltando a descansar as mãos sobre os joelhos. — Estou me sentindo o próprio Tocha Humana.

—Inclusive, você está igualzinho. — afirmou Ino, retirando o excesso de suor da testa, antes de se virar lentamente e esfregar bem os olhos. — Graças a Deus!

—O que foi? — Sasuke acompanhou o olhar dela, claramente interessado.

—É uma caminhonete cheia de galinhas. — a loira sorriu, como se estivesse vendo a sua frente uma limusine extremamente luxuosa e confortável. Piscou demoradamente os olhos azuis e acenou histericamente para que o senhorzinho passasse. — Nossa carona chegou, rapazes.

—Sasori, vamos. Conseguimos um transporte. — declarou o moreno, olhando preocupadamente para o primo.

Sasori choramingou, mordendo a boca.

—Eu não posso subir nessa porra. Eu prefiro continuar me rastejando e esperar outra motoqueira tarada aparecer.

—Você vai cair da moto do jeito que está. — resmungou Sasuke. —Nós precisamos aceitar essa carona.

—Não, eu não posso.... — e então inspirou dramaticamente. — Vão vocês dois.  Podem ir. Eu vou ficar melhor nesse calorzão infernal.

—Soldado nenhum fica para trás. —afirmou Ino. —Agora venha. Você pode ir na frente com o senhorzinho e eu e o Sasuke vamos atrás com as galinhas. O que você acha?

Sasori balançou a cabeça, reflexivamente.

— Tudo bem. Eu amo vocês.

Eles conversaram rapidamente com o senhor, chamado Alfred, que de muito bom grado concordou em lhes dar uma carona até a cidade do pecado, felizmente.  Sasori respirou aliviado, sentado no banco e deixou-se ser embalado pelo sono, enquanto na parte detrás da caminhonete, Sasuke e Ino espremiam-se lado a lado, ambos com caretas. O primeiro morria de medo de aves tanto quanto o primo, e a segunda, estava nauseada com a quantidade de cocô que aqueles animais faziam.  Ela levou a mão até a boca. Argh.

—Você está bem, Sasukinho? — perguntou, sussurrando e ele negou com a cabeça.

—Não. Isso é uma injustiça. — resmungou, claramente emburrado. — Porque ele vai na frente e nós temos que ficar aqui?

—Porque em primeiro lugar, a despedida de solteiro é dele, ele é o noivo e tem que ser mimado e em segundo não foi ele quem deu as chaves do carro nas mãos do ladrão. —vociferou.  Embora estivesse louca para belisca-lo, sabia que seria crueldade demais fazê-lo, já que ele estava terrivelmente insolado.

— Elas me olham como ódio. — ele sentiu um calafrio percorrer a própria pele e se encolheu, o máximo que o curto espaço permitia. —  Eu acho que elas vão me atacar a qualquer momento.

—Se elas não o atacarem, eu sei que eu vou. — prometeu Ino, estalando a língua.  A caminhonete chacoalhou algumas vezes, e eles precisaram se segurar para não caírem.  Os dois trocaram um demorado e significado olhar antes de respirarem fundo.

Eventualmente, os dois também acabaram dormindo na caminhonete e só foram acordar horas depois, já felizmente próximos o suficiente do hotel em que ficariam hospedados.  O primeiro a despertar foi Sasuke, que viu-se responsável por acordar os outros dois. Eles agradeceram ao gentil senhor, que despediu-se deles de forma amigável.

Os três debruçaram-se sobre o balcão da recepção, assustando a recepcionista que arregalou os olhos. Estavam fedendo a cocô de galinha, mijo de cachorro, completamente queimados pelo sol,  suados e com um olhar desesperado. Se estivessem no lugar  da moça, também ficariam desesperados.

— Boa noite... — Sasuke começou dizendo, respirando fundo.

—Me desculpem, mas vocês estão no lugar errado. O abrigo para sem tetos fica do outro lado da cidade.

Ino escancarou a boca e quando estava prestes a pular sobre o balcão e enforca-la, Sasori a conteve, trazendo-a para trás.

—Sem tetos? — a loira grunhiu. — Procure no sistema pelo sobrenome Senju, tenho uma reserva na suíte presidencial para três pessoas.

Constrangida, a recepcionista fez o que foi sugerido e em seguida fez algumas perguntas padrão para ter certeza de que eram os hospedes esperados.  Conversaram durante algum tempo, até finalmente serem liberados para subir até o quarto e imediatamente dirigiram-se até o elevador.

Eles quase caíram para trás diante da visão grotesca que tiveram de sis mesmos. Estavam irreconhecíveis.

—É o seguinte — Sasuke afirmou. —Nós três vamos tomar banho dentro da hidromassagem, não estou afim de esperar ninguém. — eles concordaram. — E um passa hidratante no outro e depois disso, nós vamos descansar para nos recuperar desse pesadelo diurno.

—Sim. — Sasori bocejou, espreguiçando-se. — Vamos dormir, descansar bastante, e quando recuperarmos as nossas energias, nós vamos para o clube de strip que eu falei.

Eles continuaram conversando alegremente, até que a porta do elevador parou no quinto andar e eles imediatamente arregalaram os olhos,  vendo Madara atracar-se com Mei em um corredor.  Sasori soltou um palavrão rapidamente e o trio tentou disfarçar, virando o rosto para que o casal não pudesse vê-los. Em seguida, o Akasuna apertou todos os botões do elevador na ânsia de deixar rapidamente o andar. Suspiraram de alívio quando o mesmo começou a subir.

—O que a maluca da Mei está fazendo aqui? — Ino perguntou, horrorizada, fitando o ruivo.

—Não faço ideia, mas eu tenho um péssimo pressentimento a respeito. — ele deu um pulo para trás, fazendo careta.

O elevador parou no respectivo andar, para alívio deles que o deixaram-na as pressas, desesperados. Adentraram o quarto, o trancando atrás de sis, e removeram as roupas indo em direção ao banheiro, onde felizmente a banheira os esperava.

—Minha nossa! — Sasuke suspirou, tombando a cabeça para trás. — Isso é muito bom.

— Que delícia! — Sasori fechou os olhos, lavando bem o rosto e em seguida os ombros.

Ino bocejou, relaxando bem os músculos, antes de mergulhar rapidamente, respirando fundo.

—Estou com tanta fome que poderia comer dois patos inteiro. — Sasori espreguiçou-se. — Nós não vamos sair do quarto essa noite, vamos?

—Provavelmente não. — admitiu Sasuke. — Estou acabado.

—Uh, eu também.  Não quero levantar dessa cama nem tão cedo. — Ino sussurrou, espreguiçando-se.

 [...]

Karin deixou a recepção, visivelmente frustrada.  Nenhum ruivo lindo e gostoso dera entrada no hotel de acordo com a recepcionista e a Akasuna estava revoltada.  Frustrada e cada vez mais preocupada com a integridade física do marido, decidiu que precisava relaxar um pouco ou acabaria surtando.  Chamou o elevador e o adentrou,  cruzando os braços pacientemente. Iria colocar um vestido curto, fazer uma pequena produçãozinha e então curtir a noite. Não estava muito afim de passar o resto da noite  na companhia do cunhado ou dos outros idiotas, e até aquele momento nenhuma das amigas também não retornaram as suas mensagens.  

Ela retirou o óculo brevemente, para limpar a lente e o colocou novamente, sem perceber que estava parada em frente a porta errada, que convenientemente estava entreaberta. Karin abriu a mesma e deu dois passos dentro do cômodo antes de arregalar os olhos e gritar histericamente.

—Oh Mon Dieu! — ela cobriu a boca com ambas as mãos. — Eu sinto muito.

—Karin? — Hinata jogou os cabelos para trás, assustada. — O que você está fazendo aqui?

—Eu já estou de saída, eu juro. — ela engasgou-se com a própria saliva e piscou os olhos, cambaleando para fora do quarto.

—Não vai não! — a voz de Kakashi soou dentro do quarto. — Cabe mais uma na cama.

Ela piscou os olhos com força e imediatamente se virou para encará-lo, com a boca escancarada.

—Quatro na mesma cama já é aglomeração. — respondeu, pigarreando. — Mas aproveitem vocês três... — ela franziu o cenho. Aquilo era chantilly no seio da Sakura?! — Sakura...

—Kaka. — a rosada sorriu, lambendo o polegar. — Vem! Você não vai ter chance de fazer isso depois que se casar.

— Estou bem, obrigada. Tenham uma boa noite. — ela deixou o quarto, zonza e fechou a porta atrás de si. — Joelma do Céu, que porra foi essa? — ela se benzeu.

Indra surgiu no corredor despreocupadamente, cantarolando e Karin engasgou-se com a própria saliva desesperadamente. O Uchiha franziu o cenho, intrigado e ela começou a tossir nervosamente.

—Boa noite, Indra.

—Boa noite, Karin. — ele fez uma careta. — Tem alguma coisa de errada?

—Não, não está rolando ménage nenhum. Eu juro. Eu achava que era nome daquele creme da Xuxa, aliás.

—Ménage?

—Hã?

—Você acabou de dizer Ménage.

—Não, eu me confundi. — ela se abanou claramente desesperada. — Eu estava falando do Monange, M-O-N-A-N-G-E.

Ele estreitou os olhos, se aproximando dela.

—Você está meio vermelha, está com febre? Está passando mal?

Ela mordeu a boca com força, e ele se afastou.

—Você é esquisita, Karin. Deve ser coisa de Senju. — cantarolou.

A ruiva assentiu, vendo-o se afastar, se dirigindo até o elevador.  Ela acenou para ele, que fez uma careta e retribuiu o aceno, sem entender. Coitado.

Mal sabia ele que a ex-esposa dele estava se lambuzando no monange com Kakashi e a Hyuuga.

Karin se benzeu mais uma vez e esperou as portas do elevador se fecharem, para desaparecer corredor afora, completamente nervosa.



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