História Desperado - Namkook - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM)
Visualizações 34
Palavras 2.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii minhas lindezinhas, tudo bem? Eu tô sobrevivendo a esse mundo cruel. Eu previsão de férias, trabalhar demais tem tirado minha criatividade, eu nem sei se esse Cap ficou bom, mas espero que vocês gostem e entendam a proposta do história, a partir daqui tudo ficará mais explicado e alguns dos enigmas serão resolvidos, até aqui só 4 dos membros do nosso amado Bangtan apareceram, mas a partir do cap seguinte outros irão surgir.

Pra quem não sabe o Younguk que vai ser mencionado nesse Cap é o Younguk do B.A.P, ex B.A.P no caso já que o grupo disbandou, infelizmente porque eles juntos eram do caralho, mas em fim todos continuam suas carreiras por aí, sendo fodões como sempre. Inclusive procurem saber do grupo, ouçam as músicas e conheçam o trabalho solo dos membros, Younguk é muito amor da minha vida desde sempre e todos são de um talento incrível, juntos ou não. Eles tem um conceito vem parecido com o do BTS na época de debut, bem rap pesadão mesmo, mas eles tem umas dançantes tipo idol.

Inclusive nosso rei Namjoon já disse algumas vezes que tinham o B.A.P como referência de grupo Hip-hop. E ele e nosso amor Yoongi já cantaram com o Younguk em um Mama da vida. E jae já cantou com o Jin é isso.

Boa leitura e muito obrigada por cada leitor, pouco ou muito, cada um de vocês que acompanham todas as minhas ideias e tiram um pouco do seu tempo para ler minhas história são como forças que eu recebo todos os dias para continuar escrevendo. Eu sou muito grata. 🌷

Capítulo 6 - Caído


      As vezes respirar era difícil, mesmo que eu procurasse diversas vezes o meu ar eu parecia sempre o perder pelo caminho. Algumas vezes minha boca ficava seca, tudo ficava com um gosto amargo e eu tinha a sensação de estar morrendo, era doloroso. Nada disso parecia real agora, eu nunca quis ser nada disso, nunca quis passar por isso e eu tinha um certo medo de como o rumo das coisas iam andando, eu estava mais perdido do que nunca e eu não tinha nada de valioso que não fosse uma vontade imensa de só ser outra pessoa, alguém que não fosse eu, que não fizesse as coisas que eu faço, que não fosse como eu era. Ouvir jungkook  me jogar tudo isso na cara era como um balde enorme de água fria, as vezes eu achava que era uma poça de água fervente, me cortava a carne, perfurava meus ossos e eu só queria não existir. Isso tudo era irreal demais até mesmo pra mim, almas gêmeas? Sério? Por mais quantos martírios eu teria que passar? Era sufocante. Eu não acreditava nisso, nem no amor eu acreditava, sentimentos existiam mas só tinham um propósito na terra: provar os seres humanos. Éramos provados todos os dias, castigados por nossas próprias escolhas e arremessado como gravetos velhos pelos caminhos da nossa vida, eu me sentia perdido e não houve um dia em que mais tive medo do que hoje.

        Tentei falar algumas vezes depois daquela informação passar por entre os lábios de Jungkook, ele dizia que éramos almas compatíveis mas eu? Eu nunca senti nada de extraordinário, eu não via nada de especial em nossa relação que pra mim não passava de um negócio, um negócio que valia minha saída do inferno, meu passe livre pra vida que eu sempre quis ter, mas ele me olhava tão intensamente com aqueles olhos grandes e escuros, parecendo querer entrar carne a dentro e ultrapassar os limites do impossível, me sentia envergonhado de certa forma. Será que era realmente verdade? Seria possível minha alma corrompida e destroçada ser atrelada a alguém como Jungkook? Tsc... Era demais até mesmo pensar.

- Acho que você não está se sentindo bem com tudo isso. Jungkook não diga besteiras. - Falei calmamente desviando o olhar.

- Não era pra ser... Mas pra mim é doloroso notar que você não sente nada, eu me sinto ainda mais vazio. - Ele disso ao fitar a parede a sua frente. - Eu nunca tive um grande relacionamento, eu nunca fui feliz com ninguém, eu nunca consegui me entregar verdadeiramente a ninguém, é cômico o porque disso.

- Jungkook como pode ter certeza disso? - Me levantei de supetão. - É demais, é demais até mesmo pra mim, não faz sentido algum. Você sabe oque eu vim fazer aqui, essa conversa é perda de tempo. - Falei me encaminhando até a porta, estava decidido a passar por ela e limpar minha cabeça no primeiro bar que eu encontrasse.

- Certo... - Ouvi ele falar baixinho. O olhei de relance enquanto via ele debruçar os braços sobre o assento do sofá e apoiar calmamente sua cabeça sobre os mesmos, seu tronco subia e descia em uma respiração calma, ele me parecia tão triste. E o fato dele já ter estado no inferno e o motivo de o quererem de volta lá ainda me intrigava.

- Jungkook... - Chamei e ele me olhou nos olhos. - Isso não existe, almas destinadas não são reais, eu não sinto nada, eu nunca senti nada, acha mesmo que se eu fosse ligado a você ainda ia querer te mandar pro inferno ? Hoje foram muitas informações mas eu ainda não desisti do meu trabalho.

- Não seja cruel Namjoon... - Ele disse ao olhar o piso gelado de seu apartamento. - Não repita tantas vezes que você não sente nada, eu já entendi que não. Mas não seja cruel.

         Um silêncio, tudo ficou mais pesado, mais denso, eu podia ouvir Jungkook respirar de forma quase falha, sua boca estava rocha pelo frio da noite de Seoul e seus olhos inchados e vermelhos, eu ainda estava em pé quando o primeiro som de vidro se quebrando veio. Eu não entendi rapidamente oque estava acontecendo, mas Jungkook parecia saber muito bem, em instantes ele estava de pé e de punhos serrados, sua expressão triste já não existia mais e agora ele parecia pronto pra um combate e foi exatamente o que veio a seguir, como em mágica um corpo grande demais pro real ultrapassou a grande janela de vidro quebrada avançando em Jungkook logo em seguida, agarrava Jungkook pelos braços enquanto o mais novo fazia caretas dolorosas, em algum momento se soltou e agora Jungkook não pareceria tão indefeso assim.  Empurrou o homem estranho sobre a mesa de centro que se desfez em pequenos pedaços brilhantes de espelho, não deixando o invasor se recuperar e o acertando novamente com socos precisos, o homem se levantou e arremessou Jungkook até o corredor ele gemeu de dor e foi aí que decide que estava mesmo na hora de interferir. Segurei-o pelo pescoço ainda de costas e o forcei contra a parede ele grunhiu, um, dois, três socos fortes em seu estômago e ele escorregou pro chão, segurei em seu colarinho a essa altura meus olhos já estavam escuros e minha raiva já guiava minhas ações.

- Olhe pra mim! - Eu batia seu tronco com força no chão enquanto gritava. - Abra a porra dos olhos e olhe pra mim! - Seus olhos se abriram e as pupilas foram dilatando, seu rosto se contorceu e ele segurava firmemente meus pulsos que ainda seguravam em sua camisa, gemia, se contorcia, enquanto eu drenava cada pedacinho de vida que ele ainda tinha, um último suspiro forçado e um corpo caído no chão, ele estava morto. Mas eu não tive tempo de conferir morte alguma, nem tempo de sair da posição de defesa, nem de olhar para Jungkook e outro homem ultrapassava a janela, como eles conseguiam subir todos esses andares e entrar pela janela? Definitivamente demônios eu tinha certeza, olhei pra trás e vi Jungkook de pé, tinha um corte na boca e no supercílio, sua blusa estava rasgada e no lugar da falta de pano um corte profundo, meu peito apertou, ardeu e estranhamente me senti ainda com mais raiva, Jungkook fez menção de correr em direção ao outro intruso, mas logo em seguida a porta foi escancarada revelando um Taehyung ofegante e de roupas pretas o cabelo pendia pelo suor e na mão ele tinha facas grandes e prateadas, eu só via Taehyung no bar de avental e mangas longas brancas como todos os outros Garçons, mas agora nada cobria seus braços e eu reconheceria aquelas tatuagens em qualquer lugar, não tive tempo de pensar em mais nada o estranho já corria em direção a Jungkook mas Taehyung foi mais rápido, apunhalando o estranho pelas costas, o outro cambaleou e outro golpe foi desferido cortando sua jugular de forma fria, o sangue escorria pelo chão de mármore branco, Taehyung olhou de relance para Jungkook como conferindo se estava tudo bem, mas outros dois homens já estavam parados na varanda.

- Deixem ele em paz! - Taehyung rosnava com uma voz reverberante.

        Jungkook correu, lado a lado com Taehyung  suas mãos sangravam mas parecia não se importar e aí o primeiro homem veio pulando sobre Jungkook que o jogou fortemente no chão, um baque ensurdecedor foi ouvido, dentre chutes, socos e estilhaços, Jungkook desferia golpes precisos no homem atarracado e moreno o fazendo cair no chão sem fôlego, já Taehyung avançava no outro com as facas ainda em punho desferindo cortes pelo rosto do desconhecido, um chute forte foi dado no peito do homem que parecia mais velho caiu e uma faca foi pregada em seu peito, meus olhos focados na agilidade de Taehyung não perceberam que o homem ao qual Jungkook se atrelava ainda não estava morto foi tudo muito rápido e eu só senti um impacto de algo me acertar pelas costas antes de me virar e soltar o homem morto que eu ainda prensava pelas mãos eu ouvi um "não!" Estridente e agoniado era Jungkook, me virei as pressas mas não esperava ver oque meus olhos encontraram, o homem tinha um punhal em mãos parecia ter a intenção de me ferir, os olhos do tal estavam esbranquiçados ele me parecia mais como um corpo morto, o punhal erguido foi barrado pela mão ferida de Jungkook que segurava a lâmina com força a outra mão fechava os dedos ao redor da minha blusa preta, eu iria me levantar, fiz menção de tirar a mão de Jungkook do objeto cortante mas só deu tempo de ver Taehyung em brasas atrás do homem segurando em seus cabelos e rasgando sua garganta com a faca já banhada de sangue, o homem caiu. Jungkook estava estático encarando a mão profundamente ferida mas saiu dos devaneios quando Taehyung o levantou pelos braços com uma força anormal demais ao meu ver, tirou Jungkook da minha frente o empurrando levemente até o sofá eu não tive tempo de perguntar o porquê ele já caminhava em passos grandes em minha direção, as facas tilintavam em seus dedos e seus olhos estavam em um amarelo brilhante, seu maxilar rangia e agora fazia sentido as tatuagens, eram as mesmas de Jin, as mesmas de  Younguk, Taehyung era um anjo eu devia saber, quem mais séria um protetor de alma pura na terra? Mas Taehyung era diferente, seus olhos não eram cinzas como os dos outros quando estavam em modo de batalha, suas tatuagens não brilhavam em prata e ouro, era apenas um preto, forte e escuro, seus olhos amarelos ficavam negros com o passar do tempo e se ele fosse um anjo comum já teria usado as asas pra proteger Jungkook, um anjo jamais matéria cortando a garganta de alguém, um anjo jamais usaria punhais prateados, eram sempre dourados como a cor da porta do céu, Taehyung tinha decaído e não estava mais se importando com a ética ou princípios para defender Jungkook. 

       Eu estava já de pé quando um forte chute veio contra meu peito, cambaleei e colide com a porta pesada de madeira, eu podia sentir sua respiração pesada em frente ao meu rosto ele estava muito perto, senti a ponta da faca em meu pescoço e previ a dor que o corte me causaria, ele tinha decaído, mas ainda era um anjo, sem asas, sem poderes celestes, sem a benção de Deus, mas ainda assim um anjo então ele era forte, forte demais para meus olhos escuros consumir.
  
- A culpa é sua. - Ele falava como trovões. - Você deixa ele fraco, você e essa ligação idiota, você faz ele vulnerável seu desgraçado e ficou aí apenas olhando, olhando enquanto ele defendia você seu grande filho da puta. - O aperto ficou mais forte. - Eu queria rasgar sua cara, cada pedacinho e depois jogar pros cachorros comerem. Eu queria ter matado você desde quando descobri que estava na terra, que estava aqui a mando do diabo, eu queria ter torturado você e colocado essa sua alma nojenta na fogueira, mas Jungkook descobriu que vocês estão ligados, ele protegeu você de mim, disse pra ter paciência mas do que isso adiantou?! Hum?! Meu pai deve não saber mais oque estava fazendo quando ligou vocês, o céu está estranho e os demônios do inferno parecem não estar mais onde eles deviam, se você não estivesse aqui, Jungkook não estaria fraco, não ficaria frágil. - Ele desceu a faca para meu abdômen apertando a ponta com certa força, fazendo o início da faca entrar em minha carne, grunhi. - Está sentindo? Dói né? É mil vezes mais doloroso pra Jungkook quando você cospe coisas rudes na cara dele, é mais doloroso quando a pessoa que ele está ligado o vê apenas como um negócio feito com o diabo, você sabe oque ele já fez a Jungkook? Sabe como foi difícil o tirar de lá? - ele girava a faca dentro do corte perfurando ainda mais, o meu sangue escorria quente pela minha camiseta. - Eu perdi minhas asas, eu perdi um irmão, eu quase perdi Jungkook, porque quando eu o tirei do inferno ele não parecia mais doce, gentil e contente, ele era só um saco vazio, porque ele fez coisas com ele que você nunca sentiu na vida, eu caí, não posso mais voltar pra casa, não posso ver minha família, não posso pedir ajuda, mas agora já não me importo mais, só Jungkook importa, ele vai sofrer eu sei, mas eu vou matar você... - Taehyung definitivamente já não se importava mais com nada, estava com raiva, e eu me imaginei em seu lugar e me surpreendi quando percebi que eu faria o mesmo. - Eu o tirei do inferno uma vez, posso ensinar ele a viver sem você.

- Tae... Por favor... Olha pra mim. - Jungkook se fez presente atrás de Taehyung segurando em sua mão que segurava a faca que me cortava cada vez mais profundamente. - Eu estou bem, está vendo? Você já me salvou, tá tudo bem agora.

- Não está... Enquanto ele estiver aqui nunca vai estar, eles vão te encontrar cada vez mais fácil, porque você está cada vez mais vulnerável, laços idiotas.... - Taehyung rangia os dentes.

- Nós daremos um jeito, nós sempre demos, por favor, por mim solte ele. - Jungkook falava com calma, parecia saber que se o irritasse ele ficaria ainda com mais raiva, e não iria se controlar era assim com a maioria dos caídos, foi assim com Younguk e foi assim que eu o perdi. Ele foi me soltando devagar, puxando a faca lentamente cortando ainda mais a superfície da minha pele até esta completamente longe, Jungkook segurava em seu braço tinha o outro passado em sua cintura, a mão ferida pela adaga manchava a roupa de Taehyung e pingava o sangue vermelho no chão, levei minha mão ao ferimento tremendo por dentro ao sentir a ardência chegar, tossi como se algo estivesse preso em minha garganta, era desconfortável os ver tão próximos. 


Notas Finais


* Comentem se sentirem vontade e me digam oque vocês esperam dos proximos.

Um beijo e ouçam Desperado da Rihanna porque tive a ideia da fic toda por causa música dela hahahaha


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