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História Desperate Times. - Capítulo 4


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Notas do Autor


:-)

Capítulo 4 - Chapter Four.


Já era tarde quando decidiram se deitar novamente. Eve sentia um formigamento incomum em todo o seu corpo, queria sorrir a todo momento, e sabia que Villanelle estava fazendo isso nesse exato momento.

— Não me olhe assim. — pediu a morena, encarando o teto novamente. Por baixo das cobertas sentiu a mão de Villanelle procurar a sua, e assim que a encontrou, os dedos se entrelaçaram mais uma vez. Aquilo não era mais absurdo, era um conforto mútuo que compartilhavam.

— Assim? — a loira perguntou. Sabia exatamente o que Polastri queria dizer, mas não deixaria de olhá-la da maneira que sempre fazia. Villanelle, por um momento, percebeu como as duas tinham os corpos azuis, e quando se tocaram, se sentiu como se fossem douradas. Em sua cabeça isso era loucura, mas sabia que era a verdade. Eve Polastri havia voltado, por ela. E mesmo se sentindo extremamente quebradas e perdidas, estavam recolhendo os pedaços uma da outra e se reencontrando.

— Você não pode me olhar assim, por Deus, Villanelle. — Eve riu, e se aconchegou nos lençóis mais um pouco, estava prestes a pegar no sono.

— Não? Polastri, eu posso fazer o que eu quiser. — a voz de Villanelle alertou Eve. Ela se permitiu admirar os traços da loira, nada nunca seria como Villanelle. Não existiria nada que pudesse, no futuro, ser como ela. Ela era única e Eve sentia como se fosse feita só para ela. E Villanelle também se sentia como edição limitada, ela era e sempre seria inigualável.

Agora, os olhos estavam atentos. Se esbarrando vez ou outra. Lá vamos nós de novo, pensou Eve. Ela viu Villanelle se aproximar, seus rostos próximos, nenhuma das duas deixava de sonhar com isso. Era o que rondava a cabeça de ambas durante muito tempo. Os lábios de Villanelle eram convidativos demais aos olhos de Eve. Astankova era extremamente atraente, e nem em um milhão de anos, encontrariam explicação para o desejo escancarado nos olhos verdes. Villanelle Astankova sempre lembrava Eve Polastri que não era nada ruim ter um inferno dentro de si.

O nariz de Villanelle tocou o de Eve, era uma explosão mais uma vez. E todos os resquícios do que havia acabado de acontecer estavam ao redor das duas. Astankova se afastou, apenas para ver que aquilo era recíproco, Polastri tinha os olhos fechados, mas sentia que era observada de perto pela loira. Os dedos livres de Villanelle tocaram os lábios de Eve, ela queria decorar cada pequeno detalhe da morena, queria que Eve sentisse que nada seria como aquilo. Ninguém jamais a tocaria como Villanelle.

— Eu não vou partir o seu coração, Eve. — Villanelle disse, baixo o suficiente para Polastri abrir os olhos para encará-la. Aquele era outro território jamais explorado pelas duas, Eve se sentia descalça, correndo sobre cacos de vidros que se quebraram ao ouvir a confissão de Villanelle. O coração de Eve bateu na mesma velocidade que os dedos de Villanelle a acariciavam. Uma vez, ela ouviu que a paixão deixava as pessoas afoitas, e com poucas experiências amorosas, Eve jamais soube se era verdade, mas também ouviu que o amor acalmava as pessoas que o sentiam. E Polastri estava extremamente calma, assim como Astankova. Não havia vestígio de batimentos cardíacos acelerados, não havia nada parecido com mãos suadas, estava tudo quieto demais.

— Se você partir, volte e conserte-o. Não tenho como fugir do fato de que só você pode fazê-lo. — Eve disse. Elas se encontraram novamente, nos olhares. Villanelle Astankova poderia partir e espalhar os pedaços do coração de Eve Polastri, mas ela era a única que saberia como remendá-lo.

...

— Martens? — a voz de Eve era um sussurro. Villanelle abriu os olhos, estava de bruços e percebeu que o corpo da morena não estava mais ao seu lado, na cama. — Eu ainda estou em Amsterdam. Sim, estou no hotel. — o olhar de Polastri seguiu para Astankova, que lhe deu um sorriso extremamente lindo e atraente, mesmo que seus olhos ainda estivessem perdidos e cansados. Eve mordeu o lábio, estava mentindo, mais uma vez, para quem depositava tanta confiança em seu trabalho. — Certo, eu volto em dois dias. Estou trabalhando com a polícia holandesa no centro. Você pode mandar Kenny? — Eve ouviu quando Villanelle se remexeu, coçou os olhos e lhe encarou. Polastri queria correr por sentir que junto com os primeiros raios de sol, seu desejo a encurralou quando percebeu o corpo de Astankova mais exposto do que na noite anterior. — Obrigada, Martens. — disse em um fio de voz.

O silêncio, agora, não era tão bom quanto Eve esperava. Ele parecia esmagar todos os seus princípios e trazer Villanelle para perto. Muito perto. O suficiente para Polastri sentir sua respiração contra seu rosto. O suficiente para Astankova morder o lábio, fazendo os olhos de Eve se prenderem naquele movimento. Aquele mínimo movimento parecia como um pecado, e Eve Polastri queria muito cometê-lo.

Polastri não pensou no turbilhão de sentimentos quase rasgando seu corpo, não pensou em como sentia como se estivesse prestes a se desfazer diante dos olhos da loira, a morena só pensou em puxá-la, pela nuca, com seus dedos firmes em um aperto, gostoso o suficiente para ouvir Villanelle gemer baixo assim que seus lábios se encostaram. Dessa vez, não havia explosão, elas já haviam se partido milhões de vezes antes, agora era somente o caos deixado de lado, se refazendo na boca de Eve, que se movia lentamente sobre a de Villanelle, se desmanchando na língua de Astankova, que explorava a boca da morena com devoção.

Se Eve soubesse que Villanelle estaria aos seus pés, que ela rastejaria para que Polastri a segurasse pelo cabelo e a fizesse olhá-la nos olhos, como uma fantasia sexual inacabada, que sempre recomeçava como um filme quando os olhos de Eve estavam presos nos de Villanelle. Se Eve apenas soubesse, ela deixaria que Villanelle confessasse os seus piores pecados em murmúrios satisfatórios enquanto apertava seu corpo de volta.

As mãos de Villanelle, agora, se encaixavam na cintura de Eve, era um aperto desesperador, quase como se o desejo estivesse espancando a porta para sair e ser livre do corpo de Polastri. E Villanelle o liberaria, mais cedo ou mais tarde. Ao se afastarem, permaneceram com os olhos fechados, sem saber que isso também era mútuo, assim como o sorriso que apareceu em ambos os lábios. Porra, me deixe sair, o desejo de Villanelle gritou, em seu subconsciente. Em um impulso, trouxe Eve para seu colo, não perdeu tempo algum deslizando os dedos pelas coxas da mulher, mesmo que coberta por uma calça grossa demais para que Villanelle sentisse sua pele. Mas a loira já havia feito isso, ela havia decorado a textura de Eve, há muito tempo atrás, e se sentia renascendo nos braços da morena.

— Isso é loucura. — Eve sussurrou, seus olhos percorrendo o caminho que seus dedos faziam no pescoço de Villanelle.

— Eu nunca disse que não era louca por você, Eve. — a boca de Astankova estava estrategicamente perto, o bastante para que os lábios se tocassem, minimamente, a cada palavra que proferiu. Sim, Villanelle Astankova beirava a loucura quando o assunto era Eve Polastri.


Notas Finais


Ei, eu sou péssima escrevendo certas coisas, mas aproveitem enquanto a história se passa em Amsterdam....


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