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História Desperate Times. - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Chapter Five.


Eve sentia as mãos de Villanelle se moverem devagar sobre sua barriga. Em câmera lenta, sentiu todos os seus demônios a abandonando naquele momento, nos braços de Astankova. Um toque, a ponta dos dedos da loira escorregaram por sua pele, uma explosão interna. Outro toque, a boca de Villanelle se perdia em beijos suaves e molhados no pescoço da morena, uma explosão externa, Eve gemeu, baixo. As mãos da morena se permitiram explorar o cabelo longo de Villanelle. Aquela era a maior fantasia de ambas, desde que Eve nunca viu como era satisfatório ter Astankova apenas para ela, com os fios loiros soltos por seus ombros e costas, como um convite silencioso para que ela se afundasse ali. A verdade era que Villanelle Astankova era um oceano denso e perigoso, mas Eve jamais teve medo de mergulhar de cabeça.

— Você é linda, Polastri. — Villanelle disse, em um sussurro. A loira não a encarava, mas desde que se encontraram, naquele banheiro de hospital, Astankova decorou todos os traços da asiática. Ela tinha Eve em sua mente como Deus provavelmente teve a Terra.

Polastri nunca se sentiu assim. Muito menos com Niko, houve amor, em algum momento do namoro ou casamento, mas ela não associava mais essa palavra, e nem o sentimento, à ele. E mesmo que Villanelle estivesse prestes a ensiná-la muitas coisas que ela não teria com mais ninguém, e ainda que a loira a fizesse ver cores que só existiam nela, não sabia dizer se todas as vezes que se derretia nos braços de Astankova poderia ser considerado amor. Mas ela queria que fosse amor.

O toque do celular de Eve as assustou. A morena escondeu o rosto no pescoço de Villanelle, e de repente, ela se sentia dentro do corpo da loira, elas estavam quase se fundindo, Villanelle queria que fossem uma só. Nenhuma das duas fez menção de se mover, mas o som continuava invadindo o quarto, e isso era tudo que elas não queriam ouvir. Astankova pretendia ter Polastri inundando-a com tudo de si, e deixando os rastros para que pudessem lembrar que aquilo era real.

— Eu preciso atender. — a voz de Eve estava baixa, rouca. Ela sentiu Villanelle se remexer, sem deixar de apertar seu corpo em momento algum. Afastou o rosto para perceber que a loira estava com seu celular na mão, uma de suas sobrancelhas arqueadas e um sorriso mínimo nos lábios. A boca vermelha, muito mais do que antes, ainda chamava Eve para pecar, pecar e pecar  muito mais. — Kenny? — disse assim que Villanelle apertou para que a ligação fosse recebida.

— Eve? Minha mãe imaginou que você fosse me chamar e me mandou antes, na verdade, estou aqui desde ontem. Onde você está? — a voz parecia preocupada. Eve encarou Villanelle. A loira tinha os olhos presos em seus dedos, que brincavam com a ponta dos cabelos cacheados de Eve.

— No hotel. — respondeu. A risada de Astankova foi baixa, ela mordeu o lábio.

— Qual? Estou no mesmo que o seu, aparentemente você não está aqui. — ele suspirou. — Eve, eu sei que você sabe exatamente quem fez isso, pelo que pude ouvir é exatamente como você descreve Villanelle. Você a encontrou? — o coração de Eve acelerou. O pensamento rebobinando em sua cabeça, alguém realmente as encontraria e saberia que Eve Polastri estava se arruinando por Villanelle Astankova.

— Kenny.... — Eve respondeu calma, mesmo que seu corpo estivesse demonstrando o contrário. — Você pode vir até mim? Por favor. — ela pediu. Os olhos de Villanelle, que estavam atentos desde que o moreno mencionou seu nome, pareciam, agora, ter um brilho diferente. As sobrancelhas franzidas, os lábios fechados, o peito subindo e descendo sem pressa, as mãos presas no cabelo de Eve. Villanelle parecia tudo o que Eve não queria perder agora.

— Certo, Eve. Eu já sei onde você está, de qualquer maneira. Me desculpe, mas tive que usar as minhas habilidades antes que minha mãe o fizesse. — ele parecia dizer com certo divertimento, rindo em seguida. Eve sentiu um alívio percorrer seu corpo. E Villanelle parecia sentir o mesmo. Elas poderiam confiar em Kenny.

...

Villanelle ainda estava deitada, com o robe verde aberto, expondo seu corpo para que Eve o apreciasse, embora a morena estivesse preocupada demais, roendo as unhas vez ou outra, esperando que as batidas na porta a fizessem ter coragem de levantar. Polastri conseguia ver Astankova olhar para o teto, as duas inquietas, queriam continuar o que tinham começado, mas era tarde demais para isso. E a tensão sexual que pairou no quarto parecia olhá-las intensamente, a ponto de quase sufocá-las.

Eve Polastri estava sufocada. Villanelle Astankova estava prestes a trancar a porta para que nada mais as perturbasse. Mais uma vez, tarde demais. As batidas na porta foram contidas, quatro no total. Eve se levantou rapidamente, o que causou uma risada leve de Villanelle, aquele som era tudo o que a morena precisava para se acalmar. Abriu a porta dando de cara com o amigo, que a fazia se sentir como Bill, a confiança de Kenny era uma das coisas que ela mais prezava.

— Eve, se Martens descobrir, estamos ferrados. — ele disse, muito bem humorado. Embora os dois soubessem que não era mentira nenhuma. Riram.

— Eu já perdi todos os pontos com ela, Kenny. E justamente por isso que ela me enviou, para ver se eu iria ceder tão rápido. — Eve comentou, vendo que Villanelle estava sentada na cama, com o robe fechado, as mãos sobre as pernas e um olhar curioso.

— É muito bom finalmente conhecer o motivo da obsessão de Eve. — Kenny disse, encarando Villanelle. Astankova riu, junto com o moreno, e Eve sentia suas bochechas quentes. Ela estava corando por causa de Villanelle.

— Prazer, Kenny. — Villanelle disse. — É muito bom para mim dominar os pensamentos e ações de Eve. — acrescentou, encarando Eve. A tensão sexual ainda estava ali. 


Notas Finais


:-)


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