História Despertar - Capítulo 3


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Alice Cullen, Bella Swan, Billy Black, Carlisle Cullen, Edward Cullen, Emmett Cullen, Esme Cullen, Jacob Black, Jasper Hale, Leah Clearwater, Paul Lahote, Quil Ateara, Rebecca Black, Renesmee Cullen, Rosalie Hale, Seth Clearwater, Sue Clearwater
Tags Amor Proibido, Jacob, Jakeness, Renesmee, Romance Alternativo
Visualizações 22
Palavras 1.979
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Monstro do Lago Nessie


Um sonho ruim poderia ser fajuto, ao ponto de tirar a energia de uma pessoa o dia inteiro, mas eu estava disposta a não deixar isso me abalar e tentar levar o dia normalmente. Após recuperar-me, levantei-me e segui para o banheiro. Tomei um banho curto, escovei os dentes, prendi meus cabelos secos em uma trança lateral e mesmo não gostando muito de maquiagem, tapeei minhas olheiras com base e cobri meus lábios com gloss labial. “Você não está tão ruim.” Pensei.

Pronta a parecer, desci as escadas e todos me esperam na sala. A comparação de minha feição com o restante de minha família fez-me repensar novamente e concluir que na verdade eu estava um caco.

- Pare de se martirizar Renesmee Carlie Cullen. – Ouvi a voz suave de Edward, surgir em minhas costas junto dele, seguidamente de suas mãos em meus ombros. – Quer comer algo antes de irmos?

- Não obrigada. – Agradeci enquanto enfia os livros em minha bolsa.

Ao chegarmos ao estacionamento da escola, mal precisamos estacionar os dois veículos, para que a atenção se virasse para nós e isso me incomodava completamente. Demorou anos para que eu não me intimidasse com olhares da minha família – olhares tortos de estranhos conseguiam ser ainda pior.

Descemos dos carros e atenção redobrou, fazendo minhas bochechas corarem automaticamente. Naquele momento, minha vontade era de voltar para o carro ou tentar me esconder em um familiar mais próximo, contudo, consegui manter a calma e controlar meus desejos de voltar para casa, afinal já havia feito isso antes e não era tão difícil assim. 

- Nessie? – Ouvi Alice chamar ao fundo enquanto meus olhos encaravam o nada. – Nessiiiie, heeeey?

- Oi Alice. – Retruquei calmamente, ao sair de minha mente.

- Qual a sua primeira aula? – Ela continuou em seu tom de fada.

- Álgebra.

- Oh não. – Ela se chateou.

- O que houve?

- Acho que ficara sozinha na primeira aula. – Jasper se intrometeu, ao se aproximar e passar o braço comprido, pelo pescoço de Alice.

- Se quiser podemos ficar aqui a primeira aula. – Rosalie sugeriu, enquanto retocava o batom vermelho em sua boca.

- Fiquem tranqüilos, eu vou ficar bem. – Menti.

- Renesmee? – Confirmou Edward.

Ler minha mente a todo instante era trapaça. Muita trapaça!

Adentramos a pequena escola e Bella me acompanhou até a sala, me deixando logo em seguida para sua aula de inglês. Todos os outros alunos, já estavam em seus devidos lugares e eu estava perdida, perto do quadro negro, enquanto o professor se levantava para me receber.

Ele era de um tom moreno, com o cabelo cotiado e os lábios carnudos, que contrastavam perfeitamente com seus olhos profundos. Seu blazer estava aberto e a gravata listrada em seu colarinho, combinava com o tom claro de sua camisa.

- Bom dia. Sou o professor Joseph. – O saudou ao esticar sua mão, para me cumprimentar, com um enorme sorriso estampado em seu rosto. – Você deve ser Renesmee Cullen, uma das filhas do novo Doutor da cidade. – Ao perceber que nossas mãos não se tocariam, abaixou o braço sem jeito. – Tenho um lugar para você ao fundo, se não se importar.  

Ele apontou para o fundo da sala e eu segui sua mão com o olhar, o que me fez reparar em como as pessoas me encaravam. Agradeci com um breve sorriso – para não ser tão grossa – e segui para meu lugar. Minha carteira ficava ao lado da janela, e isso ajudou bastante para que o cheiro quente que vinha das pessoas em minha volta, não me sufocasse por completo e não estiasse em mim, a cede que eu tanto negava.

Em minha frente estava sentada uma garota. Seus cabelos eram tão compridos e castanhos quantos os meus, porem menos cacheados e avermelhados. Ela batia constantemente a caneta em sua mesa e isso em algum momento, fez trincar a ponta cristalizada. Ela parecia ansiosa, como se esperasse qualquer oportunidade para fazer algo que a fazia suar. “Não puxe assunto comigo”. Pensei. Mas era tarde demais, ela se virou gentilmente e com um sorriso no rosto me cortejou.

- Oi... – Ela gaguejou de inicio. – Sou Crystal, Crystal Morgan. – Seus olhos eram azuis e pareciam brilhar por baixo de seus óculos de grau.

“Ignore-a, você conhece as regras”. As palavras gritavam em minha mente, enquanto meu coração amortecia com seu rosto extremamente doce e Gentil.  

- Renesmee Cullen. – Retruquei em tom baixo, para que as outras pessoas, não tentassem escutar nossa conversa.

- Deve estar sendo difícil se adaptar com o tempo.

- Sim. – Menti, com o intuito de diminuir a conversa.

– Bom, se precisar de ajuda, para se localizar nas próximas aulas, pode me procurar.

Com curtas respostas, ela se tocou e felizmente virou-se para frente, fazendo-me respirar aliviada. “Não foi tão ruim assim.” Não que a vontade de algum dia fazer uma amizade com alguém diferente da minha família, não vivesse em mim, mas geralmente as pessoas que entravam em nossas vidas acabavam de alguma maneira totalmente prejudicada e isso, estava totalmente fora dos meus planos.

Conforme as horas passaram, o dia ficou mais suportável, principalmente após aceitar, que eu teria que conviver com isso nos próximos anos.  Chegamos em casa, perto das duas da tarde e era bom estar em casa novamente. Era bom me trancar novamente em meu mundo sobrenatural e não precisar evitar certas coisas, o que me fez pensar em meu pesadelo e rapidamente nos “Lobos”.

Subi as escadas até meu quarto e ao adentrá-lo, fechei a porta atrás de mim. Tirei meus sapatos e sentei-me na escrivaninha.  Tão rapidamente minha curiosidade fez-me, abrir meu not book, e começar a digitar algumas palavras no navegador. A primeira palavra digitada foi: “Quileut” e o navegador, automaticamente, corrigiram a palavra para “Quileute”, mostrando logo em seguida uma breve descrição da tribo no Wikipédia. Sem devidas respostas, acrescentei a palavra lobo na frente, porem foi em vão.

- Nessie? – A voz calorosa de Esmee surgiu na porta, após batucá-la três vezes.

- Só um minuto. – Pedi enquanto fechava o dispositivo.

Rapidamente, levantei-me e a encontrei na porta.

- Está tudo bem? – Ela perguntou receosa, a me ver tão tensa.

- Sim. Está! – As palavras saíam tão rápido de minha boca que me deixaram com cede.

- Carlisle pediu para você levar alguns documentos para ele no escritório. Poderia fazer isso?

- Oh, sim claro. Vou me arrumar e desço em alguns instantes.

- Perfeito, vou avisar ele.

Delicadamente, ela se virou e me deixou. Era estranho imaginar o porque Carlisle queria que logo eu levasse os documentos para ele, porém ainda mais curiosa apressei-me, entrei no Volvo prata e segui para a cidade.

O novo consultório de Carlisle ficava ao centro, porém algumas quadras do hospital público. Com cuidado – na rua que estava molhada – estacionei o carro em frente ao consultório e desci rapidamente para não molhar os papeis em minha mão, com a garoa que caia. Abri a porta principal e um sininho tocou, indicando a minha chegada.

- Renesmee. – Ouvi sua voz me chamar no cômodo à frente. Empurrei a porta com as mãos e o encontrei em meio de vários papeis. – Obrigado por vir. – Ele se levantou e me abraçou.

- Não a de que. – Retruquei.

- Esses papeis são os que faltam, na papelada de compra do ponto. O antigo dono ira vir buscar em algumas horas.

- Vovô... Creio que não pediu para que eu viesse lhe entregar essas folhas atoa, precisa me falar algo? – Fui direta ao ponto, a fim de acabar com a curiosidade em meu peito.

Ele sorriu.

- Sente-se, por favor. – Pediu em seguida.

Assim o fiz, e sentei-me a sua frente.

- Edward lhe falou sobre os Quileutes? – Continuou ele enquanto encostava-se na cadeira almofadada.

- Sim, falou. – Retruquei calmamente, com receio do final da conversa.

- William Black é um dos líderes deles no momento e ele ouviu boatos sobre você. Ele me ligou pela manhã e eles querem nos encontrar para provar que você não é o lanche da tarde.

- Mas, se ouviram boatos devem saber que eu sou parte como vocês.

- Pela forma que ele me disse, não esta apenas interessado em confirmar sua humanidade, mas ter certeza de que seu lado sobrenatural não é uma ameaça para eles.

- Isso é ridículo! – Resmunguei entre dentes, ao me colocarem como o “Monstro do lago Nessie”. – Mal consigo caçar como vocês, quem diria ferir alguém.

- Nós sabemos disso, mas você é algo novo para eles, assim como um dia foi algo novo para nós... – Olhando minha feição, ele tentou pensar em algo que acalmasse minhas emoções. – Sei que parece algo embaraçoso, mas isso pode acender um pavio em nosso tratado e estragar nossa moradia aqui, talvez mesmo começar uma guerra civil.

- Isso é muito confuso para mim. – Intervi. - Podemos ir para qualquer parte do mundo que seja nublado ou chuvoso suficiente para nos escondermos. Não faz sentido nos mudarmos para um raio de 20 quilômetros de nossos maiores inimigos.

- Temos uma casa aqui e todos nós adoramos este lugar. Quando comprei aquela propriedade, sabia sobre a existência deles, mas não sabia em exato que eles moravam tão perto. Quando descobriram sobre nós fizemos o acordo e desde então tudo correu sempre muito bem.

Ainda confusa, encostei-me na cadeira e com um suspiro tentei amenizar as coisas em minha cabeça.

- Amanhã vamos nos encontrar na divisa de nosso território para conversar a respeito, contudo, gostaria de lhe pedir uma coisa... Caso algo saia do controle, prometa-me que não vai interferir e vai correr para o mais longe que puder.

- Está me pedindo para observar minha família em perigo e não fazer nada?

- Não, estou lhe pedindo para correr e não ficar nenhum segundo para observar ou contar história.

Com toda tensão em meu peito, coloquei minhas mãos sobre o rosto e abaixei minha cabeça.

 - Renesmee, nós sabemos que a sua pele é impenetrável como a nossa, mas não podemos arriscar e deixar que eles tentem rasgá-la. Nós jamais nos perdoaríamos se algo acontecesse a você. Eu jamais me perdoaria por ter nos trago novamente para cá.

- Tudo bem vovô. – Concordei com lágrimas em meu olho. – Farei o que pedirem...

 - Começou a chover novamente, você deveria ir antes que ela aumente.

 - Tudo bem.

 Após secar as lágrimas com a blusa, levantei-me, o abracei e corri para o carro novamente.

Durante o caminho comecei a pensar nas várias possibilidades e alternativas, pois uma vez dito que haveria certo perigo, meus pensamentos me levaram para um buraco com pensamentos negativos e várias formas que eu poderia morrer. Pensar que algo poderia ferir minha família por minha causa, havia aberto um pequeno buraco em meu coração e o peso de culpa o preencheu lentamente enquanto dirigia de volta para casa. Talvez no fundo, havia ficado ainda mais irritada por me verem como monstro, ou certo tipo de aberração.

Depois de alguns minutos a chuva aumentou lentamente e o som a ecoar dentro do carro, estava a pirar minha mente silenciosa. A fim de dispersar meus pensamentos, liguei o aparelho de som no carro e o mesmo estava a falhar a estação de rádio. Estiquei-me para frente e tentei sintonizar apertando os botões, mas quando vi, era tarde de mais. Meu carro colidiu em outro veículo. No momento, não reparei pensei em quem estava certo ou errado – mas talvez se estivesse prestando um pouco mais de atenção, poderia ter brecado com antecedência.  

Meio atordoada, tirei o sinto de segurança, desci do carro e não demorou muito para que a chuva começasse a encharcar meu cabelo e minhas roupas. Pela pancada, imaginei que a frente do carro estaria totalmente estragada, mas ao reparar com cuidado, só havia alguns amassados na frente da roda dianteira, diferentemente da Picape Chevrolet com um tom de vermelho surrado, em minha frente.  



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