História Destemidos - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Heróis, Romance
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Palavras 1.934
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eba! Pronto ta aqui, o em breve chegou, haha!

Capítulo 14 - Sentimentos


Os mesmos golpes, a mesma defesa, parecia algo ensaiado, tudo era previsível, como se um avisasse o outro aonde vai atacar, eles se afastam cansados. 

- É um empate. - Adalind fala ofegante. Ele a encara com um sorriso sínico. 

- Já quer desistir? Confesso que a muito tempo não lutava assim, sua forma de luta é parecida com a minha. Então, qualquer ataque que eu tentar você vai saber como se esquivar. - Ele bota as mãos na cintura, parecendo se apoiar para recuperar o folego. 

- Então ... Vamos parar? - Em seu olhar podia se ver suplica e cansaço. Jack sorri, sincero dessa vez. 

- Vamos testar seus poderes agora, o que você sabe fazer? 

- Eu... como posso explicar...- Ela desvia o olhar para o canto da enorme sala, na tentativa de escolher bem as palavras, volta a olha-lo, o que não ajudou muito, já que Adalind, ao encontrar com os olhos de dela, só conseguia pensar em como eram lindos, penetrantes. Ela se mante encarando a parede atrás de Jack. Ele olha para trás, tentando entender o que Adalind tanto encarava, o que fez com que ela saísse de seus devaneios. Em fim, ela responde. - Eu manipulo as coisas! É isso, manipulo, algumas coisas. 

- Inclusive pessoas. Bom, isso é muito bom, é um poder e tanto, é de nascença? 

- Um pouco sim, foi aperfeiçoado com o tempo. 

- Quer dizer que ele evolui? 

- Não, ele foi transformado. Antes eu só conseguia controlar pessoas, mas agora posso mover tudo que tem vida. - Jack olha pro chão analisando a resposta dela. 

- Você é invencível Adalind? - Ele volta a encara-la, pergunta sarcástico, ela arqueia uma sobrancelha diante da pergunta, ele se aproxima dela, a distância é de um palmo, 22 centímetros, eles se mantem firmes, ela levanta a cabeça levemente, pois ele é mais alto do que ela. - Qual é seu ponto fraco? - Seus olhos são como ímãs, Adalind sabia que naquele momento podia controlar Jack, mas seu poder não conseguia penetra-lo.- Está tentando me controlar? - 

- Em vez de só fazer perguntas porque você não tira as respostas de mim. - Os dois voltam a lutar. Ela usa a água da piscina pra tentar acertar Jack, ele é rápido, e foge da grande quantidade de água que está atrás dele, ele olha diretamente para Adalind, ela logo percebe que ele vai fazer um ataque frontal, quando Jack tenta acertá-la com o pé, uma grande barreira de água o prende, um escudo passa por entre a canela de Jack, Adalind encarava o pé em sua frente seguido por uma barreira de água, com certeza, ia atingir em cheio o rosto dela. Jack está atrás da barreira, a encarando, estava assustada e impressionada com a velocidade do rapaz, mesmo cansado ele ainda tinha essa velocidade. Ela desfaz a barreira de água. - Acho que agora podemos parar. - Ela dá as contas pra ele andando em direção a saída. 

- Seu ponto fraco...- Ela para. - Eu diria que são muitos pra alguém invencível. - Ele se aproxima por detrás de Adalind, silenciosamente. - Você pode controlar as coisas e as pessoas através do olhar, mas se aquela pessoa estiver fortemente concentrada, ela pode impedir o seu controle, um ataque rápido o suficiente também pode te derrubar, não dando tempo de você perceber, ou então ... um ataque por trás. - Ela se vira rapidamente na tentativa de olha-lo, mas ele não está mais lá, talvez esteja atrás dela novamente, Adalind só pensa em como ele é extremamente ágil. - Acabamos por hoje. -  Ela se vira novamente em direção a porta, que se fecha, ela nem o viu sair. Suspira frustrada, mas sorri. 

- A muitas coisas que você não sabe sobre min Jack. 

Adalind segue de volta para seu quarto, pretende ir tomar banho, mas a preguiça a invade, ela se deita na cama tomando coragem para se levantar. Alguns pensamentos a invadem, seus sentimentos, o que é isso que Jack causa nela, ao mesmo tempo que se sente segura perto dele, seu coração dispara com um simples olhar ou toque, o que é isso que ele causa nela, que poder ele tem, será que ele é só muito habilidoso, e lindo, o  que mais ele pode fazer. Ao pensar nisso, ela lembra de algo que ficou rondando sua cabeça a algum tempo atrás, ao alertar Jack sobre o chip, ele teve que fazer uma cirurgia, mas o chip só pararia de funcionar com a morte dele, o que não o preocupou muito, já que não era a primeira vez. - Será que ele tem 7 vidas? - esse pensamento infantil fez Adalind rir de si mesma. Surge uma curiosidade imensa, queria saber mais sobre Jack, um homem extremamente misterioso. O alarme da base toca, o que assusta Adalind, o barulho realmente não era bom. Como um som de alerta de bomba, o som realmente não é agradável - o que está acontecendo? - Ela sai de seu quarto em busca de respostas. 

- Jack, o que ouve? - Adalind entra na sala de segurança. 

- É só a manutenção, se não tiver ninguém cuidando e observando, o alarme dispara. - Jack digita alguma coisa no teclado fazendo o barulho parar, a moça observa atentamente a sala, há várias telas, imagens para todo canto, não só da base, mas de pontos da cidade também. - Você não deveria estar aqui. Volte pro seu quarto. - Ele segue em direção a porta. 

- Jack? Será que eu posso confiar em você? - ele para e se vira pra ela, a pergunta realmente é repentina. 

- O que quer dizer? 

- Você sabe grande parte sobre mim, mas, eu não sei nada de você. 

- Adalind – ela sente um arrepio ao ouvir seu nome na boca dele – Você sabe mais que a maioria. 

- Você não confia em mim. Eu percebo isso, não sei o porquê de você me proteger, mas eu sei que não sou sua amiga. - Jack suspira, se aproxima dela. 

-Tudo que nós passamos até agora não é suficiente? 

- Eu sou muito grata a você, me salvou várias vezes, mas eu sinto que cada vez mais, você está se distanciando de mim. Você é tão presente nos piores momentos, mas, é só isso. - Jack engole seco, as palavras de Adalind são extremamente sinceras. Sentimentalismo não é com ele. -  É como se você achasse um dever cuidar de mim, um super-Herói, que vai embora após ter feito o trabalho. - Adalind Usa o exemplo dos inúmeros gibis que leu. - E isso é desconfortável, esconder isso é desconfortável. - Ela se aproxima dele na maior inocência, o que gera um grande desconforto em Jack. - Você é a pessoa mais próxima que eu tenho, não posso falar com mais ninguém sobre o que sinto, sobre o que estou sentindo.  

- Adalind ... eu não sei o que posso fazer. - Ela o olha atentamente aguardando uma resposta mais elaborada. Ele desvia do olhar dela - Eu não estou me distanciando de você, e você pode confiar em mim. 

- Mas porque eu tenho a sensação de você estar se distanciando de mim. - Ela dá um passo pra mais perto dele e ele recua. Em forma de defesa, a mente de Jack, analisa a situação, Adalind seria tão inocente assim, ou seria alguma tática para intimida-lo, como deveria proceder. 

- Não estou. - Ele suspira, resolve ser sincero, numa tentativa de conforta-la ele coloca suas mãos nos ombros dela, ela olha atentamente em seus olhos. Foi ali que Jack percebeu quão inocente adalind era, ela tinha algo no olhar, algo que ele não havia visto antes. Ao que parece ela nunca havia interagido com alguém antes, nunca teve um amigo. - Eu sou seu amigo, pode confiar em mim, eu só quero seu bem.  

Por mais que as palavras fossem vagas, Adalind aceitou a resposta de Jack, Ela ainda não sabia o que estava acontecendo ali, mais estava tão desconfortável quanto Jack. O fato de Adalind desconfiar da própria sombra, fez Jack sentir mais raiva ainda, raiva pelo que fizeram com ela, raiva por ter permitido que ela fosse aprisionada da última vez, raiva por não tela encontrado antes. Ele sentia uma vontade enorme de proteger e cuidar dela, mas será que era só isso. Talvez aqueles sentimentos fossem algo novo, até para Jack, ele sente vontade de abraça-la, “não isso pode assusta-la", ele pensa. O telefone toca, Jack se afasta dela para atender o mesmo. Tirando os dois do longo transe em que estavam, olho no olho, como algo tão desconfortável podia ser tão viciante.  

- Era o John, ele estará de volta amanhã de manhã junto com as equipes. Jack começa a mexer nos papeis que estavam em cima de uma grande mesa ao lado, junto com uma caneta, um grampeador e um copo com água, havia uma quantia pequena de água nele. - Vou mostrar seu relatório pra ele, tem alguma coisa que queira acrescentar? - Ele olha pra Adalind enquanto tenta organizar os papeis. 

- Não, acho que você já sabe tudo. Sou um livro aberto, pra você.  - Ela dá um riso falho no final, o que faz Jack olhar suspeitoso pra ela. 

- Há algo que está escondendo? 

- Não tanto quanto você esconde. - Ela fala de forma simpática quase fofa, o que faz Jack sorrir, seu lindo sorriso, que parecia iluminar a sala, bom, isso era o que Adalind pensava. 

- Ok. - Jack termina de ajeitar os papeis, mas ao tentar retirar os objetos da mesa acaba esbarrando no copo de vidro, e como em câmera lenta ele cai, se transformando em vários pedacinhos, molhando um pouco o chão. Adalind encara o copo, pode se ouvir um suspiro frustrado de Jack, ele se agacha para catar os cacos, Adalind coloca a lixeira que estava ao seu lado, ao lado de Jack para facilitar a limpeza. Ela passa a encarar novamente os cacos. 

- Eu li uma vez em um livro, que isso é mal presságio. 

- Você acredita em superstições? - ele diz olhando atentamente para os cacos de vidro. 

- Talvez, uma coisa horrível pode acontecer. 

- Adalind, estamos em Arret. - Ele se levanta terminando o serviço, e olha diretamente pra ela. - Coisas horríveis acontecem todos os dias.  

- Mas algo de ruim pode acontecer com você, acho que estou com um mal pressentimento, no livro dizia que isso poderia acontecer. - Jack sorri. 

- Que tipo de livros você fica lendo em? - Adalind sorri em resposta, ela se sentia bem em ter uma conversa amigável com alguém. - Bom eu terminei por aqui, vou tomar banho. 

- É? Também vou. - Jack engole seco, por um instante pensou ter entendido errado, talvez ficar sozinho durante um algum tempo não tenha feito bem, parecia sensível quando estava perto dela, algumas emoções desconhecidas, ou nem tão desconhecida assim, mas porque só ela causava isso nele. Adalind segue andando em direção a seu quarto, ele a observa se distanciar, a saída dela, retira a leveza e suavidade do clima, dando lugar a um vazio e preocupação. 

... 

- Sabe voar Adalind? - Em um terraço de um prédio 

- Não ... Jack, o que está havendo? - Adalind estava na beirada. 

- Você mentiu pra mim. - Ele se aproxima dela.

- Não, eu não menti, Jack tem que acreditar em mim. - Pode se sentir o desespero em sua voz. 

- Não confio em você.  

- JACK? ...


Notas Finais


o que será que vai acontecer, não perca o próximo capitulo ...
Em breve.


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