História Destinada - Capítulo 4


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Categorias Inuyasha
Personagens Sesshoumaru
Visualizações 14
Palavras 697
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Hentai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Enjoy it!!

Capítulo 4 - Reflexões


Curioso.

Eram os pensamentos de Sesshoumaru sobre aquela humana. Já haviam alguns dias que a confrontara com a verdade. Mesmo tendo bastante tempo para pensar sobre a reação da mulher ainda não conseguia compreender. Ela não surtara, não implorara, sequer derramara lágrimas. Longe disso. Risadas secas e sem humor fora o que sucedera a estranha revelação sobre sua morte.

Confuso o yokai a pressionara sobre seu amor a vida. Se tinha vontade de morrer.

Com uma calma inexplicável, ela lhe perguntara se teria alguma chance de sair viva dessa história. O silêncio culpado de Sesshoumaru fora resposta suficiente.

Sim. Culpa. Ele a sentia por saber o futuro que aguardava a estranha humana. Anos e anos de vida o haviam mostrado que não havia superioridade entre as espécies. Bem, havia alguma. Afinal ele ainda era um orgulhoso yokai. Um lorde. Mas não era como pensava como jovem. A experiência lhe ensinara a não confiar em sua própria espécie, não naqueles seres frágeis e sentimentais que eram os humanos. Afinal, suas duas grandes perdas foram ocasionadas por dois yokais, inuyokais na realidade.

Primeiro, havia seu pai que abandonara sua verdadeira família por uma relés princesa humana. Essa foi a verdadeira causa do ódio incomensurável que Sesshoumaru sentia dos nigens. Por muito tempo o lorde do Oeste ignorou aquela vozinha débil de sua consciência que dizia que o casamento de seus pais não havia sido nada mais que um acordo político, com o único propósito de fortalecer o clã. Nunca ouve amor. Seu pai nunca reconhecera sua mãe como sua verdadeira companheira, marcando-a. Ele não havia sido gerado por amor, apenas por obrigação. Era uma realidade que ele jamais poderia mudar.

A segunda vez foi quando a inuyokai preterida em função de Rin obrigou a velha feiticeira a lhe lançar o feitiço, impossibilitando-o de ter um herdeiro, filhotes, uma família.

Sim... As coisas aconteceram de tal forma que Sesshoumaru foi obrigado a concordar que não havia espaço para o amor em sua vida. Ele fora amaldiçoado, sem saber porque, a viver eternamente sem amor. No fundo, acreditava que não era merecedor de tal sentimento.

Com um sacolejar de cabeça, Sesshoumaru obrigou-se a desviar os pensamentos desagradáveis. Voltando a relembrar a fatídica conversa com a humana.

Claro que eu gosto de viver, Sesshoumaru. Ela lhe dissera. Sem o sama. Sem qualquer traço de medo, apenas o respeito que ela dedicaria a qualquer outro ser vivente.

Aquela atitude havia o desagrado no momento. Mas agora lhe causava curiosidade. Ela não o temia, mesmo ele sendo o causador da sua inevitável morte.

Mas... Ela continuou alheia às reações do yokai. Adiantaria alguma coisa? Você desistiria de seus objetivos? Eu conseguiria lutar contra você e o destino que me aguarda?

Mais uma vez o silêncio de Sesshoumaru foi resposta suficiente.

O yokai foi tirado de suas lembranças com bater na porta.

_Entre. – a voz de barítono disse fria e autoritária.

_Seshoumaru-sama – Kazuku, seu executor, fez uma reverência antes de entregar-lhe um celular.

_Kaneki. – o executor respondeu a pergunta silenciosa de seu mestre.

_Diga. – inexpressivo, Seshoumaru respondeu ao telefone.

_Sesshoumaru-sama, a humana gostaria de lhe falar pessoalmente.

Várias coisas passaram na cabeça do lorde do Oeste. Como uma simples humana teria a audácia de solicitar uma reunião com ele? A negativa já estava na ponta da língua quando se lembrou do que estava roubando daquela mulher. Ele estava tomando a sua vida, enquanto ela lhe daria algo imensamente precioso, um herdeiro.

_Diga-a para me esperar na sexta Kaneki.

_Hai Seshoumaru-sama.

_ Deixe-me. – disse com voz fria para Kazuku após desligar o telefone.

Kaneki e Kazuku eram inuyokais. Eram irmãos gêmeos. Idênticos na aparências, mas completamente diferentes na personalidade. Kazuku era mais impetuoso, cabeça quente, adorava uma boa briga e cumpria de maneira exemplar as tarefas lhe confiadas como executor das terras do Oeste. Kaneki por outro lado possuía gentileza, sabedoria e um alto controle invejado pelos mais antigos, além de ser capaz de manipular como ninguém humanos, hanyos e até mesmo yokais. Esse conjunto de fatores o transformara no concierge de Seshoumaru. Kaneki era o porta voz do reino do Oeste e lidava com tudo que Seshoumaru não queria lidar. Incluindo, no momento, a humana.



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