História Destinado a te amar (Hiatus) - Capítulo 9


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Ochako Uraraka (Uravity), Shouto Todoroki
Tags Bakudeku, Bakugou X Kirishima, Bakugou X Midorya, Bakukiri, Kiribaku, Lemon, Midoriya Izuku, Shouto X Izuku, Tododeku
Visualizações 416
Palavras 3.443
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Fluffy, Lemon, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


VOLTEIIIIIIIIIIIIIII GENTEEEEEEEE!!
Muito feliz por sinal!
Estava meio tristinha e irritada hoje, nem é por causa que eu empaquei no capitulo anterior.
Talvez seja, mas eu consegui! Hj mesmo coloquei a mão na massa e comecei a escrever até ficar do jeito que eu quero!
E disse pra mim mesma, que hoje eu termino este capitulo! Nem que ele tenha mas de 4 mil palavras! Vou postar hj!
E foi assim que nasceu este capitulo maravilindo para vocês!
Espero muito que gostem! Dei o meu melhor para escreve-lo.
E isso ai, boa noite e BOA LEITURA!
OBS: CAPITULO NÃO REVISADO!

Capítulo 9 - Overdose


 

Apenas escutei seus passos rápido e logo a porta se batendo com força. Suspiro passando a mão pela testa aflito. Que saco. Ele tinha que me lembrar desse beijo? E por que diabos eu o beijei? Nem gostar dele eu gosto… droga! Agora ele vai espalhar boatos por ai, dizendo que deixo qualquer uma entrar no quarto.

Por que estou incomodado com o que ele vai fazer? Que se dane. Não precisei de ninguém para chegar no que eu sou hoje. Não me importa mais o que dizem sobre mim, quero mesmo é sumir dessa vida…não estou melhorando em nada. Cada vez afundando mais e mais, levando minha motivação pela natação embora cada vez mais. Vou acabar como uma foto qualquer encontrada no fundo de uma gaveta velha que ninguém se lembra e não se importa.

Viro de lado na cama, franzindo o cenho ao sentir uma pontada forte em minha cabeça. Mas que merda! Por que isso está se tornando frequente?! Droga! Levanto da cama devagar e vou até o banheiro. Abro a gaveta tirando de lá um frasco de remédio. Retiro a tampinha e pego dois comprimidos colocando direto na boca.

Ligo a torneira e bebo a água engolindo o remédio. Desligo, retirando o resto de água da boca, levanto meu olhar enxergando meu reflexo. Este tipo de dor não vem acontecendo desde o acidente. Por que resolveu a vir o dobro de dor? Eu não entendo. Pelo menos esse remédio ajudará a controlar as dores.

Vou estar bem o resto da tarde. Melhor eu sair um pouco para tomar um ar, não posso ficar confinado eternamente neste quarto. Saio do banheiro e vou até a entrada, calço meus sapatos e saio do quarto, porém acabo me deparando novamente com ela.

– O que foi dessa vez, Yaoyorozu? -Pergunto em meu tom habitual.

– Bem… eu só vim ver como você estava… bom, depois do que aconteceu. - Disse fitando baixo sem jeito. Suspirei.

– Não tem problema. Eu não ligo para isso. - Digo afagando sua cabeça.

– Você está irritado comigo? - Perguntou insegura. - Eu sinto-

– Não estou irritado com você. Apenas não entre no meu quarto quando bem entender, como viu eu tenho um colega de quarto agora. Então, tome cuidado e não faça novamente. - Respondo colocando as mãos nos bolsos e caminhando.

– Tudo bem. Não farei novamente. - Disse me seguindo. - Aonde pretender ir?

– Não tenho lugar específico, apenas vou caminhar um pouco. - Falo saindo da ala masculina, sendo seguido por ela.

– Posso ir junto? Prometo que não vou te atrapalhar em nada! - Promete juntando as mãos.

– Pode. - Assinto com a cabeça. Ela abre um sorriso enorme. Essa menina… - Aproposito, hoje não tinha o treino da sua equipe?

– Sim, mas foi apenas de manhã. Eu sempre comento isso com você, esqueceu? - Comenta ela. Caminhamos para fora da escola.

– Ah, eu devo ter esquecido mesmo… tem tanta coisa acontecendo. - Murmuro a última parte para mim mesmo.

– Você continua esquecido desde criança! - Brinca ela rindo. Franzo o cenho inserto.

Eu é Yaoyorozu, somos amigos de infância. Nos conhecemos através de nossos pais. Seu pai é um médico muito prestigiado, que tem o seu próprio hospital. Como meu pai já foi atleta, ele frequentava muito o hospital, tudo isso depois que ele se acidentou. Teve o ombro fraturado depois de uma competição de 300 metros de nado livre.

Na época o médico disse que foi por causa de muito esforço. Mas o meu pai, não quis saber, então o problema foi se agravando. Quando isso aconteceu, foi sugerida uma cirurgia. Foi um sucesso, porém a grave fratura fez com que ele não pudesse voltar a nadar novamente. Hoje ele é empresário e administra a própria agência de competidores de todos os esportes.

Por conta do passado de meu pai, ele postou todas suas fichas em mim. Fez com que eu praticasse natação desde pequeno. Sempre sendo critico, dizendo que eu deveria me esforça ao máximo, por que não estava sendo tão perfeito quanto ele foi. Desde criança, eu fui o ícone da agência, que acabou ficando conhecida e, é claro que também fiquei.

Com a minha imagem, ganhando todas as competições nacionais desde os meus 7 anos. Por conta dos treinos, viagens e a agenda apertada para entrevistas, nunca pude ser uma criança de verdade. Sempre vivendo nos holofotes, de fato eu no começo gostava, mas quando me dei conta que não era isso que queria, passei a mudar o meu jeito de ser.

Obviamente meu pai não gostou nada. Por conta disso, muitas vezes ele me deixava dentro de casa, apenas com as empregadas e ia para suas viagens de negócios. Passei a me revoltar com isto. Então, eu o questionava o que queria e o que não queria. Não podia deixá-lo me controlar do seu jeito.

Claro que ele não concordou. A gota d'água chegou, quando ele me pôs nessa escola. Disse que se eu não ficasse em casa, onde ele não podia me controlar, eu ficaria em outro lugar sob vigia dele. Ele cortou tudo. Minha mesada semanal, cortou meus custos benefícios que a empresa me dava, contratou pessoas para ficarem de olho em mim dentro da escola para caso eu fugisse, que ocorrreu muitas vezes.

Depois de um tempo nesta escola, eu percebi que era melhor do que está perto dele, perto daquela empresa maldita e imunda. Aqui, eu já me acostumei, tenho o que preciso e sem ninguém para dizer quando tenho que treinar toda hora. Não preciso me esforça para fazer o que não quero, nem sou criticado por isso. 

Claro que eu me vinguei dele. Comecei a faltas treinos, aulas e perde competições. Isso tudo está afundando ele aos poucos, junto com aquela empresa horrível que montou sozinho. Por mim, eu parava de fazer natação, só que… está dentro da piscina, abraçado com a água, sempre foi meu refúgio. Por mais que isso tudo tenha acontecido, eu gosto de nadar.

Mas não do jeito que ele quer. Se continuar assim, eu que afundarei também. Não tenho mais motivação para nadar, nada mais me prende naquela piscina. Isso tudo por culpa daquele maldito. Desde que me conheço por gente, sempre foi muito solitário.

Yaoyorozu Momo. Ela chegou no momento que eu mais precisava de alguém ao meu lado. Depois do meu acidente e que perdi a memória, ela quem ficou mais triste, pois disse que eu havia esquecido dela. De fato. Quando acordei, eu não lembrava de nada, nem de quem eu era. Yao-momo, como eu chamava-a quando criança, ajudou-me com minha perda de memória.

Ela sempre esteve ao meu lado quando eu mais precisei. Desde muito tempo, temos essa ligação. Eu a considero como minha irmã menor, por que ela é menor que eu. Só que, ela não pensa assim. Quando eu entrei para U.A. por recomendações, ela também entrou. Foi no primeiro ano que recebi sua declaração.

Eu a recusei. Disse que ela significava muito para mim, mas que nunca a vi de outra forma, a não ser como uma irmã. Porém, nunca pensei que ela fosse me beijar assim do nada, eu não devia ter correspondido, pensando que a mesma ficaria triste, mas, ao mesmo tempo, eu estou dando falsas esperanças para ela.

Eu não quero que nos separemos por causa disso. Yaoyorozu tem muito talento. Não foi por mero capricho que ela foi recomendada. Sua dedicação e paixão a ginástica, fez ela ganhar inúmeros prêmios em competições. Hoje ela é capitão da equipe de ginástica e é muito ocupada. Quase não a vejo pela escola, e se a encontro, vejo-a praticando sozinha.

Realmente tenho inveja dela. Seus pais nunca foram atletas e nunca forçaram a ser o que não quis. Deixou-a seguir sua vida e com isso, ela encontrou sua vocação. A vida que leva é tão… Livre. Queria poder um dia sentir esta liberdade.

– Terra para Shoto! Você está ai? - Chamou ela estalando os dedos em frente ao meu rosto. Pisco os olhos acordando do transe. - Aconteceu alguma coisa? Ficou viajando um bom tempo… suas dores voltaram? - Perguntou preocupada.

– Não. Eu já tomei o remédio, não se preocupe. - Digo tranquilizando-a. Olho ao redor, vendo que estamos no centro a cidade. - Que tal comermos alguma coisa? Tem um ótimo restaurante ali. - Aponto seguindo com o olhar.

– Parece bom. Vamos! - Concorda anima enlaçando-me pelo braço.

Atravessamos a rua apressados, pois ela me puxava com rapidez até chegarmos a porta do restaurante.

– Parece está bem cheio. - Comenta ela vendo pela janela enorme. - Ah! Tem lugares ali! - Aponta.

– Onde? - Acompanho-a, logo me deparando com uma cena que não queria ter visto.

Aquele Midoriya estava beijando o tal de Bakugou. O cara esquentadinho que me desafiou para uma disputa. Pelo jeito, aquele papo furado de que gosta de mim, que queria ser mais que amigo, está bem longe de acontecer.

– Não sei por que ainda o beijei… - Sussurro franzindo o cenho.

– O que? - Perguntou distraída. Respirei fundo e a peguei pelo pulso saindo dali o mais rápido possível. - Shoto! Que foi? Por que saiu de lá do nada?

– Nada. - Respondo parando de andar. - Vamos comer em outro lugar, de preferência o mais próximo possível da escola. - Volto a caminhar com ela logo atrás.

Enquanto ela procurava outro restaurante. Aquela cena, não me saia da cabeça. Toda vez que eu me distraia, ela voltava rapidamente. E por alguma razão, minha cabeça latejava. Por conta desse incomodo, não consegui aproveitar o dia e muito menos descansar como eu queria.

Voltamos para escola assim que acabamos de comer. Disse para Yaoyorozu que descansaria e que, não queria ninguém incomodando. De bom agrado ela concordou, mas como sempre me disse para cuidar melhor da minha saúde. Confirmei e entrei na ala masculina em passos rápidos até meu quarto.

Eu já estava sentindo minha cabeça começar a doer novamente. Agora mais forte que antes. Parecia que alguém martelava com força, sem parar. Doía muito! Uma dor insuportável. Fechei a porta de qualquer jeito e corri direto para o banheiro, fuçando a gaveta a procura do remédio.

Quando finalmente o achei, minha visão começou a ficar embaçada do nada, eu comecei a ter alucinações. Uma mulher de cabelos longos e brancos… ela se aproximava de mim lentamente.

– S-Sai! Some daqui! - Gritei jogando o frasco nela, mas ela não parou.

Minhas pernas tremiam. De medo. Cai de joelhos apoiando o braço na pia. Minha dor só aumentava, minha respiração começou a fazer falta. Eu tentava respirar, mas não conseguia. Mudamente, eu pedia socorro aquela mulher, mas ela ficava ali, encarando-me.

Deitei no chão e fui me arrastando até o quarto, tentando todo custo respirar, meu peito já começava a doer. Não como a cabeça, uma dor intensa, como se alguém fura-se meu peito. Meus olhos entre abertos, eu enxergava borrões, inclusive o rosto daquela mulher.

A última coisa que vi, foi um sorriso se forma em sua face desconhecida para mim. A escuridão tomou conta da minha visão, fazendo-me perde a consciência.

 

(…)

 

Sho…

Alguma coisa… algo fazia, não dizia.

- … to!

Uma voz ao longe… fina… pronunciava alguma coisa.

O que? - Respondi. Mas nada. - Fale mais alto!

SHOTOOOOOOOOOOOO!!!!!!

De repente um grito agonizante surgiu do nada, junto com uma silhueta de uma mulher em brantos, sendo arrastadas para longe.

NÃOOOOOOOOO!!!!!

 

Abri os olhos, com a respiração acelerada, assim como o coração que bombeava rapidamente. Eu fitava o teto branco, sentindo meu corpo molhado… deveria ser suor. Virei o rosto junto com os olhos, vasculhei o local, descendo para baixo. Encontrando meu braço com um tubo em minha veia e um monitor de batimentos cardíacos.

– Que merda…- Xingo levantado o outro braço, mas arrependo sentindo dor. - Droga! Tiraram meu sangue… merda. - Bufo irritado. - Cade a enfermeira desse lugar? - Varro o local com os olhos, até ouvir a porta sendo aberta.

– Ah, ele finalmente acordou. - Disse aquela voz que eu conhecia bem. - Você tem visita. - Completou aproximando de mim, logo puder ver ele.

– O-Olá, Todoroki-kun. - Cumprimentou acanhado. - Como está se sentindo?

– Por que está aqui? - Pergunto fitando-o.

– Você deveria agradecê-lo. Foi o Deku quem te socorreu, seu mané. - Respondeu arrogante aquele loiro ao entrar no quarto.

– O que você faz aqui? - Falo visivelmente irritado com sua presença.

– Vim ver como a bela adormecida está. De nada, tá? - Disse com um sorriso zombeiro. Reviro os olhos impaciente.

– Chega, Kacchan. Não viemos aqui para estressá-lo. - Repreende o esverdeado. - É melhor esperar lá fora.

– Tsk! - Estalou a língua nos dentes e colocando as mãos nos bolsos. - Só por que você pediu. Melhoras, branca de neve! - Despediu-se rindo, antes de sair, ele sussurrou algo para Midoriya que ficou corado.

Espreitei os olhos, incomodado. Se querem flertar, vão lá para fora! Não quero ver esses dois trocando carinhos na minha frente. Isso é o que eu queria dizer, mas por algum motivo me mantive calado. Quando finalmente o loiro saiu, Midoriya se aproximou devagar ficando ao lado do Doutor.

– Como está se sentindo, Shoto? - Perguntou o doutor.

– Estou me sentindo melhor, porém um pouco cansado e com os músculos doloridos…

– Isso por que dormiu durante 17hs. Agora são exatamente 3:00 da manhã. - Conferiu em seu relógio de pulso.

– Como é?! Eu nunca dormi tanto assim na minha vida! - Digo descrente. - O que aconteceu comigo? Eu só lembro de ter sentindo dores horríveis… e ter apagado depois…

– Antes de você ser medicado, tiramos o seu sangue. Você teve uma overdose, por pouco não morreu. Graças a seu amigo aqui. - Disse pousando a mão no ombro de Midoriya.

Olhei para eles sem fala. Chocado pelo que me aconteceu. Como assim eu tive uma overdose? Como assim quase morri?!

– Quando eu cheguei no quarto, encontrei-te desmaiado no chão. Como o Kacchan estava comigo, ele me ajudou a levá-lo para enfermaria e de lá para o hospital. - Explicou ele com o semblante preocupado.

– Assim que chegou, você teve algumas convulsões, mas nós o controlamos rapidamente, e então você descansou sem mais nenhum sintoma grave. - Terminou de explicar o médico. Eu estava atordoado.

– Isso… isso nunca aconteceu comigo antes. Não consigo acreditar… - Suspiro inconformado. Ouvi o médico suspirar.

– Midoriya-kun, poderia nos deixar a sós por alguns minutos? - Pediu o Doutor com um sorriso amigável. Midoriya alternou os olhares por breves segundos.

– Claro. Vou comprar alguma uma bebida na máquina… fiquem à vontade. - Concordou saindo do quarto e fechando a porta devagar. Senti o clima mudar rapidamente.

– Shoto. Quero que seja honesto comigo, o.k.? - Assenti o escutando. Ele continuou: Você tomou mais de uma pílula daquele remédio?

– Eu… eu não lembro bem. - Hesito um pouco aflito. - Só lembro que tive uma dor de cabeça horrível… e fui tomar o remédio como sempre faço quando isso acontece. Mas o que é mais estranho, é que as dores estão vindo com mais frequência e dolorosamente insuportáveis.

– Provavelmente você tomou duas pílulas para surti um efeito maior e parar com essas dores, estou certo? - Assenti sem muito certeza. Ele continuou: - Então, o efeito fortíssimo das pílulas se duplicou. Seu sistema nervoso não aguentou é acabou tendo uma overdose. - Explicou fitando-me sério. - Minha sugestão como médico: Pare de tomar essas pílulas imediatamente, além de está surgindo efeito contrário, sua vida pode  está correndo risco por uma bomba enorme em forma de comprimido.

– Mas… mas o que eu vou fazer com essas dores de cabeça que surgem de repente?! Não vou conseguir suportar isso!! - Esbravejo alterado. Eu respirava mas rápido, quase ofegante.

– Por favor, se acalme. Vai alterar seu estado. - Pediu calmamente gesticulando as mãos para baixo. Respiro fundo, acalmando-me. - Faça um teste.

– Teste? - Repito sem entender.

– Exato. Faça um teste de duas semanas sem tomar este remédio. Se as dores de cabeças continuarem, você volta aqui e fazemos alguns exames, porém, não precisa voltar se elas pararem. É só não tomar o remédio.

– Tudo bem… acho que consigo. Tomei por tanto tempo esse remédio, por que só agora está surtindo efeito ao contrário? - Perguntei curioso. Vi o doutor colocar a mão no queixo pensativo.

– Esteve passando por algum estresse emocional? - Questionou ele.

Ao falar isso, tudo o que aconteceu em poucos dias, veio a tona na minha cabeça. Tudo isso começou com a chegada do Midoriya. Por que ele seria o culpado? Ele não me fez nada de mal. Então, por que essa sensação familiar toda vez que eu o olho? Tenho sempre a impressão de que já nos vimos… devo estar louco! Só pode ser esse remédio.

– Sim… - Respondo fitando o lençol. Sentindo uma angustia tomar meu peito.

– Entendo. Quando estiver pronto, venha falar comigo. Serei todos ouvidos. - Ofereceu sorrindo. - Faça o que lhe falei, e verá a diferença. Não arrisque sua vida assim desse jeito, rapaz.

– Por favor, não conte para Yao-momo… não quero preocupá-la. - Peço o vendo assentir.

– Não irei. Bom, por hora descanse. Pela manhã você terá alta. - Disse levantando da poltrona e indo até a porta. - Bom descanso, Shoto.

– Obrigado, Doutor Yaoyorozu. - Agradeço. Ele sorri e vira-se abrindo a porta saindo do quarto.

Fico observando esse quarto vazio. Não conseguindo acreditar que eu quase morri. Isso me faz pensar, se alguém sentiria falta de mim. Com certeza Yaoyorozu…. Midoriya talvez? Poderia ser, mas ele já tem o Bakugou. Esqueceria de mim fácil. Olho para a janela, e me lembro daquela cena. Por que fiquei tão irritado?

Foi por que fui enganado por aqueles olhos esmeraldas e aqueles lábios mentirosos? Desde que nos conhecemos, ele fazia questão de mostrar que gosta de mim, mas eu sempre o ignoro. Eu não gosto dele, mas também não gosto dele perto daquele loiro arrogante.

Mesmo que ficassem juntos, o sentimento não seria recíproco. Sei muito bem que Midoriya não vê da mesma forma que quando olha para mim. Seus olhos ganham um brilho radiante, já com Bakugou e mais tipo um olhar infantil. Como se o considerasse apenas como amigo ou irmão. Igual a mim com a Yaoyorozu.

Aonde eu to querendo chegar? Querendo me convencer que sou melhor do que o Bakugou? Fala sério. Eu nem o considero como colega de classe, por eu estou pensando um absurdo desses? Deve ser o efeito do remédio me deixando louco e o cansaço me fazendo alucinar.

Olho para a porta e não vejo ninguém passar por ela. Provavelmente ele foi embora com aquele cara loiro. Que falta de consideração! Vou descansar que é melhor coisa que eu faço.

 

(…)

 

Abri os olhos devagar acordando, viro o rosto e surpreendo-me ao encontrá-lo aqui novamente. Midoriya estava apoiando com o tronco em cima da cama, onde estou deitado. Sua cabeça apoiada pelos braços que cruzados, faziam um ninho. Seus olhos ainda se mantinham fechados, podia ouvi-lo ressonar baixo.

Olhei para o relógio de parede. Marcava 8hs da manhã. Voltei meus olhos para fitá-lo. Ele ficou o restante da madrugada aqui…? Do meu lado?

– Pensei que tinha ido embora…que bom que ficou. - Sussurro olhando-o dormi. Espera! Por que estou fazendo isso? Essa merda de remédio não passou?!

Senti-o mexer na cama. Rapidamente fiquei quieto, olhando-o de esgueira espreguiçar os braços e dá um longo bocejo. Coçou os olhos abrindo-os devagar, levando seu olhar até mim.

– Vejo que acordou. Bom dia, Todoroki-kun! - Deseja com um meio sorriso. - Como está se sentindo?

– Estou melhor, obrigado. - Digo evitando olhá-lo. - Poderia fazer o favor de chamar a enfermeira? Preciso muito que ela tire esses tubos de mim…

– Ah, claro! - Assenti rindo levantando-se da poltrona.

– Qual é a graça? - Pergunto o fitando sério.

– N-Nada! - Nega gesticulando as mãos. - E que… eu estou rindo para te animar. Sei que está passando por momentos difíceis de saúde..e eu entrei aqui brincando com isso… mas eu confessor que não quero passar por aquele susto novamente… fiquei com o coração na mão quando o médico disse que você quase veio a falecer…- Ele hesitou e abaixou a cabeça. Pude escutar seu nariz fungar. - Por isso… cuide bem de sua saúde a parti de agora para não preocupar sua namorada! Sinto muito! - Fez uma breve reverencia e sai do quarto apressado.

Midoriya… foi a segunda vez que eu o fiz chorar. Eu o fiz chorar novamente por minha causa. Suas apalavras realmente me tocaram… não sei por que, mas meu coração bateu mais rápido.

– Droga, Midoriya…! -Viro o rosto ao contrário da porta, corando.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Gostaram?????? Odiaram??? Comentem, pls!!
Fiquei um bom tempo vendo um final bom para este capitulo, espero que ficado legal , pessoal!
O capitulo também ficou grandinho!
Terminei e to postando este capi 01:03
Boa madrugada para vocês, amiguinhos e amiguinhas!
Beijinhos!
FUI!!


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