História Destinados - Capítulo 6


Escrita por: e tatianyprince

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Hermione Granger, Personagens Originais, Severo Snape
Tags Snamione, Snanger, Snapemione, Ss/hg
Visualizações 128
Palavras 2.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, gente. Espero que todos estejam bem.

Aqui está outro capítulo. Sei que tínhamos prometido que o capítulo não iria demorar tanto, mas a vida anda muito corrida! Sabe como é, né? hahah

Os comentários do capítulo anterior logo serão respondidos.

Desejo a todos um boa leitura e até breve.

Tatianyprince

Capítulo 6 - Quinto Capítulo


2008 – Livorno 

- Mamãe eu preciso ir, tenho que me arrumar, combinei com Emily que iria ajudá-la a escolher as flores para o jantar dos pais dela, antes de ir para a escola. Nós falamos mais tarde? – Kate dizia empolgada ao telefone. 

- Claro querida! Mande lembranças à Emily e aos  Fontana. 

- Pode deixar, dê um beijo no papai por mim. 

- Considere dado. Tenha um bom dia querida 

Se despediram e Kate se levantou. Ainda tinha tempo para um banho rápido, o verão italiano era bem quente, e ali na região litorânea bem úmido.  

Se vestiu e pegou sua bolsa e o livro que precisava terminar até o final da semana e saiu.  

Esperaria por Emily no *The Rose Cafè*, o café favorito de Kate em toda Livorno. Frequentava ali desde os tempos de escola, quando estava de férias e os pais saiam com ela para tomar o café da manhã de domingo e depois ir até a livraria.  

Sentia saudades daquele tempo. Os três caminhando felizes pela cidade, o carinho especial dos pais, e o amor incondicional deles por ela. Também gostava dos dias que passava na fazenda da família em Kent, andar a cavalo, ver as plantações de uva. Eram realmente férias para ela, que se sentia praticamente nascida na Itália. Os pais de Emily sempre brincavam que ela era uma italiana honorária, e que até mesmo se parecia com as mulheres nascidas ali com seu jeito decidido e com gênio forte.  

Sentada em uma mesa na calçada, abriu seu livro, já que, como sempre Emily não tinha o rigoroso controle com horário dos ingleses como ela.  

- Buongiorno,mi scusi! - Kate olhou para cima e viu homem segurando um pequeno livro, que logo ela identificou como um dicionário, e um mapa.  

Ele parecia um pouco confuso folheando o dicionário e ela ficou intrigada. 

-  Mas...Ahn.. potrebbe aiutaarmi a trovare il....Uhm... Largo del Duomo? Si? Conprende? Museo Santa Giulia? 

Ele tentou se enroscando nas palavras, deixando claro para ela, pelo sotaque, que era um inglês. Ela precisou se concentrar para não começar a rir, fazendo uma cara séria e também confusa. 

- Non? Aí meu Deus! Eu deveria ter aceito aquelas aulas de italiano. Merda! 

Ele olhou para Kate, a achando incrivelmente bonita. Se ao menos ele conseguisse se comunicar com ela.  

- Eu preciso chegar ao Museo Santa Giulia. - Disse pausadamente, implorando para que ela entendesse.  

Kate sorriu.  

- Me entendeu? - Ele sorriu - Graças! Vai ser a piada da década do meu pai, eu me perder em plena Livorno e ser ajudado por uma italiana gata! 

- Kate! - Ela se virou ao ouvir seu nome - Kate, me desculpa o atraso, eu acabei esquecendo minha bolsa e... - Emily parou ao lado da amiga e olhou para o homem a sua frente. - Quem é esse? Sussurrou nada discreta para a loira.  

- Um turista, acredito eu.  

Ele lançou um olhar mortal a ela. 

- Um momento, você fala inglês? 

- Eu nunca disse que não falava. - Ela devolveu desafiando-o. 

- Então estava apenas rindo de mim? 

Ela sorriu. 

- Admita que foi engraçado! 

Ah se ele pudesse esgana-la. Se ao menos ele não tivesse dito que ela era bonita, talvez seu orgulho não estivesse tão ferido. 

Ele se virou e saiu e Kate ficou conversando com a amiga em um italiano sussurrado, misturado a risadinhas. 

- Tudo bem! - Ele admitiu - Eu ainda preciso chegar ao Museu, mas ruas italianas são confusas. Pode me ajudar, Kate? 

Ela sorriu, e ele pensou ver o sol pelo rosto dela. 

- Não costumo falar com estranhos. 

- Mas tem o hábito de rir da cara deles quando não conseguem pronunciar seu perfeito italiano? 

- Eu não chamaria o que você tentou falar de italiano, mas tem um ponto.   

Ele sorriu triunfante. 

- Você está bem perto na verdade, basta seguir pela Via Cairoli, não tem como errar. 

- Obrigado, Kate. 

- Acho injusto você saber o meu nome enquanto eu não sei o seu. 

- Também acho injusto alguém fingir não entender outra pessoa apenas para poder rir dele.  

- Você não vai largar esse osso não é mesmo? 

- Não até que concorde em sair comigo.  

 Ela riu. 

- Eu posso simplesmente ignora-lo sabia? 

- Mas não vai! - disse convencido. 

- Ah é? E por que não? 

- Porque perderia toda a graça. 

Ela riu e sacudiu a cabeça, ele realmente conseguia ser charmoso com os cabelos negros, barba por fazer e aquele olhar penetrante. 

- Você poderia me mostrar o Museu. 

Ela se permitiu olhar para o seu relógio. *Espera, ela realmente estava cogitando acompanhar alguém que ela nem conhecia?*  

- Eu tenho que trabalhar agora! Foi bom conhece-lo - ela disse caminhando até a rua é chamando por um táxi. 

- Espere, por favor! Só uma chance Kate. - ele disse segurando a mão dela e ambos sentiram a corrente elétrica percorrer seus corpos.  

Kate o olhou nos olhos e sentiu algo se aquecendo dentro de seu corpo, algo que ela nunca sentira. 

Emily que já havia entrado no veículo ficou olhando para os dois e sorrindo. Desde que aquele homem não fosse um psicopata, a cena era linda. 

Kate respirou fundo e sorriu. 

- Tudo bem, hoje a noite às sete. Se, conseguir encontrar o II Romito. 

Ele sorriu vitorioso. E soltou a mão dela, tempo suficiente para que ela entrasse no táxi. 

- O que? - ele perguntou, mas ela não respondeu. - A propósito, me chamo Theodore.  

- Até a noite então, Theo.  

Ele ficou tão aturdido com a forma como ela disse seu nome, que só percebeu que ela tinha partido quando viu o carro sumir na esquina.  

"Por Deus! Que mulher era aquela?" Ele se perguntou minutos depois quando conseguiu formar um pensamento e seguir em direção a Via Cairoli. 

Theodore pegou o telefone e ligou para cumprir a promessa que fez a Mercedes, a governanta que praticamente o criara. 

- Hora de acordar! - ele disse assim que a outra pessoa atendeu o telefone. 

- Isso lá são horas de me ligar Theodore? Aqui ainda está escuro! 

- Menos drama pai! Já passa das dez! Vamos dona Mercedes me fez prometer que o acordaria. 

- As vezes eu não sei quem é o patrão e quem é o empregado aqui! - resmungou mal humorado. 

- Bom, se ela mandou, eu obedeço. Não vou levar puxão de orelha quando voltar! 

- Hunpf! - voltou a resmungar, mas Theo pode ouvi-lo se ajeitando e levantando da cama. - A cidade é tão boa como imaginou? 

- Melhor! Deveria ter vindo comigo! 

- Theodore... 

- Tá tá, eu já sei. As vinhas, e as uvas precisam do pulso forte de Severus Snape para produzirem vinho. Já entendi.  

Eles ficaram alguns minutos conversando e quando por fim desligaram Severus decidiu tomar uma chuveirada para começar o dia. 

Precisava de um café forte depois da noite que tivera. Acabou bebendo demais e chegou em casa com o sol nascendo. 

Já fazia um bom tempo desde que bebera tanto, mas foi impossível evitar na última noite. 

Estava descendo para o jantar quando ouviu a governanta conversando com uma das copeiras enquanto colocavam a mesa. 

- Quase não acreditei quando ouvi dona Mercedes, mas parece que é verdade, a cidade toda está comentando. Eles estão se separando, e parece que o marido, já está se mudando para Londres, e irá morar com outro homem.  

Como Severus não gostava de fofoca, visto que era o alvo constante delas, decidiu entrar logo e acabar com aquela conversa. 

- As pessoas falam demais. - disse em seu tom rígido e assustou a garota, que murmurou um pedido de desculpas e saiu rapidamente. 

Sorriu satisfeito e se sentou à mesa, com a governanta o encarando.  

- Quem está se separando? - perguntou se servindo.  

- Pensei que não gostasse de fofocas. - ela disse com ar superior. 

- Quando não são sobre mim, podem até ser interessantes. 

Ele notou que Mercedes ficou calada e começou a olhar para alguns talheres e copos sobre a mesa, murmurando alho sobre mandar polir. Ele a conhecia tempo suficiente - só a vida toda- para saber que ela estava fugindo do assunto.  

- Mercedes? - Snape a questionou. 

- Já falou com Theodore? - Tentou mudar de assunto. - Ele disse que ligaria, mas... 

- Mercedes... - o tom de aviso permeando sua voz. 

- Hermione Granger-Hill. - Falou de uma vez.  

Ela sabia que aquele nome era proibido naquela casa, então por que... A não ser que... 

A mente de Severus foi trabalhando enquanto o rosto da governanta esboçava tristeza e um certo pesar. 

- Parece que agora ela vai voltar a usar o nome de solteira. 

Ele a olhou entediado, escondendo todo a destruição que aquela informação causara dentro dele. 

- Severus... - ela tentou, mas ele já estava de pé.  

- Perdi o apetite. Vou sair, não sei quando volto. 

- Severus. - ela tentou inutilmente, ele já estava longe. 

Ele saiu de casa e seguiu para o lugar de sempre, tentando afogar qualquer sentimento e lembrança em doses e mais doses de whisky. 

Severus jogou-se na banqueta do bar com um suspiro pesado. Haviam se passado anos. Mas bastou ele receber uma notícia dela para oferecer uma desculpa esfarrapada e sair. E agora lá estava ele, sentado em um canto escuro do bar imaginando quanto tempo sua mente jogaria com ele e pensaria naquilo. O homem sabia que era patético, porém, mesmo assim ele não conseguia frear seus pensamentos.  

-  O que te deixou nessa situação homem? Você está em um estado deplorável. - A mulher do outro lado do balcão tirando-o de seu estupor. 

 - Não te interessa, mulher tola. - Snape rosnou. - Me dê mais uma dose dupla desse whisky. -Disse demonstrando um elevado grau de embriaguez.  

 - Sem mais bebidas para você, Snape. Deus sabe que mesmo longe é capaz de seu filho se materializar aqui e fazer um grande discurso de eu ter lhe vendido mais bebidas que o devido. 

Severus Snape, revirou os olhos antes de se levantar para enfrentar aquela mulher estupida que se recusava a fazer seu trabalho. 

 - Agora, o que é isso? - Ele perguntou irritado. – Um homem já não tem o direito de beber em paz? – Se alterou e acabou derrubando o copo ao se sentar novamente.  

 - Snape, depois das inúmeras confusões que você já arrumou aqui, só te aceito no meu estabelecimento porque você me ressarce de todos os prejuízos que causa. Então, se comporte. Já estou cansada disso.  – Falou a mulher confusamente. 

 Quando Severus abriu a boca para questioná-la, para dizer algo a mais, um homem estranho parou ao seu lado. 

 - Esse homem está lhe incomodando, madame? Posso dar um jeito nele. 

 Sem nenhum aviso, o tal homem empurrou Snape que caiu imediatamente no chão. Porém, levantou-se rapidamente. 

 - Quem você pensa que é? -  Severus sibilou com ódio. 

 - Eu poderia lhe fazer a mesma pergunta.  

Não demorou muito para que os dois homens começassem a se atracar. Em questão de segundos, eles foram cercados por muitos curiosos. Entre eles, parecia está rolando uma aposta para saber qual deles iria vencer.  

 Snape empurrou o homem que bateu com as costas no balcão e acabou derrubando todas as bebidas. 

 - Sem confusão no meu estabelecimento. - Disse a mulher enfurecida. – Os dois para fora agora. Estou farta de tudo isso. 

 Severus afastou-se do balcão, seu nariz parecia quebrado. No entanto, o que lhe confortava era que o rosto do outro homem o sangue escorria e parecia lhe faltar um dente. 

 - Adeus, Dorotéia. - Ele disse afastando-se dela. – Me mande a conta no meu escritório.  

 - Homem do céu, você não tem jeito. - Ela resmungou com um sorriso.  

 

**** 

 

Dona Mercedes olhou para Snape um pouco decepcionada. Na verdade, ficou chocada. 

Com muito esforço, ela ajudou que ele chegasse em seu quarto. 

Ela sempre teve um lugar especial em seu coração para ele. Apesar de seu humor ácido, a senhora sabia que ele era uma boa pessoa. Ele sempre se esforçava para provar o contrário, mas mulher sabia que era apenas fachada.  

Suspirando pesadamente, ela deu uma olhada rápida em Snape e descobriu que ele estava respirando com dificuldade, ele estava sujo e suado da cabeça aos pés e notou o sangramento no nariz. 

Ela tinha certeza que a notícia que de que Hermione Granger-Hill estava se separando tinha uma relação com o estado deplorável no homem. Mas Mercedes sabia que ele nunca confessaria.  

Como uma forma de ajudá-lo, a governanta tentou tirar suas botas. Ela tentou ser cautelosa com ele, sabendo muito bem que ele não gostava de ser visto daquela forma tão vulnerável.  

- Afaste-se de mim! – Ele rosnou com os olhos fechados.  – Não te quero aqui. 

A mulher continuou sua tarefa até o fim. Por sorte, suas botas não eram tão apertadas.  

- Bem...- Ela murmurou para si mesma. - Ainda assim você consegui ser um homem ranzinza. – Sussurrou assim que estava saindo do quarto.  

A governanta fechou a porta de Severus com cuidado para não acordá-lo. Ela sabia que teria que ter uma séria conversa com Théo, afinal, o rapaz merecia saber o estado em que o pai se encontrara. Mercedes sabia que o jovem não ficaria satisfeito, mas não tinha outra alternativa a não se contar a ele.  

 


Notas Finais


E ai, o que estão achando?


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