História Destinados - Capítulo 2


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Categorias Inuyasha
Personagens Inuyasha, Kagome Higurashi
Tags Amor, Caos, Confusões, Drama, Hentai, Inugome, Inuyasha, Kagome, Miroku, Mirsan, Paixão, Principes, Realeza, Rin, Romance, Sango, Sesshirin, Sesshoumaru, Sexo, Takeda, Youkais, Yuka, Yukeda
Visualizações 70
Palavras 2.486
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Uma única dose


O tecido pesado do vestido estava me incomodando profundamente, a cada passo que eu dava tinha que conter o meu estresse e ansiedade, saímos da capela com aplausos e sorrisos de todos ali presentes, até mesmo os nossos amigos estavam felizes como se não soubessem de nada, quer dizer da minha parte posso afirmar que não sabem afinal não tive tempo de conversar com Miroku, Sango, Rin e Yuka ou seja estou no escuro e sozinha, minha mão estava entrelaçada a dele e nós dirigimos para o carro onde antes de entrarmos fizemos sessões de fotos e depois fomos embora rumo a um ridícula festa de casamento planejada pelas "nossas famílias".

- Sorria mulher isso é um casamento e não um enterro! - seus olhos compenetrados na estrada, tudo o que eu queria fazer era chorar mas só me permitir suspirar e apreciar a paisagem do entardecer em Istambul o ignorando totalmente - Chegamos!

- Nossa tão rápido? Nós praticamente demos a volta no castelo - me referi a distância mínima entre a capela e o salão - Poderíamos ter vindo andando - ouvi a sonora gargalhada ao meu lado enquanto o carro era desligado e não compreendi o porque da risada.

- Você em breve será minha princesa, acha mesmo que nós deveríamos tocar o chão sem motivo? - nossa quanto arrogância pensei enquanto aceitava a sua ajuda para sair do carro.

- Eu não vejo problema algum em andar senhor Taisho, pelo contrario eu gosto bastante -  aceitei seu braço e adentramos o salão pela porta lateral, indo de encontro a uma sala reservado o que me causou um certo receio.

- Não precisa ficar com medo mulher, eu não vou encostar em você... pelo menos não aqui - seu sorriso era lascivo e eu encarei aquilo como um desesperado convite para uma fuga.

- Então porque viemos pra cá?

- Bom precisamos descansar antes de recepcionar os convidados e tudo mais, fora que você ainda não foi coroada princesa, a cerimônia será amanhã.

- Eu não vejo necessidade pra tudo isso, eu ja possuo o sangue nobre que vocês tanto queriam.

- Ser nobre não te faz uma princesa senhora Taisho, já se casar comigo faz - me analisou com suas pérolas douradas e eu corei involuntariamente pois sempre detestei que me olhassem desse jeito, como se eu fosse um pedaço de carne.

- Então tudo bem - cortei o assunto que não me interessava e o analisei fisicamente, ele era muito bonito e um homem de verdade o que complicava mais ainda as coisa, passamos bastante tempo no silêncio da sala privativa até que Anna entrou acompanhada de minha mãe e o senhor Taisho nos deu privacidade para conversar enquanto saia com a minha dama de companhia em direção a outra sala onde era possível ver dois homens de cabelo prateado iguais ao do meu marido.

- Minha filha, eu sinto muito - minha mãe me abraçou - Eu não sabia que seu pai seria capaz de algo tão cruel!

- Tudo bem mamãe se o Souta esta bem é o que importa, além disso com a fortuna que ele irá receber por ter me vendido ele vai poder sumir para sempre e como a senhora se sente sabendo que a partir de hoje é uma mulher livre ja que o divorcio foi assinado assim que eu disse sim? - acariciei o rosto cansado de minha mãe, assim como eu ela também se casou num casamento arranjado pois nossa família optou por manter parte dos costumes e tradições estúpidas a diferença é que ela foi entregue a um italiano, meu pai Vicenzo Montanari um homem rico e frio meu avôs eram amigo de infância e sempre sonharam em unir seu nome o que seria maravilhoso se houvesse amor envolvido nessa historia mas meus pais nunca conseguiram chegar a um consenso.

- Meu amor, você melhor do que ninguém sabe que meus problemas e do seu pai não deveriam lhe interessar! Eu jamais permitir esse casamento!

- Eu sei mamãe mas eu combinei de cumprir com a minha responsabilidade - menti dando-lhe um leve sorriso, ela já havia sofrido muito para saber sobre os termos ao qual aceitei essa situação.

- Mas e se ele encostar em você, se ele te machucar minha filha? Se você quiser podemos ir embora agora, partimos para o outro lado do mundo, eu abro mão de tudo só para ficar com vocês - me abraçou novamente.

- Tudo bem mamãe, eu estou bem de verdade e a senhora nunca me perdeu não será agora que ficaremos distantes - a abracei novamente - Agora vai la que o Souta deve esta desesperado atrás da senhora, minha adorável mãe depositou um beijo na minha testa antes de voltar para o salão e assim que a mesma saiu eu segurei novamente minhas lágrimas antes de ir até o espelho e observar com mais detalhes ainda o vestido lindo que estava sobre o meu corpo, me sentei na baqueta da penteadeira e delicadamente tirei o véu e passei longos minutos olhando a aliança de casamento em meu dedo era linda e estupidamente exagerada, por mim um fio fino de ouro ja estaria de bom tamanho mas ao julgar o traje do meu marido era visível que seu gosto era excêntrico.

- Vamos? - sua voz suave me assustou ao vê-lo entrar com um taça de vinho nas mãos, apenas assenti e aceitei o seu braço, a taça foi deixada sobre o aparador enquanto íamos em direção aquela farsa - Espero que saiba dançar porque eu não sou o melhor dos dançarinos - apenas concordei com a cabeça e deixei que as coisas fluíssem como deveria ser, em meio a toda aquela conversa e sorriso da minha família me permitir fingir sentir a mesma felicidade e me distrai um pouco com tudo ao meu redor, faria bem o meu papel e seria a mais nova princesa.

..........................................

O relógio no celular de Anna marcavam nove horas e mais da metade dos convidados já haviam ido embora inclusive meus pais e meu irmão, eu estava cansada e como precisei encarar aquela mentira eu aceitei uma taça de champagne do meu esposo. O vento gélido na varanda do castelo era magnifico conseguia me livrar de todas as más sensações que percorriam o meu corpo e minha mente.

- Quanto tempo mais será que essa festa vai durar... - sussurrei para a lua lá no céu apreciando o seu brilho no mar de Mármara, era belíssimo, senti uma mão quente tocar o meu ombro me tirando do vislumbre.

- Chega de festas, pelo visto você não quer mais nada - encarei por cinco segundos a sua mão que passava de um lado para o outro das minhas costas, não havia intimidade para isso, então lentamente me desvencilhei de seu toque e ele pareceu não gostar de tal atitude.

- Mulher você terá que se acostumar comigo afinal somos casados - eu não queria conversar, realmente tenho me segurado durante a noite toda para não explodir de raiva com a virada que minha vida deu - Vamos para o quarto, eu também cansei de festa.

- O quarto? Separados você quer dizer não? - eu estava incrédula com suas palavras

- Não, nós seguimos as tradições, ou seja, dormiremos no mesmo quarto - esse definitivamente seria o estopim para tudo que tenho suportado durante o dia de hoje - Amanhã teremos a coroação e quando nós mudarmos para a nossa casa ai sim você poderá dormir aonde quiser! - ele era grosso para um príncipe.

- Que seja, onde iremos dormir?

- Me acompanhe... - nós despedimos dos membros restantes no salão e depois saímos do local, meu marido queria entrar no carro mais eu me recusei,queria andar então delicadamente levantei a barra do vestido e dei passos lentos até o local a pequena caminhada parecia uma sentença de tão longa mais ainda assim era reconfortante ver o brilho da lua.

- Você é muito teimosa! Já poderíamos estar na cama.

- A forma como você fala, até parece que ira acontecer alguma coisa... - deixei escapar meus pensamentos em formas de palavra o que o fez levantar um olhar curioso para mim.

- Espere um pouco mulher, você tem algum problema em se deitar comigo?  - que pergunta ridícula era essa.

- Tenho, todos na verdade - voltei a andar

- Explique-se

- Agora? Podemos fazer isso depois?

- Agora - cruzou os braços como se aquilo fosse uma ordem e eu continuei andando o que o deixou com mais raiva ainda e mesmo assim respirou fundo e passou na minha frente, adentramos o lugar e so de olhar a escada ja me senti cansada,  subimos as escadas do castelo e ele abriu a porta de um cômodo me dando passagem para entrar, o quarto era lindo, havia uma tapeçaria real na parede ilustrando a linhagem Taisho, os móveis era em tons escuros contrastando com a parede branca e porcelanato polido do chão - Agora comece a se explicar - trancou a porta e foi até uma mini adega de onde tirou uma garrafa de vinho e encheu duas taças ao qual aceitei e levei aos meus lábios com calma:

- Pra começar eu não te conheço, não sei nada sobre você, nunca te vi na minha vida, muito mal sei seu nome - fui sincera já não aguentava mais me conter.

- E ainda assim se casou comigo, sabe me pergunto o porque.. - se sentou na poltrona de couro e retirou a gravata.

- Porque eu sigo as tradições de minha família assim como você segue as suas - me analisou por um momento.

- Me pergunto se não foi pelo titulo ou pela fortuna... - tive que me conter para não enfiar a mão na cara dele que homem grosso!

- Bom você já deve esta acostumado com assedio e mulheres e homens aos seus pés, também é bem grandinho para saber diferenciar uma coisa da outra.

- Pelo visto a minha família escolheu bem, na verdade minha mãe tem um ótimo gosto - sorriu enchendo novamente o copo - E você mulher quem foi que escolheu?

- Eu mesma - falei seria tendo toda a sua atenção para mim - Não deixo que os outros decidam por mim - meus olhos em nenhum momento deixaram de encarar os seus.

- Interessante, você segue costumes ou seja foi obrigada a casar e ainda assim foi você que escolheu o seu destino, vejo que temos uma bela mentirosa por aqui.

- Sua opinião é somente sua - a minha resposta foi curta e grossa - agora me diga, cadê as minhas roupas eu preciso me trocar.

- Não tem - meus olhos se arregalaram com aquilo, como assim não tinha roupa? - Anna até queria trazer mas estava em cima da hora então amanha você pega - que cretino e estúpido agora eu me lembro porque ele estava solteiro, era o príncipe mais cretino e safado dentre os seus segundo as revistas de fofocas.

- E você sugere que eu durma o que, pelada?

- Eu sugiro que as roupas - ele ordenou, mas eu não me mexi o vestido era pesado demais para isso - Você mesmo falou que seguimos as tradições de nossas famílias então sabe que não temos muita escolha - abriu os botões da camisa social masculina enquanto brincava com o copo de vinho e eu me assustei, o humor dele havia mudado completamente

- E o que você pretende fazer, vai me tomar a força? - cruzou os braços

- Não seja ridícula, seu corpo e todo o resto não me interessam apenas precisamos de uma boa encenação - colocou o copo de vinho em cima do criado mudo e se aproximou furtivamente - Agora tire as roupas - ordenou num sussurro enquanto se livrava da camisa revelando um corpo másculo totalmente definido

- Você é um completo imbecil e só pra constar eu também não tenho interesse nenhum em você, na verdade nada que venham de você me agrada!- puxou os laços do meu corset estupidamente apertado e respirei com alivio ao sentir meu corpo livre

- Não é isso que o seu corpo diz, pelo contrário ao julgar pela sua aparência de menininha mimada e seu cheiro casualmente atrativo além de seu desejo por mim - se aproximou mais e passou a ponta das garras no meu lindo corset champagne o fazendo ir ao chão - Esses seios de tamanho médio que nunca foram experimentados e essa pele ouriçada pelo meu toque, tenho certeza que você é absurdamente inexperiente pra não dizer virgem e que ficou com muito tesão ao me ver assim. Me diga Kagome eu serei o seu primeiro homem? - toda a minha raiva contida foi dispersa e ele terminou as palavras com o rosto queimando enquanto a minha mão ardia, eu nunca havia batido em alguém e estranhei minha própria atitude  -  Então a gatinha sabe se defender sorriu limpando o sangue dos lábios.

- Seu idiota não me toque dessa forma e não me julgue como se me conhecesse- cobri meus seios que haviam sido acariciados por ele deixando o meu corpo quente.

- Eu deixei bem claro que você não me interessa mas temos que fingir para todos que estamos nos divertindo nesse maldito quarto - puxou o cinto com brutalidade e tirou as calças virei o rosto no intuito de não olha-lo.

- Isso é ridículo! Em pleno século XXI e eu preciso passar por isso - me recusei a tirar a saia mas o tom de reprovação dele e a minha vontade de soca-lo eram bem maior, respirou fundo ao descer o zíper da saia num misto de tensão e nervosismo caminhou ate ele usando apenas uma lingerie branca.

- Digamos que a realeza ou clã, como prefira chamar ao qual você pertencerá é bem exigente e tradicional, agora venha ate mim - estendeu as grossas e enormes mãos e eu parei em sua frente, eu estava começando a me sentir sonolenta e percebi um enorme sorriso se formar em seus lábios.

- Seu desgraçado, você me dopou! Vocês são um bando de machistas isso sim e eu não vou me deitar com você nem se os porcos voarem, isso é apenas um maldito casamento arranjado - meus olhos fecharam e meu corpo cansado foi direcionado ao chão.

- Humanas... tão fracas - segurou aquele corpo feminino nos braços - Se bem que a irreverência dessa garota vai me divertir bastante, mal posso esperar até que ela acorde isso será bem divertido - a colocou na cama sem o mínimo de cuidado e arrancou o resto das roupas e se deitou na cama deixando que o sono fizesse seu trabalho.

 

A infelicidade mostrou-me, pouco a pouco, outra religião bem diferente da religião ensinada pelos homens. - George Sand


Notas Finais


Próximo capitulo semana que vem : Mentira


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