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História Destinados... - Capítulo 3


Escrita por: Nyru_Killer

Capítulo 3 - Filhotes lúpus são apegados às mães


Kaiser havia acordado com uma tremenda dor de cabeça e ele sabia bem o por que daquilo, seu ômega havia assumido o controle de novo e talvez o feito fazer merda.

O ômega virou de barriga para cima sentindo seu corpo um pouco dolorido, principalmente em baixo das unhas das mãos e pés e sentia a boca bem sensível, a dor ppr trás de seus olhos também o incomodava e o fazia não querer abrir os olhos.

E mesmo quando o cheiro doce impregnou suas narinas e o quarto onde estava, Kaiser não moveu um músculo se quer, sentia que, caso se move-se, sua cabeça ou qualquer parte do coepo explodiriam em dor excruciante, parecia até mesmo sinusite, mas não era, Kaiser só não se dava muito bem com seu lobo, por issk se sentia dolorido após o mesmo assumir o comando do corpo que partilhavam, e o que deveria ser um acordo mútuo de interação parecia mais uma guerra!

-- Você está bem?-- A voz mansa do alfa causou certa agonia em Kaiser, ele não queria aquele alfa idiota, mesmo que seu ômega pedisse bem baixinho pelo alfa, ambos sabiam que só se sentiriam melhores com o cafuné e a atenção de sua filhote.

Kaiser passou as mãos pelos lençóis encontrando somente a mão do mais velho que o moreno nem sequer fizera questão de manter o contato por muito tempo. Kaiser abtiu os olhos desesperado se sentando na cama, a cabeça exolodindo nem se comparava à preocupação com sua filhote, onde ela estava afinal de contas?!

Kaiser estava hiperventilando, estava desesperado, onde estava sua filha? O que haviam feito com sua filha? Se aquele alfa babaca a tivesse matato Kaiser o torturaria até a morte e o faria gritar por piedade o tempo todo.

-- Ômega, calma, calma, calma.-- Joui sentou-se ao lado de Kaiser o abraçando e tentando consolar.

O moreno não tinha forças para se livrar do abraço do alfa, estava totalmente dolorido e as lagrimas já borravam sua visão, os choramingos altos doiam na alma do alfa que o abraçava mais forte. Kaiser não gostava de demonstrar fraquezas à ninguém, nem mesmo à filha, mas naquele momento parecia que seu chão havia desabado, e se sua filga realmente estivesse morta? E se ele havia sido um inútil completo e não conseguiu proteger sua filhote como deveria proteger?


🏮


Joui não sabia o que fazer, seu ômega estava simplesmente inconsolável, desolado e já estava no que parecia ser um estado de luto profundo, algo muito estranho pois o cheiro da ômega lúpus assim como o do seu ômega eram bem fortes e aparentes na casa.

-- Calma, ela não está morta, ela está bem, está em um bom lugar e estão cuidando dela.-- Joui se arrependeu na hora em que proferiu aquelas palavras, o choro do ômega que era somente um choramingo se intensificou em um choro dolorido e desolado.-- Calma, calma, eu não queria te desesperar, ela está viva, está sim!

Joui estava desesperado tentando acalmar o ômega tentando até mesmo cantarolar alguma musiquinha infantil, mas nada adiantava, tudo que fazia e dizia lembrava o ômega a filha que nem mesmo estava morta, quase não escutou o alvoroço atrás da porta enquanto estava com o ômega em seu colo encostado em seu peito tentando acalma-lo com cafunés e beijinhos no cabelo,  mas quando percebeu foi tarde de mais, a porta foi escancarada e um vulto negro passou correndo e pulou em cima da cama, Joui estava paralizado.

Não conseguia sequer dizer nada, os olhos brilhando num azul intenso o faziam estremecer inteiro, as presas à mostra e o rosnado intenso faziam o medo e desespero de Joui aumentarem, o alfa apertou mais seu ômega em seus braços como que para protege-lo daquele lobo enorme que poderia facilmente ser maior que sua moto.

-- Filhote.-- Murmurou o mais velho tentando esticar a mão para o lobo, Joui logo tratou de segura-la, seu ômega estava delirando.

-- Não é filhote meu anjo, é... Um imenso... e Assustador... Lobo... Gigante.

-- Filhote!-- Kaiser conseguiu se desvencilhar do alfa e abraçar o pescoço do enorme lobo que pareceu se acalmar e aceitar o abraço do moreno, viu o lobo enorme abanar a cauda para lá e para cá como um cachorrinho, os oljos se fecharam e o lobo pareceu suspirar aliviado.

Aos poucos o lobo pareceu diminuir de tamanho, o focinho começou a encurtar e a forma humanoide começou a surgir ainda no tamanho anormal, os pelos foram desaparecendo, as orelhas e o rabo sumiram e as feições ferais deram lugar ao roato delicado de Allya, Kaiser abraçava a filha fortemente enquanto ainda chorava, Joui percebeu que a filhote também chorava copiosamente.

-- Mãe... Alfa.....-- Joui viu a expressão serena e infantil se contorcer em uma expressão confusa enquanto esta mesma farejava o ar.-- ... Pai?

Kaiser pareceu enfim cair em si e puxou as cobertas da cama para cobrir o corpo nú da filha meio desesperado, o ômega olhou para trás e Joui viu as bochechas do ômega se tingirem em um vermelho intenso igual à sua cicatriz enorme no rosto.

-- Certeza filhote? 

-- Cheiros doces te fazem espirrar.-- Respondeu simplista ainda abracada ao ômega. 

Joui fez um pequeno cafuné em Kaiser que rosnou em resposta.

-- Está tudo bem?

-- Do que está falando?!

-- Antes... O cheiro dela era bem forte na casa, mesmo estando do outro lado da casa, o cheiro dela era bem forte, assim como o seu.-- Joui queria esconder o fato de que havia tomado duas cartelas inteiras de inibidores, mesmo que fosse lúpus o cheiro de seu ômega destinado podia enlouquece-lo de uma forma ou de outra.-- E você estava tão desesperado, tão, mais tão desolado! Parecia estar em luto, como se acabassem de lhe mostrar o corpo morto de sua filha.

Kaiser permaneceu quieto enquanto fazia cafuné em sua filha que o abraçava bem forte, Joui viu Daniel entrar no quarto com uma muda de roupas no colo guiando a cadeira até o lado de ambos, colocou a muda de roupas ao lado de Kaiser que segurou sua mão e o olhou atentamente, Daniel parecia não entender nada assim como Joui.

Kaiser lhe abriu um sorriso acolhedor e maternal.-- Filhotes dão um pouco de trabalho, mas no final vale a pena.

Daniel pareceu virar um pimentão enquanto somente sorria acolhedor para o ômega lúpus e fez um pequeno cafuné em Allya que sorriu para o ruivo, o cadeirante pediu licença e saiu de dentro do quarto  deixando os três á sós. 

-- Ômegas Lúpus são muito mais sensíveis do que ômegas comuns...-- Kaiser começou depositando um beijo casto na testa de sua filha.-- Isso na verdade  não tem haver com a ligação entre ômega e filhote, mas é algo mais como um trauma...

Joui fez um leve carinho no cabelo de Kaiser com certa calma e hesitação, não queria assustar o ômega que parecia enfim calmo.

-- Pode contar se, se sentir confortável mãe. -- Allya murmurou apertando mais Kaiser.

-- Quando eu descobri que estava gravido da Allya e o pai dela também ele me obrigou anpermanecer com ele, não me deixava trabalhar e nem sair, tive a Allya em casa prematuramente, e só quando ela e eu quase morremos foi quando ele nos levou ao hospital.-- Kaiser suspirou pesadamente e inconscisntemente se aconchegou mais no abraço do alfa.-- Quando ele descobriu que ela era ômega ele surtou... Isso foi quando ela tinha uns...

-- Quatro anos.

-- Quateo anos... Sempre que ele queria bater nela por qualquer coisinha eu me metia no meio e o impedia de fazer algo contra ela.

-- Você nunca tentou pedir ajuda para o seu pai? 

Kaiser negou com a cabeça. -- Não, não mesmo, ele é um mafioso, era bem, era ele né, um homem ocupado e que não tem tempo para a família. -- A voz amargurada e pesarosa do moreno fez o alfa se sentir estranho.-- Eu preferi lidar com isso tudo sozinho, mesmo sendo ômega. -- Kaiser riu amargo.-- Essa cicatriz, sabe como a consegui? Não foi água quente nem nada, o filho da puta entrou na garagem quando eu estava manipulando nitroglicerina para fazer uma grana com poder de explosão bem grande, adivinha o que aconteceu.

-- Explodiu a merda toda?

-- Explodiu a merda toda, a Allya tinha oito anos, oito fucking anos de idade! E ele preferiu tentar se salvar á salvar minha filhote... Eu não sei o que aconteceu depois que ele tentou se salvar e deixar a Allya para trás... Eu só lembro de acordar fora da casa e escutar os gritos agoniados do alfa, depois disso sirenes e uma confusão imensa, desde então a Allya é extremamente apegada a mim, e eu à ela, geralmente não entro em um desespero e estado de luto assim, talvez pelo fato de ter a ameaça de um alfa Lúpus e um alfa comum meu ômega e eu deduzimos que o pior havia acontecido.

Joui não conseguia falar nada, somente apertou um pouco mais o ômega em seus braços tentando conforta-lo.

Joui ficou ali abraçando ambos por um bom tempo até sentir o corpo do ômega ficar tenso com o contato do alfa que os soltou e se levantou.

-- Vou pedir para trazerem o café da manhã de vocês. -- Disse observando o rosto alheio que evitava o seu olhar, se virou e seguiu para a porta a abrindo.

-- Por que está fazendo isso?-- A voz mansa e baixa da ômega quase não pode ser escutada pelo alfa que lhe ofereceu um sorriso amplo.

-- Por que eu posso.

-- Mesmo sabendo que meu pai pode te negar como companheiro destinado?-- Joui se virou vendo o espanto no rosto do ômega, ele não havia percebido?

-- Eu arriscaria tudo para tê-lo. 

-- Resposta errada senhor Jouki, resposta errada.



📖💼


Daniel chorava compulsivamente enquanto observava aquele bastãozinho em suas mãos, os dois riquinhos esbanjavam sua cor rosa de forma alegre, quase como se estivesse ali para se amostrar.

Daniel estava feliz, simplesmente feliz! Ok que não era um ômegas mais carinhosos e romamticos do mundo! Mas ele queria filhotes com seu alfa, só Deus sabia o quanto ele queria filhotes, seu ômega as vezes se culpava por não poder gerar filhotes, achava que era infértil, mas não! Ele não era infértil! Ele estava carregandonum filhote.

E sentado naquela poltrona branca do quarto amplo foi que Daniel parou para olhar o bastão e observa-lo feliz, olhou o grande quarto e já podia ver um berço branco com mantas rosa ou azul ali, brinquedos espalhados pelo quarto e possívelmente um Alex com grandes olheiras em baixo dos olhos pelas noites mal dormidas com o choro de seu futuro filhote, Daniel não podia conter as lágrimas que desciam compulsivamente por seu rosto sem parar.

Alex entrou no quarto com uma caixa de chocolates em uma mão e uma garrafa de vinho na outra, seu ômega estava estressado esses dias e ele sabia como ele era quando ficava assim e precisava relaxar, e os chocolates e o vinho sempre o ajudavam a relaxar enquanto escrevia.

Quando Alex adentrou o quarto do casal e viu Daniel chorando compulsivamente sentado na poltrona ele imaginou o pior, deixou as coisas em cima da cama e correu para seu ômega se pondo de joelhos e segurando suas mãos, seu alfa se culpava pelas lágrimas derramadas do ômega. 

-- Dani, meu amor, o que aconteceu? Hm? Me diga.-- Alex indagou limpando as lágrimas de Daniel e quase chorando jutno ao ruivo.

-- Alex...-- Daniel segurou o rosto do alfa sorrindo e chorando ao mesmo tempo esfregando o rosto na mão de seu alfa.-- Ah! Estou tão feliz!

-- O que...? C-como assim? Voc-

Daniel mostrou o bastãozinho para o marido que abriu a boca em um perfeito O, olhou o bastão e olhou seu marido, olhou para a barriga de seu ômega e olhou novamente para o bastão, o sorriso imenso que se rasgou em seu rosto de orelha a orelha quase assustou o ômega quando o alfa se levantou com as mãos na nuca.

-- Eu vou ser pai...-- Sussurrou olhando seu ômega, colocou a mão na boca.-- Meu Deus eu vou ser pai...-- Alex andou de um lado para o outro ainda com o sorriso, correu até a porta a abriu e gritou para a mansão inteira ouvir:-- EU VOU SER PAI CARALHO!!

Daniel estava sem reação, simplesmemte sorria feliz junto ao marido que correu até si e o pegou bo colo o beijando e rindo enquanto repetia: " Eu vou ser pai! Eu vou ser pai!"



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