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História Destinados pelo acaso - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Lágrimas na chuva


O jovem príncipe ômega acorda com os raios solares batendo no seu rosto e calmamente ele se levanta, alongando os seus braços e arqueando sua coluna,afim de dissipar os resquícios de sono.

Assim que fez suas higienes matinais,saiu de seus aposentos rumando à mesa onde estava o café da manhã,seus pais estavam presentes,oque era de se estranhar já que os mais velhos tinham muitos afazeres no reino.

Jungkook percebeu a ausência de seu irmão mais velho, oque ocasionou uma ligação de pontos que o ômega se recusava a acreditar.

– Onde está o Jin? – o jovem príncipe pergunta.

– Filho, acho melhor você se sentar – diz a Rainha com um olhar perdido.Assim como fora pedido por sua mãe, Jungkook fez.

– Filho, o Jin não conseguiu resistir ontem pela madrugada – diz o Rei com os olhos molhados pela lágrima que queria se libertar de seus globos oculares.

O ômega nada disse, apenas levou sua mão até sua boca e se pôs a chorar, ninguém ousava falar nada, a Rainha chorava silenciosamente e timidamente, já o Rei tentava se manter firme,apesar de soltar algumas lágrimas.

Nada precisava ser dito, todos estavam profundamente tristes, fazia pouco mais de um mês que em uma visita ao vilarejo o ômega mais velho contraiu uma doença que o trouxe à óbito.

Seokjin sempre teve uma saúde mais debilitada,nasceu prematuramente,mas por insistência do mesmo ele saiu do castelo, alegando que como futuro Rei ele precisava conhecer o seu povo.

Quando voltou os sintomas foram se manifestando até que ele ficasse acamado,seu estado piorava e nenhum médico foi capaz de reverter o seu caso, vindo a falecer em uma crise de tosse na madrugada.

Os preparativos para o enterro traziam um ar sombrio para o castelo e logo pela tarde o príncipe mais velho foi sepultado.

Jungkook observou o corpo de seu irmão, ainda sem realmente acreditar, nem mesmo quando todos foram se retirando até que só sobrasse o mesmo.

Alguns pingos de chuva caiam e se misturavam com as suas lágrimas, Jin era tão doce e gentil, amava muito o seu irmão e ele se foi, não podia descrever tal dor.

Voltou para o seu quarto, se jogando em sua cama e se pôs a chorar novamente.Chorou até pegar no sono,dormiu com as roupas molhadas pela chuva, não se importava, apenas queria seu irmão de volta.

                                [...]

O jovem príncipe tentava lutar contra a dor da perda do irmão, o mês que se sucedeu a morte do primogênito da família real foi banhado de tristeza coletiva pois o ômega era muito querido.

Jungkook era muito apegado ao seu irmão que sempre cuidou de si, ainda podia sentir o seu aroma adocicado de lavanda misturado com um leve cheiro crítico de laranjas.

Foi ele quem o incentivou a ser ômega que era, e se podia dizer que era diferente era por causa de Seokjin.

O ômega mais novo não condizia em nada com o modelo padrão de príncipe ômega, era na realidade o contrário disso.Por não ser o herdeiro e por ter uma família um pouco mais liberal, ele sempre foi mais livre em suas decisões.

Seokjin sempre o apoiou quando este demonstrou interesse por lutas e espadas, o incentivou a montar em um cavalo e foi totalmente a favor de ele não ser obrigado a se casar, foi ele que conversou com os pais para que o seu irmão mais novo pudesse escolher.

Jungkook por se interessar por lutas e batalhas adquiriu um físico malhado e definido,cresceu mais do que a média dos ômegas comuns, apesar de sua aparência apontar que a sua classe é alfa basta que sintam o cheiro de morangos frescos emanando de seus poros para que saibam que é um ômega.

Jungkook era diferente, sabia disso, nunca precisou seguir um padrão, como o seu irmão, seus pais não queriam obrigar dois de seus filhos a se casar, já bastava Seokjin, mas era necessário, já que era tradição unir dois reinos e continuar a linhagem da realeza.

O jovem príncipe apesar de tudo sabia tudo sobre ser um bom princípe, já que disso os reis não abriam mãos, ele foi ensinado como se portar na mesa, aprendeu a pintar, tocar, dançar e tudo oque um jovem ômega deve saber.

Ele tentava melhorar pois tinha certeza que o seu irmão não iria querer ver ele triste e enquanto estava no jardim lendo um livro que pegara na biblioteca uma criada veio ao seu encontro dizendo que o seu pai estava o chamando.

O ômega logo se levantou e se dirigiu a sala do trono, passou pelos extensos corredores observando os quadros em que seu irmão aparecia, a dor realmente não parecia dar trégua, sentiu uma lágrima teimosa querer escapar e tratou de limpa-lá.

Chegou em frente a grande porta e deu três suaves toques na madeira escura, e sabendo que seu pai o esperava abriu sem receio.

Estava confuso com o chamado se seu Progenitor e pôde sentir que o clima não estava agradável, parecia pesado e triste.

O rei pediu que o filho se aproximasse com um sutil gesto de mão e assim o ômega fez.

– Jungkook, seu irmão estava prometido ao príncipe Kim Taehyung, antes de ele falecer faltavam pouco mais de quatro meses até o casamento, você se lembra? – pergunta o Rei com tristeza no olhar.

– Eu me lembro sim pai, mas porque o senhor está falando sobre isso? – o jovem até aquele momento se esquecera do comprometimento do irmão e não se deu o trabalho de tentar ligar os pontos.

– Filho, com a morte do seu irmão outro deve assumir o seu lugar, o jovem príncipe Kim não pode ficar sem um noivo e você é o único ômega solteiro dos quatro reinos – disse o rei olhando para o seu filho que parecia refletir em suas palavras.

Os Reinos Leste e Oeste tinham unido seus herdeiros, uma ômega e um alfa.Kim Jennie e Byun Baekhyun tinha se casado e eram filhos únicos, ou seja, teria que assumir o lugar de seu irmão e se casar.

– Pai, não tem outra solução? – o jovem príncipe perguntou com lágrimas nos olhos.

– Esse nunca foi o desejo de seu irmão, nem o meu ou de sua mãe, mas em nossa atual situação, você é o único que pode se casar com ele, já comunicamos que Seokjin morreu e quem irá se casar é você – o Rei tentava se manter firme, não podia vacilar, seu reino precisava desse casamento, mesmo que custasse um preço muito alto.

– Quanto tempo? – o ômega perguntou.

– Semana que vêm você irá partir para o Reino Norte, e em três meses irá se casar – o Rei respondeu.

– Tudo bem.

O jovem ômega depois de sua última fala se retirou, não podia reclamar, sabia que era sua responsabilidade, não era culpa de seu pai, sabia que a tradição precisava continuar, tinha noção de que sem o casamento os Reinos poderiam entrar em colapso e cortar laços, não queria que seu povo sofresse.

Não queria esse caminho trilhar mas seria necessário, teria que se entregar a um alfa que nem se quer conhecia, teria que assumir o lugar do irmão.

Jungkook nunca se apaixonou, nunca sentiu aquilo que os livros descreviam e nada que podia chegar perto do que os pais contavam.

O ômega ficou ainda mais triste, seus pais aprenderam a se amar, apesar de terem se casado pela tradição, mas o príncipe experimentou o medo ao pensar que talvez jamais amasse o seu futuro marido, talvez ele fosse traído pelo outro e tivesse uma vida infeliz, queria espantar aqueles pensamentos porém não conseguia.

O medo do futuro perfurou seu coração que só queria que seu irmão ainda estivesse ali para lhe proteger de tudo.

Andou por aqueles corredores novamente, bem mais triste do que outrora estivera e em uma janela se pôs a observar os raios solares indo embora, pintando o céu com um colorido lindo de ser visto.

Uma lágrima solitária escorreu pela bochecha pálida e uma brisa suave trouxe o cheiro de lavandas, oque fez o ômega fechar os olhos e buscar o ar perfumado, os guardando por um momento em seus pulmões para então devolvê-los para o lado de fora.

Se permitiu sorrir apenas por sentir aquele cheiro pois podia sentir seu irmão cuidando de si mesmo que sem sua presença física.

Secou qualquer resquício de dor e foi para o seu quarto, teria uma semana até que sua vida mudasse totalmente de rumo, não sabia oque esperar, mas torcia para que ao menos pudesse ter a amizade do príncipe alfa.



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