História Destinazione - Capítulo 8


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem. Boa leitura.

Música nas notas finais.

Capítulo 8 - Oitavo


Estava completamente escuro e Enrica se encontrava encolhida em um canto, chorava desesperadamente. Não sabia o que estava acontecendo e só queria sair dali, abraçar as pessoas que amava, parecia um sonho, mas ao mesmo tempo sentia que não. As suas mãos cobriam os olhos e não os queria abrir, não iria fazer diferença alguma já que tudo ao seu redor estava tomado pela escuridão.

Sentia muito frio e seus músculos tremiam, mas começou a notar um calor gradativo que a deixou com medo, mas também curiosa. Arregalou os olhos, conseguia enxergar e via a si mesma com os olhos escuros acompanhados de um sorriso maligno:

 – Quem és tu? – Enrica tentava se encolher mais.

– Eu sou você, sua tola. – riu. – Já estava na hora de nós conversarmos. – sentou-se com as pernas cruzadas de frente para Enrica.

– Conversarmos sobre o quê?

– Sobre o que está acontecendo conosco.

– Eu estou doente, somente isso. – a sua persona maligna gargalhou.

– Doente? Nunca disseram sobre o que poderia acontecer com você? Sobre o fato de ser tratada como garoto? Eles fazem ideia do quanto isso nos fez mal? – a princesa tentava tapar os ouvidos, mas não adiantava de nada. – E ainda aceitastes tudo, inacreditável.

– O que vai acontecer comigo? Tu sabes o motivo de eu não ter sido tratada como uma garota? – agora já não demonstrava tanto medo – Se sentiras magoada, também?

– Claro que me senti magoada, nossos pais foram enganados por uma feiticeira ao qual disse que ao sermos tratadas como garotos, nós estaríamos salvas de uma maldição que ela mesma jogou. – era impossível descrever a emoção dos seus olhos, eles eram completamente negros – Eles são tolos demais, acharam mesmo que ela iria dar a doença e o antídoto?

– Do que estás falando?

– Da maldição que irá lhe transformar em um demônio e essa é a nossa chance de nos vingar de todos, a feiticeira nos deu foi uma dádiva. – Enrica teve suas mãos seguradas e não conseguia parar de encarar aqueles olhos negros.

– Qual a necessidade de vingança? Por mais que eu tenha vivido como garoto, eu aprendi coisas muito boas que eu não seria capaz de fazer sendo uma garota já que não me permitiriam.

– Ninguém se importa, eu e você sabemos o quanto queríamos ser uma mulher, uma princesa e uma rainha normal.

– Eu sou normal, meu cabelo curto, minhas roupas, o fato de eu montar a cavalo, lutar com espadas e amar uma mulher, não me torna homem ou doente.

– Que ousada, parece que aquela Claire te fez mudar.

– Sim, para melhor. – Enrica empurrou um pouco aquele ser que se parecia tanto consigo. – Ela me fez ver que eu não preciso ser como as outras princesas e que tudo têm seus lados positivos, e um deles é que eu tive a oportunidade de conhecer e amar alguém como ela.

– Emocionante. – bateu palmas. – Pena que tu não terás mais controle de si e já que me falou isso, ela será a primeira a morrer. – levantou-se.

– Não terias coragem.

– Coragem é o que não me falta. – Enrica estava sendo deixada sozinha novamente.

– Não me deixes sozinha aqui. – Enrica não demorou muito para gritar.

 

 

 

 

 

 

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Claire estava protetora demais, já havia se passado somente dois dias e o estado de sua amada piorava cada vez mais. Não deixava com que virassem o corpo de Enrica e começou a fazer os serviços de Ornella, somente deixava os médicos fazerem leves exames. Não contou a ninguém sobre as fendas nas costas da princesa, além de Dahna e Mea, nem mesmo o rei foi informado.

Dahna e Mea já estavam completamente hospedadas no local e com a permissão de Aletta, foram aceitas a morar no castelo com a ajuda de Claire. As duas passavam horas na biblioteca procurando o que havia causado aquelas feridas em Enrica, sabiam que não era algo relacionado a doenças, mas queriam ter certeza.

As duas estavam cansadas e Mea já havia desistido, estava lendo um livro de fantasia. Dahna ainda foleava outros relacionados a doenças e afins, até que Mea a cutucara:

– Olha essa figura aqui. – Mea mostrou a imagem de um humano com asas.

– Muito belo, mas não é isso que estamos procurando. – Dahna desviou o olhar.

– Não sejas burra. – a garota apontava para a imagem. – As costas...não te lembras algo? – Dahna olhou e acabou engolindo em seco.

– Tu só podes estar brincando. – Mea permanecia séria. – Diz que é brincadeira, por favor.

 

 

 

 

 

 

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Aletta já havia visitado a filha naquele dia sem a companhia do marido, fazendo Claire estranhar. Lenard e Violette haviam ido e  sempre reclamavam que sua filha estava se esgotando demais, mas a mesma não dava atenção. Niccolo chegou durante a tarde e acabou assustando um pouco Claire, que observava calmamente a amada:

– Podes me deixar falar com ela? – Claire olhava para Enrica que se contorcia na cama, nas vezes que a garota acordou, falou sobre pesadelos e aquilo não agradava nenhum pouco a outra princesa.

– Pode, ela poderá acordar daqui a pouco. – a garota levantou retirando-se do quarto.

O rei se aproximou de sua filha que sofria mais a cada dia, Niccolo não conseguia dormir e estava aparentemente cansado:

– Primeiramente queria me desculpar contigo, minha querida filha. – a garota havia parado de se contorcer e abria os olhos, devagar.

– Não precisas se desculpar. – ela falou baixo. – Se é sobre a maldição, eu quero saber mais. – ela o olhou. – O que está realmente acontecendo comigo?

– Como sabes da maldição?

– Meus sonhos, pai. Agora me explique, por favor. – ele pretendia perguntar sobre os sonhos, mas decidiu falar o que realmente importava.

– Eu era muito amigo de uma mulher chamada Fiammeta, ela era filha de um Duque. – ele abaixou a cabeça. – Ela é a irmã mais velha de sua mãe e nós erámos amigos de infância, eu, ela, Aletta e Lenard. Logo depois da ida de Lenard para a França, todos juravam que eu iria casar com Fiammeta, inclusive ela, mas eu e Aletta já nos gostávamos.

– Vocês se casaram e ela não aceitou. – o rei assentiu.

– Nós tivemos uma primeira filha, antes de você. – Enrica o olhou assustada.

– Como assim? E onde ela está? – a garota segurava no braço de seu pai com a força que a restava.

– Ela foi morta por Fiammeta, enquanto bebê. – Niccolo fungou. – Seu avô ainda era rei, nós havíamos viajado e ninguém sabia sobre a gravidez de Aletta, a não ser eu e Lenard.

– Mas parece que Fiammeta sabia também.

– Exatamente. – respirou fundo. – O túmulo de sua irmã está em uma cidade onde moramos em torno de um ano, resolvemos não informar ninguém sobre o ocorrido. – Enrica estava com os olhos lacrimejando. – Não satisfeita, ela lançou uma maldição em você.

– E o que realmente acontece? – havia desespero em sua voz.

– Caso não fosse tratado como homem e não tivesse uma vida mentirosa, tu te tornarias um ser bestial que irá matar todos. – o rei chorou. – Mas nós estávamos errados, ela não disse o verdadeiro modo de evitar e agora você está sendo tomada por esse feitiço, me desculpe. – O rei chorava compulsivamente e Enrica tinha lágrimas silenciosas que percorriam suas bochechas.

– Pai. – ela o fez a encarar. – Não precisa se desculpar, graças a ti, aprendi muitas coisas e conheci Claire, eu só tenho um pedido a te fazer.

– Farei o que quiseres.

– Me mate se for necessário. – Claire havia acabado de escutar a teoria louca de Dahna e Mea quando saíra do quarto e não acreditava até escutar essa última parte da conversa. Não acreditava que Enrica pediu isso, começou a chorar e foi amparada por suas amigas.

 

 

 

 

 

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Sienna acordou em seus aposentos na casa da feiticeira e logo escutou a mulher brincando com seu filho, não esperava que aquela feiticeira tão ríspida iria apegar-se tanto ao garotinho. A servente decidiu não se levantar, se recuperava muito bem, mas necessitava descansar.

Escutou alguém entrar na casa, era a mulher que realizou seu parto e sabia disso pela voz:

– Como vai, Fiammeta?

– Estou indo bem.

– Vejo que se apegaste ao garoto.

– Foi praticamente impossível não me apegar, o que te trazes aqui?

– Soube de Enrica? Parece que o feitiço que eu lhe ajudei a fazer está dando certo.

– Sim, mal vejo a hora dela se transformar logo na minha fera de estimação. – as duas gargalharam.

– Eles perceberam tarde demais que o fator principal para a realização do feitiço seria o primeiro beijo do amor de Enrica. Sempre amor não é, Fiammeta?

–Deixe-me, mulher. – Sienna fechou os olhos, notou passos se aproximando do quarto e logo depois se afastando.

– Foi olhar Sienna?

– Claro que sim, caso fale alguma coisa ela não deverá escutar, felizmente está dormindo. – Sienna abriu os olhos e tentava manter-se mais atenta à conversa.

– Tu tens o antídoto aqui, inteligente.

– Sim e ela não faz ideia.

– Tomara que não tenha ideia mesmo.

– O que precisa para Enrica voltar ao normal é o sangue da irmã dela caindo sobre as asas e como acham que a mesma está morta, não há o que temer. – Sienna tapava a boca em choque.

– Tu não terias coragem de matar um bebê.

– Claro que não.

Sienna tinha decisões para fazer depois de tantas revelações, era da família real e irmã de Enrica, por isso notou certa semelhança entre si e eles, os mesmos haviam chorado sua perda e com certeza a receberiam bem se voltasse. Com tamanho choque, decidiu se acalmar e pensar melhor em como iria pegar seu filho e fugir dali, precisava salvar sua irmã, conhecer a família que sempre quis ter. 


Notas Finais




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