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História Destined - Daryl Dixon - Capítulo 20


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Notas do Autor


Oi gente, eai tudo bem?
Espero que estejam todos em casa, eu estou aqui de quarentena rsrsrs
Então bebam bastante água para se hidratar, não saiam muito, e se cuidem, não esqueçam do álcool em gel tá bom bebês?♥️
Logo, logo esse momento ruim vai passar, se Deus quiser, mas enquanto isso toda precaução é pouca tá?
É isso, espero que gostem do capítulo, e temos Merle com mais uma de suas maldades🙈 Beijos , espero que estejam gostando da história.

Capítulo 20 - Uma mentira a mais


Fanfic / Fanfiction Destined - Daryl Dixon - Capítulo 20 - Uma mentira a mais

 " Se você não quer parecer um idiota, não ouse se apaixonar."

* Daryl

Voltar para casa foi como estar em meio a um pesadelo, sabe aqueles pesadelos que parecem não ter fim, que te assustam e te deixam em pânico? Eu estava preso dentro de um desses.

Tudo ainda estava jogado no chão, mas isso não foi oque me chamou atenção, oque me causou pânico, foi o sangue já seco que pintava o piso da pequena casa, mostrando que uma cena de terror havia acontecido ali.
Eu juro que a minha vontade era sair correndo, mas eu não podia, então resolvi encarar de frente, entrei pisando duro, e logo fui recolhendo cada coisa fora do lugar.

- Que merda você está fazendo maninho? Amanhã uma faxineira vem limpar essa bagunça, eu não a chamei porque estava preocupado com você naquele hospital, então nem me lembrei, Merle falou enquanto se jogava no sofá.

Eu não posso esperar até amanhã, eu não vou ficar parado olhando pra tudo isso, eu não posso, falei enquanto levantava a escrivaninha que estava jogada de ponta cabeça, só então Merle resolveu tomar a atitude de se levantar e me ajudar.
Depois de algum tempo tudo estava no seu devido lugar, separamos as roupas do velho para a adoção, colocando-as em uma caixa de papelão, era dolorido pensar que ele se foi, porque apesar de tudo ele continuava sendo o meu pai e sangue do meu sangue.
Eu sei que Joe Dixon não era nem de longe um homem bom, mas ele era minha família e eu jamais poderia ignorar este fato.

Tirar as manchas de sangue do chão foi difícil, mas eu não susseguei até que tudo estivesse limpo, o único cômodo da casa que não estava de pernas para o ar, era o quarto em que eu dividia com Merle, e antes mesmo que a limpeza estivesse acabado ele já pegou uma cerveja na geladeira e se deitou em sua cama.

Assim que tudo estava limpo, acendi um cigarro, e encarei a parte da casa em que eu mais temia, o quarto da Magna. Pensei muito antes de tomar a decisão de que me mudaria para lá, deixando Merle dormir sozinho no nosso antigo quarto, talvez seja ridículo eu dizer isso, ainda mais depois de tudo oque a garota fez com a minha vida, mas eu não queria me desfazer das lembranças dos momentos que tivemos juntos, eu ainda a amo apesar de tudo oque ela fez, e sinto que a amarei até o meu coração parar de bater.
Aquele quarto, e a nossa casa na árvore, são as únicas coisas que eu tenho dela, nada mais sobrou.
Eu pensei muito, talvez eu devesse a procurar, mesmo que ela não queira me ver, mesmo que ela me odeie, mas voltei atrás, eu não poderia jogar o meu orgulho no lixo correndo atrás de uma garota que me fez de palhaço e destruiu tudo oque eu tinha de bom, então decidi que as únicas coisas que eu quero de Magna são essas lembranças que ficaram.
Comecei a organizar as coisasinhas dela, arrumando tudo do jeito que ela arrumava, eu não queria mudar nada, apesar do quarto ser bem feminino.
Merle logo se levantou, assim que ouviu o barulho, ele já estava com uma caixa na mão, recolhendo algumas roupas que estavam jogadas no chão, quando eu tirei a caixa da mão dele, e comecei a dobrar as peças.

- Tem que doar essas porcarias também, nem precisa dobrar, joga tudo na caixa e coloca lá no meio da rua que alguém passa e pega.
Falou tentando me convencer mas eu nem respondi nada, logo ele se deu por vencido e saiu me deixando sozinho.

Fechei a porta, e senti as lágrimas escorrendo sem aviso, era ironia demais que meu pai estivesse morto e eu não tivesse derramado uma lágrima, mas sentisse tanto a falta da pessoa que me deixou em coma e acabou com a vida dele.
Eu era mesmo um maricas!

Depois de algum tempo tudo estava no lugar, separei as roupas que Magna me contou ter herdado da mãe, roupas aquelas que ela não gostava mas usou durante o trabalho na boate, aquelas eu não queria, embora eu me lembrasse dela usando cada peça, eu sabia que ela nunca gostou de verdade, por isso eu preferi guardar apenas aquelas em que eu sabia que ela realmente gostava.
As coloquei em uma caixa, e deixei as outras que não eram muitas, dobradas em um canto pequeno do guarda roupa, a maior parte deixei para mim, afinal agora eu dormiria no lugar, e precisaria de um pouco de espaço.
Me sentei na cama e abri um caderno, reparei que a maioria dos desenhos e rabiscos tinham o meu nome, e uma tentativa falha de me desenhar, em alguns esboços, eu segurava nas mãos da cacheada, e eu não pude evitar de sorrir, era estranho chorar e sorrir ao mesmo tempo, antes de Magna isso nunca havia acontecido, porque todas as vezes em que eu chorei foi de tristeza e medo, e agora eu estava triste, mas tinha tantas lembranças boas que ao mesmo tempo me deixavam feliz de um jeito bem estranho.

Eu não entendi o porque dela escrever tanto sobre mim, sendo que estava apenas me fazendo de idiota, e acabei me sentindo mais burro ainda, porque havia me deixado levar por um conto de fadas que nunca existiu.
Lembrei de uma frase que o dono da borracharia me disse quando eu jurei não ser idiota de me apaixonar, nesse tempo ele já sabia que eu amava Magna, estava cristalino como a água, somente eu não quis enxergar.
" Se você não quer parecer um idiota não ouse se apaixonar. "
Realmente, o homem estava certo, sempre esteve, eu amava aquela demonia, eu amava cada detalhe dela, eu amava o cheiro, o cabelo, o corpo, as ironias e até às irresponsabilidades, e acima de tudo eu amava o seu beijo, e o seu jeito de fazer amor, porque eu nunca havia feito amor antes, com as outras era apenas sexo, mas com ela foi amor, eu soube deis da primeira vez.
Por isso eu me odiava ainda mais. Naquela noite eu resolvi sair, tentar esfriar a minha cabeça, e foi aí que eu comecei a estragar todo o resto que sobrará da minha vida, se é que houvesse algo mais para estragar, afinal tudo já estava desmoronando, e eu não conseguia enxergar um jeito de colar os pedaços, eu estava preso em um oceano e tudo oque eu mais queria era me afogar.

                             ***

*Merle

Daryl pirou, o maninho realmente não estava funcionando bem da cabeça, primeiro ele decidiu que dormiria no quarto da garota, depois  decidiu que viveria escondido atrás das bebidas, ele estava idêntico ao nosso pai, saia para beber, e só voltava quando estivesse caindo, segurava as roupas da Magna como se fossem ela mesma quem estivesse ali nas peças, eu nunca vi um homem naquele estado, porque Daryl chegou em um estágio tão ruim, em que ele até falava sozinho, eu não sabia oque estava acontecendo direito, só sei que me botava medo.

Já se faziam quatro meses e meio,  deis daquele dia em que ela matou o papai, e nada dele se recuperar.
Na semana passada cismou que queria ver a perícia do crime, e até hoje está tentando conseguir o papel.

Por falar em papel, eu escondi a intimação em que ele recebeu para ir depor a favor ou contra a garota, eu não podia correr o risco de ver os dois cara a cara no tribunal, nem eu mesmo fui, eles não podiam me obrigar, eu sou um Dixon e já estou acostumado a viver fora da lei, usei o argumento de meu irmão estar no hospital, e que eu não queria saber nada sobre a assassina, molhei a mão de alguns policiais e pronto, eu e Daryl estavamos livres daquela palhaçada, fiquei sabendo que ela pegou dez anos e meio de prisão, e foi aí que eu soube que fiz a coisa certa, eu não podia mesmo deixar Daryl parar a vida durante tanto tempo por causa dela, não era justo, no fim eu só ajudei o meu irmão, se ele já está pirando agora, imagina como seria quando tivesse que esperar pela garota por tantos anos.
Por um certo ponto eu fiquei com pena dela, acreditem se quiserem, mas eu gostava da Magna, eu gostava mesmo, mas entre ela e o maninho eu sempre escolheria ele, afinal ele é sangue do meu sangue, e eu não poderia correr o risco de perdê-lo, porque Daryl é a minha única família.

Mas de qualquer forma eu me sensibilizei com a garota, eu precisava tentar a ajudar de algum jeito, foi então que eu resolvi pegar metade da grana que eu tinha guardado, não seria justo que eu deixasse a garota sem nada, pelo menos se eu mandasse algum dinheiro eu estaria me redimindo da culpa de ter estragado sua vida, e foi oque eu fiz.

Passei pela sala e Daryl estava caído no sofá, um completo desastre, faziam dois dias que ele não tomava um banho, mas eu respeitei o momento dele, apaguei o cigarro que estava aceso, certamente ele havia dormido e esquecido, era bem a cara dele nesses dias, desligado e sem forças para nada, meu maninho não queria mais saber nem de trabalhar, oque era muito estranho já que ele sempre foi todo certinho com essas coisas de emprego.

Sai sem que ele mal percebesse, foi então que eu fui até a delegacia, consegui com que o delegado ligasse para a prisão da garota, eu precisava falar com ela nem que fosse uma última vez e contar sobre o dinheiro que eu mandaria, pelo menos ela poderia comprar algo dentro daquele chiqueiro que deve ser a prisão.
Quando você vive no meio do crime, você tem alguns privilégios, então é claro que essa ligação me custou algumas drogas, afinal os policiais e delegados são os piores quando se trata de cocaína, são os mais viciados, aqueles que ninguém imaginam, mas que fazem qualquer coisa por essas porcarias.

Demorou um tempo para que eu conseguisse finalmente falar com ela, mas era bom ouvir a sua voz mesmo que de tão longe, foi aí que eu percebi que sentia saudades daquela maluquinha, ela tinha bem mais haver comigo doque o Daryl, eu tenho certeza que ela deve estar deixando todos de cabelo em pé naquela prisão.

- Merle, é você?
Ela perguntou do outro lado da linha.

- Sim, eu mesmo, eu soube do seu julgamento, me desculpa eu queria ter ido, mas o Daryl achou melhor que não fossemos, sabe como ele é cabeça dura, eu não queria que ele se irritasse comigo.
Falei engolindo um seco, e ouvi Magna soltando um suspiro.

- Tudo bem, eu entendo, mas então porque ligou?
Ela perguntou direta e clara, e por um segundo eu me arrependi de ter telefonado.

- Eu queria te falar uma coisa.
Falei mas fui cortado, parecia que Magna tinha muito mais a falar doque eu.

- Não importa porque você ligou, eu tenho que te contar uma coisa, eu vou falar rápido antes que eu me arrependa, eu estou grávida.
Soltou a bomba toda de uma vez, e eu soltei uma gargalhada achando que era piada.

- Eu estou grávida, eu sei que o Daryl não quer saber de mim, mas eu achei que era um direito dele saber que eu teria esse bebê, então você pode contar para ele por favor, e dizer que essa criança não tem culpa do que eu fiz, eu só estou contando isso porque eu estou desesperada, não quero um futuro incerto para o meu filho, ao contrário eu nem falaria.
Pude ouvir os soluços da garota pelo telefone e logo eu soube que ela estava chorando, agora a história estava bem pior doque eu esperava, e por um instante eu pensei em voltar atrás, mas eu não podia, se meu maninho soubesse que eu enganei ele, aí sim eu ficaria sozinho e ele nunca me perdoaria.
Pensei em todas as possibilidades, e imaginar meu irmão com um ranhento no colo me pareceu o verdadeiro inferno, então tomei fôlego antes de começar mais uma de minhas mentiras, afinal uma a mais não pioraria nada doque eu fiz.

- Já sabemos, me desculpa mas foi por isso que eu liguei, Daryl decidiu te mandar um dinheiro, ele falou que não pode te ajudar além disso, então você deve abortar, ou entregar para a adoção, afinal essa criança aos olhos dele é maldita.
Soltei tudo de uma vez, e vi os soluços da garota aumentarem ainda mais.

- Enfia seu dinheiro no cú, e não me liga nunca mais.
Foi tudo oque ela disse antes de desligar o telefone, e foi aí que eu soube que eu era o pior homem do mundo.




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