História Destined - Capítulo 6


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Chouji Akimichi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Haku, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Kisame Hoshigaki, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shisui Uchiha, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Abo, Alfaxômega, Boys Love, Gay, Lemon, Narusasu, Naruto Alfa, Naruto Uzumaki, Narutoxsasuke, Sasuke Omega, Sasuke Uchiha, Smut, Yaoi
Visualizações 255
Palavras 6.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heeeeeeeey
Olha eu brotando aqui depois da meia noite ~aquela carinha marota~
Migas venho finalmente lhes trazer um capítulo novo hehehe
Vou nem fazer muita hora aqui...
Vejo vocês lá embaixo amoras do meu corê :"3

Enjoy!!!!!

Capítulo 6 - Opening New Doors


Fanfic / Fanfiction Destined - Capítulo 6 - Opening New Doors

    Olhos azuis faiscaram assim que o cavaleiro loiro atravessou os portões do castelo. O jovem mal se importou em entregar as rédeas de Kurama, seu fiel cavalo alaranjado para um dos servos que o aguardavam, já saltando do animal e caminhou com passos firmes para dentro do castelo, sem tirar a capa ou limpar as botas sujas de lama.
    Os servos ainda acordados aquela hora beirando a madrugada saiam do caminho pelos corredores, alguns indignados pelo chakra furioso vazando pelos poros do rapaz, outros apenas balançando a cabeça e continuando com seus últimos afazeres do dia, já tendo visto o príncipe daquela mesma forma dias atrás... Alguns corando e piscando olhos desejosos, sentir a presença de alfa forte enchendo o palácio real fazia muitos dos servos mais recatados até se esquecerem que o príncipe já era comprometido.
    Porém para Naruto, tudo o que girava em sua cabeça era o seu belo e complicado parceiro.
     Desde o dia anterior quando ele teve aquele encontro fatídico com o Uchiha, palavras estavam entaladas em sua garganta, o impedindo de dormir ou sequer funcionar direito, nem uma caçada animada liderada por seu estimado Iruka-Sensei havia conseguido fazer o turbilhão rondando sua cabeça se silenciar.
    Não havia confrontado sua mãe como queria. Não havia encontrado um motivo plausível para tal, Kushina andava tão atarefada com os preparativos do casamento, e também sabia no fundo que sua mãe não havia de ter pedido o tal exame com nenhuma má intenção, conhecia a mãe e sabia que ela só queria o melhor para si e para todos a sua volta.
    Porém o gosto amargo deixado pelo o que Sasuke havia dito ainda ardia forte no fundo da sua garganta.
    Como ele poderia pensar que apenas o queria para ter um herdeiro?! Isso era inconcebível, o ômega era seu destinado, a outra parte que lhe completava e com toda certeza muito, muito mais do que "uma parideira"!
    Naruto só não conseguia ver ou entender o que fazia o Uchiha se sentir daquela forma, por que o fato de lhe dar um filho parecia ser tão abominável para ele, era isso que ômegas sempre queriam não é? Um alfa, uma boa casa, construir uma família, segurança, estabilidade, amor...
    E tudo isso ele poderia dar a Sasuke, então por qual motivo a equação ali não parecia bater?
    Naruto bufou, despachando sem muita atenção o beta que perguntou se gostaria que servissem seu jantar. Estava sem fome, só queria deitar e conseguir descansar toda a fadiga que se acumulava em seus ombros, claro depois de um bom e longo banho.
    A ala onde o quarto do príncipe era localizado estava silenciosa e vazia, o corredor ilumina por alguns poucos candelabros. O herdeiro Namikaze colocou os braços atrás da cabeça, sacudindo a mesma para tirar os cabelos suados da testa... Até estacar.
    As pupilas se dilataram, quase encobrindo todo o azul céu. Naruto aspirou o ar, sentindo um arrepio subir por sua coluna, e um rosnado ficar preso em seu peito.
    O cheiro forte de ômega empestiando os arredores. E o alfa sabia exatamente de onde vinha.
    Naruto deu alguns passos, estreitando os olhos e seguindo a presença do ômega. Seus dedos se apertaram em punhos.
    Pois sabia que seja lá quem fosse que havia ousado invadir seu quarto... Não era Sasuke.
    Alguém estava entrando no cio no seu quarto, mas não era o seu parceiro.
    Ao parar na porta, Naruto conseguia sentir o chakra que o atraia como um ímã, porém o príncipe só conseguiu sentir raiva ao absorver o cheiro de lavanda. Era familiar, mas ele não conseguia entender o motivo.
    O príncipe empurrou a porta sem cerimônia, afinal estava em seus aposentos e pretendia expulsar mais que de imediato o ômega desaforado que havia tido a coragem de invadir seu espaço...
    Até encontrar suas jóias azuis com aqueles olhos tão conhecidos, banhados em lágrimas.
    - Hinata? — Engasgou de surpresa e por sentir outra onda do perfume forte, anunciando o cio da moça.
    A Hime estava sentada sobre a cama enorme, uma espécie de manto vermelho profundo cobrindo seus ombros, mas se abrindo para mostrar as coxas bem feitas e pálidas, macias e suculentas...
    Naruto puxou o ar sentindo um calor se espalhar por todo seu corpo.
    - O que faz aqui?! — Sua voz saiu falhada.
    - Naruto-Kun... — A menina soluçou, erguendo o olhar para o rapaz ainda parado na porta. — Por favor. — Suas mãos tocaram a pele delicada de suas coxas, subindo...
    - Hinata, ouça, você não poderia estar aqui, não desse jeito. Não sei como conseguiu passar pela guarda a uma hora dessas, mas precisa voltar a sua casa. — Naruto fechou a porta, olhando alarmado em direção as vidraças enormes porém fechadas no outro lado do quarto.
    - Nã-não... — E Hinata se levantou, o manto escorregando mostrando um ombro leitoso e parte de um seio farto. — Eu preciso de você, Naruto-Kun... Quero que seja você.
    O Uzumaki arregalou ainda mais os olhos, ignorando as reações que a presença de Hinata causavam no seu corpo.
    - Você só pode estar fora de si, Hinata-Chan, precisa voltar ao distrito Hyuuga! — Passou as mãos nervosamente pelos cabelos. — Vou arranjar alguém para a levar de volta...
    - Naruto me ouça! — Os dois ficaram surpresos ao ouvir a voz da garota sempre tão reservada se elevar. A princesa Hyuuga deu alguns passos, sentindo seu corpo responder a presença do alfa.
    Naruto, o seu príncipe.
    - Meu pai encontrou outro noivo para mim, mas não quero que ele seja o meu primeiro. Eu lhe peço, lhe imploro Naruto, tem de ser você. Você que sempre foi dono do meu coração e querer desde que nascemos. Esperei anos para ter a você e lhe dar aquilo que me era mais precioso... — Ela soluçou visivelmente desesperada, focando sua vista embaçada no loiro paralisado. — Quero que seja você Naruto, nem que seja apenas por uma vez. Me tome Naruto, pelo menos por esse cio.
    - Deuses, Hinata. — Naruto sacudiu a cabeça. — Enlouqueceu? Eu já tenho um ômega marcado, destinado a mim!
    - Destinado?! — Hinata sibilou, os olhos quase brancos se tornando arroxeados. — Sasuke Uchiha, lembra-se como até ontem fazia pouco dele, o tratando apenas como um ômega sem modos e antipático?! 
     - Isso foi antes, Hinata...
    - E eu, o amei desde sempre, desde que éramos crianças. Era a você que dediquei tudo o que fiz, pois você sempre foi prometido como o meu príncipe, o alfa a quem eu deveria confiar o meu destino!
    - Eu... — Naruto engoliu em seco, sentindo a culpa correr como um veneno por seus pensamentos. — Eu sinto muito.
    Hinata balançou a cabeça, cabelos negros se desalinhando e desprendendo o odor doce do cio.
    - Não sente. Pois agora está feliz, pois agora é a ele quem você deseja. Ele quem se deitara na sua cama e será nomeado como o príncipe consorte. — Ela chorou com mais força. Dizendo tudo o que prendia no mais fundo do seu coração. — A mim apenas resta a humilhação de ter sido deixada, rejeitada pelo príncipe... Dada em casamento a o próprio primo.
    Naruto sentiu o coração pular uma batida. Tentando entender sobre a névoa que parecia cobrir seus sentidos.
    - Vai se casar com Neji? — Perguntou se afastando de Hinata. Precisava colocar a mente no lugar.
    Mas os dedos suaves se fechando em seu pulso o fez congelar.
    A Hyuuga se prostrou em frente ao príncipe de Konoha. Prendendo aqueles olhos tão azuis nos seus. Sentiu uma nova onda de fogo subir por seu ventre, e sem pensar mais, se afastou e deixou o manto cair no chão atapetado aos seus pés.
    O corpo cheio de curvas se expondo em frente aos olhos tão belos do alfa que deveria ser seu.
    Naruto parecia petrificado no lugar, como se estivesse vendo algum tipo de assombração.
    - Me tome Naruto, é o que lhe imploro. Faça-me sua ao menos por agora. 
    - Eu não posso. — O herdeiro da vila negou com a voz rouca, mas não se moveu um centímetro quando a dama segurou sua mão.
    - Pode, por favor. — Hinata se colocou nas pontas dos pés, soluços e excitação a fazendo tremer. — Por favor, Alfa. — Levou a mão amorenada até seu peito, tocando as pontas dos dedos quentes por seu seio, enquanto desprendia a capa do garoto.
    Hinata gemeu com abandono, Naruto grunhiu sufocado.
    - Por favor, Naruto. — Desceu sua mão em conjunto a do alfa Namikaze. — Me tome, me faça mulher...
    O ventre dela era reto e ficou arrepiado ao sentir aquela mão grande o tocando. Hinata puxou o ar, trazendo o perfume cítrico do príncipe.
    - Me ame...
    Naruto segurou os ombros dela a afastando. Tudo tão rápido que a Hime se sentiu enjoada com os movimentos.
    - Não posso Hinata, já amo outra pessoa. — O príncipe recuperou a pose imponente. Os olhos cor de céu livres daquela névoa. — Vou arranjar alguém que a leve em segurança para sua residência. E quando tiver em seu juízo perfeito, conversaremos sobre seu noivado com Neji.
    Hinata tremia, sendo sacudida pela excitação em níveis altíssimos, nublando cada pensamento certo, sentindo se afogar em humilhação e vergonha por mais uma vez estar sendo rejeitada sem um segundo de hesitação por Naruto Uzumaki Namikaze. A tristeza por estar se prestando a o papel ridículo de estar nua, necessitada e oferecendo tudo a um alfa que sequer cogitava a ideia de a tocar, a fazendo sentir uma escuridão que jamais achou habitar em si própria borbulhar e escorrer para fora.
    - Você não o ama. — Sussurrou. — Acha que ama porque ele lhe deu facilmente aquilo queria, pois vem dos antigos dizerem que destinados detém o apreço um do outro. Mas você não o ama... Não poderia amar alguém que nunca poderá lhe marcar de volta, pois é seco e incapaz de lhe dar um filho, amaldiçoado.
    E de novo, o movimento foi muito rápido. Em um segundo, Hinata sentia o pescoço ser comprimido, a deixando mole e sem reação.
    Naruto tinha olhos escuros, perigosos e assustadores, seu rosto retorcido em fúria...
    A lenda da raposa que vivia dentro de cada Uzumaki nunca lhe pareceu tão verdadeira.
    - Não ouse se referir a Sasuke dessa forma baixa novamente. — A voz dele era baixa e tão gelada quanto a Hyuuga jamais imaginou ouvir vinda do sempre doce Naruto. — É o meu ômega e não admito que você nem ninguém o trate assim, entendeu?
    Hinata afundou os dedos no pulso do alfa que prendia seu pescoço. Sentia a ponta dos pés saindo do chão devido a força com que Naruto a segurava.
    O medo se misturando a excitação correndo como um veneno por suas veias.
    O alfa arregalou seus olhos azuis ao ouvir o som quebrado vindo da Hime. Soltou o moça, estremecendo ao ver ela cair sobre sua cama, puxando o ar com força e mais pálida do que sempre.
    - Dattebayo. — Rosnou sentindo raiva de si próprio. 
    - Naruto-Kun se meu pai souber que vim até aqui, estarei perdida e nem Neji irá me querer. — Hinata tentou colocar para fora com a voz falhando.
    Naruto passou as mãos pela cabeça e sem olhar para Hinata outra vez, deixou o quarto.
    A pobre moça o que restou foi afundar o rosto na cama com o cheiro do alfa. Se dando conta do quanto a ideia de ir até o castelo tinha sido errada, claro, como esperar que o nobre príncipe aceitasse a proposta descabida que era a desonrar. Sabia que Naruto, o bondoso e gentil alfa, nunca concordaria com isso.
    Mas em meio a o desejo que o cio trazia, só conseguia o querer mais e o desespero de que essa seria a única chance de se entregar a Naruto a fez criar coragem de se prestar a vergonha de subornar servos para conseguir estar no quarto do príncipe.
    Se sentia humilhada, mas não só pela rejeição de Naruto, essa por mais dolorosa que fosse já era de se esperar. Sim pela atitude que havia tido. Manchava o nome dos Hyuuga. 
    Era uma vergonha para o clã.
    Naruto voltou ao aposento, acompanhado por uma senhora de cabelos brancos e beta. Sentiu o coração pesar ao ver Hinata encolhida entre seus lençóis e observou em silêncio a chefe da cozinha ajudar a moça a se levantar e se cobrir novamente com o manto grosso antes largado no chão.
    Nenhum dos dois fez contato visual.
    O príncipe acompanhou a Hyuuga cautelosamente pelo corredor, saindo do castelo pelo lado norte, já vendo a carruagem preparada a esperando.
    - Direto ao distrito Hyuuga. — Lançou um olhar para os dois guardas que levariam a garota.
    Ambos bateram continência obedientes, bem, quem não seria obediente com uma ameaça enérgica do próprio príncipe de irem para a forca caso sequer olhassem para a herdeira Hyuuga ou deixassem que a visita noturna dela, em pleno cio, fosse descoberta?
    Naruto respirou fundo, trazendo o perfume de lavanda ainda forte de Hinata. Fez um aceno grato para a senhora e se aproximou da Hime visivelmente aterrorizada.
    - Sinto muito Hinata, realmente sinto, por tudo. — Disse baixo mas sinceramente. — Nem eu, como ninguém aqui iremos dizer uma palavra sobre o que aconteceu. E quando você estiver melhor, juro que vou lhe ajudar com o seu casamento, não vou deixar que se case com Neji. — Abaixou a cabeça.
    Hinata entrou na carruagem, abraçando a si mesma e deixando as lágrimas escorrerem. Queria dizer que era ela quem sentia muito, que se arrependia de ter ido até ali, de ter o feito a ver em um estado tão deplorável, e por ter dito aquelas coisas horríveis sobre Sasuke Uchiha.
    Mas apenas conseguiu olhar nos olhos claros de Naruto, rezando para que só com aquilo conseguisse o fazer entender tudo o que não conseguia por em palavras.
    Quando a Hime partiu, Naruto finalmente conseguiu respirar direito. Levando os dedos aos olhos e se sentindo tão cansado que mal conseguia ficar em pé. Só queria dormir e fingir que aquilo tudo não passava de um pesadelo... 
    Seus dedos quase que involuntariamente desceram para tocar a base do seu pescoço, exatamente onde sabia que estava a marca de Sasuke. Onde a sua um dia também iria estar.
    Um dia...
    O príncipe se colocou a voltar em silêncio para dentro do castelo.
    Falhando em ver o vulto de longos cabelos vermelhos em uma das janelas no andar de cima.

 

    O dia se seguia como sempre parecia ser ali. Longo, seco e malditamente quente. Itachi ironicamente sentia saudades de Konoha.
    Perfeito, dois dias e ele já queria voltar correndo para o lugar onde sempre se achou preso.
    Girou os olhos pela paisagem monótona através de sua janela, apenas casas, prédios pequenos e mais areia, a cidade era cercada por altos rochedos, formando quase que um círculo perfeito e do outro lado mais deserto se estendendo até onde conseguia enxergar.
    O Uchiha bateu os dedos no vidro, o silêncio que sempre lhe fora agradável agora parecia dar nos seus nervos. Sentia falta até da falação sem pausas de Deidara, mas aquele maldito havia ido visitar um suposto vendedor de argila explosiva rara.
    Itachi se levantou, atravessando decidido pelo quarto e saindo para fora. Talvez encontrasse Kisame ou pelo menos algo para se entreter no palácio. Kankuro era uma boa opção, sempre alegre e falante, tão diferente da irmã Temari, quieta e observadora, como uma águia. E também do terceiro gêmeo, Gaara.
    Itachi não havia visto muito o príncipe herdeiro da areia, apenas na hora do jantar, e ainda assim o ruivo se recolhia a um silêncio absoluto, coisa que nenhum dos outros integrantes da família real parecia achar incomum. E o Uchiha até entendia, deveria ser difícil absorver a ideia de ter seu noivado acabado de repente diante dos seus olhos, sem poder fazer nada ou sequer tentar arranjar uma forma de reverter o caso.
    Entendia realmente a raiva do príncipe, só não entendia o motivo de ela parecer ser dirigida a si, talvez para Deidara também. Bem, não é como se a culpa fosse deles, Sasuke havia sido destinado a Naruto, não havia nada que se pudesse ser feito em relação a isso.
    Quando não encontrou ninguém com quem valesse a pena conversar pelos corredores do castelo de Suna, Itachi ficou até grato por não ter que enfrentar os olhos verdes e sem vida de Gaara No Sabaku.
    Uma das portas fechadas atraiu sua atenção, olhou em volta sentindo a curiosidade incomum mandar arrepios por sua pele. Nenhum guarda ou servo por perto. Cogitou apenas continuar seguindo caminho, não sabia o que havia atrás da porta e a última coisa que queria era parecer desrespeitoso.
    Porém era um hóspede de honra ali, e ainda por cima um Uchiha.
    Ninguém podia dizer onde um Uchiha podia ou não ir.
    Bateu na porta por duas vezes, apenas para ter a certeza que seua sentidos já haviam dado de estar vazia. Adentrou um salão com várias pinturas, o que pareciam troféus, espadas expostas dentro de vidros, e estátuas bem detalhadas, observou tudo com cuidado, se aproximando para olhar uma ou outra com mais atenção. Descobriu que aquela era uma espécie de museu a memória dos membros da família real, tendo relíquias relacionadas a pessoas de gerações passadas.
    O alfa Uchiha parou momentaneamente, seus olhos negros pousados sobre uma das pinturas, expondo uma senhora graciosa de cabelos claros ao lado de uma versão mais jovem do Kazekage.
    Se lembrou que alguém havia mencionado a rainha de Suna uma ou duas vezes durante suas aulas, morta devido a complicações no parto dos trigêmeos. Karura havia sido uma grande mulher, segundo o que sabia era por ela que em Suna, alfas, ômegas e betas eram tratados com poucas diferenças entre os gêneros, ela era justa e igualitária. Depois de sua morte, Rasa não havia se casado novamente mantendo o reinado de Sunagakure sem nova rainha.
    Itachi suspirou, analisando a almofada de veludo cor de vinho onde a coroa que havia pertencido a Karura e a várias rainha e reis consortes antes dela, repousava intocada.
    Os dedos longos e pálidos tocaram a superfície fria e sólida da coroa, cravejada com tantas preciosidades que ele mal conseguia começar a contar. Era uma trabalho tão bem feito, quase perfeição.
    - Sabe que esta sala é restrita apenas a membros da realeza, certo forasteiro?
    A voz baixa e abafada pegou Itachi de surpresa, fazendo o alfa praguejar mentalmente, como ele podia ter se distraído tanto a ponto de não notar outra presença por perto... E foi então que o primogênito Uchiha notou... Não havia presença nenhuma além da sua própria na sala.
    Itachi se virou, seus orbes escuros caindo sobre a figura trajadas em roupas pesadas e negras, complementadas com a máscara cobrindo a face.
    Aquele guarda!
    O Uchiha estreitou o olhar, erguendo uma sobrancelha elegante enquanto media com descaso a pessoa parada em frente a porta.
    - Não seja insolente. — Deu uma leve risada sarcástica, digna apenas de alguém que carregava um título como o seu. — Tem ideia de quem sou?
    - Não me interessas quem és ou deixas de ser, Uchiha. — A resposta veio afiada como um punhal. — Está fora dos limites permitidos a visitantes neste castelo. Acho então que a insolência parte do seu lado.
    Itachi deixou seus olhos brilharem vermelhos, ativando seu Sharingan e com isso também liberando ainda mais de sua presença alfa. Leu o chakra da pessoa imóvel e não teve dúvidas sobre ser o mesmo guarda que havia ousado lhe apontar uma espada anteriormente.
    - Controle sua língua. — Deu passos a frente, impondo seu poder. 
    O chakra do guarda de Suna não se alterou em nada. Itachi desceu os olhos pela figura, pela primeira vez se dando conta do quanto bem menor que si a pessoa era e como o corpo parecia ser curvilíneo, visível mesmo sob o uniforme pesado. Um sorriso breve se apossou do seu rosto. — Serva.
    O movimento seguinte foi rápido, mas com o Sharingan ativado Itachi foi capaz de se esquivar, bloqueando o golpe certeiro que a perna direita da guarda havia mirado em seu rosto.
    - Insolente. — Repetiu em tom de deboche.
    Isso fez a guerreira, sem dúvidas uma alfa, lhe atacar novamente. Obrigando Itachi a se esquivar a cada novo golpe bem calculado. Sabia que de o acertassem viriam ferozes e letais. Bem a guarda de Suna sempre havia sido tida como muito bem treinada, a mulher ali lhe afrontando fazia os elogios todos parecerem merecidos.
    A mulher pousou no chão depois de desferir mais um golpe, onde arrancar sua cabeça fora deveria ser o objetivo. Itachi deu outro dos seus sorrisos, afastando o cabelo levemente bagunçado da testa.
    - Ataque forasteiro! — A voz abafada rosnou por trás da máscara, parada ainda em posição de luta.
    - Céus, eu não atacaria uma mulher, senhora. — Conteve uma gargalhada e aguardou o próximo movimento que com certeza viria com força tripla.
    Mas para surpresa do Uchiha, a posição da guarda pareceu se desarmar, o corpo se endireitando e ficando completamente ereto. Mãos cobertas pelas luvas tão escuras quanto o restante do uniforme se ergueram, soltando as presilhas que prendiam a máscara.
    Olhos ainda ativados seguiram cada movimento, enquanto a pele leitosa de um queixo macio se revelava, lábios rosados e um nariz reto, juntamente ao capuz que caia para trás deixando a mostra fios de cabelo de um vermelho quase vinho. E quando a máscara estava fora por completo, o Uchiha pode ver que mesmo com traços bem feitos e delicados... Não se tratava de uma mulher.
    - Sasori No Akasuna, descendente do clã da areia de sangue. — A voz agora soava forte sem a máscara para a abafar. Olhos do mais perfeito tom de bronze faiscavam em direção ao outro. — Um homem, como deve ser de se perceber.
    Itachi sentiu a garganta secar, ainda sem desviar do rapaz. Seu Sharingan estudando o indivíduo sem encontrar qualquer indício de gênero no chakra bem controlado. As curvas continuavam a mesma por baixo do uniforme e mesmo com a força e agilidades mostradas pelo guarda, uma coisa parecia ser inegável baseada no que via.
    - Ômega. — Itachi sussurrou em um misto de incrédulo e fascinado.
    Um homem ômega, raro. Um homem ômega parte da guarda real de Sunagakure, impossível.
    - Não deixe que meu subgênero o engane. — Os lábios definidos se puxaram em um esgar, mostrando dentes brancos e alinhados. — Sou perfeitamente capaz de lutar com você, Uchiha.
    - Insolente. — O Uchiha rosnou, como aquele ômega ousava lhe dirigir a palavra daquela forma?!
    Mas antes que Sasori ou ele atacassem, outra presença se aproximava.
    - Capitão? — Outro guarda aparecia na porta, olhando de um lado para o outro. E mesmo com a máscara era possível sentir a surpresa vazando por cada poro seu.
    O ruivo grunhiu uma blasfêmia, pegando a máscara caída no chão e lançando um olhar para Itachi.
    - Volte aos seus aposentos, forasteiro. — Foi a única coisa que disse antes de se dirigir a saída com o outro guarda o seguindo respeitosamente.
    Itachi levou um minuto para se mover, ainda avaliando a situação em que havia estado. Aspirou outra vez o ar, sem nenhum sinal de outro cheiro exceto o seu próprio de alfa, seus olhos se apagando sem conseguir detectar nenhuma presença.
    - Um capitão ômega. — Cruzou as mãos em frente ao peito, deixando a sala com um leve sorriso.
    Suna era realmente um lugar exótico.

 

    Som nenhum vinha dos passos firmes sobre o piso de mármore dos corredores, assim como o farfalhar de um manto cor de terra também passava despercebido no silêncio do castelo adormecido. 
    Era como se um fantasma caminhasse.
    Duas batidas na porta foram o suficiente para ouvir a voz grogue soar de dentro da sala.
    Gaara entrou sem fazer barulho, fechando a pesada porta de puro mogno atrás de sí. A figura de seu pai sentada na cadeira atrás da mesa enorme e cheia de papéis bem organizados. O cheiro de álcool lhe atingindo antes de realmente ver o o cálice na mão de Rasa.
    O Kazekage virou olhos cansados para o rapaz, sorrindo fraco em seguida.
    - O que o trás aqui tão tarde da noite, filho. — Levou a bebida aos lábios tomando dois longos goles amargos.
    O mais novo se aproximou ainda quieto, olhos verdes pregados no pai.
    - Vim discutir sobre a situação com Konoha. — Foi direto.
    - Situação. — Rasa piscou em meio ao seu leve torpor pelo saquê. — Não há nada a se discutir, Gaara.
    - Vai deixar passar a afronta de que esses miseráveis apenas deram meu noivo para outro marcar? — Gaara continuou parado em seu lugar, mas a irá formando um manto vermelho a sua volta. — Que alguém que um dia considerei como um irmão me tomou o meu ômega?
    Rasa tornou a sorver sua bebida, o semblante pesado no seu rosto ficando mais aparente.
    - Sinto muito Gaara, sabe que sinto. — Fitou o filho mais novo dos seus trigêmeos. — Mas não tenho o que fazer, nem eu nem ninguém, Sasuke Uchiha foi destinado a Naruto. São almas gêmeas, nada poderá os separar.
    - Não acredito nessa baboseira descabida. — O príncipe ruivo se aproximou. — Destinados não existem. Naruto roubou o que já era meu, não ouse culpar uma história de anciões loucos para justificar seu ato.
    - Não acredita pois ainda não foi agraciado com essa benção, meu menino. — Rasa encheu o cálice com mais bebida. — Rezo para que encontre alguém que o destino lhe escolheu.
    - Não me importo com destino. Sasuke, é a ele que quero. — Vociferou.
    - Deuses Gaara, pare com esse número de garoto mimado, isso não faz o seu fetíl. Achas que um ômega que você sequer conheceu é tão importante assim? — O Kazekage se levantou. — Vai achar outros, talvez mais mil como ele, que manterão sua cama quente, e lhe darão um herdeiro. Já que faz tanta questão acharemos um em Konoha...
    - Não entende que não quero nada daquela vila ultrapassada e podre? O que me interessa é apenas reaver o que é meu, nada mais.
    - Pois essa vila que tanto desdenha, é de onde vem muito de nossos recursos. Konoha No Sato sempre foi generosa em nos ceder partes de seus privilégios naturais.
    - Ceder? — O príncipe sibilou. — Não teríamos que depender da caridade daquele povoado grotesco se os dominassemos.
    Rasa deixou o cálice cair sobre a mesa, encarando Gaara como se estivesse ouvindo uma espécie de maldição.
    - O que achas que está dizendo?
    - O óbvio. Se houvesse tido pulso firme e conquistado Konoha como era de esperar, seríamos nós a ter que ter misericórdia por eles. — Gaara se apoiou na mesa do pai. Areia pairando em sua volta. — Temos um exército bem treinado, teríamos mais aliados do que o suficiente e somos mais poderosos, inteligentes e desenvolvidos do que aqueles animais. — A areia se agitou a cada nova palavra furiosa.
    Rasa balançou a cabeça negativamente, levando as mãos os ouvidos.
    - Olhe o que está dizendo, moleque! Quer declarar uma guerra apenas porque não teve o que queria! — O Kazekage sentou sentindo uma breve tontura.
    - Quero declarar uma guerra para mostrar que Konoha não nos tem como escravos de suas vontades. — O príncipe ruivo deu um soco na madeira.
    - Deuses, onde errei com você? — Olhou para o semblante do filho. — És o herdeiro do nosso poder, foi o escolhido para levar consigo a coroa e proteger a vila. — Uma fina camada de areia dourada pairou agora em volta do Kazekage. — E você apenas quer jogar tudo isso fora?!
    - Quero mostrar a todos a extensão dos poderes que detenho.
    - E acha que batalhando, ferindo tudo aquilo do que deveria cuidar é a maneira correta? — O líder da vila da areia deixou que sua areia dourada voltasse a descansar. — Que antes sua mãe houvesse deixado que você fosse aquele quem não resistiu ao nascimento, que fosse Temari ou Kankuro carregando nosso bem mais precioso.
    Gaara arregalou os olhos esmeralda. Por um segundo sua defesa em forma de areia também pareceu se desestabilizar.
    Rasa encheu o cálice o entornando sem cerimônia.
    - Saia daqui. — Grunhiu sem olhar para o filho. — Não haverá guerra nem agora nem nunca seu fedelho inconsequente, não quero mais ouvir nada sobre essa ideia absurda.
    - Você vai se arrepender. — Gaara murmurou ferino. A areia atrás de si formando uma espécie de parede.
    Mas Rasa apenas riu com desdém.
    - Moleque idiota, sou Kazekage...
    E foi então que a areia atacou. Gaara continuando imóvel, apenas seus olhos parecendo acesos na penumbra.
    Foi sem barulhos, Rasa lento por conta da bebida apenas teve tempo de abrir a boca... Erro terrível. A areia seca e pesada desceu por sua garganta ao mesmo tempo que imobilizava seus membros. Tudo o que pode fazer foi se debater, vendo o filho apenas assistir a tudo sem nenhuma expressão.
    Gaara sentiu quando sua areia chegou ao destino, Rasa não conseguia reagir seu chakra fraco e seu próprio poder bagunçado e vezes mais fraco do que o seu. Ergueu a mão direita dando uma última olhada no rosto do pai. Antes de sem nenhum remorso apertar o punho.
    Com um chiado quase sem som, Rasa teve seu coração esmagado.
    O homem caiu sentado na cadeira, deixando a cabeça pender na mesa como se tivesse caído no sono, apenas o filete de sangue escorrendo por sua boca tornando a cena incomum.
    Gaara inclinou a cabeça para o lado, sua areia voltando, deixando o corpo já sem vida para trás. Sem deixar nenhum rastro ou pista, apenas a coloração vermelha e brilhante desaparecendo lentamente no meio da poeira.
    O ruivo girou na sala enorme. Olhos verdes cintilando frios como gelo recém formado.
    - Não você não é mais.

 

    Itachi suspirou pela centésima vez, ganhando o mesmo olhar irritado do Namikaze.
    - Ande logo, Uchiha maldito! — Deidara bateu o pé de braços cruzados.
    - Eu já disse que não. — Sequer desviou da janela aberta deixando entrar a luz da lua cheia e a brisa poeirenta, porém fresca da noite.
    - Com mil maldições, e o que de melhor se tem para fazer nesse mausoléu?! — O loiro balançou os braços da forma mais teatral possível. — Quando um bordel cheio de belas donzelas e rapazes bem feitos nos aguarda?
    - Se estão em um bordel, de certo que não são donzelas. — O Uchiha apontou, apenas para agravar o estado de irritação do loiro. — Além do mais, não vejo como um lugar desses possa me interessar.
    - Pois digo que você poderia fazer bom proveito de um ômega, não á nada melhor do que um ômega de Suna. — O beta deu um sorriso se perdendo em memórias por um segundo. Itachi abriu a boca... — Já sei de suas lamúrias, sobre "Eu já tenho uma noiva". — Deidara fez o que deveria ser uma versão afeminada da voz de Itachi. — Mas sua preciosa Izumi não vai saber de nada, e, não á nada de errado em adquirir experiência antes do casamento.
    Itachi olhou de soslaio para Deidara.
    - Vamos, não é como se você fosse ter prazer algum em se deitar com ela depois de casar, aproveite enquanto há tempo meu caro. — O loiro arregalou os olhos, achando que talvez, apenas talvez houvesse passado dos limites. Mas como os olhos do amigo alfa continuaram apagados parecia ser seguro continuar a falar. — Vamos, por favor, será sua despedida antes de voltar a Konoha.
    - Lá há bordéis também. — Itachi desceu da janela. Deidara bateu palminhas animado.
    - E achas que não sei disso. — Piscou malicioso.
     O Uchiha vestiu sua capa e as botas, escondendo uma adaga negra no cano apenas por precaução. 
    O Namikaze guiava o caminho pelos corredores mal iluminados do castelo, tentando falar baixo, mas falhando terrivelmente já que Deidara parecia incapaz de ser discreto.
    Em uma das muitas voltas, Itachi sentiu uma presença forte, tão pesada que sentiu seus ossos travarem por alguns segundos. Seu Sharingan cintilando em resposta. Mas antes que pudesse entender de onde vinha um chakra tão terrível, a presença desapareceu, deixando para trás apenas um vazio dentro do Uchiha.
    O calor do lado de fora era menor, mas mesmo assim não menos incômodo. E depois de caminhar em volta do enorme palácio, Itachi já praguejava a si mesmo por ter deixado Deidara o arrastar para uma escapada estapafúrdia dessa.
    Não amava Izumi e sabia que nunca iria amar. Tinha plena consciência disso, mas sabia que sendo o herdeiro do clã isso não era de nenhuma importância, iria se casar com ela e a marcar, conseguir um herdeiro que iria liderar tudo depois dele e pronto. Não havia mudança nenhuma a se fazer, esse era seu destino.
    Mesmo assim, a ideia de procurar outra pessoa para desfazer seus desejos impuros parecia ser uma falta de respeito para com o corpromisso com a moça em Konoha.
    - Pare de pensar tanto, Uchiha. — Deidara deu um soco em seu ombro. — O que os olhos não vem o coração não sente. — Disse com um sorriso triste, mas em seguida já corria animado em direção a um grupo reunido perto de duas carruagens.
    Kisame sendo um deles.
    - Oh, boa noite Itachi-San. — Kisame se atrapalhou com seu cantil de água.
    - Ora tubarão, não fique tímido agora. — O beta Namikaze bateu nas costas largas do espadachim. Kisame ainda olhava nervoso para o seu mestre.
    - Fique tranquilo, não está em horário de serviço. — Itachi assegurou, recebendo um suspiro aliviado do Hoshigaki.
    Olhou em volta, vendo o que deveriam ser os servos do castelo, fazendo pouco barulho mas parecendo mais do que animados.
    - O que acontece em Suna, fica em Suna, amigos! — Deidara jogou os longos cabelos loiros antes de se dirigir as pessoas que adentravam as carruagens.
    O Uchiha lançou um olhar em direção ao castelo escuro e silencioso. Foi quando viu luzes em uma construção mais para frente. Havia alguém se movimentando por lá...
    Alguém de cabelos avermelhados.
    - Itachi-San? — Ouviu Kisame chamar.
    - Fale para Deidara que o alcançarei depois. — Disse em um tom que o seu guarda jamais contrataria.
    Itachi seguiu em direção a construção feita de pedras rústicas, vendo cordas e sacos deixados em volta. As luzes vinham de tochas acesas enfileiradas pela parede e na entrada aberta.
    O ruivo batia em um dos sacos pendurados no teto por uma corda, Itachi correu seus olhos rápidamente pelos punhos pálidos fazendo contato com o objeto e os pés pequenos e descalços no chão de madeira.
    - Uma sala de treinamento? — Perguntou estudando o recinto. Os socos pararam mas o ruivo não se virou em sua direção.
    - Vejo que está perdido novamente, forasteiro. — Olhos amarronzados o miraram por cima do ombro.
    Itachi ignorou a ousadia em favor de se encostar na parede gelada e olhar para o perfil do guarda real. Não sentia nenhuma presença, nem o cheiro característico que deveria vir de um ômega.
    - Como faz isso? — Perguntou antes que conseguisse se refrear.
    Sasori encostou no saco, finalmente se mostrando de frente a o Uchiha. Suas formas bem feitas escondidas pelos panos finos de uma túnica e calças beges e justas.
    - Isso o quê? 
    - Não consigo lhe sentir. É como se você não possuisse presença ou cheiro.
    - Já ouviu falar de supressores? — O sarcasmo na voz do ômega não passou despercebido.
    - Não de um que eliminasse a presença por completo. — Itachi disse pensativo. — Não consigo o detectar nem com meu Sharingan.
    Sasori apenas sorriu enigmático voltando a sua tarefa anterior.
    - Como um ômega se torna capitão da tão respeitada guarda real da areia? — Se aproximou do garoto bem menor.
    - Não lhe devo satisfação, Uchiha-San. — Ele desferiu um soco que fez o saco soltar pó. — Mas lhe garanto que ser ômega não muda minha vida em nada.
    - Então me prove isso. — O Uchiha segurou o braço que se preparava para outro golpe. Sasori o encarou inexpressivo.
    - Não tenho que lhe provar nada, forasteiro. 
    O alfa largou o pulso fino, desprendendo a capa e tirando a adaga da bota só para a jogar no chão também. Sasori ergueu uma sobrancelha, mas antes que o ruivo tivesse tempo de respirar, Itachi atacou.
    O golpe era mirado no ombro do rapaz menor, Itachi obviamente não havia usado toda sua força, não queria machucar um ômega de outra vila. Mas seu cuidado não foi necessário, Sasori não só desviou com destreza como ao se curvar, acertou um chute potente no joelho do Uchiha.
    - Se vai fazer isso, faça direito. — O ruivo rosnou ainda agachado no chão.
    - Insolente. — Itachi sorriu ativando seu Sharingan e copiando com precisão cada movimento bem trabalhado do Akasuna.
    Sasori sorria a cada vez que conseguia acertar um golpe no herdeiro Uchiha. Itachi era mais forte, claro era uma questão de genética, porém o ômega tinha a vantagem da agilidade e a rapidez graças ao corpo menor e mais leve.
    Os dois suavam e eles ofegavam, mas nenhum dos dois estava disposto a desistir. O orgulho era maior que qualquer cansaço.
    Itachi conseguiu empurrar o ruivo, o fazendo ir ao chão com um baque e enquanto Sasori puxava o ar, o Uchiha o prendia abaixo de si, aspirando e sentindo finalmente pairar no ar um leve cheiro doce, como mel e limão.
    Sentiu um chute no estômago e Sasori já estava de pé com os punhos esfolados fechados com força.
    Itachi não perdeu tempo outra vez atacando o menor, torcendo um braço do ômega atrás de suas costas e o prensando de cara em uma das paredes.
    - Pronto para assumir sua derrota... — Murmurou sem ar, seu Sharingan lendo o chakra agitado dentro do Akasuna. — Escorpião?
    - Nunca. — O Akasuna o olhou por sobre o ombro. Itachi se abaixou por instinto roçando a ponta do nariz pelo pescoço alvo. Seu corpo colado ao firme em todos os lugares certos do ômega.
    Era doce e atrativo.
    Sasori arquejou, mas logo fazia força para ser solto. Itachi apagou seus olhos e se afastou de imediato. Os dois em silêncio por alguns segundos.
    - Não pense que a vitória é sua. — Sasori lhe dirigiu o olhar confiante de sempre. — Isso é apenas um empate.
    Itachi sorriu, mas antes de retrucar o barulho alto e estridente de um canhão sendo disparado o alarmou.
    Em questão de milésimos Sasori já estava fora da construção de pedras. O Uchiha seguiu o ômega, segurando seu pulso novamente.
    - Resolveremos isso da próxima vez, insolente. — O ruivo o encarou, como se ele também pudesse ler algo dentro de sí, em seguida se soltando e correndo em direção ao castelo.
    Itachi passou a mão pelos cabelos,arrepios quentes que subiam pela sua coluna não dando menção de pararem em nenhum tempo próximo...
    Ou até ele ouvir gritos em alto e bom som. Seu corpo pareceu mergulhar em um mar de gelo.
    - O Kazekage está morto!
    
    
    
    


Notas Finais


E as tretas brotaram...
Hinata tomando atitudes impensadas, aiai...
Naruto mais iludido que eu nessa vida...
Gaara mais psico do que nunca (um divoooo!!)
Itachão tomando um coro de um "mero" ômega huhuhu
Demorei anos pra escrever esse capítulo, mas gostei do resultado 🤔
Agora meus amores, me digam tudo oq acharam, podem comentar a vontade e sem medo, favoritem, indiquem para os seus vizinhos...
AAAAAAAH
E pra quem ainda não viu minha nova fic e curtem o bom e velho Narusasu corram lá e leiam >> https://www.spiritfanfiction.com/historia/make-me-breathless-13748630
Tia ama vocês, perdoem minhas demoras, sejam legais e se cuidem manas e manos!!!!!!!!!

Xoxo 🌈


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