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História Destined - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oi lindezas!
Mas um capítulo dessa saga fantasiosa que eu amo escrever. Nesse novo capítulo vão aparecer novos personagens, se você quiser saber mais é só me acompanhar pela conta no Instagram. Vou deixar o link nas notas finais. Boa leitura 🌼

Capítulo 3 - Capítulo 2


Meu sono é perturbado pelo alarme irritante do celular, o único capaz de me acordar.

Bloqueio a tela assim que desligo o zumbido e fecho os olhos. Tive uma noite péssima, dormir em intervalos não é nada bom. Quem conseguia dormir antes do primeiro dia de aula? Eu nunca fui esse tipo de pessoa. Minha ansiedade falava mais alto e não deixava eu nem me atrasar. Mas isso acontecia apenas no primeiro dia, depois era comum que eu me atrasasse. Talvez eu tenha sérios problemas com os "primeiros dias".

Hoje vai ser um dia diferente. E eu posso sentir em cada poro da minha pele essa ansiedade.

Decidida, me levanto – coçando os olhos para desembaçar a vista. – e uso o banheiro. O chuveiro era o meu melhor lugar para planejar o dia. Mas isso me fez pensar que nada saiu como eu planejei para esse ano em especial. O terceiro ano, o baile de formatura, as festas...nada seria em Boston com os meus amigos. Engulo a vontade de chorar para não ficar com os olhos mais inchados que já estão.

Termino meu banho e seco meu cabelo rosa que já estava chegando aos ombros. A melhor decisão da minha vida foi cortar eles curtos. Cortei tanto pela praticidade como pelo fato de eu amar o estilo.

Ao terminar, começo uma observação minuciosa do meu rosto: olhos inchados e escuros. Nada legal. Faço uma maquiagem tentando ser prática, sou o tipo de menina que facilmente é rendida por um par de cílios postiços e bastante iluminador. Mas como não estou afim de pagar um possível mico na nova escola, eu deixo essa ideia de lado rapidamente.

– Você está indo para a escola, Sakura. - saio do banheiro e vou em direção ao meu guarda roupa.

Como uma pessoa extremamente indecisa, demoro à cerca de meia hora só pra escolher uma calça preta rasgada, uma camiseta branca e um moletom da mesma cor. Me olhei no espelho do guarda roupa e lembrei dos meus tênis. Olho para as caixas – que não arrumei ontem. – na esperança deles estarem ali.

– Pode entrar! – Me virei ao escutar batidas na minha porta e vejo minha avó entrando no quarto.

– Bom dia, filha.

– Bom dia, vó. – de repente ela olhou para a minha cama e depois em direção a janela com a testa franzida. – Tá tudo bem?

O que ela está vendo?

– Sim, querida. Só vim chamar você para o café e dizer que eu vou levar você na escola.

– Eu já vou descer, só estou procurando…

– Isso aqui? – Mebuki entrou no meu quarto com os meus tênis brancos. – Estava junto com os meus. E não se atrase pra escola. Eu já estou indo para o hospital.

Só agora percebi ela já vestida com as roupas brancas e o cabelo em um coque bem arrumado.

– Eu não sabia que a senhora já ia começar a trabalhar. – minha mãe e eu não tinha muito tempo em Boston e pelo visto aqui não vai ser diferente.

– Eles estavam precisando de enfermeiros – Deu de ombros. – Por isso a papelada foi rápida e também conheço a diretora do hospital.

Acenei com a cabeça.

Já com a minhas meias brancas, calcei meus tênis e sair do quarto para tomar o café.

•••

Tsunade caminhou em direção a janela do quarto de sua neta e passou a mão na terra acumulada no estofado branco. Possivelmente sua neta não percebeu. Mesmo que fraco ela sentia o cheiro dele na janela. A única coisa que rondava sua cabeça era o porquê.

Ela tinha avisado a entrada de Sakura e Mebuki na reserva. Não teve objeções já que Sakura mesmo não tendo sido apresentada à alcateia no ritual de iniciação, ainda assim era filha de um guerreiro da alcateia Wolfire.

Decidiu limpar toda aquela terra antes que Sakura percebesse. Havia apenas duas probabilidades para que ele tivesse pulado a janela. E nenhuma parecia boa aos olhos dela.

•••

Assim que termino o meu café minha avó desceu as escadas com a minha mochila preta nas mãos.

– Aqui. Não vamos nos atrasar filha, tenho uma reunião hoje. – Ela se virou para a mamãe que saia do banheiro de baixo. – Possivelmente passarei a noite na CPK, não terei como voltar antes do jantar, desculpe.

– Não tem problema nenhum Tsunade. A Sakura sabe se virar bem sozinha. Vou fazer horário corrido mas voltarei cedo de madrugada. Umas duas da manhã.

O que não era mentira, eu sabia bem me virar sozinha, tinha o número de todos os restaurantes e pizzarias preferidas. Acontece que aqui não tenho o número de nada.

– Mas eu não tenho o número de nenhuma pizzaria e nem da polícia eu tenho. - isso sim era preocupante.

– Você não vai precisar do número da polícia querida – Disse minha avó risonha pegou uma agenda verde de dentro da gaveta do armário. – Mas tudo que precisar está nessa agenda. O número de todo mundo da reserva está aí. Agora vamos!

Deixei a louça na pia sabendo que quem iria limpar seria eu.

•••

Enquanto ouvia as batidas do violão em Show You do Shawn Mendes, respondia as eternas mensagens dos seus amigos.

15 mensagens da Bea sendo a maioria áudio.

30 do grupo da antiga turma.

2 do Ethan.

Comecei pelas conversas privadas. Bea perguntando sobre o lugar onde agora moro e as fotos que tirei ontem no jardim de casa. Uma pena não poder responder, ou melhor, contar sobre tudo para a minha melhor amiga. Às vezes eu sentia que poderia enlouquecer e não ter ninguém com quem compartilhar meus medos, não ajudava. Minha mãe e avó eram diferentes, com elas eu sentia que andava em corda bamba sobre esse assunto.

Deixa pra lá, menina.

Em seguida abro a conversa do Ethan, era só perguntando se eu estava bem e como foi a viagem. Sorri, meu amigo sempre muito atencioso.

Observo que o carro parou. Pela janela a visto a mesma escola marrom e creme de ontem.

– Boa sorte, filha. Até mas tarde.

– Até amanhã você quer dizer, certo? – rio pela careta da dona Mebuki. Inclino-me e dou um beijinho na sua bochecha esquerda. – Bom trabalho!

Ouço atentamente os comandos da minha avó para ir até a secretária da escola. –– Eu não poderei te buscar mas o ônibus poderá te levar até o quarteirão próximo de casa.

Assenti e acenei para elas quando já estava no gramado. Assim que me viro em direção a escola tinha alguns bons pares de olhos me observando. Minhas sobrancelhas se levantam involuntariamente. O estacionamento estava parcialmente cheio, era de se esperar de um colégio pequeno. Passo por um grupo de meninas que tinham suas atenções mim e atravesso as portas brancas da instituição.

Seguindo a instrução que a minha avó tinha ensinado, virei a esquerda no primeiro corredor e logo vi a outras portas duplas.

Um alívio não ter me perdido.

Assim que entro meu olhar bate com uma mulher com aparência de uns trinta anos, com os cabelos médios e escuros.

Dou um sorriso em cumprimento.

– Bom dia, sou aluna nova.

– Ah! Você deve ser a neta da Tsunade. – Ela disse animada.

– É...sou.

Já deveria se esperar de uma cidade pequena todos já saberem da minha chegada.

Depois que a secretária escolar me explicou o funcionamento da escola e me entregou o horário das minhas aulas, saio da secretária para ter a minha primeira aula de História de Konoha, porém sou surpreendida ao ir de encontro com uma menina loira. Perco fácil o equilíbrio com o impacto inesperado. Mas a menina logo me ajuda segurando meu tronco – o que impede que eu caia no chão – exibindo um enorme sorriso presunçoso.

– Oi...novata?.. – A menina era uns bons centímetros mais alta que eu, uns cinco talvez. Seu olhar azul era analítico em minha direção

– Sakura Haruno...Senju! – Provavelmente o meu sobrenome Senju deve ser muito mais familiar.

– Huum...neta da Doutora Tsu. Um prazer. – Me estendeu a mão e a cumprimentei. – Sou Ino. Sabe onde fica sua sala?

– Na verdade não.

– Vem eu te levo. – Ino se vira jogando seus longos cabelos loiros. Eu sentia que Ino era uma menina legal.

•••

– É um assunto de extrema urgência, alfa.

– O que houve Tsunade? – a voz soava preocupada.

– É sobre o Sasuke. – sua voz soa séria.

O homem na outra linha deu um suspiro pesado.

– O que ele fez?

– Prefiro conversar com o senhor e ele pessoalmente. Poderíamos conversar depois da Cúpula?

Depois de ouvir a confirmação do seu superior ela agradeceu e se despediu. Estava procurando ter bom senso e não procurar aquele garoto e tirar satisfação ela mesma. Como ele podia ser tão invasivo? Já não bastava o tanto de problemas que causou e problemas que não resolveu? Logo agora que tinha sua família perto de si e segura.

A situação deixava ela com raiva mas também triste. Ela viu Sasuke crescer, se tornar um belo rapaz. Mas depois de tantas perdas, o viu se perder.

•••

– É aqui. O professor Hatake demora a chegar de qualquer forma, então você não está exatamente atrasada. – revira os olhos azuis.

– Obrigada Ino. – seus olhos são inquisidores quando ela alisa seus cabelos loiros.

– Não há de quê. – Ino, faz sua saída triunfante merecida de uma top model. Minha única opinião — apurada em menos de cinco minutos, que foi o tempo da secretaria até a sala. — sobre Ino, era que ela exalava superioridade. E eu espero não trombar mais com ela.

Ao entrar na sala, me deparo com uma bagunça sem tamanho. A maioria do alunos estavam em pé ou sentados em suas carteiras, cada um com o seu grupo. Enquanto um grupo de meninos brincava de lutinha — ou eu apenas achava que estavam brincando. — outros atiravam bolas. Quando uma bola de papel passa perto do meu cabelo, tenho a certeza que é melhor procurar um lugar para sentar. A quinta mesa perto da janela estava vaga. Tento ignorar o grupo atrás de mim e coloco os fones de ouvido.

Meu celular foi meu refúgio por dez minutos, até que um homem alto e grisalho entra na sala. O professor que depois descobri se chamar Kakashi Hatake era um ótimo professor. Gostei mais dele por não exigir que eu fosse até a frente da turma para uma apresentação.

Depois de três aulas, sendo a terceira de matemática sou liberada para o intervalo.

O refeitório do colégio era o verdadeiro lugar de separação das tribos, e eu, não tinha uma. Seguindo o fluxo de alunos para a fila. Apertei firme o celular em minhas mãos para aumentar o som de We The Kings em I Like It. Não queria ouvir o assunto interessante do grupo de meninas que falavam alto demais atrás de mim.

Assim que sai da fila, tratei de procurar uma mesa vazia.

Estava tão entretida com a música que demorei a perceber duas meninas sentadas perto de mim.

– Oi. – cumprimento já tirando os fones de ouvido. – Meu nome é Sakura.

– Tenten Mitsashi. – a menina me cumprimenta com um sorriso e eu a retribuo. Ela tem longos cabelos castanhos, assim como a cor de seus olhos. – E essa é Hinata.

– Olá! – a menina tinha olhos cinzas e cabelos escuros. Hinata, ostentava um sorriso simpático. Sinto, que ela é boa pessoa. – É bom conhecer a neta de Dra. Tsunade. Ela fala bastante de você.

– Coisas boas espero. – as meninas riem da minha tentativa de piada fajuta.

– Seu cabelo é muito bonito. – disse Tenten.

– Ah muito obrigada. Geralmente não causa uma boa impressão. – não entendia o preconceito com o cabelo colorido, era apenas uma cor.

– Na minha opinião caiu perfeitamente em você! Eu acho lindo rosa, mas não teria a coragem de pintar, e mesmo se tivesse meu pai me mataria. – Tentem suspira em aparentemente cansaço.

– Pais são chatos mesmo. Mas fazem uma falta danada.

– Desculpe! Eu não quis soar rude...eu... – A garota parecia realmente sem graça.

– Não, não se preocupe. – Soltei uma risada involuntária com o nervosismo delas. – Não conheci muito da escola. Vocês poderiam me mostrar?

– Claro. – Hinata concorda.

Ao sairmos do refeitório, passamos pela biblioteca, laboratórios e acabamos em uma área aberta perto do pequeno ginásio. Durante nosso tour pela escola expliquei as meninas como funcionava minha antiga escola integral. O que era bem diferente de Konoha que tinha um horário de aula normal. Nossa última parada foi o jardim do lado oeste da escola. Sentadas em um banco de madeira eu respondia as curiosidades das meninas sobre meu antigo lugar.

– E como é morar em Boston? – questiona Tenten. Das duas ela era a que mais falava.

– É uma máximo! Eu amo a minha cidade.

– Eu pretendo um dia sair daqui, o máximo que conheci foi a capital. – Tenten tinha um olhar sonhador. – Quero estudar culinária, meu sonho é ir para uma faculdade.

Não precisava perguntar, eu já sabia que em Konoha não tinha uma universidade.

– Que legal! Tenho certeza que você vai ser uma ótima master chef. – dou convicção total a minha fala.

– Meu pai não concorda, mas eu vou fazer mesmo assim. – é perceptível em Tenten que força e determinação, são traços fortes de sua personalidade.

– E você, Hinata? – ela era muito calada, mas não do tipo que se desligava da conversa.

– Ah! Não pretendo fazer faculdade, irei me casar antes do fim do ano. – sua fala era apaixonada e confiante. O que me assusta.

– Casar? – tenho certeza que minha voz transparecia toda minha incredulidade. – Assim... tão nova?

Hinata e Tenten riram de mim.

– Conheço meu noivo desde que nasci, estamos prontos para isso. É o que mais queremos.

– Nossa, mas você não pensa em ser algo?

– Sim, quero ser mãe. – Hinata foi convicta em sua fala. Talvez eu estivesse sendo chata demais. Ora, eu não conhecia nenhuma menina que se casava tão nova. Era algo realmente sério, e na minha visão: muito precipitado, com essa idade, duvido muito que os dois tenham aproveitado algo da vida. Principalmente, levando em conta onde moram.

Meu silêncio é interrompido pelo alarme do fim de intervalo. Ao retornar, descubro que estamos na mesma sala. E é Tenten que me chama para sairmos juntas na saída, íamos no mesmo ônibus escolar.

No fim da aula, vou ao meu armário para deixar os livros que pegamos na biblioteca. Eu não tinha necessidade de levar nenhum para casa, por enquanto.

Eu debatia com Tenten – descobri que tínhamos gostos parecidos. – sobre as teorias da próxima temporada de La Casa de Papel.

– É fofo ouvir você falar. – arqueei minhas sobrancelhas para Tenten.

– Seu sotaque é engraçado. – complementa Hinata.

– Obrigada...eu acho. – elas riem de mim. As duas eram divertidas, e eu não podia estar mais que aliviada por ter dado certo meu primeiro dia de aula.

Quando alcançamos o asfalto do estacionamento, sinto os pelinhos da minha nuca se arrepiarem – tenho certeza que estou sendo observada.

– Ah ele veio me buscar. – Hinata nós interrompe e vai a frente. Não sabia se devia segui-la, mas como decidi grudar em Tenten, apenas permaneço em seu lado. Caminhamos em direção ao um trio que estavam em frente a uma picape de cor mostarda.

Minha atenção é roubada para um par de olhos negros e sérios. Sinto meu coração disparar e logo meu estômago gela em ansiedade. Posso sentir minha boca secar com esses olhos tão profundos. Por um momento, posso sentir que estou emergida nessa sensação. Quando observo o rosto – agora muito mais perto –, noto que me aproximei sem realmente notar o que estava acontecendo a minha volta. Meu cérebro deu pane e meu corpo parecia estar em modo próprio.

– Sakura! – olho para Hinata. Ela estava ao meu lado toda empolgada e me encarando como se eu estivesse perdida. E eu sinto que estou. Preciso piscar para me sentir menos tonta e constrangida. – Esse é o meu namorado, Naruto. E essa é a Sakura, amor. Neta da Tsunade.

– Muito prazer! Sou fã da sua avó, Sakura! – o garoto era alto, loiro e de olhos azuis.

– Você me parece britânico. – em momentos como esse, onde fico vermelha e nervosa, tendo a falar para sair de uma situação constrangedora. Nesse caso, falei a primeira impressão que tive de Naruto. Eu queria mesmo era olhar para o garoto de antes. Eu queria mais daquilo.

– Ah! – quando ouço a gargalhada de Naruto, noto que mais uma vez eu já estava em busca do garoto de olhos escuros. Foco, Sakura. – Sim, meus pais são britânicos. Mas eu nasci aqui.

Sorrio e aceno. Agora, respirando como uma pessoa normal, noto que o casal a minha frente era realmente lindos juntos. O loiro agarrava Hinata com carinho e carregava um sorriso grande de felicidade. Eu não me lembrava de ver um casal – aparentemente. – tão grudentos e felizes. Eles pareciam ter saído de um filme clichê adolescente. Assim, como o casal ao lado deles. Ino estava com seus braços envolta do tronco de um garoto moreno, o corpo curvilíneo da loira parecia estar grudado em cada parte do garoto – o mesmo que eu não consegui parar de olhar nos olhos, minutos atrás. E eu quase podia ter a certeza, de que Ino também percebeu. Seu olhar era tão questionador que desviei o meu com vergonha.

– Sakura! Essa é a Ino, prima do Naruto e...

– Eu já conheci a Sakura mais cedo. – Ino interrompe Hinata quando começa seu monólogo me analisando. – Não diria que faria amigas tão facilmente. Rápidinha você. Esse aqui é meu namorado.

A risada de Ino poderia parecer tudo, menos simpática. Eu não era boba. Ela claramente estava me passando um aviso. Talvez um do tipo: "se afaste".

O clima chato – dado talvez por mim, que escolhi não responder Ino, ou pelo seu namoro que não abriu a boca um minuto se quer. – é interrompido por Naruto.

– Que pateta que eu sou! – o loiro coloca suas mãos nos ombros do garoto que tinha seus olhos – incrivelmente. – nos meus. – Sakura, esse aqui é meu amigo, Sasuke Uchiha.

Sasuke. Sasuke Uchiha. Uchiha! Que coisa. O menino é lindo, ele não sorria, mas ainda assim, é muito bonito. Seu rosto branco carregava leves sardas ao redor do nariz arrebitado. O cabelo é tão escuro quando seus olhos. Facilmente eu poderia o comparar com um desenho, porque ele – pra mim. – parecia uma pintura renascentista. Mesmo ele dentro de um jeans surrado e blusa cinza. Seus braços carregavam poucos rabiscos que não soube identificar.

– Prazer. – com toda minha coragem, estendo minha mão direita em sua direção.

Sasuke, desse seu olhar para minhas mãos e em seguida volta para os meus olhos. Quando noto sua aversão, retorno minha mão imediatamente. Garoto mal educado. Minha irritação aparece como um relâmpago, odeio gente mesquinha.

Olho para Tenten tendo a certeza que minha cara não é das melhores.

– Quando podemos ir embora?

– Na verdade já é bom a gente ir, o ônibus já deve estar para sair. – ela me olha sem graça. O clima estava tão pesado que eu queria sair correndo dali.

– Não precisam ir no ônibus. – Naruto se apressa em dizer em tom culpado. Eu gostei dele. – Eu deixo vocês em casa.

– Não! – a voz sai rouca e com um desespero que eu realmente não entendi. Pior, ele diz olhando na minha cara.

Encaro o garoto descrente. Como alguém podia ser tão escroto? Ele não foi com a minha cara? Tsc.

– Sasuke! O carro é meu e para com isso você…

– Eu não aceitaria, de qualquer forma. – minhas palavras são ditas diretamente para o escroto a minha frente. Olho para Naruto. – Mas muito obrigada, Naruto. Tchau, Hinata!

Expirou com força a medida que me afasto daquele grupo. Minha alma assassina queria voltar lá e gritar com ele, mas eu jamais faria isso.

– Babaca. – não falo baixo, esperando do fundo do meu ser que ele tenha ouvido.

– Sakura, desculpa! Não sei o que acontece com o Sasuke, ele não costuma agir assim... só às vezes. – olho para morena ao meu lado que estava pedindo desculpas por algo que nem de longe era culpa dela. – O que não justifica nada. Foi mal mesmo.

– Relaxa, você não sendo igual aquele escroto mal educado, já me deixa feliz. – estou sim, com muita raiva. – E não peça desculpas por ele, por favor.

Seu sorriso foi o suficiente para eu ter certeza do quanto ela era legal. Assim que coloquei meus olhos em Tenten e Hinata, percebi que elas eram pessoas boas. Meu sexto sentido não falhou, afinal. Eu tinha isso comigo desde sempre. Me considerava uma pessoa intuitiva, do tipo que considerava sempre minhas ações. Acredito fielmente nos meus alertas internos. Já tentei ir contra eles e sempre dá errado. Como por exemplo, no dia que decidi experimentar dirigir. Acabei com a frente do carro da mamãe, e ganhei um belo castigo depois. Eu sabia que ia dar errado mas ainda assim eu fiz. Meus alertas funcionavam com pessoas também. No caso da Samantha no primeiro ano, ela tentou um namoro com Ethan mas que não deu certo. De acordo com ela a culpa era minha, por tomar tanto tempo do seu namorado, e com ciúmes jogou tinta verde no meu cabelo. E tinta verde não saí! Só de lembrar do trabalho que deu voltar pro rosa, posso sentir o remorso na garganta. Na época, eu senti que a Samanta era meio fora da casinha.

No assento do ônibus, minha mente prega uma peça. Porque insistir em lembrar daquele garoto? Ele foi um escroto. Já convivi com meninos tão imaturos quanto e os ignorava com sucesso. Porém sua fisionomia não queria sair da minha mente, os seus olhos, a sua boca vermelha, seus traços tão masculinos e belos.

Mas que idiotice estou pensando?

– Então, o que vocês costumam fazer por aqui? – pergunto para Tenten.

Eu deveria mudar a rota dos meus pensamentos – os hormônios, eles estavam mexendo com a minha mente.

– Ah, dependendo do tempo vamos à praia ou ao lago sul. Lá tem uma cachoeira linda. Quando não, estamos na lanchonete do Joe. – porque parecia que tinha um Joe com uma lanchonete em todo lugar? – Eu costumo passar mais tempo na Wolfire. Sua avó já te falou algo sobre?

Minhas sobrancelhas se levantam em surpresa. Tenten estava claramente me sobrando sobre os assuntos que rondavam aquelas pessoas. Eu não poderia dizer que não sabia, apesar de não saber muito. Mas também não queria dizer que sabia.

– Aham, mas eu não tenho muito interesse nesses assuntos. – dou ênfase sobre os assuntos. – Mas qualquer dia apareço por lá. Minha avó disse que vocês fazem trabalhos artesanais, ela me deu até um aparador de sonhos. Achei muito bonito.

Tenten estava com um bico lateral em seus lábios. Seus olhos pareciam querer me fazer mil perguntas. Estava escrito em sua testa que ela não compreendia minha falta de interesse no mundo fantasioso que nos cercava.

Depois de alguns minutos chego em casa emocionalmente cansada. Estou grata por Tenten ter sido condescendente comigo. Ela pareceu perceber que eu estava um pouco perturbada depois do episódio no estacionamento. Admito que estou até agora assim, e eu não entendo o porquê.

Suspirando, faço um almoço rápido. Estou sem fome e disposição. Não quero imaginar o porque sinto tanta vontade de...

Eu não sabia nem o que queria, meus sentimentos estavam tão conflitantes quando a minha cabeça.

Odiava quando me sentir na margem, parecia que eu me afogar a qualquer momento.

Quando já estou de banho tomado e roupa limpas, me deito constatando um fato: odiava gente escrota, odiava Sasuke Uchiha.


Notas Finais


Muitas emoções, para um dia só hahah
Deixe nos comentários suas sugestões, dúvidas (posso tentar responder sem spoiler), teorias, críticas construtivas e etc. Tudo isso é muito bem vindo para o meu crescimento e o da fanfic, consequentemente.

O link do Instagram: https://www.instagram.com/_parkwook/

INDICAÇÃO!

Tenho acompanhado duas fanfics incríveis e muito bem trabalhadas. Eu que era tão apega a um só shipper (SasuSaku) me vi apaixonada por experimentar expandir meus horizontes aqui no Spirit 😅. Indico muito!
GaaHina❤️
https://www.spiritfanfiction.com/historia/hit-the-stage-19015713
HinaIno 😍 https://www.spiritfanfiction.com/historia/all-the-things-she-said-19736687


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