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História Destined Souls - Capítulo 36


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Notas do Autor


Gente, quero deixar claro que jamais vou colocar um final ruim para a história.

Infelizmente não posso agradar a todos mas faço o possível.

Agradeço a compreensão. Boa leitura! ❤

Capítulo 36 - Following a lead


Fanfic / Fanfiction Destined Souls - Capítulo 36 - Following a lead

              

         Lauren Jauregui Point Of View.

        Sentia minha cabeça latejar e por breves segundos quis arrancar ela do corpo por tamanha dor. Aquela dor já fazia parte de mim, nesses últimos dias era a única coisa que sentia. Resmungando, segui até o banheiro onde retirei tudo que vestia e entrei no box. 

        Quando sai do banheiro após o banho, vesti uma roupa e segui para a sala. Rolei os olhos quando vi Verônica entrar na minha casa. 

- Veio deixar a cópia da chave? Você já não é bem vinda aqui. - Murmurei e segui até a cozinha. 

- Vim ver como você está...mas vejo que ainda não saiu dessa tortura interna. - Verô disse enquanto me seguia até o outro cômodo. Ignorei ela e me servi de um pouco de uísque, tinha que admitir que eles eram fortes e me ajudava bastante. - Para com essa porra, Lauren. - Ela fez menção em se aproximar para pegar o copo e a garrafa das minhas mãos mas eu fui rápida em me afastar e fitar ela com raiva. 

- Vai se foder. Por que se importa? Você assim como a Camila, não acreditou em mim. - Esbravejei sentindo mais raiva ainda ao lembrar da desconfiança de Verô. 

- Você sabe que não foi bem assim... - Murmurou na defensiva. - Eu só pensei que poderia está confusa naquela noite, você saiu do hospital muito atordoada...

- Verônica eu não sou louca ou uma criminosa para entrar em um hospital e sequestrar uma criança. 

- Tudo bem, acredito em você...agora me dá essa garrafa. - Ela voltou a se aproximar e neguei. Sabia que ela só estava falando aquilo para tirar o álcool de mim. 

- Sai da minha casa. - Disse ríspida e Verô me olhou com atenção. - Sai da porra da minha casa. - Dessa vez eu aumentei o meu tom de voz assustando ela. Era doloroso fazer isso, ainda mais com Verô, mas me magoou bastante ver que ela desconfiou do meu caráter. 

- Você está se destruindo...Becca teria vergonha do que está fazendo com sí mesma. - Sua palavras foram como um soco no meu rosto. De fato, me tornei aquilo que mais temia. Verônica não disse mais nada, apenas se virou e saiu da minha casa. 

      Joguei todo aquele álcool na pia e repeti isso com todas as garrafas de uísque no armário. Era doloroso, difícil e principalmente decepcionante está lidando com isso. A essa altura, Camila deveria ter falado tudo para Becca, temia que minha filha me esquecesse ou pior, me odiasse. Me encostei no balcão e desabei em um choro agonizante. 

         ***

      Abri a porta assim que escutei a companhia. Apesar de não querer ver ninguém, tinha esperanças que fosse notícias de Becca e até melhor, se fosse a própria Becca. 

- Oi Lauren - Dinah falou em um sorriso fraco. - Posso entrar? 

      Assenti ainda confusa por Dinah está ali. Dei espaço para que a loira pudesse entrar. Ela parecia hesitante, talvez fosse uma das últimas pessoas que pensei estar ali. Não era próxima das amigas de Camila apesar de achar elas muito legais, somente Normami tinha um laço maior comigo.

- Sei o que deve está se perguntando...o que diabos eu estou fazendo aqui. - Ela riu fraco e me seguiu até o sofá da sala. - Eu vim aqui te falar, que eu estou completamente mal com toda essa história. Camila foi muito inconsequente em te acusar daquela maneira... - Ela sentou no sofá assim como eu. - Eu acredito em você, pelo o pouco que te conheço, acho você uma das pessoas mais amáveis do mundo. - Olhei para a loira que tinha um olhar solidário, eu estava muito supresa com ela e principalmente, muito grata. Somente ela e Lucy tiveram a decência de acreditarem em mim. Não tive coragem de falar o que aconteceu para a minha família, sabia como meus pais e Taylor eram, eles ficariam bem mais preocupados. 

- Obrigada Dinah, sinceramente estou supresa com sua presença e sua solidariedade...mas estou feliz que acredita em mim. - Sorri e dessa vez foi um sorriso verdadeiro. - Você sabe sobre a Becca? Eu só quero saber se ela está bem...

- Ela sente muito a sua falta. - Fechei os olhos por breves segundos me segurando para não chorar. Pensar no sofrimento da minha filha me causava um pânico terrível. - Calma...Apesar da Camila ter errado, ela ama muito a Becca e está fazendo o possível para vê-la feliz. - Por mais que Dinah estivesse querendo me confortar, eu sabia a filha que tenho, Becca é muito intensa e seria difícil superar tudo isso. - Ela fez o exame de DNA...o resultado sairá amanhã. 

- Isso foi a pedido...

- Do Henry, ele quer ter a certeza. - Ela concluiu o que iria supor. Uma esperança nasceu em mim, uma parte queria muito que o exame desse negativo e assim teria minha filha de volta. Mas o outro pensava em Camila, em seu sofrimento e eu me odiava por isso, diante de todas as coisas que ela me fez passar, no mínimo era para eu querer que ela se fodesse. - Olha, se tiver qualquer coisa que eu possa fazer, pode contar comigo... - Ela me fitou com um olhar sereno e eu sorri, tendo um ótima idéia. 

- Eu preciso de uma ajudinha...

        Camila Cabello Point Of View.

- Já faz dias, e até agora ela fica assim... - Disse em voz baixa no batente da porta do quarto de Becca. - quase não toca na comida, eu já tentei de várias maneiras alegrar ela. - Deixei que uma lágrima caísse. 

- Você sabe que só tem uma coisa, ou melhor, uma pessoa que faça Becca ficar bem novamente. - Ally que estava bem atrás de mim, falou. Neguei e limpei minha bochecha. 

- Sem chances, minha intenção é que Becca esqueça Lauren. - Na realidade aquela frase também servia para mim. Nas últimas três noites que passei longe de Lauren, foram desperadoras. Porque eu sentia muito a sua falta apesar de criar em minha cabeça que deveria esquecê-la, não poderia simplesmente apagar todos os nossos momentos juntas. 

- Você acha mesmo que isso vai acontecer? Becca criou um vínculo forte com ela e jamais será partido. Uma sofre de um lado e a outra sofre do outro. - Demorei alguns segundos para entender que as ultimas palavras da minha amiga se referia a mim e a Lauren. - Fico feliz que ao menos você concordou em fazer o teste de DNA. 

- Não preciso dele para ter a certeza que Becca é a minha filha, fiz  isso mais para o Henry que ainda está confuso com tudo isso. - Dei uma última olhada em Becca antes de descer com Ally para a sala. 

- Aliás todos nós estamos...Foi tudo tão surpreendente. Quer dizer, sempre achei Becca parecida com você mas pensar que ela poderia ser Holly, já era demais pra minha cabecinha. - Riu sentando no sofá. Minha amiga estava tão fofa com aquela barriga grande. 

- Eu sinto que Becca nunca vai me perdoar - Murmurei me sentado no sofá. Me sentia tão cansada, nesses  últimos três dias, tentei a todo custo trazer a felicidade de Becca novamente mas a única coisa que escutava era "Quero ver minha mamãe". - Fico pensando se um dia vou conseguir o amor da minha filha...sabe, todos esses anos pensei no nosso encontro e quando isso acontecesse, é como se deletasse da minha cabeça tudo que progamei para esse momento. - Ally me olhou por breves segundos, mas não falou nada. Olhei para Gillian e Willa que entraram na sala. 

- Bom, preciso ir...tenho que ir a casa dos pais de Troy mas se precisar de qualquer coisa, é só me ligar, tá bom? - Ally levantou do sofá assim como eu, abracei minha amiga e a vi se retirar da sala. 

- Está tudo bem? - Willa perguntou. Eu nunca fui tão próxima da filha de Gillian, apesar de termos quase a mesma idade, mas as nossas diferenças e principalmente de personalidade nos impedia de sermos muito amigas. Mas reconhecia sua preocupação comigo, assim como sua mãe que durante todos os anos de casamento com o meu pai, ela sempre se mostrou muito atenciosa e cuidadosa comigo. 

        Assenti a sua pergunta e olhei para Gillian que tinha uma expressão neutra, sabia qual seria suas seguintes palavras, algo com relação a minha decisão de afastar Becca de Lauren. Assim como Dinah, Gillian acredita que eu fiz tudo errado em não ter apurado todos os fatos. A realidade era que eu temia em ter feito uma injustiça.

- Henry te avisou? Ele irá jantar conosco hoje. - Assenti e logo em seguida soltei um suspiro. Não queria que Henry pensasse que teríamos um recomeço como uma família. Sentia uma carinho enorme por ele mas nada além disso. Sentia que sua intenções eram bem maiores do que simplesmente ser um pai "presente". Não queria que ele fizesse isso por mim e sim por Becca, adoraria que os dois pudessem se conhecer melhor.

       ***

      Enquanto todos estavam na mesa, minha atenção foi para Becca que estava na cadeira ao meu lado. Ela estava visivelmente desconfortável com tudo isso mas teria que se acostumar, essa era sua família e sua vida a partir de agora, um lugar que nunca deveria ter saído.

        Finalmente havia convecido ela a descer e se juntar a nós no jantar, mas antes ela me fez prometer que não a tiraria da escola que já estudava e confesso que foi difícil aceitar, mas como queria vê-la bem, eu acabei cedendo. 

- Fiquei sabendo que você adora animais, acho que vai adorar o lugar que vou te levar amanhã. - Tudo estava em silêncio até Henry falar e olhar para Becca que até então só olhava para o prato. Ela sequer respondeu, apenas ficou olhando para Henry que sorriu tentando ser o mais amigável possível. Ele estava tentando. 

- Becca querida...Henry Vai te levar no zoológico, isso não é o máximo? - Falei em um sorriso querendo animar ela. 

- Não quero ir. - Murmurou e baixou a cabeça para não ter que olhar para nós. 

         Olhei para Henry que me lançou um olhar tranquilizador como se pudesse falar que estava tudo bem. Mas nada estava. Pelo o contrário, estava tudo péssimo, horrível. Becca me odiava por ter afastado ela de Lauren. 

        O restante do jantar foi em total silêncio, Henry não tentou mais nenhuma interação com Becca que não quis comer nada, mas foi convencida por Gillian a provar a sobremesa. As duas se davam muito bem, aliás todos se davam bem melhor que eu. 

- Hey, não fica assim...vai ficar tudo bem. - Henry ao perceber que eu vagava em meus pensamentos ele tentou me ajudar. 

- Não, não está. Ela me odeia. - Suspirei enquanto andávamos até a sala. 

- O pior já passou...nossa filha está aqui e vamos fazer o possível para deixá-la o mais confortável possível. - ele me fitou e sorriu. - Nossa família está finalmente completa agora. 

- Henry... - Tentei corrigir ele a respeito de suas intenções comigo, mas fui interrompida por Gillian que apareceu ao lado de Becca. 

          Sorri ao ver que Becca estava com uma expressão mais suave no rosto. Não sei o que minha madrasta fez, mas iria agradece-la por isso depois. 

- Bom, está ficando tarde, acho melhor você indo... - Tentei ser o mais gentil possivel com Henry que pareceu não gostar nadinha da minha "expulsão" educada. 

- É...vejo vocês amanhã. - Ele ficou na altura de Becca que estava hesitante perto do homem. - está combinando irmos ao zoológico amanhã? - Becca assentiu e depois olhou para mim com um sorriso mínimo. 

         Henry tinha um grande sorriso no rosto com a resposta positiva da pequena e eu também estava, aliás era um progresso. Henry se despediu de mim e de Gillian e logo foi embora.

           Antes de subir com Becca para aprontar ela pra dormir, agradeci a Gillian por ter me ajudado e quando questionei como ela deixou Becca mais contente, minha madrasta não disse mais uma palavra. 

       Lauren Jauregui Point Of View. 

         Eu quase não consegui encerrar a ligação, estava extremamente feliz em conversar com Becca por breves minutos. Escutar a voz dela e escutar que estava morrendo de saudade, foi demais para mim. Foram poucos minutos e não foi o bastante para matar a saudades, mas me sentia um pouco melhor por saber que minha pequena estava bem. 

         Agradeci muito a Dinah por ter me dado o número de Gillian e principalmente a mais velha por ter se comprometido a me ajudar. Ela me disse palavras sábias e me certificou de que tudo ficaria bem e eu contava com isso. 

  
       Estava no sofá quase cochilando quando escutei o barulho de notificação no meu celular. Despertei rapidamente e capturei o celular entre as almofadas do sofá. Atendi antes mesmo de saber quem era. 

- Lauren? Eu consegui uma coisa. - Ouvi a voz de Keana no outro lado da linha e suspirei. - Estou em frente a sua casa seja rápida por que temos uma longa viagem. 

        Levantei do sofá rapidamente e olhei pela a janela percebendo o carro cinza estacionado em frente ao meu jardim. Ajeitei alguns fios do meu cabelo e peguei minha jaqueta preta antes de sair de casa. 

         Keana tinha um sorriso orgulhoso nos lábios enquanto dirigia o carro, ela me entregou alguns papéis onde li a lista de visitas durante os cinco anos em que Jenna esteve presa, na frequência, o nome Kate, se repetia várias vezes. 

- Kate é a irmã de Jenna, acho que ela pode ser útil com alguma informação...Não acha? - Ela me perguntou enquanto mantinha sua atenção na estrada. - Resolvi não esperar até amanhã...aliás, não é só nós que pode está atrás dessa mulher. 

- Ela é uma ponta solta. - Murmurei e voltei a guardar os papéis na pasta. Após um tempo em silêncio, Keana resolveu falar. 

- Fiquei sabendo do que aconteceu e sinto muito... - Ela me olhou. - Você ainda deseja continuar com essa investigação?

- Sim, essa pessoa quer fazer muito mal a minha filha. - Meu coração apertou ao saber que Becca poderia está em perigo. - Essa pessoa a colocou no lixo pra morrer e não quero nem pensar se eu não estivesse aparecido naquele beco aquela noite.

- Você foi uma heroína, Lauren. - Ela sorriu para mim e novamente olhou para a estrada. Pelo o que vi, estávamos indo para Oklahoma, a possível localização de Kate. Era admirável a facilidade que Keana conseguia encontrar as coisas, ela era uma polícial muito boa. 

        Já fazia pouco mais de quatro horas que estávamos na estrada, o relógio no meu pulso marcavam uma hora da manhã quando percebi Keana diminuir a velocidade do carro. 

- Droga, a rodovia está interditada. - Ela murmurou enquanto observavamos as placas de aviso e alguns cones no meio da pista. Keana pegou o celular e olhou alguma coisa antes de concluir. - Só vamos poder passar a partir das seis da manhã. - Ela jogou o celular no porta luvas e encostou as costas no banco. - Esse é o único caminho que chegaremos em menos de um dia no estado de Oklahoma. 

- Calma, por aqui deve ter uma pousada...descansamos um pouco e cedinho voltamos pra cá. - Sugeri. 

      ***

      Não demorou muito para que pudéssemos chegar a pousada mais próxima. Keana estacionou o carro em uma vaga e então saímos do carro. A policial ficou em um quarto ao lado do meu e enquanto eu retirava minha jaqueta, ouvi batidas na porta. Assim que abri a porta, vi que Keana com uma caixa de pizza. 

- Está com fome? - Perguntou e eu assenti em um sorriso me afastando para ela entrar. - Trouxe Coca-Cola e nada de álcool pra você. - Me lançou um olhar antes de sentar no colchão da cama. 

- Vejo que andou falando com Verônica. - Murmurei sentando no colchão e capturando facilmente um pedaço da pizza que percebi ser de
Pepperoni. 

- Sim...Ela só está preocupada com você. 

- Keana, não vamos falar sobre isso por favor. - O que menos queria era lembrar do quanto estava chateada e decepcionada com minha amiga. 

         Fiquei mais relaxada ao conversar com Keana sobre diversos assuntos aleatórios que não envolvia minha vida que estava uma tragédia, mas conversamos muito sobre a vida dela, como ela quis ser uma polícial e o preconceito que sofreu por ainda ser um tabu o fato de mulher exercer essa profissão, a infeliz realidade é que nunca vão achar normal uma mulher ser quem ela quiser ser. Confesso que me encontrei totalmente tocada com a sua história, não deve ser fácil perder os pais tão cedo principalmente na adolescência, mas Keana pareceu bem forte ao falar sobre essa sua fase. 

- Acho que está ficando tarde e você deve está entediada e cansada com minhas histórias. - Ela riu e levantou da cama. 

- Claro que não. - Disse assim que joguei o lixo fora e voltei a sentar na cama. - se antes te admirava, agora te admiro ainda mais. 

         Ficamos nos olhando por alguns segundos e então me surpreendi ao ver que Keana se aproximou unindo nossos lábios, permaneci intacta e ainda de olhos abertos sentindo a maciez dos seus lábios nos meus. Ao perceber o estado que fiquei, ela se afastou.

- Droga, eu não devi- não deixei que terminasse de falar. Levantei da cama ficando de pé bem a sua frente, puxei sua nuca e novamente uni nossos lábios dando início a um beijo calmo, Keana tinha um beijo bom, não tão apressado mas também não devagar, tinha uma ótima sincronia. Seus lábios tinha o sabor do refri os deixando doce e deliciosos. 

          Senti meu corpo contra o colchão e percebi que a mesma havia me empurrado para que eu deitasse nele. Não demorou muito pra que ela ficasse por cima de mim e inciasse outro beijo. 

         ***

"Lauren, é hora de ir" 

     Abri os olhos lentamente quando senti alguém me cutucar. Fitei Keana que agora estava de pé, quando viu que eu havia despertado, ela sorriu e se afastou. Observei ela terminar de abotoar sua calça jeans e procurar por sua blusa junto das minhas peças de roupa jogadas no chão. 

- Que horas são? Droga, eu preciso de um banho. - Murmurei ao levantar da cama e pegar minhas peças de roupa. 

- Quase seis...vou abastecer o carro e comprar alguma coisa enquanto você toma banho. - Ela me fitou por breves segundos e eu assenti antes de entrar no pequeno banheiro. 

       Não sabia como iria lidar com Keana depois dessa noite, mas tinha que admitir que o sexo com ela foi bom. Durante esse tempo com a investigação, ela se mostrou uma ótima pessoa e bastante compreensiva. Ao julgar seu "caso" com Verô, imaginava que ela sabia diferenciar algo casual.

         Sai do quarto da pousada e aproveitei para entregar as duas chaves dos dois quartos e sorri ao ver o carro de Keana se aproximar.  Ela businou e eu caminhei até o carro. 

- Dei sorte e encontrei uma cafeteria aberta bem na esquina. - Falou e me entregou um copo de café. - Tem Donuts também. - Ela me entregou um saquinho com algumas rosquinhas doce. Aquilo estava com uma cara tão boa. 

- Obrigada. - agradeci e ela sorriu antes de dar partida no carro. Confesso que estava sendo muito agradável a companhia de Keana, ela era muito divertida e interessante. 

          Já se passavam das três horas da tarde, havíamos passado pelas as montanhas de Arizona e Novo México, a próxima parada seria Oklahoma e a cada vez que se aproximava, eu ficava cada vez mais ansiosa.

- Você ficou legal com o boné, ele combinou mais em você do que em mim. - Ela sorriu para mim. Dei uma rápida olhada no retrovisor ajustando a aba do boné com as inciais de New York nele. - Já foi a Nova Iorque? - Perguntou. 

- Não, mas tenho curiosidade em conhecer. - Respondi e olhei para o para-brisa a minha frente. Keana se inclinou para frente e ligou a rádio, seus lábios se expandiram em um sorriso ao escutar uma música desconhecida por mim, ela aumentou o volume e cantou o refrão. 

- It's a beautiful life, oh oh oh oh - Ela cantarolou e eu sorri olhando sua expressão. - caralho, amo essa música. - Ri da sua empolgação enquanto a via cantar e batucar o volante ao mesmo tempo.

   



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