História Destino - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão, Enrolados, Frozen - Uma Aventura Congelante, Valente
Personagens Anna, Elsa, Flynn Rider, Jack Frost, Kristoff, Mérida, Rapunzel, Soluço
Tags Flynzel, Jelsa, Kristtanna, Mericupp
Visualizações 232
Palavras 4.212
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me desculpem pela demora, o capítulo já estava pronto, mas não estava conseguindo postar,mas hoje, consegui. Será POV meu,apenas os próximos serão dos personagens. Essas roupas são os looks que eles estão usando hoje. Aproveitem!!!

Capítulo 9 - Perfeitos estranhos


Fanfic / Fanfiction Destino - Capítulo 9 - Perfeitos estranhos

Os primeiros raios de sol entravam pela cortina do quarto da loira, a fazendo acordar e sentar-se na cama se espreguiçando. Calçou suas pantufas azuis de floco de neve, e fez sua higiene matinal. Desceu para a cozinha e preparou seu café, enquanto cantarolava Shape of you. Sentou-se na bancada com sua xícara e novamente olhava o mapa da faculdade, com receio de se perder. Já estava perdida na vida, era uma completa bagunça sem sentido. Não queria se perder novamente. Lavou a louça e escovou os dentes, seguindo para seu closet. Optou por uma blusa de manga longa branca, uma calça preta rasgada nos joelhos e um all star rosa de cano baixo. De maquiagem, apenas um rímel, delineador e um batom nude. Seus olhos pousaram sobre a penteadeira, num porta- retrato. O pegou nas mãos e se deixou ser transportada para lá novamente, naquela tarde de verão, à 6 anos atrás. Lembrava de Anna a abraçando e lhe fazendo chifrinhos. De Rapunzel fazendo pose e um biquinho. De Merida rindo sem parar, pois havia sujado a boca toda de sorvete. E se lembrava de si mesma, rindo para a foto e abraçando as amigas e a irmã. Foram as melhores férias de verão de suas vidas. O lugar onde as quatro amigas se conheceram e depois nunca mais se viram. Elsa só voltou a realidade quando percebeu que uma lágrima solitária caía sobre seu rosto, que a fez enxugá-la rápido. Elsa não gostava de demonstrar fraqueza. Não queria revelar ao mundo seu verdadeiro "eu" . Que por trás daquela postura séria e inabalável, se escondia a garotinha de 15 anos, frágil e carente. Olhou as horas e viu que já estava atrasada, então pegou a chave de seu Renault Duster Oroch cinza, e entrou no elevador. Ficava repetindo em sua mente "encobrir, não sentir, não deixar saber ",e só aí percebeu que não estava pronta para isso, mas não podia voltar atrás à essa altura do campeonato. 

Enquanto isso,Jack se arrumava em frente ao espelho e dizia para si mesmo que hoje era seu dia de sorte. Mas ,afinal, ele estava certo. Sabia que estava. Sempre teve sorte, tudo que quis a seus pés, esse ano não seria diferente. Checou as notificações em seu celular e dizia, desinteressado: 

-15 mensagens da Stephen, 6 áudios da Lily e 3 mensagens do grupo da boate . Porra, esse grupo morre se eu não entrar, hein.

Respondeu suas mensagens e marcou de se encontrar com a Stephen no sábado. Pegou sua jaqueta e seus óculos escuros e se olhou novamente no espelho, vendo que estava tudo pronto. Pegou as chaves de sua Suzuki preta e foi ,apenas imaginando com quantas gatas iria flertar hoje. 

Do outro lado da cidade, Rapunzel comia sua salada de frutas enquanto folheava uma revista Vogue. Escovou seus dentes e seguiu para seu closet, o fitando por um bom tempo 

-São tantos looks para escolher. Que dúvida! 

Depois de ter provado muitas roupas, optou por uma calça preta rasgada em vários lugares, uma blusa com o símbolo daquela boca mostrando língua e uma jaqueta dourada brilhante. Um all star branco de cano alto. No cabelo, pegou uma parte e fez um coque e o resto deixou solto. O make passou apenas um delineador, pois seus cílios já são enormes e não precisam de rímel, e um batom rosê. Tirou uma selfie e postou, pegou  à chave de seu Corolla prateado e foi. 

Em outro ponto da cidade, Flyn ainda dormia, abraçado ao travesseiro, pensando que era Mary,e acabou acordando com um barulho, então abriu os olhos lentamente, e teve a visão de Mary se vestindo ,sorriu e andou até ela,sem a garota perceber. A abraçou por trás e lhe deu um beijo em seu pescoço. 

-Flyn, que susto caralho. 

Ela disse, o repreendendo. Ele se virou de frente para ela e a prendeu na parede. 

-Ia sair sem se despedir de mim? Que feio, Mary. 

A garota o olhou, e começou a rir. Flyn a olhava sem entender, então ela disse: 

-Tá carente, hein, gato? 

-O que? Eu não! 

Ela o olhou divertida e disse: 

-Ah, é que você estava dormindo tão bonitinho! Não queria te acordar. E você têm faculdade, lembra? Ah, e valeu pela noite. Você é bem melhor do que minhas amigas falaram. Bye,bye! 

 A garota se desvencilhou dos braços dele e saiu pela porta, o deixando com cara de bunda na porta. 

-Que porra, mano. Me esqueci completamente que hoje é o primeiro dia de aula. Melhor eu me arrumar logo. 

Flyn preparou correndo seu café, e se arrumando logo. Pegou a chave de sua Hillux preta e foi, esperançoso de que esse ano iria chover mulher na sua horta (como acontece sempre) .

Bem longe dali, uma ruiva se empanturrava de cereal com leite, enquanto assistia a um episódio de Naruto. 

-Vai, dá na cara dele. Aí não, cara. Aí não! 

Gritava ela, torcendo para o Naruto ganhar a luta. Terminado seu cereal, lavou a louça e escovou os dentes. Seguiu para seu closet para escolher seu look, e optou por uma legging preta, uma blusa de moletom com a estampa do EUA,e um sapatênis azul. Não passou maquiagem nenhuma, pois como ela sempre diz "a melhor maquiagem é o sorriso no rosto ".

Tentava inutilmente abaixar seus cachinhos rebeldes, sem sucesso. 

-Ah, por favor, colaborem! 

Disse irritada, pegando uma mecha e brigando com ela. Se olhou no espelho e riu de sua tolice. 

-Quer saber? Dane-se! Meus cachinhos são assim, e não devem ser mudados! 

Então acabou por deixá-los soltos mesmo. Pegou sua bike e saiu avoada,pois já estava atrasada. 

Longe dali, Hicupp comia uma maçã e via suas fotos com Astrid no celular. Já havia tentando esquecê-la à muito tempo, mas era completamente impossível. Mesmo depois de tudo que ela fez com ele, só machucou seu coração, ele ainda a ama. Pois o amor é cego, surdo e mudo, e para ele não há fronteiras. Ele sabe que não adianta nada ficar remoendo isso tudo, pois só o fará sofrer mais. Se afastou desses pensamentos e olhou as horas, e viu que estava bem atrasado. Pegou seu skate e foi. 

Em outro lugar da cidade, uma loira- morango começava a ler a edição 10 da Turma da Mônica Jovem, enquanto comia um pedaço enorme de bolo de chocolate, com recheio de geleia de morango e cobertura de pasta americana. Aliás, não se importava em comer doces no café da manhã, pois não havia nenhum adulto consciente por perto, para lhe dizer o que devia ou não fazer. Escovou seus dentes, e checou as horas, vendo que já estava na hora de ir, já que iria a pé, como morava perto da faculdade. Então apenas pegou seus óculos de grau, pois precisava deles para ler, e os cabelos resolveu deixá-los soltos ao vento. Colocou uma blusa de moletom cinza escrito "geek" ,uma saia preta, que ia até a metade da coxa e uma touca preta para pôr em seus cabelos. Sem make nenhum e apenas uma gargantilha dourada, com o símbolo do Batman,e uma sapatilha preta com spikes dourados. Se viu no espelho e então saiu a pé, sentindo a brisa gelada da manhã. 

Kristoff se arrumava enquanto imaginava  se ir para Oxford tinha sido a escolha certa. Sentia falta de Sven, isso não podia negar. Sentia falta de alguém para conversar. Sentia falta de motivos para sorrir novamente. Sentia falta de amigos. Amigos...Só os teve uma vez na vida. E foi apenas nas férias de verão, quando tinha 12 anos de idade. Jack, Flyn e Hicupp. Seus únicos amigos de verdade, quem pôde confiar sua vida sem se preocupar com nada. Mas tudo que é bom, dura pouco. Depois daquelas férias, não tiveram mais notícias um do outro. E Kristoff estava só novamente, isolado em seu mundinho gelado. Depois de tanto pensar, viu que estava na hora de ir e pegou as chaves de seu Fiat Mobi vermelho, seguindo meio receoso para seu primeiro dia de aula. 

Jack foi o primeiro a chegar e Oxford, de fato, era linda. O garoto se sentia num castelo. Quando estacionou a moto, viu todos os olhares se voltando para si, mas claro que ele gostou, era bom que vessem mesmo. Quando passou, viu várias gatas passando por ele, acenando, piscando e dando risadinhas. E claro ,ele retribuía, como um bom cavalheiro deve ser. 

De longe avistou Henry,um amigo do grupo da boate. Então foi conversar com ele.

Kristoff acabara de estacionar, e de longe, já se admirou com a beleza do lugar. Começou a andar pelo gramado, e se encostou numa árvore, pretendendo ficar ali até o sinal bater. Enquanto isso, Anna vinha caminhando e ouvindo One Direction,dançando pelas ruas. No estacionamento, Flyn encostava seu carro e seguia para o gramado. Viu seu amigo Léo ,então chegou lá para conversar com ele .

-E aí cara! De boa? 

-Grande Flyn, quanto tempo né! 

Se cumprimentaram com um toque de mão e Flyn viu que ele estava com mais três pessoas. 

-Deixa eu te apresentar o pessoal. Esse é o Ruy.-disse apontando para um moreno bem forte, e Flyn e ele apertaram as mãos- Esse é o Jhonny- disse apontando para um loiro ,que fez um toque com Flyn- E essa é a Cindy- agora Flyn a olhava sem nenhum pudor, era uma gata de cabelos castanhos e- E ela é minha namorada! -Léo o fuzilou com os olhos e Flyn riu da atitude do amigo, e levantou os braços em rendição e disse: 

-Calma, olhar não arranca pedaço! 

-Acho bom, cara! 

Disse Léo, enciumado. Flyn se dirigiu a Cindy e falou bem alto para todos ouvirem: 

-Só termina com ele logo, tá? 

A garota riu baixinho e Léo quase pulou no pescoço de Flyn, que se defendeu: 

-Uou, só tô de zoa. Para descontrair um pouco esse ar pesado! 

O amigo acreditou nele, mas agora, Flyn e Cindy sabiam que aquilo não era zoeira. 

Rapunzel já estacionara seu carro e já se encontrava dentro da faculdade, mexendo no celular. Mal sabia ela que um cara a espionava. 

Anna acabara de chegar, então parou em frente ao gramado, com as mãos nos joelhos, descansando. Não era longe, mas dava para cansar. Kristoff observava as pessoas chegaram. Uma lhe chamou a atenção, não soube porque, só soube que não queria parar de olhar para ela. Não sabia se era por causa daquele sorriso estampado em seu rosto, ou pela inocência da garota. Ela estava indo na direção dele, e ela não estava olhando para a frente, ela ia cair, ele sabia disso. Dito e feito, a garota só não caiu pois ele a segurou. 

-Você está bem? Ele disse a levantando. 

-Eu acho que tô. Eu não estava olhando para onde ia. Desculpa aí. 

-Não, não precisa se desculpar. Isso acontece. 

Ele estava encantado com a garota, e então seus olhos se encontraram pela primeira vez. Kristoff nunca havia visto olhos tão lindos. Ela era tão...tão linda. E ela pensou o mesmo dele. 

-Er,meu nome é Anna . E você? 

O garoto saiu de seus devaneios e respondeu: 

-Meu nome? É, meu nome é, é, é Kristoff, é, é isso mesmo, meu nome é esse, é isso aí!

Ele falou tão rápido e enrolado que Anna ria baixinho dele. Quase não conseguiu entender. Olhou as horas e viu que ia quase bater o sinal. Então olhou o rapaz e lhe disse: 

-Eu tenho que ir, Kristoff. Tenho que achar minha sala. Você vem? 

-Não, daqui a pouco eu vou. Até mais, Anna! 

-Até, Kristoff! 

Ela disse, acenando e dando aquele sorriso perfeito. Kristoff ficou a encarando até ela sumir de sua vista. Negou com a cabeça, confuso. Só podia estar ficando louco! Qual a razão para não querer parar de olhá-la? A razão para querer ver ansiosamente aqueles olhos? Para ansiar por aquele perfume? Para Kristoff, não havia explicação. Mas já está tudo muito claro. 

Rapunzel estava encostada em uma pilastra, sendo observada por Flyn. Ele literalmente a comia com os olhos, pois eles nem piscavam. Agora estava certo de que ia pegá-la. Nem que seja a última coisa que ele faça. Desde que a viu, saindo do estacionamento, ficou curioso em saber quem era ela e a seguiu, tendo todo o cuidado possível. E quando viu que ela era realmente perfeita (e em sua mente, muito gostosa) ,só teve mais convicção em segui-la. Com as outras era tão fácil, com ela não seria diferente. Então, andou até atrás dela para ver se ela percebia alguma coisa, até que ela disse, do nada, o causando um susto repentino. 

-Cansou de me seguir? Ora, estava tão...que palavras eu poderia usar? Seria, patético? 

Flyn não tinha palavras, elas simplesmente não saiam, e como ela vira tudo? Ela havia dito num tom tão debochado, enquanto fitava as unhas. Então ela se levantou, se divertindo internamente com a situação, mas claro que por fora, mantinha seu ar superior. 

Mas ele havia calado a boca tão rápido, que a situação era sim constrangedoras. Para ele. 

-Olha, não tem nada a me dizer? Se estava me seguindo, deve ter algo muito importante para me dizer. Estou certa? 

À esse instante, ele se cansou do joguinho e de estar sendo feito de palhaço. Como ela estava encostada numa pilastra, ele foi e ficou parado a frente dela. Seus braços estavam apoiados na pilastra, um de cada lado. Rapunzel gostou disso. Gosta de caras com atitude. Mas com ele seria diferente. Bem diferente. Os olhos estavam crispados, e mantinha uma expressão séria. Ela também é claro, não mostraria que estava gostando da situação. Ainda estava hipnotizada naqueles bíceps, tríceps, quadríceps e tudo mais. Que ele era um pedaço de mau caminho, isso ela não podia negar. Os olhos dele se fixaram nos dela. Apenas agora ele viu como eles eram verdes. E ela também o encarava, queria ver por quanto tempo duraria o contato visual. E ela observava aquele olhar gostosamente sexy, e aqueles olhos chocolate. Mas que delícia, ela pensava em sua mente. Mordeu o lábio involuntariamente, e ele passou a fitá-lo, ainda mais. Então do nada, desviou o olhar, a deixando confusa, pois estava adorando admirá-lo. E então a olhou de novo, em seus olhos, mas agora tinha um olhar muito mais felino. Chegou mais perto, e naquele momento, ela achou que ele iria beijá-la. Mais não foi isso que ele fez. 

Ele chegou perto do pescoço dela, e naquele momento ela  sentiu o cheiro de seu perfume amadeirado. Sexy e viciante. 

Como ele. 

Ele disse num sussurro, próximo ao ouvido dela, com aquela voz gostosa,lhe causando um arrepio: 

-Quem você pensa que é para falar comigo desse jeito? 

Ela soltou uma risada maldosa e lhe respondeu, próxima ao ouvido dele,com o mesmo tom de voz: 

-Não te interessa!

E começou a rir novamente só que mais alto,  o assustando. Ele colocou o dedo em frente ao rosto  dela e lhe disse, muito mais sério: 

-Vai ter troco! Apenas, aguarde. Pois vai ter troco! 

Ele disse tão pausadamente que Rapunzel até ficou com medo sobre o que seria esse "troco". Então ele tirou as mãos da pilastra e seguiu em frente, sem olhar para trás, não acreditando no que acabara de acontecer. E Rapunzel o fitava, observando aquela bunda gostosa e mordendo os lábios: 

-Ai, papai! Mas o que é isso? 

Então a garota saiu a procura de sua sala, pois o sinal estava quase batendo. Mas depois do que ocorreu aqui, não iria conseguir se concentrar na aula. 

Não mesmo. 

Elsa acabara de estacionar, e estava pegando sua mochila. Observou a faculdade,e deu um sorriso involuntário. Era mais linda do que imaginava. Então seguiu andando pelo gramado. Quando entrou, pegou sua mochila e o mapa, a deixando aberta. Jack, nesse mesmo instante, como havia esquecido seu mapa em casa, agora precisaria ficar procurando sua sala. Ele e Elsa estavam na mesma direção, ela olhando para o mapa, e ele pro celular. Iam acabar se batendo se não olhassem para frente. 

E foi o que aconteceu. 

O celular de Jack caiu. 

O mapa de Elsa caiu, junto com todo o conteúdo da sua bolsa, que estava aberta. 

Os dois não se olharam sequer uma vez. Se abaixaram para pegar seus pertences. Ela ia pegar o celular dele. E ele ia pegar o mapa e as coisas dela. 

Mas não foi bem assim. 

Ambos estavam querendo sair logo dali, até que enquanto juntavam as coisas, suas mãos acabaram se tocando. 

Os dois sentiram como se um choque elétrico tivesse atingido seu corpo, na hora que suas mãos se tocaram. 

Só agora se deram conta  que não haviam visto um ao outro. Então levantaram a cabeça ao mesmo tempo, e se olharam. 

A primeira coisa que Elsa viu nele foi o cabelo. Um loiro platinado, jogado sobre a testa. Seu rosto era tão suave e perfeito! O sorriso de lado que ele mantinha era encantador. E só agora notou seus olhos. Azuis gelo. Perfeitos. Como ele. 

E ele a observava, vendo que ela demonstrava um pouco de vergonha. Notou isso quando viu o rubor em suas bochechas. Os lábios finos, semiabertos, tão perfeitos! O cabelo loiro, quase platinado, entrava em contraste com os olhos azuis gelo. Os mais lindos que Jack já viu. 

Os dois não souberam por quanto tempo ficaram se encarando, mas o silêncio só foi quebrado quando Elsa desviou o olhar, pegou o celular dele, rápido, e o entregou, se desculpando. 

-Olha, desculpa! Eu estava olhando meu mapa e não te vi! 

Jack saiu do transe com a voz angelical da garota, e lhe respondeu :

-Não, não, fui eu que estava olhando meu celular e não te vi. Me desculpe. 

Então ele juntou as coisas dela e a entregou. Ela já ia sair, quando Jack perguntou: 

-Qual o seu nome? 

Na hora que Elsa iria responder o sinal tocou. Então a loira disse que tinha que ir e saiu correndo, o deixando lá parado observando ela se afastar. 

Mas Jack não se preocupou, pois sabia que esbarraria com ela, logo, logo. 

Merida sabia que o sinal já havia batido, então apressou as pedaladas. Hicupp também percebeu que estava atrasado até demais,então apressou o passo no skate. 

Os dois corriam o mais rápido que podiam, e não perceberam que estavam indo na mesma direção. 

Foi tudo muito rápido, Hicupp não viu a bicicleta à sua frente, e bateu de frente nela com o skate. Merida estacionava sua bike, até que sentiu que sua bicicleta estava sendo jogada para outro lugar. E seu corpo foi jogado junto, até que sentiu uma forte pancada na cabeça e depois disso tudo ficou escuro. 

Hicupp correu até a garota caída no chão e falava, nervoso e com medo: 

-Ai meu Deus, o que eu fiz? Seu burro, você é muito burro!

Se agachou até onde a garota estava e pousou os dedos sobre o pulso da garota. Estava tudo bem, e agora ele conseguiu respirar direito. Passou a mão pelo rosto da garota, e os cachinhos vermelhos. 

-Tenho que te levar para a enfermaria. 

A pegou no colo e se levantou, tentando ir o mais rápido possível, mas suas pernas não colaboravam. Elas tremiam mais do que andavam. 

Quando chegou, explicou a enfermeira tudo que havia acontecido. Disse que era tudo culpa dele, que estava correndo demais com o skate e não viu a bicicleta dela. Ela não tinha culpa de nada, ele repetia a enfermeira. À essa altura, o garoto já chorava, e a enfermeira, comovida com os sentimentos do garoto, pôs a mão em seus ombros e disse que ela ficaria bem. Que havia sido apenas um desmaio por causa da pancada forte no asfalto. Então ela o perguntou se ela era sua namorada. O rapaz não respondeu, ainda digerindo as palavras dela. Então respondeu, num súbito, que não. Então o perguntou o que a moça era dele. Ele ficou sem palavras novamente e respondeu, com a voz quase inaudível: 

-Nada. Eu nunca a vi na vida. Mas preferia ter conhecido ela de outra maneira...

Depois de mais ou menos meia hora, Merida acordou. Abriu os olhos lentamente, um de cada vez, e a primeira coisa que viu foram dois olhos verdes a encarando. Não se lembrava de nada, então perguntou sem pensar: 

-Eu tô no céu? Eu morri? 

Hicupp riu dela e lhe respondeu: 

-Não, você não está no céu. Porque acha isso? 

Ela não sabia o que responder, então disse a primeira coisa que veio a sua mente:

-É que eu tô vendo um anjo. Com esses olhos verdes, só pode ser um anjo! Ou será que existe um humano assim? 

O rapaz não acreditava no que acabara de ouvir. Então a respondeu: 

-Eu não sou um anjo. E obrigada por achar que eu fosse um. 

Só agora a garota se lembrou de que não se lembrava do porque de estar aqui. 

-Cara, minha memória tá zoada. Será que você pode me explicar, estranho, porque estou aqui? 

Hicupp revirou o olhar, envergonhado. Estava temendo por esse momento. Mas tinha que admitir seu erro. Afinal, a culpa era toda sua. Então a contou tudo, detalhadamente, pronto para ser crucificado por ela. Mas, no final da história, ela riu. Uma risada gostosa e divertida,que o fez esquecer do problema que havia causado. 

-Você está preocupado com isso? Eu não estou bem? Então, não há com o que se preocupar, cara. Tá de boa! 

Ele não acreditava. Ela havia o perdoado. Aliás, nem havia ligado para o que aconteceu. Parecia estar gostando da situação. 

-Meu nome é Hicupp. E o seu? 

-Merida. Gostei do seu nome. Mas eu já posso sair daqui? 

-Olha, eu tenho que ver com a enfermeira. Calma aí! 

O garoto saiu, à procura da enfermeira. Merida se sentou na cama, e não sentia mais dor, apenas sua cabeça latejava um pouco. Hicupp adentrou a porta novamente, acompanhado da enfermeira. Ela disse a Merida que já estava liberada,e lhe receitou apenas um remédio contra a dor. Então cada um seguiu para sua sala, marcando de se encontrarem no intervalo. 

Então, passadas as primeiras aulas, chegou o intervalo. Kristoff estava sentado em um banco, sozinho, ouvindo música em seu fone. Hicupp encontrou-se com Merida novamente, e já haviam se tornado melhores amigos. Flyn até que tentou encontrar a garota misteriosa, mas Oxford era gigante, então não teve sucesso em sua busca. E Jack conversava com seus amigos novos, mas a loira não saía de sua cabeça. Anna estava sentada no gramado, lendo a edição 10 da Turma da Mônica Jovem. Merida conversava animadamente com seu novo melhor amigo, nem se lembrando mais do ocorrido de hoje cedo. Rapunzel já havia feito amigas, e conversava feliz com elas, mas o moreno de hoje cedo, ainda atormentava seus pensamentos. Achou que se encontraria novamente com ele, mas não aconteceu. E não queria aceitar que estava decepcionada com isso. Elsa lia um livro que havia pego na biblioteca, mas o cara de hoje cedo, ainda marcava presença em seus pensamentos. E Elsa não entendia e não queria entender o que estava acontecendo. Apenas queria esquecê-lo. 

Acabado o intervalo, todos voltaram para suas respectivas salas. Menos Anna, que acabou ficando para trás. Enquanto andava nos corredores, um cara passou correndo e a empurrou, que a fez cair em cima de outro cara. Não estava acreditando, era a segunda vez que caía hoje. Então uma voz a perguntou: 

-Me desculpe, você está bem? 

Ela o olhou e disse: 

-Não, quer dizer, sim! 

-Ah, eu fico feliz. 

E ele lhe estendeu a mão para que ela pudesse levantar. A garota a apertou, se levantando. 

-Meu nome é Hans Wicliff. E você? 

-Ah, Anna Arendell. 

Hans escondeu a expressão de surpresa muito bem, mas por dentro estava um misto de perguntas sem respostas. Essa garota era a irmã de Elsa que ela tanto falava? Afinal, tinham o mesmo sobrenome. Não sabia o que fazer, mas já tinha muitas ideias borbulhando em sua mente. 

-Me desculpe por te derrubar, e por tudo que aconteceu depois. 

-Não, não precisa se desculpar. Se fosse com a minha irmã Elsa ela daria um chilique, mas para sua sorte, sou só eu. 

Agora tinha certeza. Só ficava melhor a cada instante. 

-Só você?

-Huhum. 

Os dois se encaravam, Anna estava encantada com ele. E Hans tinha mil pensamentos em sua mente, e não sabia como organizá-los. Mas tudo que sabia era que hoje era seu dia de sorte. 

-Ah, o sinal, a aula, eu...

Anna parou a frase ao bater num banco. 

-Eu tenho que ir. Tchau! 

E acenou a mão para ele ,que retribuiu com um sorriso. Ela estava feliz, mas ela não sabia como ele estava mais feliz ainda. E ela nem desconfiava do motivo. 

Acabadas as aulas, todos os alunos ganharam, ao saírem, um convite. Primeiro ,avisaram que não teriam aulas pelo resto da semana. Esse ano iriam fazer diferente. E o convite era sobre um baile de máscaras que aconteceria na escola nesse sábado, às 20:00. E todos os alunos estavam convidados, pois estava sendo feito exclusivamente para eles. 

Então todos foram embora para suas casas. Menos Merida e Hicupp. O garoto se ofereceu para levá-la de táxi até em casa, já que estava de skate. 

Mesmo sendo um dia normal, cada um experimentou de uma coisa diferente. Mas hoje, todos conheceram o amor. 


Notas Finais


É isso aí, espero que gostem e aguardem fortes emoções nos próximos capítulos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...