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História Destino - Capítulo 5


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Capítulo 5 - O Começo Do Fim


CINCO ANOS DEPOIS DA FESTA EM SOIS

Ela nasceu uma princesa que todos desejavam, tinha pais amorosos.

Caminhando com os pequenos pés sob a lama, Mal ria com os garotos da cidade, eles eram nada além de meras crianças humildes que gostavam de travessuras durante as feiras e visitas de nobres no grande reino. Mal crescia em Sois mas muitas vezes visitava Zimmer como uma princesa deve fazer para um dia governar aqueles lugares que muitos almejavam, a menina de olhos verdes claros e cabelos loiros com apenas cinco anos tinha um mestre, um homem que conquistou o coração dos pais da menina e se responsabilizou em cuidar dela.

DEZ ANOS DEPOIS

Ela viveu em palácios vigiados por centenas de cavaleiros. Todos pensavam que ela iria se tornar uma poderosa rainha. Mas o destino tinha outros planos. Seus pais morreram em um acidente fatal durante uma viagem em que passavam por uma floresta a caminho de um reino distante enquanto uma briga começava a se alastrar por fora dos muros de Sois.

Quinze anos. Como sempre, os primeiros a reparar nela foram os gatos e as crianças que perambulavam pela cidade. Um gato preto que dormia sobre um monte de lenha aquecida pelo sol se agitou, ergueu a cabeça, abaixou as orelhas, soltou um miado e correu fugindo dela. Acostumada ao tratamento, Mal continuou andando até a padaria do Senhor Tomás.

– Oque trás minha princesa favorita? – O velho de rugas sorriu tirando alguns pães de cima do fogo.

– Hoje o mestre quer me levar para Zimmer, estou despistando ele. – Disse pegando um copo de leite que o velho pós em cima do balcão.

– Ele só quer protege lá, não seja ingrata. – Orientou o velho soltando uma risada.

A única pessoa feliz que Mal encontrava em “casa" pelas ruas de Sois era o senhor Tomás, nem Benjamin, seu melhor amigo sorria ou fazia trapalhadas desde a morte dos pais de Mal. A garota pensava que tinha um coração de ferro ou conseguia esconder todos os sentimentos dentro das profundezas do coração pois quando dois anos se passaram, Mal não chorou ou ficou desesperada com a perda. Ela tinha aulas todos os dias com o seu mestre e após cinco dias exaustivos podia passar o resto do tempo andando pela cidade. Ninguém roubava ou faltava comida, as pessoas respeitavam a princesa e homens de vinham de outros reinos para comercializar não passavam nem duas noites no local, eram regras postas do próprio rei quando a menina nasceu. Agora crescendo cada vez mais e bonita com os cabelos até a bunda, o vestido rosa escuro e os seios definidos, lhe deixavam atraente e confiante, ela era teimosa mas tinha um rosto de magia aos olhos dos demais. Mal era um pequeno passarinho que pousava na vida dos camponeses e dos que habitavam seu castelo.

– CRIANÇA, TEMOS QUE IR. – O mestre correu ao encalço da menina parando bruscamente e segurando seu pulso com força.

– Mestre, me solte! – Mal disse com raiva recebendo um olhar de angústia do mais velho. – Até mais senhor Tomás. – A garota disse antes de sair atrás do Mestre em meio a neblina que se formava na cidade. – Oque está acontecendo? – Perguntou ela mordendo os lábios com um mau pressentimento.

– Falta poucos minutos para invadirem Sois, destruíram Zimmer e agora farão Sois queimar. – Respondeu o mestre nervoso dando passos mais rápidos.

– Eles não fariam isso! Sois é um reino pacífico. – Berrou a menina parando e olhando ao redor da cidade.

As pessoas estavam ficando aflitas e muitas se trancavam em casa para rezar, outras continuavam a vida mesmo sabendo que o pior estava prestes a acontecer, muitos guardas desfilavam perto dos muros prontos para atacar mas seu mestre sabia que aquilo não era nada comparado ao que estava por vir.

– Mal, não temos tempo a perder. – O homem a puxou e os dois começaram a correr.

Quando estavam em frente ao castelo, um barulho estrondoso e gritos de multidões, Mal olhou para trás e se assustou com um enorme gigante peludo e com cabelos castanhos urrar quebrando boa parte da frente do que antes era um muro e agora, eram pedras de anos atrás ao chão em pedaços.

– Saiam por ali e não olhem para trás. – O mestre sem permissão segurou a cintura de Mal e a colocou atrás de Benjamin no cavalo amarronzado. – Mal, lembra da história que contei? – A menina estava pálida demais e tremia mas conseguiu concordar sentindo o cérebro sair de um transe de terror. – Evie é o nome da bruxa. Procure por ela e você ficará bem. – Ele lhe beijou a mão e deu um tapinha na bunda do cavalo e o animal começou a galopar em direção a floresta.

Mal se segurou mais firme em Benjamin, a armadura atrapalhava um pouco mas ela não se deixou levar. A vida ou a morte, uma escolha simples. O mestre pediu para que ela não olhasse, pediu para que fossem embora mas era sua infância para trás, seu mundo acabando. A menina olhou para trás e as chamas de Sois aumentava gradativamente, as pessoas corriam cheias de sangue e fogo no corpo até morrerem, alguns inimigos abusavam brutalmente dos pobres servos leais a rainha e ao rei, seriam leais a ela se Mal continuasse no trono mas agora? Ela havia perdido tudo e todos.

Seu destino tornou-se ligado a uma bruxa em particular. Pelas histórias que a mãe contava, Evie era uma mulher bonita que matava monstros para ganhar dinheiro mas muitos bruxos gostavam de matar pelo prazer. O mestre dizia uma versão diferente, mesmo Evie matando por dinheiro, ela tinha um coração bom mas muito raro de mostrar e um dia ele viu a mulher mais esbelta de uma região elfica quando Mal não havia nascido.

As lágrimas preencheram a dor que sentia quando Benjamin a tirou do cavalo e ela finalmente podia respirar com tranquilidade pois estava segura.

– Vamos passar a noite aqui e amanhã bem cedo viajaremos para o Templo de Uma, a sacerdotisa. – Benjamin disse entregando água a princesa.

– Ben, agora que não tenho mais nada. Pode me falar da bruxa? – Mal se encolheu com frio no meio daquele matagal, Benjamin puxou uma capa roxa escura e pós em volta do corpo da menina.

– A sacerdotisa deu como presente você a Evie, são ligadas em um destino quando seus pais pediram a Evie um presente e ela se recusou entregando a Uma que desse o presente em seu lugar pois já estava de partida. Você estava no colo de Evie durante uma festa que acontecia em comemoração ao seu nascimento e ao casamento de dois anos do rei e da rainha, Evie te colocou pouco tempo depois no berço e você cessou o choro mas de repente gritou e quase matou algumas pessoas na ocasião. – Riu. – Culparam Evie por isso e Uma usando uma magia antiga entregou você a Evie mas Malévola não queria isso e mandou a bruxa embora e nunca mais voltar. – Mal abriu a boca mas logo fechou pensativa.

– Meus pais falaram que ficaria tudo bem e que esse destino não aconteceria. – Disse suspirando.

– Todo destino quando é traçado, ninguém pode tira lo. Nem mesmo na morte. – Um arrepiou percorreu ao corpo desconcertado da menina e ela abaixou a cabeça cansada.

Não muito longe dali, Evie acordava ao lado de um casal em um bordel. Ela vestiu as roupas e saiu colocando um punhado de moedas de ouro após aquela noite prazerosa, a mulher encontrou seu companheiro de todas as viagens e caminharam até uma taberna próxima para se alimentarem. Evie deixou o cavalo comer um pouco de aveia e beber água enquanto ela entrou na taberna que tinha apenas quatro velhos bebendo cerveja e o dono do lugar, pediu vinho e se sentou em frente a janela de vidro onde poderia ver o cavalo e as poucas pessoas que passavam na cidade.

– Bebida grátis do rapaz ali. – Um homem baixinho e com bochechas enorme sorriu apontando para um rapaz que passava as mãos no cabelo encarando a própria bebida nas mãos.

– Obrigado. – Evie sorriu gentil para depois encarar o rapaz com desprezo. – Oque trás outro bruxo em Blender? – Perguntou alto tendo a atenção do rapaz por fim.

– Estou atrás de alguns tesouros. – Respondeu dando de ombros.

Evie olhou para a bebida nas mãos, suspirou, poderia estar com alguma magia dele e não arriscaria beber.

– Tem um minuto? – A mulher arqueou a sobrancelha.

– Eu tenho escolha? – Bufou.

– Não. – Ele riu. – Sou próximo a alguns reinos e soube que Zimmer foi destruída e Sois estava sendo atacado.

– E daí? – Cruzou os braços colocando as costas na cadeira.

– Uma garotinha de quinze anos estava em um cavalo com um rapaz, acreditam que seja a princesa Mal. Você não era a proteção dela? O destino? – Evie se desconfortou com o questionamento.

– Uma fez uma brincadeira mas isso não foi confirmado. Eu mesma não fiz questão e nem entreguei o presente, oque aconteceu com os pais e a criança não tem nada relacionado a mim. – Disse seca.

– Okay bruxa. Mas o rei e a rainha morreram faz tempo. – A mulher arregalou os olhos. – É... Você não anda informada faz um bom tempinho. – Riu.

– Por que está me contando isso afinal? – Ela perguntou se levantando.

– Se você não ajuda lá, a garota vai morrer e... – Pausou pensativo. – Tive uma divida com os pais dela, a garota tem poderes que talvez nem ela saiba ou entenda. – Abaixou a cabeça.

– Verei oque posso fazer Harry. – Deu de ombros saindo da taberna.

Harry a olhou subir no cavalo e pegar as rédeas passando pelas poucas pessoas que andavam na cidade.

– Boa sorte Evie. – Murmurou bebendo o vinho que nem havia sido tocado aos lábios da morena.


Notas Finais


• A história da Ciri ( nesta versão é a Mal ) é longa e ela é criada como filha do Gerald de Rivia mas aqui estamos adaptando e criando um romance então alterações: A idade da Mal e não terá uma relação maternal da Evie, longe disso. É um romance.

Spoiler: A Mal estará mais velha pois não estamos falando aqui de um caso de "abuso a menores". O Spirit bane esse tipo de relação pela idade, eu entendo.


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