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História Destino - Capítulo 15


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Notas do Autor


Saint Seiya, obviamente não me pertence.

Capítulo 15 - Desejos.


Fanfic / Fanfiction Destino - Capítulo 15 - Desejos.

“And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening
People writing songs that voices never share
And no one dare
Disturb the sound of silence”

The Sound Of Silence – Simon & Garfunkel

 

Santuário.

Mirela acordou com o som dos pássaros cantando. Seu corpo estava rígido e dolorido. Não lembrava de ter dormido tanto em toda a sua vida. Depois que Aioros a deixou sozinha, ela apenas se jogou na cama na esperança de esclarecer os seus sentimentos, entretanto, com as carícias de Layla em seus cabelos não havia percebido que estava tão cansada que acabara adormecendo.

Olhou pelas janelas entreabertas e observou o sol começando a apontar no horizonte. As nuvens preenchiam a grande parte da imensidão daquele céu azul. Será que o tempo estava mudando? O sol em toda a sua magnitude parecia meio tímido diante daquele cenário nebuloso. Sentou-se tentando evitar um bocejo inutilmente. Secou as lágrimas que vieram sutilmente com o despertar. Não deveria ser nem seis horas da manhã.

Seu estômago roncou. Óbvio que estaria com fome. Foi dormir sem comer nada, seu estômago gritava e protestava com ela lhe dando uma dor aguda na cabeça e um belo de um mal humor. Procurou por Layla, mas a mulher dormiria aquela hora. Levantou-se e percebeu que estava vestindo uma camisola um tanto quanto sedutora demais, ela não lembrava de tê-la vestido, dando de ombros colocou um roupão deixando pela amiga na beira da cama.

“Será que eu encontro alguém acordado na cozinha?” esfregou as têmporas. “Têm tanto tempo que não sinto isso…”

Abriu a porta na intenção de ir ela mesma até a cozinha procurar algo para comer, porém, tinha esquecido completamente que aquela noite teria companhia. Saga a encarou no exato momento em que ela colocou os pés para fora do quarto. Ele estava parado de frente para a sua porta com um ar esplêndido de um deus grego. Seus longos cabelos escuros estavam soltos e caiam como cascatas pelas suas costas.

No dia anterior, ele e Aioros estavam trajando as suas armaduras de ouro, algo que ela nunca se acostumaria em apreciar, hoje contudo, ele vestia uma calça simples folgada no corpo, a cor preta deixava em evidencia a cor dourada de sua pele e a blusa um pouco justa para ele, fazia com que os desenhos de seu abdômen muito bem trabalhado marcassem o tecido de tal forma que fez com que Mirela sentisse um impulso incontrolável de tocá-lo.

“Está cedo.” falou sem tirar os olhos dela.

Aquilo era uma tortura para ele. Quando chegou para ocupar o seu lugar ao lado da porta dela durante a noite, entrou para avisá-la que já estava ali. O que ele não imaginava encontrar era aquela cena, que assim como na primeira vez em que ele entrou naquele quarto, nunca lhe sairia da cabeça. Ela estava deitada com uma camisola muito fina deixando parte de seu corpo a mostra. A pele em contraste com a luz do luar brilhava lhe fazendo um convite silencioso.

Os cabelos castanhos dela se misturavam com o lençol branco. Para Saga, Mirela era como uma pintura de tão linda. Lutou contra a vontade avassaladora que crescia dentro dele de tocá-la. Pegou o lençol na beirada da cama e a cobriu sentindo o cheiro doce que emanava da pele dela. Ousou tirar alguns fios de cabelo que lhe cobriam o rosto. Ele delicadamente para não acordá-la, os colocou atrás da orelha e ao fazer isso ela murmurou alguma coisa sem sentindo virando de barriga para cima, deixando exposta a fenda entre os seios medianos dela.

“Meu Deus! Essa mulher é um perigo a minha sanidade.” Pensou ao subir a coberta a fim de cobrir aquela parte tentadora que estava exposta.

Um vento frio entrou pelas janelas escancaradas lhe chamando a atenção. Ele encarou a grande imensidão escura sem nenhuma estrela para iluminar o céu, apenas a lua brilhava solitária. O tempo estava mudando, tinha certeza que pela manhã o tempo estaria frio e o sol se desses as caras ficaria tímido por entre as nuvens densas.

Deixou as janelas encostadas, assim ela não pegaria um resfriado. Colocou o roupão de seda que estava em cima do sofá de couro branco próximo a grande estante de livros e o colocou na ponta da cama, assim ela não sentiria o frio da manhã tão intenso ao se levantar.

“Está ai a muito tempo?” Ela perguntou lhe tirando de seus devaneios.

Saga observou que ela usava o roupão deixado por ele durante a madrugada. Mesmo com aquele tecido por cima do outro um tanto quanto revelador era possível ver os contornos minuciosos do corpo dela.

“Estive aqui a noite toda.” diminuiu a distância entre eles. “Está com uma expressão estranha, sente algo?”

Mirela tentou recuar um pouco, aquela visão do corpo escultural dele lhe deixava um pouco tonta. Ou talvez fosse só a fome mesmo.

“Minha cabeça dói.” ela tornou a esfregar as têmporas. “Não se preocupe. É fome.” Esclareceu ao ver as sobrancelhas dele se unirem em sinal de preocupação.

“Você não pode ficar sem comer.” Repreendeu-a. “Você acabou de passar por uma situação traumática, precisa se alimentar e cuidar do seu corpo.”

“Eu sei.” Suspirou. “Vocês me deram muitas coisas para pensar e eu acabei adormecendo sem jantar.” Ela abraçou o corpo na tentativa de se aquecer. “Eu estava indo na cozinha ver se tem alguma coisa para comer lá.”

Saga tirou o casaco que estava preso em sua cintura e colocou em volta do corpo dela tomando cuidado para não tocar a pele exposta de seus ombros. Mirela não tinha reparado aquele casaco. Ela estava tão vidrada em seu corpo que tinha deixado passar alguns detalhes, como o fato dele usar tiras de couro preto no pulso esquerdo, além de um grande anel de ouro amarelo em seu dedo indicador.

“Eu vou acompanhá-la até a cozinha.”

“Não precisa. Eu vou sozinha, não quero te atrapalhar.”

“Estará me atrapalhando se insistir em ir sozinha.” Disse de forma ríspida.

Mirela queria discutir com ele, mas achou melhor evitar qualquer confronto logo pela manhã, além do que, seu estômago ainda gritava em protesto para ela lhe dar comida.

Vendo que ela não se oporia novamente, ele colocou uma mão gentilmente na base de suas costas a guiando até a cozinha. Ela não se opôs ao seu toque, pelo contrário, sentiu sem corpo reagir de imediato. Seu rosto queimou, fazendo com que ela encarasse as próprias mãos. “Será quê ele havia percebido que seu corpo o desejava?” Tentou se livrar daquele pensamento.

Chegaram na cozinha e a mesma estava repleta de gente, o que deixou Mirela assustada. Ainda não eram nem seis da manhã, mas as mulheres trabalhavam sem parar. Quando eles entraram, todas pararam o que estavam fazendo para fazer uma reverência para Saga.

“O senhor quer alguma coisa?” perguntou uma senhora de cabelos grisalhos.

“Sim.” Ele olhou para Mirela esperando que a mesma falasse algo.

“Pode ser qualquer coisa.”

Mirela só queria acabar com a fome que sentia. A mulher olhou dela para o cavaleiro de gêmeos.

“Vou preparar uma bandeja e levo no quarto da senhorita, pode ser?”

Saga se aproximou da mulher olhando-a fixamente. Deixou seu cosmos se elevar o suficiente para que as pessoas sentissem o seu poder.

“Saga o que está…”

Ele a cortou somente com o olhar, ela nunca tinha visto aquele olhar gélido nele.

“Eu espero que a comida não esteja envenenada.”

Sua voz era fria, fazendo com que os pelos de Mirela se arrepiassem. Ela esfregou os braços protegidos com o casaco dele querendo espantar aquela sensação horrível de medo. Em toda a sua estadia no santuário, nunca sentiu tanto medo como sentia naquela cozinha. O cosmo dele não era quente e acolhedor como o de Aioros, era ruim, cheio de uma maldade velada.

A mulher abaixou a cabeça e se encolheu com medo. Aquilo foi o suficiente para Mirela sair do lado dele irritada. Ele não podia amedrontar as pessoas daquela forma só por causa do que aconteceu a ela. Não era justo com as pessoas que não tinham nada a ver com a situação. Estava tão irritada que não tinha reparado que ele a seguia até chegar em frente a porta de seu quarto.

“O que houve?” Perguntou assim que ela abriu a porta. “Por que saiu daquele jeito?”

Mirela estava com tanta raiva dele, mas tanta raiva que o puxou para dentro do quarto. Se fosse discutir com ele, que fosse entre quatro paredes, não queria ninguém espionando, ou melhor, não queria acordar Shion com os seus gritos. Assim que ele entrou, ela fechou a porta com força. Respirava fundo tentando controlar o impulso que sentia de bater nele.

“Por que está me olhando dessa forma?”

“Porque eu estou com raiva de você!” As palavras saíram duras de sua boca.

Ela ficou um pouco arrependida assim que viu a expressão no rosto dele. Era dor?

“Está com raiva por que?” Saga perguntou na defensiva. Ele já sabia o motivo, mas queria escutar da boca dela.

“Por que fez aquilo? Por que precisa se impor daquela forma?” Ela chegou bem perto dele. “Precisava usar o seu cosmo daquela forma?”

“Sim.” Ele não estava nem um pouco arrependido. “Precisava mostra que não será mais tolerado qualquer tipo de traição.”

“São senhoras, Saga.” Mirela queria gritar com ele. “Pessoas boas, que possuem família!”

“Como você pode distinguir o bom do ruim só de olhar?” Ele perguntou de forma desdenhosa. “A mulher que lhe envenenou também tinha esse olhar bondoso?” ironizou.

Ela não pensou, apenas agiu. Usou toda a sua força naquele tapa.

Se arrependeu de imediato, afinal, ele era o cavaleiro de gêmeos e apesar de acreditar que não lhe faria mal, uma parte de seu cérebro lhe enviava alertas de que tinha passado dos limites. A expressão em seu rosto foi de fúria a dor. Saga não sabia o que dizer ou o que fazer, tentava manter o controle. Nunca em toda a sua vida alguém o havia tratado desta forma.

“Saga…”

“Tudo bem.” Ele a cortou. “Ficou claro o que você pensa a meu respeito.”

Ele se dirigiu a porta mais ela o segurou.

“Espera.” O arrependimento era evidente em sua voz. “Vamos esclarecer as coisas, por favor.”

“Você já deixou bem claro.” Ele puxou o braço.

“Deixa de ser ridículo!” Ela queria gritar com ele. Ela que tinha que está chateada e não ele. “Você me ofendeu! Você acha que pode falar qualquer coisa e ficar por isso mesmo?”

“Eu não te ofendi.” Ele não tinha se tocado que tinha os punhos cerrados. “Eu só disse a verdade.”

“Você é um idiota!” Ela o empurrou. “Um completo idiota!”

Ela bateu no peito duro feito mármore dele. Com certeza um hematoma apareceria em seu punho. As lágrimas escorriam sem a permissão dela lhe embaçando a visão e para o seu azar, seu nariz começou a escorrer lhe dando uma visão patética. Ela sabia que ele tinha razão, mas ela não queria acreditar, não podia. Se começasse a perder a fé nas pessoas, não haveria sentindo para continuar. Precisava acreditar que havia um pouco de luz naquele mundo repleto de escuridão. Não dava para seguir adiante se no final ela não enxergasse a esperança.

Só agora ela começava a entender o que tinha lhe acontecido. Seu corpo estava bem, mas a sua cabeça não. Se Athena não tivesse lhe dado aquele colar, ela estaria morta. Seus pais não saberiam o que aconteceu com ela, não veria mais os seus irmãos e nem os seus amigos. Seria esquecida para sempre em um mundo ao qual não pertence. Seu corpo foi de encontro ao chão, sentia cada parte dele tremer e um barulho estranho ecoava no quarto. Saga ficou péssimo em vê-la daquele jeito. Quando ela começou a chorar incontrolavelmente, ele se ajoelhou abraçando-a. Seu coração se partiu ao vê-la daquele jeito. Os espasmos do corpo pequeno dela lhe deixavam triste, arrasado. Ele não sabia o que falar para diminuir a dor que ela sentia. Ele queria poder pegar aquela tristeza dela para ele. Ele sabia lidar com aqueles sentimentos melhor do que qualquer um.

“Não chora.” Sussurrou em seus cabelos beijando-os em seguida. “Vai ficar tudo bem.”

Ele afagava as costas dela com ternura.

Os soluços de Mirela foram diminuindo e o corpo dela foi se estabilizando. Ele a ergueu do chão e a colocou na cama. Antes que pudesse se afastar, ela o segurou firme. Ele não fez nenhum movimento para tirar aos dedos dela de sua blusa. Sentou-se na cama a acomodando melhor em seu corpo. A cabeça dela repousava em seu peito, assim como suas mãos seguravam firme a gola de sua blusa.

Mirela sentia o calor e as batidas do coração dele. Aquele som a deixava calma, regularizava a sua respiração tão descompassada e normalizava os batimentos de seu próprio coração. Ele tinha um cheiro bom de lavanda e hortelã.

“Me desculpa.” sua voz era rouca.

“Eu que tenho que te pedir desculpas.” Ele beijou a testa dela. “Você tinha razão.”

Saga não queria ter agido daquela forma, mas as memórias de Mirela morrendo em seus braços eram muito vívidas em sua cabeça.

“Eu sou muito boba.” Mirela fungou. “Eu acredito demais nas pessoas.”

“Não.” Secou as lágrimas que ainda rolavam pelo rosto dela. “Você não deve perder a sua fé. Isso é o que te torna tão especial.”

Ela se afastou um pouco para poder olhá-lo nos olhos. “Saga é tão bonito.” Mirela se pegou pensando. Os olhos dele estavam repletos de carinho e ternura. Ela gostava mais dele assim, sendo gentil e mas humano.

“Eu sei que te deixei com medo.” Ele acariciou o rosto dela. “Eu sei que fui um idiota com aquelas mulheres. Eu só fiz isso porque não posso suportar perder você de novo.”

Mirela abriu a boca para falar, mas ele a calou ao colocar dois dedos em seus lábios vermelhos por causa do choro.

“Eu me senti a pessoa mais fraca de todo esse mundo. Duvidei da minha capacidade em ser cavaleiro de Athena.” Ele fez uma pausa tentando organizar os pensamentos. “Quando você começou a se afogar em seu próprio sangue em parei de respirar junto contigo. Uma parte de mim morreu naquele salão. E mesmo morrendo, você com toda a sua sensibilidade disse que acreditava em mim, quando nem eu mesmo acreditava, quando eu já havia desistido.”

Mirela sentiu a dor dele naquelas palavras. Ela confiava nele, acreditava nele e estaria disposta a colocar a mão no fogo por ele. Nunca duvidou dele em momento algum, nem mesmo quando ele havia agido daquele forma estúpida na cozinha. Ela tinha certeza da bondade dele. Era tão nítido. Era apenas olhar em seus belos olhos azuis que a resposta estava lá.

“Eu também disse que você tinha um coração bom.” Lembrou-lhe ela.

Saga sorriu com a colocação dela. Sim. Ela havia dito aquilo para ele. De todas as pessoas, ele não podia imaginar que se apaixonaria por alguém que não era de seu mundo. Não entendia como ela conseguia ver coisas nele que mais ninguém via.

“Você acredita mesmo nisso?” Perguntou ainda meio cético.

Mirela se afastou dele muito a contragosto, mas precisava encará-lo de frente. Ela se ajoelhou na cama ficando praticamente da mesma altura que ele sentado. Segurou o rosto dele com as mãos e disse da forma mais séria e convicta que podia.

“Acredito.” Ela avaliou a expressão dele. “Com todo o meu ser.” Enfatizou.

Ela estava tão próxima dele. Saga sentia o calor das mãos dela contra o seu rosto, assim como o seu hálito. Ele não queria fazer nada sem a permissão dela, mas não podia se segurar mais. Seu corpo pedia por aquilo, queria o toque dos lábios dela nos seus. Diminui o espaço entre eles aos poucos esperando que ela o rejeitasse, mas ela não o fez e para a sua surpresa, foi ela quem tomou a iniciativa.

Os lábios dela eram quentes e macios, suas ilusões com aquilo não fazia justiça ao que de fato era. O beijo começou devagar, mas depois se intensificou de tal forma que Saga já estava deitado por cima dela. Sua língua brincava com a dela ao mesmo tempo que gemidos escapavam pelos lábios entreabertos de Mirela. Ele podia sentir as mãos pequenas dela explorando o seu corpo com urgência, assim como ele fazia com ela.

Ela estava tão quente, tão receptiva, que escutar o som de sua voz rouca em seu ouvido lhe davam a sensação de borboletas no estômago. Se aquilo continuassem ele não ia conseguir parar mais. Nunca desejou tanto alguém em toda a sua vida. A pele dela tinha um cheiro inebriante lhe deixando louco de desejo.

Mirela mordeu o lábio inferior dele quando as mãos do mesmo lhe acariciou a parte interna de sua coxa e a lateral de seu seio. Saga gemeu e tomou aquilo como um incentivo. Ele tirou o casaco dele do corpo dela com rapidez e desafivelou o nó do roupão dela ao mesmo tempo em que ela lutava para tirar a blusa dele. Assim que o roupão foi jogado no chão, ele a ajudou a tirar a própria blusa.

Agora ela podia sentir melhor os detalhes do corpo dele em suas mãos. A pele dele era lisa e torneada devido aos treinos pesados como cavaleiro de ouro. Achou duas cicatrizes em seu ombro esquerdo, deixou seus dedos se perderem ali por alguns minutos. Queria gravar cada detalhe do corpo dele em sua memória.

Saga traçou uma linha de beijos de sua boca até a base de seu pescoço. Ele sentiu ela tremer ao ser beijada na curva do pescoço, aquilo o deixou mais excitado. Queria tirar a camisola fina do corpo dela. Precisava sentir melhor a pele dela em suas mãos. Queria beijar cada parte do corpo dela, descobrir onde ela era sensível, onde o toque dele a deixava louca.

Antes mesmo que pudesse começar a tirar a camisola dela, ele escutou batidas na porta. Aquilo foi o suficiente para afastá-lo dela. Mirela sentiu como se tivessem tirado o chão em que pisava. Sua respiração era ofegante e quando ela notou o motivo dele ter se afastado, cobriu o corpo com o lençol assim que a porta se abriu.

Layla entrou no quarto carregando um carrinho de prata com vários tipos de pães, frutas, suco, iogurte. Ela travou assim que viu Saga sem blusa no meio do quarto. Seus olhos percorreram o corpo dele involuntariamente. Ela virou o rosto com muita força de vontade na direção de Mirela que segurava firme o lençol fino de algodão contra o corpo. Não era difícil para Layla entender o que estava acontecendo ou o que tinha acontecido.

“Pela deusa!” Ela largou o carrinho no meio do quarto já se virando para sair.

“Espera!” Saga a chamou. “Fique.” sua voz saiu rouca.

Ele precisava se controlar. Ele não sabia se era sorte ou azar daquela mulher aparecer e acabar com o momento deles, o que ele sabia era que precisava esfriar a cabeça e o corpo. Pegou o casaco no chão e antes de sair olhou para Mirela. Ela estava vermelha e seus lábios estavam inchados e úmidos ainda. Sentiu uma vontade absurda de expulsar aquela mulher do quarto e voltar para os braços da garota e terminar o que começaram. Controlou o impulso que crescia fervorosamente em seu ímpeto e acenou para ela antes de sair do quarto as pressas batendo a porta ao sair.

“Senhorita, me desculpa.” Layla queria morrer. “Eu não imaginava que…” Ela não sabia o que dizer.

“Layla.” Mirela tentava controlar a própria voz. “Preciso de um banho gelado, muito gelado.”



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