História Destino Incerto. - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Ashura Ootsutsuki, Chiyo, Danzou Shimura, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Indra Otsutsuki, Ino Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Kaguya Ootsutsuki, Kakashi Hatake, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shino Aburame, Shisui Uchiha, Toneri Otsutsuki, Tsunade Senju, Yamato
Tags Evoluçãonaruhina, Família, Hinata, Hyuuga, Italia, Medo, Naruhina, Naruto, Passado, Sasusaku, Uchiha, Uzumaki
Visualizações 109
Palavras 1.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura.

Capítulo 3 - Parte I - Capitulo 2


Fanfic / Fanfiction Destino Incerto. - Capítulo 3 - Parte I - Capitulo 2

Não adiantava anos de terapia com os médicos da Província, meus pesadelos insistiam em voltar.

Em uma noite, eu tinha 16 anos, me assustei tanto com as lembranças do ataque a aldeia, que se não fosse por Anko entrar no quarto a tempo, eu teria caído da sacada, meu quarto ficava no 4º andar da casa, o segundo maior quarto, ela teve de dormir ao meu lado para eu não ter outro pesadelo ou acabar me jogando de lá.

Nos meus dias calmos, Naruto me ensinou a cavalgar, e cavalos passou a serem meu amor maior, principalmente meu cavalo Atlas, um garanhão de cor marrom, com a crina e rabo preto, ele tinha uma mancha branca na testa que o fazia mais belo ainda.

Eu cavalgava com Atlas todas as manhãs após o café, tia Agnes nunca ligou para isso, dizia que era elegante uma dama saber andar a cavalo, o que ela não sabia, era que o filho do jardineiro me ensinou.

Em uma manhã fui a encontro dele para cavalgar, e o vi guardando suas coisas em uma mala de couro marrom.

- Naruto- o chamei- Onde você vai?

- A Senhora Agnes descobriu que nós dois estamos andando juntos, e me mandou embora.

- Mas, você não fez nada de mal a mim- Dizia entre lágrimas.

- Sim Hina, mas ela é a matriz daqui, minhas ordens foram para ir embora e não me aproximar de você, eu não posso negar uma ordem direta.

Naruto pegou sua mala, colocou na parte de trás de uma carroça e montou em cima.

- Naruto por favor, eu falo com ela, você é o meu único amigo, por favor fique aqui comigo.

- Não posso Hina, adeus.

Naruto deu partida e seguiu a estrada, fui até Minato para saber se ele iria também, para minha sorte, ele continuava cuidando das flores.

- Minato? - o chamei- Para onde Naruto vai?

Ele me olhou tristonho.

- Para a capital, junto de minha irmã que mora lá, ela vai cuidar do Naruto até ele se formar.

Olhei para a janela do quarto de Agnes, e corri em sua direção, ao chegar no quarto, abri a porta sem pedir licença, as costureiras ficaram assustadas com a forma que entrei e com a barra do meu vestido claro sujo de terra e poeira.

Eu estava exausta, com a respiração pesada, meu peito subia e descia como se eu tivesse corrido quilômetros, foi ai que minha tia interviu.

-Hinata, como entra em meu quarto sem bater? Esses modos absurdos, não é digno de uma dama.

- Não quero saber de meus modos, por que a senhora mandou o Naruto embora?

- Filho do jardineiro? Ele desrespeitou a sua honra.

- Que honra? Ele me ensinou a cavalgar, somente isso.

- Se quisesse aprender eu chamaria um professor adequado a isto, não um pentelho com ele, você poderia se machucar Hinata, e as consequências seriam muito piores.

- Ele era meu único amigo nesse lugar.

- Você tem a Anko, isso basta.

Bufei alto batendo o pé no chão, sai do quarto em prantos, passando pelos empregados que me chamavam, mas eu não quis ouvir nenhum deles.

Fiquei o resto do dia no meu quarto, não almocei, mas estava faminta, estava prestes a descer quando ouço batidas na porta.

- Hina? É a Anko.

- Entra.

Anko levou uma bandeja com uma fatia de torta de maçã e um suco de laranja fresco para mim, não podia negar, ela era doce, cuidadosa comigo, mas nada ia substituir o Naruto.

- Vê se come tudo, você não almoçou, ficamos preocupados, os empregados disseram que você discutiu com a senhora, o que houve?

Suspirei.

- Ela mandou o Naruto embora, porque ele me ensinou a cavalgar, isso é injusto, somos amigos desde meus 5 anos, ele me entende. 

- Sabemos disso, mas se tivesse acontecido algo com você durante as aulas, seria pior, foi melhor assim.

Ela não entendia o meu ponto de vista, achava que eu não precisava de ninguém além dela e da minha tia.

Me sentei, comi meu lanche e voltei a me deitar, Anko me cobriu e eu dormi o resto da tarde. Fui acordada com ela me chamando, minha tia estava querendo falar comigo.

Me levantei, troquei de vestido, colocando um azul claro com rendas brancas no colo, um salto médio, cabelos presos e desci.

Ela estava na sala com um livro de Shakespeare em mãos, o fechou, tirou o óculos e pediu para Anko sair.

Me sentei na poltrona ao seu lado.

- Tome chá comigo- Disse me servindo- Hinata, o seu comportamento de mais cedo foi algo inadmissível, você foi criada para ser uma dama entre a corte e não vou tolerar esse tipo de coisa, quando o trouxe para cá, não foi por opção, e sim, porque eu amava Hiashi seu pai como meu filho, e eu devia isso a ele, você está com 16 anos, e daqui a 8 meses faremos seu baile para te apresentar a sociedade, e assim, conseguir um noivo para você se casar.

Arregalei os olhos, e me engasguei com o chá.

- Noivo? Casamento? Não acha que estou muito nova para me casar?

- Não, eu me casei com a sua idade, ficamos juntos por 30 anos, até que uma enfermidade o matou, você terá que aprender a ser uma mulher, e irá se casar.

- Mas tia...

- Nada de mais, não me desobedeça, vamos preparar você para esse dia, e assim que escolhermos o seu noivo, iremos preparar tudo para seu casamento.

Olhei para ela sem reação.

- Com sua licença, vou me retirar.

- Pode ir.

Corri até a porta da frente, Anko e Minato conversavam no jardim, viram minha reação, e foram em minha direção.

- O que foi Hina? – Me perguntou Minato.

- Minha tia, vai me obrigar a casar logo após o baile- disse já chorando.

- Mas, com quem? – Me perguntou Anko.

- Eu não sei, mas obviamente com alguém que virá ao baile, e ela mesmo irá escolher.

Anko colocou as mãos na boca, sem consegui acreditar no que ouviu, Minato não tinha reação, e a única coisa que eu sabia, era que a minha vida estava para se acabar, a partir do momento que me casasse com um completo estranho.

 

Alguns dias se passaram, as costureiras vinham todos os dias para nossa casa me medir e escolher tecidos para o baile, no final, escolhi um vestido rosa pálido rodado de seda, com manga justa até o cotovelo e solto na ponta, no busto um corte simples contornando meus seios sem apertar e sem decote, com flores vermelhas e rosas desenhadas até a altura da cintura, combinou tudo com minha pele pálida, os sapatos seriam saltos brancos com uma flor na ponta.

Todas encantadas com a beleza do vestido, mas eu se pudesse, fugia dali dias antes desse baile.

Vestido de tia Agnes era um azul marinho, com detalhes dourados no busto até a cintura, com mangas justas longas transparentes até o cotovelo.

Lógico que Anko tinha que se vestir adequadamente também, como iria me acompanhar a todo instante, pedi para fazerem um vestido para ela, que ficaria pronto dias antes.

Os empregados iriam se vestir todos de roupas simples, cor creme e tecidos cobrindo os cabelos, os homens com chapéus e gravata.

Eu não estava empolgada com esse baile, e isso era nítido, minha tia escolheu toda a decoração de acordo com meu vestido, tecidos pelo teto do salão de cor clara, um pequeno palco para alojar os músicos, uma luminária de cristal pendurado no meio do teto, castiçais de prata pelo salão dando luminosidade, um grande tapete vermelho da escadaria até a entrada do salão, onde estaria o anunciador dos convidados.

Tudo pronto, para o chegado dia, o dia que a minha vida ia acabar.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.

Até breve.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...