História Destino Inesperado - Capítulo 10


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Categorias Akatsuki no Yona (The girl standing in the blush of dawn)
Personagens Personagens Originais, Son Hak, Soo-won, Yona
Tags Amadurecimento, Amor, Casamento, Romance
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Palavras 3.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite! 💕💕💕

Gostaria de agradecer o carinho de todos vocês. Obrigada pelos favoritos e os comentários. Vocês são leitores maravilhosos! 😉💕💕

Enfim mais um capítulo para vocês...
Desculpem-me os erros gramaticais e ortográficos.
Espero que gostem!
Boa leitura! 😊💕💕💕

Capítulo 10 - Terceira Semana - Desafio do Laço: Primeira Noite


  - Diga "Ah"... - disse Hak tedioso levando o hashi à boca de sua esposa.

 

  Hak estava na cozinha com Yona. Após ter catado os melhores aperitivos e doces em uma bandeja, Hak sentou-a no balcão de madeira para que esta pudesse enfim se alimentar.

 

  O melhor de tudo é que a cozinha estava praticamente vazia, com andarilhos aqui e ali. Isso os dava liberdade para poderem atacarem a comida sem serem censurados.

 

  - Não. - negou aborrecida. - Não quero comer.

 

  Em verdade, Hak tentava agradá-la após o estrago no cabelo mal penteado e bagunçado ao extremo. Seus cachos, já odiados por ela, tornaram-se ainda mais motivos de chateação da proprietária que estava arrependida de ter depositado confiança no esposo com um serviço que mesmo as melhores damas não conseguiam satisfazer.

 

  - Ainda estou zangada. O que diabos foi isso que você fez no meu cabelo?! Está todo bagunçado...

 

 - Primeiro: tudo bem se zangar, mas precisa comer mesmo assim. Segundo: não tenho culpa se seu cabelo é ruim.

 

  - Como é?! - irritou-se.

 

  Hak aproveitou essa abertura bocal da moça para adentrar-lhe o melhor doce que havia. O pequeno doce derreteu na língua dela, dando a sensação de que provava um manjar divino.

 

  Hak apreciava a expressões dela que se deliciava com o doce. Retirou ele o glacê que manchava os labios dela e levou os dedos à boca para não desperdiçar aquele doce.

 

  - É tão bom.... - grunia Yona fofa.

 

  - Viu? Não foi tão ruim assim... - disse Hak terminando de lamber os dedos.

 

  - O que mais tem aqui? - indagou Yona agora curiosa. - Tem mais desses bolinhos?

 

  - Tem. E tem muitos outros doces e carnes para você experimentar. - respondeu satisfeito que ela resolvera comer.

 

  Estendendo a bandeija pronta, Hak disse:

 

  - Vamos fazer a festa.

 

  - Sim. Estou faminta... mas ainda não esqueci do meu cabelo!

 

  - Sim, sim. Depois a gente conserta. - sorriu irônico levando a comida para a boca.

 

  Dessa vez, não havia mesa extraordinariamente farta, ou companhia de amigos ou familiares, ou comentários de servos. Eram apenas Hak e Yona sendo eles mesmos naquela refeição a ponto de ignorar o hashi e utilizarem os dedos como os famintos que estavam!

 

  O jovem estava erguido diante da moça que sentada apreciava cada sabor à língua. Devido a altura do balcão, esta quase ficava na altura de Hak. A bandeja, localizada no balcão ao lado da ruiva, estava repleta de sabores a se experimentar e eles faziam-no com gosto!

 

  - A melhor parte dessa viagem está sendo experimentar novas coisas... - disse Yona num sorriso infantil, devorando mais um doce. - É tão delicioso!

 

  Sorrindo com os raios de alegria da mulher, Hak respondeu:

 

  - Para mim, está sendo a relativa paz e também o seu bem-estar. Realmente precisávamos sair um pouco do Castelo. Até você parece bem melhor. 

 

  - É verdade... - respondeu sorrindo após reflexão breve. - Sendo assim, talvez deveríamos viajar mais? - perguntou infantil.

 

  - Seria divertido. Poderíamos visitar as outras tribos. Adoraria ver a cara de Kan Tae Jun agora. - falou provocativo e infantil. - Que cara ele faria se chegássemos lá juntos depois daquela cena dele no Castelo anos atrás?

 

  - Eu também queria saber. Seria divertido para descontar o constrangimento daquela época. - riu ela divertida. - Ao menos seria um benefício passageiro com esse nosso arranjo, não acha? - completou Yona num sorriso de melancolia. 

 

  Hak observou o sorriso dela. Era fato que o casamento arranjando ainda atingia a moça que teve o destino cruel como cúmplice da destruição dos sonhos amorosos da esposa. No entanto, diferente de outras vezes, ela não estava berrando o quanto odiava ao marido ou ao casamento.

 

   - Mesmo que eu quisesse sair do Castelo e fugir da nossa triste realidade, meu pai não permitiria. Sou como uma decoração naquele Castelo agora. Inútil e sem serventia, esperam que eu permaneça mantendo aparências no meu cativeiro de princesa que meu pai insiste em mantê-lo na desculpa de que é para minha segurança. - disse frustrada abaixando o rosto.

 

  Avançando o corpo em direção do rosto murcho pelas tristezas da vida, Hak aproximou-se da esposa, fixando seus olhos nela os quais ela voltou a levantar.

 

   - É verdade que você ainda é uma princesa e filha do rei. Mas agora você também é minha esposa. Tenho certeza de que se eu pedir como seu marido, seu pai permitirá que tenha mais liberdade para viajar comigo. Afinal, quem melhor do que eu para lhe proteger? - disse sorrindo para confortá-la. -  Talvez ele até fique feliz pensando que estamos alegres com nosso arranjo.

 

   Ouvindo as palavras de Hak, encontrou algum conforto na palavra "marido". Esta antes usada para oprimi-la e prendê-la agora soava como algo libertador que lhe dava ansiedade para aproveitar as pequenas fortunas que esse matrimônio poderia ofertar. A liberdade de conhecer e viver, para ela, poderia vir a ser uma experiência interessante em meio a amargura de uma vida sem amor. E pela primeira vez, não detestou a palavra "marido" nem "esposa".

 

   - Talvez assim possamos aproveitar as poucas alegrias que nos sobraram e retirarmos os mínimos benefícios da nossa situação. - disse ela exalando melancolia pelo medo de não conseguirem, e ansiedade pela vontade de que a ideia dê certo.

 

   Yona levou a mão para a bandeja ao mesmo tempo que Hak. As mãos se encontraram como as pétalas delicadas se encostam nas flores. No impacto da surpresa, o jovem recuou as mãos passando-as, sem querer, na delicada coxa da esposa, retirou-as imediatamente com o rosto levemente enrubrecido.

 

  O toque daquelas mãos em sua carne fez com que Yona sobressaltasse num espasmo de mulher pura. Ainda que ligeiro, aquele toque provocou estranha sensação que queimou-lhe o rosto; já o corpo, este sim estranho para a jovem, queimava no anseio de ser tocado novamente.

 

  - Desculpe. Foi sem querer. - justificou-se Hak em singela culpa e receio de alguma repulsa da mulher.

 

  - T-tudo bem. Eu sei que foi... - respondeu esta corada, entendendo a situação.

 

   "O que foi isso...?" indagou a jovem para si espremendo os olhos em constrangimento.

 

  Logo sentiu novamente o toque do marido. Dessa vez, não na coxa e sim no rosto o qual ergue-o delicadamente, fazendo a esposa abrir os olhos lentamente.

 

  - Princesa... - chamou-a, deixando-a com o peito ofegante e ansioso. - Cuidarei para que encontre muitos outros benefícios e alegrias nesse casamento. Você ainda será muito feliz.

 

    Essas palavras de singela promessa silenciosa, junto ao olhar penetrante do rapaz, rasgaram-lhe o peito ferido para depositar nele raios de esperança de encontrar a felicidade há semanas perdida.

 

  - Você acha... que ainda... serei feliz, Hak? - perguntou com olhos marejados e soluço abundante.

 

  - Ao menos, é o que você merece. - respondeu calmo, desviando o olhar. - E se dependesse de mim, seria o mínimo.

 

  Surpreendentemente, Hak foi puxado para perto, sentindo o calor de um abraço gentil e amigável. A esposa derramava lágrimas, não de tristeza, e sim de esperança por uma vida melhor. Sutilmente, o rapaz envolvera-a nos braços um pouco hesitante, mas logo apertou-a num consolo singelo o qual ela recebia com prazer enquanto derramava-se em lágrimas. Apertava-se ela nas roupas dele na medida em que as umideciam com o choro. O calor emitido pelo esposo foi o que bastou para consolá-la.

 

   Longos minutos se passaram naquele abraço doce antes que retomassem a alimentação. A curiosidade por novos sabores levou a Yona a se empanturrar e Hak, seguindo a esposa, fez o mesmo. Ambos esqueceram de guardar lugar para o jantar e tão pouco o queriam. Desejaram ficar longe dos olhares e da mesa que atrapalhava a refeição. Preferiram ficar ali, apreciando apenas a companhia um do outro tendo a liberdade de comerem o que quiserem e posicionados como queriam. Só assim a fita não atrapalharia.

 

 E só saíram da cozinha tarde da noite após conversas e sabores.

 

  - Senti a falta de vocês no jantar. - disse Mundok logo atrás reencontrando-os no corredor no final da noite.

 

    - Irmão...! - Hak sentiu o Tae-Yeon abraçando-o. - Onde você estava? Te procurei no jantar.

 

   Estavam também Tae-Woo e os demais amigos de Hak depois de um longo jantar e conversas rotineiras.

 

  - Onde você estava, Lorde Hak? - questionou Han-Dae manhoso.

 

  - É falta de educação perguntar isso à recém-casados. - disse Tae-Woo tedioso.

 

  - Estávamos... - começou Hak, acariciando os cabelos do irmãozinho.

 

  - Foi por minha causa, pessoal. - interrompeu Yona. - Eu estava tão faminta que Hak me levou à cozinha. No fim, acabei comendo demais e perdendo a fome no jantar.

 

  - Não se sinta culpada, criança. - disse Mundok sereno. - Só me preocupei mais se estavam alimentados. Mas como estão de barriga cheia, isso já me satisfaz.

 

 - Além disso, é bom que tenham momentos sozinhos. Deve ser inconveniente ficarem rodeados de pessoas. - disse Saki.

 

   Esse último comentário fez Yona corar, mesmo sendo verdade. Às vezes, era realmente irritante ter que lidar com olhares alheios constantemente.

 

  - Isso foi uma indireta? - questionou Han-Dae.

 

  - Talvez sim. - disse Ayame brincalhona.

 

  - Bom, foi mais porque não conseguimos comer bem quando estamos à mesa também. Essa fita atrapalha bastante. - disse Hak tedioso apontando pra fita.

 

  - Talvez devessem se sentar um do lado do outro. Seria bem melhor do que de frente. Não acham? - sugeriu Ayame.

 

   - Isso é verdade... - disse Yona. - Mas é costume a esposa se sentar de frente ao marido... ao menos no Castelo. - balbuciou.

 

  - Bom, vocês não estão no Castelo. Aqui não precisam manter as aparências. Afinal, vale tudo no desafio do laço. Não é como se eu fosse julgar vocês. Sintam-se em casa. - afirmou Mundok caloroso.

 

  - Suas palavras são gentis... - sorriu Yona.

 

  - Preciso ir agora. Já está tarde e tenho que colocar o Tae-Yeon para dormir. 

 

  - Mas já? - perguntou Tae-Yeon agarrando-se ao Hak.

 

  - Amanhã passarei mais tempo com você. - tranquilizou Hak o irmãozinho. - Não se preocupe.

 

  Logo o menino foi para os braços do avô o qual foi recebido com carinho.

 

 - Vocês todos também deveriam ir para a cama logo. Já que está ficando tarde, podem ficar aqui esta noite, se quiserem. - disse Mundok.

 

  - Muito obrigada, Lorde Mundok. - agradeceram os demais.

 

  - Isso não é nada. Uma ótima noite a todos. - despediu-se o velho, seguindo pelos corredores.

 

  - Boa noite, irmão. Boa noite, Princesa. Boa noite, pessoal.  - despediu-se Tae-Yeon acenando.

 

  - Boa noite. - acenaram todos achando-o muito fofo.

 

   - Eu também já vou pra cama. Estou morto. - disse Han-Dae andando, até que foi impedido.

 

  - Hoje é a nossa guarda, lembra? - disse Tae-Woo puxando Han-Dae para outra direção.

 

  - Me deixa cochilar primeiro!

 

  - Negativo. - insistiu levando-o para longe.

 

   - Bem... então eu vou para o quarto de hóspedes. Você também vem por aqui, certo, Ayame? - indagou Saki.

 

  - Sim. Podemos ir juntos. - confirmou num sorriso.

 

  - Esperem...! Vão simplesmente nos deixar aqui? - questionou Yona nervosa.

 

  Percebendo o nervosismo da jovem, Ayame aproximou-se. 

 

  - Ah, quase esqueci!

 

  Tirando um frasco da manga, Ayame depositou-o na mão da princesa e sussurrou no seu ouvido:

 

  - Não precisa ficar nervosa. Ouvi dizer que esse perfume ajuda na cama.

 

  - Mesmo? - perguntou Yona mais esperançosa.

 

  - Sim. Eu o comprei justamente para te presentear! Espero que ajude no desafio. - sorriu amigável pegando suas mãos gentil. - Preciso ir agora. Tenham uma ótima noite.

 

  - Você também, Ayame. - desejou Yona.

 

   E então o casal partiu pelos corredores.

 

  - O que ela disse no seu ouvido? - perguntou Hak com cara de paisagem.

 

  - Não seja curioso. Isso é mal-educado. - repreendeu Yona irritante.

 

  - Ah, bom...  - balbuciou Hak para si mesmo. - Devemos ir agora? - perguntou para a esposa.

 

  - Acho que sim... - respondeu Yona agarrando suas esperanças no fraco.

 

   Adentrando ao quarto, tudo permanecia quieto e silencioso.

 

  - E a fita? Não podemos desamarrar nem na hora de dormir? - perguntou Yona já sabendo a resposta.

 

   - Não, princesa. Não podemos. - respondeu Hak tedioso.

 

  - Eu pensei que por você ser o líder da tribo, poderíamos ter algumas concessões e privilégios. - disse num tom de ilusão quebrada, suspirando.

 

  - É por eu ser o Líder que não posso. Devo ser um exemplo a ser seguido e não o contrário. - respondeu numa calma irritante.

 

  - Então realmente não tem jeito, não é? - sussurrou Yona. - Vamos ter que dividir a cama?

 

  - Aparentemente sim. Mas não se preocupe, Princesa. Não tenho interesse em fazer coisas com você. Por que eu iria ter interesse em uma mulher nada sexy como você? - brincou a fim deixá-la menos tensa.

 

  Funcionou em parte, pois ela já mostrava um rosto furioso e nada convidativo a ele.

 

  - Seu implicante! - disse irritada. - Como ousa dizer que não sou ao menos bonita!?

 

   Irritada com a moléstia do marido, Yona penetrou o quarto de queixo erguido e asqueroso pela cólera. Hak a acompanhava com um rosto despreocupado como quem não liga para as consequências do conjugue enfurecido.

 

  Trocaram-se na mesma estratégia anterior no qual cada um virava-se de costas para o outro.

 

  Em verdade, Yona estava nervosa. Dividiria a cama com Hak pela primeira vez tendo ele como seu marido. Era estanho pensar que se fosse de outra forma, não dividiria a cama para dormirem, pois as intenções não seriam de renderem-se ao sono, caso fossem perdidamente apaixonados um pelo outro.

 

   Percebendo que o nervosismo não abriria espaço para que ela tivesse sono, Yona seguiu o conselho de Ayame e perfumou-se na expectativa de receber a dádiva de dormir sem demoras.

 

   Hak sentiu o forte cheiro e fitou a esposa sem compreender o que se passava. "Por que ela está se perfumando...?" perguntou a si mesmo sentindo uma gota de suor no rosto.

 

  - Estou pronta. Podemos ir pra cama agora.

 

  - Está certo, então.

 

   Lentamente, Yona sentou-se à cama e Hak a acompanhava junto à fita.

 

   Olhando-o nervosa, Yona desviou o rosto ao fitar os azuis de ares sedutores. Todo o ser daquele seu marido exalava masculinidade que ela não notava, vendo-o apenas como um rapaz implicante e sem noção na maior parte do tempo. Dividiria a cama com Hak sendo seu esposo.

 

  Corada, ela deitou o corpo na cama sem pensar muito bem, pois só queria esconder o rosto envergonhado nos travesseiros e lençóis.

 

  - Princesa...! - repreendeu Hak preocupado.

 

  Este acompanhara o corpo de Yona já deitado, colocando-se rapidamente acima dela. Não fosse esse movimento, a fita, sem dúvidas, teria se despedaçado com o ato impensado da ruiva que simplesmente se jogara na cama.

 

  Porém, aquela posição não deixou de constranger a casta jovem que estava rendida naquela cama. Deitada nos lençóis dourados pela fraca iluminação das velas, timidamente observou o marido acima de si que apoiava-se com as mãos seguras na cama a fim de salvar aquele desafio. Os fortes braços dele na cama ao seu lado limitavam os movimentos da moça e a prendiam naquela jaula de carne que era aquele enorme corpo dele.

 

   O dorso de Yona palpitou ofegante quando os olhos se encontraram com os dele.

 

   - Hak...? - sussurrou fraca.

 

  - A fita. Você foi muito descuidada. - falou sereno acariciando o pulso enfaixado dela. - Poderia ter nos partido e nos separado.

 

  - Sinto muito. Não foi minha intenção. - confessou tímida. 

 

  - Então por que se jogou tão imprudentemente? Você me obriga a prendê-la para salvar nossa reputação. - afirmou penetrando-a com o olhar em tom sereno.

 

  - Eu só... - começou a se explicar.

 

  Hak sentiu o cheiro perfumado de sua esposa penetrar-lhe os sentidos e embriagar-lhe o seu ser. Era forte e doce aquele perfume que atiçava os desejos. Não resistindo, encaminhou o rosto para o pescoço nu da esposa, deliciando-se com o cheiro.

 

  - ... fiquei envergonhada em dividir a cama e agi sem pensar. Me desculpa... - sussurrou tímida. - Por que você está...? 

 

  Yona suspirou, em quase gemido abafado. Sentia Hak explorar o seu pescoço. Toda vez que o nariz dele encostava a sua pele, seus pêlos arrepiavam-se e o corpo aquecia.

 

  Percebendo sua inconveniência, Hak afastou-se e perguntou ébrio pelo perfume:

 

  - Que perfume é esse...?

 

  - Um perfume. Ayame me disse que ajudava na cama. - respondeu fraca pela timidez.

 

  - E por que que tão de repente resolveu me provocar? Por que colocou esse perfume? - afastou-se lentamente para apreciar o rosto avermelhado dela.

 

  - Te provocar? Como assim? Eu só estava nervosa em dividir a cama e achei que esse perfume poderia me dar sono, já que "ajuda na cama". 

 

  - Quê? - indagou segurando o riso na quebra total de suas expectativas. - De novo, o quê?

 

  - Do que você está rindo? Não tem graça. - emburrou-se ela.

 

  - É que você não entendeu o verdadeiro significado de "ajudar na cama". 

 

  - E qual seria o significado além desse que acabei de explicar?

 

  - Significa que serve para seduzir homens na cama. Ao contrário de ajudar a dormir, isso evita. E muito.

 

  Com o calor da vergonha dominando-a, ela corou ao extremo.

 

  - O quê!? Isso é serio?! 

 

  - Sim. Isso é muito sério. - respondeu levantando o queixo dela. - Isso realmente está mexendo comigo.

 

 - Eu nunca tive esse objetivo. - explicou-se fraca.

 

  - Já está feito. - disse acariciando o queixo dela.

 

  Com a aproximação dos rostos, Yona congelou em extrema timidez de mulher de lábios virgens. 

 

   - V-você está brincando não está, Hak? - balbuciou acanhada.

 

  Isso bastou para que ele encerrasse a aproximação e analisasse a própria ação. Enxergou a esposa timidamente encolhida de olhos cerrados. Seus olhos tremiam pelos batimentos acelarados que a aproximação de Hak lhe causava. Este, porém, afastou-se, policiando suas ações.

 

   - Sim. É só brincadeira. - mentiu num sorriso falso. - Eu só quis brincar com você. Como sempre...

 

  - Hak...? - chamou-o triste notando seu sorriso melancólico.

 

    Beijando demoradamente a testa de Yona, Hak depositou todo o carinho que havia naquele gesto casto.

 

  - Boa noite. - sussurrou sereno.

 

  E então deitou-se cautelosamente na cama, virando as costas para ela. Infelizmente, não poderia se distanciar muito por causa do laço vermelho e, de certa forma, nem o queria.

 

  Yona observou suas costas com o coração palpitante. O peito subindo e descendo na medida em que o corpo ardia em anseio pelo olhar do esposo. De alguma forma, não compreendeu o que se passava pelo corpo e mente; e apenas balançou a cabeça para tentar acalmar os pensamentos confusos.

 

   - Boa noite. - respondeu ela encostando a testa em suas costas.

 

   Hak segurava o peito sentindo o coração querer sair pela boca. A desejava, mas, mais do que a isso, a queria bem. Então decidiu aquietar seus anseios e resignou-se na cama tendo o luar como sua companhia a qual observava.

 

  Já Yona, sentia-se inconformada com a brusca mudança do marido - mesmo estando tão nervosa - ao qual repentinamente dera-lhe as costas sem mais nem menos. 

 

  Ainda assim, os eventos recentes provocaram-lhe efeitos que a agitavam em angústia, ansiedade e calor.

  

  "Por favor, coração... se acalme...." pensou ela tendo diversas dificuldades para encontrar o sono a noite inteira.

   

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! ^^
Aguardem os corações e nos vemos no próximo capítulo! 💕💕💕


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