História Destino (Segunda Temporada) - Seguindo os passos do Mestre! - Capítulo 6


Escrita por: e SwadFroste

Postado
Categorias Pokémon
Personagens Ash Ketchum, Bonnie, Brock, Clemont, Dawn Hikari, Delia Ketchum, Drew, Gary Carvalho, Giovanni, Grace (mãe de Serena), May, Misty, Paul, Personagens Originais, Pikachu, Serena
Tags Amor, Ash, Aventura, Batalha Pokemon, Espírito, Jornada, Sandy, Serena
Visualizações 78
Palavras 6.988
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Err... E aí.

Sim, aqui quem vós fala é o SwadFroste. E bom... acho que lhes devo uma explicação, certo? Pois bem, eu darei... Nas notas finais.

Por agora, fiquem o capítulo, mas claro...

Legenda de formatação:

[...] - Quebra de tempo/salto de tempo.

[...] [...] - Quebra de espaço/mudança no local da narrativa.

[...] [...] [...] - Transição de tempo, narrativa de uma cena que ocorre antes das narradas anteriormente.

Dito isso... Desejo a você uma boa leitura! ;)

Capítulo 6 - Presságio fatídico - parte 2


*Primeira Ost. Vá ao Youtube e escreva: (1 Minute Preview) Epic Battle Theme I'm Working On – Selecione o primeiro resultado de pesquisa e volte para cá.

 

O vento uiva através da flora noturna, trepidando formações folhudas e espalhando a sinfonia nativa a composição natural naquele local. Para a maioria das pessoas, apenas um ruído incômodo, mas para os Pokémon’s aquilo era como uma orquestra de calmaria, um símbolo de harmonia...  Isso se houvessem, entre as árvores ou arbustos, Pokémon’s para desfrutar desta melodia... Ou será que ainda restava algum?

O luar prateado tem sua ausência forçada por uma nuvem sombria... Ao solo; um flash prateado colide contra um par de lâminas esbranquiçadas de mesma proporção, alastrando uma pequena onda de impacto no encontro. O cabo de guerra invertido indicia o surgimento de faíscas entre os aparentes inimigos; um Pokémon de corpo esverdeado forçava seus instrumentos de corte contra uma “espada” de tons cinzentos, empunhada por um jovem com cabelos de mesma característica, os quais ofuscavam seus olhos naquele momento.

Flexionando sua postura, o garoto para de exercer força e, em movimento veloz, se desloca para a direita, fazendo seu oponente cambalear para frente, enquanto se posicionava atrás do último... O Pokémon esverdeado se vira súbito com sua lâmina braçal direita em prontidão, partindo... O ar. O tipo inseto leva sua visão ao alto e cruza os braços em reflexo; fugaz, a som de rasgo se mescla as sombras da noite.

O garoto de cabelos cinzentos encontra-se curvado a frente do adversário com o florete prateado parcialmente afundado chão. Um fragmento da espada braçal do Pokémon esverdeado finca-se no solo a frente do garoto, agora de pé, observando o oponente cambalear para traz. Com expressão de dor e aversão, o tipo inseto encara o humano e coloca de prontidão suas assas características ao voo... Não percebendo o momento que o florete prateado é jogado como uma lança contra si; da ponta de Honegde é disparado um feixe incendiário de tons beges, provocando uma explosão instantânea.

–... – Inerte em pensamentos repletos de turbulência, o garoto de cabelos cinzentos puxa sua espada de volta pelo lenço avermelhado de detalhes, apanhando pelo punhal. Ele observa o líquido verde percorrer a extensão do florete prateado e aperta os dentes –... – Com um movimento rápido, o treinador figura um golpe diagonal no ar, manchando o gramado com a substância viscosa. –... Boa noite... – Balbucia, direcionando seus olhos azuis e sem luz ao corpo do Pokémon metros a sua frente.

Entre o piscar de olhos e o virar de sua cabeça, o jovem vislumbra a imensidão de Pokémon’s insetos que o próprio havia derrotado; alguns totalmente inertes estirados ao solo, outros ainda tentando se mexer e sendo severamente punidos pela dor.

–... O que é? – O garoto de cabelos cinza murmura, direcionando os olhos para a esquerda.

– Um pouco brutal... – Palavras ecoam com a imersão de um espectro de vestes sombrias. O portador da voz mantinha-se com as costas apoiadas em uma árvore, tendo sua aparência ofuscada pela escuridão noturna. –... ainda necessário Walker. – Seus olhos a verdejantes perfuram a tênebra, evidenciando a presença de listras da mesma cor sobre suas vestes. – Você os nocauteou porque não podia capturá-los e colocou fim no sofrimento daqueles que não possuíam mais salvação – O desconhecido fita o corpo do Pokémon atrás de treinador. – como esse Scyther. – O garoto aperta o cabo de sua espada, destacando a movimentação repentina do olho próximo ao cabo desta a se focar no elemento em penumbra.

– Se você tem tempo para falar... Por que não acabou com isso?! – O prateado grita, virando-se completamente para o elemento de olhos verdes. – Isso deve ser algo simples para você realizar!

–... Não deveria estar preocupado com outra coisa? – O questionado responde, acenando com a cabeça em direção aos Pokémon’s debilitados.

– Tch! – Apertando os dentes por um breve momento, o treinador embainha sua “espada”, ainda mantendo o lenço da mesma enrolada sobre seu antebraço direito. Em seguida, ele retira uma Pokegear de sua cintura...

[...] [...]

Um estabelecimento hospitalar modernizado e especializado ao tratamento de Pokémon’s... Tal localidade parecia estar encerrando sua operação diária depois de um longo expediente.

Na bancada do local encontra-se uma mulher de cabelos rosados e enrolados, espreguiçando-se com vontade, enquanto sua fiel parceira Chansey bocejava igualmente exausta.

– Hm? – A enfermeira balbucia, descendo o olhar para o notebook residente em baixo do balcão. Ela percebe do que se tratava e atende ligação. – Boa noite...? – Seu timbre passa de comprimento para dúvida por se tratar de uma chamada de áudio.

– Preciso que enviem uma, não... ao menos duas ambulâncias para a floresta de Veridian. – Uma voz masculina diz do outro lado da linha. – Há vários Pokémon’s que necessitam de tratamento urgente.

– Me diga exatamente onde você está. – A mulher pondera com olhar sério, ao mesmo tempo, uma xícara de chá é colocada sobre balcão.

Ao notar a bebida, a enfermeira percebe a presença de sua colega de trabalho; um homem alto e moreno de olhos puxados, destacando seu cabelo marrom. A mulher agradece com um sorriso...

– Eu não sei exatamente onde estou... –... que desaparece dada a resposta do desconhecido.

– Isso por acaso é um trote? – A mulher indaga arqueando a sobrancelha antes de tomar um gole do chá.

– O-o que? – Incrédulo, o garoto gagueja por um momento. – Não. Claro que não! Eu não conheço essa floresta direito, é por isso que não sei exatamente onde estou. – O garoto responde rapidamente. – Por que eu ligaria para um Centro Pokémon a essa hora da noite para passar um trote?

– Pois é. – A enfermeira diz, bebendo outro gole do chá. – Eu perguntei a mesma coisa para a última dúzia de pessoas.

– É por esse tipo de coisa que a minha fé na humanidade diminui a cada dia... – O jovem do outro lado da linha murmura em tom decepcionado, fazendo o asiático moreno rir de leve.

– Posso? – O homem pede licença à mulher, se colocando a frente do notebook. – Então, você quer que enviemos duas ambulâncias para onde você está?

–... Isso. – O treinador no outro lado da linha diz em tom de resmungo. – Há muitos Pokémon’s debilitados aqui

–... Você está bem? – O moreno questiona, deixando o jovem do outro lado da linha em silêncio. – Sua respiração está pesada e acho que você está tremen-

– Preocupe-se com os Pokémon’s... – Demonstrando frieza, o garoto cospe tais palavras.

– Tudo bem... – O médico virá o olhar de relance para sua parceira de ofício e assente, fazendo-a se retirar do cômodo, ligando um ponto eletrônico em seu ouvido no processo. – Pode descrever o estado que Pokémon’s se encontram? – Ele questiona, imitando a última ação da mulher de cabelos rosados e compartilhando a chamada através dos dispositivos de audição.

[...][...]

Walker encontra-se curvado a frente de um Pokémon similar a uma abelha, mantendo seu Pokegear próximo à orelha.

– Além de múltiplos hematomas, o corpo da maioria tem queimaduras na cor verde. – Ele faz uma pausa para pensar. – Acho que é algum tipo de envenenamento, mas nunca ouvi falar de um Beedrill ou Weedle sendo envenenados.

–... Corrosion. – O médico comenta. – Uma característica específica que amplia o poder de envenenamentos. – Walker fica apreensivo com as próximas palavras e saca sua Pokedex, onde passa a procurar informações específicas sobre o que o doutor falava. – Com essa “habilidade” é possível envenenar Poison Types e Stell Types.

– Vocês podem tratá-los, certo?

– Podemos, mas não será fácil. – O questionado confessou. – Você disse que não sabe onde está, então... – Ele faz para pensar por um momento. –... procure algo que se destaca.

Walker se levanta e passa a analisar seu ao redor... Árvores, arbustos, estrelas ofuscadas... Nada além do habitual em uma floresta.

–...! – Até que ele encontra. – Tem terreno de relevo alto a minha direita... – Ele aperta o olhar. – Tem uma... estátua de Onix no topo? – O prateado afirma em tom de indagação.

– Você esta no próximo ao Pico do Onix, não é longe daqui. – O homem afirma confiante, ainda sim, tenso. – Quantos Pokémon’s-

Uma explosão repentina alcança os ouvidos do treinador, bem como uma interferência repentina invade a localidade, encerrando a ligação.

Allen direciona seu olhar a origem do estrondo, onde uma nuvem de fumaça se dissipava ao céu.

– O segundo ato desta Urdidura foi iniciado. – A figura de olhos verdejantes faz-se presente. – Agora, não há como voltar atrás.

– O que quer dizer com isso? – Com a indagação do prateado, a figura desconhecida se mescla a escuridão e desvanece como se nunca tivesse estado ali. – Seu...! – Ele contém sua fala quando sente o Pokegear vibrar e trata de atendê-lo.

– Ouviu explosão?

– Você foi rápido em retornar a ligação – O treinador afirma. – E eu não só ouvi como também vi.

 

*Melodia. Guie-se ao Youtube e escreva: Pokémon Anime Sound Collection- Cause for Alarm – Selecione o primeiro resultado de pesquisa e volte para cá.

 

–... Sei o que está pensado, mas de forma alguma saia daí. – O médico pondera e antes que o prateado tentasse retrucar... – Cada minuto é crucial no tratamento de um Pokémon com Corrosion, se ele estiver infectado a mais de uma hora. –... o doutor começa a persuadi-lo.

– Se a causa tiver haver com a explosão, então...!

– Se você sair daí, eu posso demorar a encontrar os Pokémon’s! – Exclama, abafando a investida argumentativa de Allen. – Veridian é uma floresta muito densa e é difícil se orientar de noite, ainda mais com um veículo. – Walker aperta a Pokegear. – Vou precisar que você sinalize onde a sua localização lançando algum ataque para o alto. – A luz do luar começa a preencher a planície sombria novamente...

– Grr...! – Subitamente, a dor atinge o tórax do treinador, fazendo se curvar no chão... – Arg! –... e levar a mão direita ao peito, apertando a camisa. – Porcaria...! Eu usei muito o Honedge...! – Ele passa a tossir.

– Você está bem? – O moreno pergunta.

 – Eu par- O prateado se interrompe ao perceber uma sombra sobre si e vira de súbito, tendo apenas a chance de vislumbrar uma lâmina braçal esbranquiçada aproximar-se como uma guilhotina.

Novamente, a grama seca é manchada com um líquido viscoso...

[...]

[...] [...]

O véu empoleirado declinava a visibilidade à zero.

Indivíduos, aparentemente trabalhadores, viam-se em confusão pela explosão repentina seguida da poeira, formando um coral de tosses... Próximos dali residiam dois jovens mascarados entre as folhas de arbustos; um garoto que mantinha sua mão canhota aberta e apontada em direção à obstrução visual, enquanto a loira ao seu lado unia os lábios - antes distanciados - lentamente, tendo princípios de lágrimas a se formar nos olhos...

– O que está acontecendo aqui? – Uma voz rouca soa entre os flocos de poeira. – Aruna! – Com a exclamação o estalar grave de um violino faz-se presente. O véu empoleirado se dissipa abruptamente, carregando resquícios de tosse consigo.

A dupla escondida observa os desconhecidos tornarem-se visíveis; o primeiro avistado foi o cientista de cabelos grisalhos, seguido de seus “trabalhadores” ainda a segura a gaiola e outros utensílios de mineração. A última a revelar-se foi jovem violinista de cerdosos cabelos negros e vestido da mesma cor a fitar alguém a sua frente...

Ainda bem... – Danny leva às mãos a boca e deixa duas lágrimas traçarem seu rosto, contendo ao máximo seu soluço, Ryoma cerrava seus dedos em punho e sorria. Os olhos repletos de alívio refletem a imagem da mais recente amiga da dupla. –... Sandy! – A treinadora de Pallet se encontrava sentada no chão com os olhos fechados a frente de uma pequena cratera expressando dor em sua feição. O treinador esportista se aproxima da coordenadora e sussurra algo em seu ouvido, tirando-a de seu estado anestesiado.

– Arg... ... ...! – A Palletiana rincha, levando a mão direita a um dos ouvidos e lentamente abrindo os olhos.

As orbes castanhas processavam as imagens do cenário ao seu redor com o mínimo de foco possível, enquanto um zumbido ininterrupto assolava seus ouvidos. Ela varre a área com o olhar, notando a presença de alguém que ela conhecia muito bem...

– PIKACHU! –... E corre até o roedor estirado no solo e acaba tropeçando no processo, fazendo sua Pokedex se desprender do cinto e se abrir, iniciando a identificação de algum Pokémon nas proximidades. – Grr! – Com seu levantar, o boné se desprende de sua cabeça, fator ignorado por ela. – Pika...! – Ao alcançar o roedor, a Palletiana se interrompe... –... chu... –... vislumbrando com dificuldade as queimaduras espalhados pelo corpo do rato elétrico. Ao se abaixar para analisa-lo melhor, a morena acaba por perceber que os focos de ardência eram mais sérios na cauda e patas dianteiras.

A violonista, por outro lado, pareceria compartilhar o sentimento de surpresa da outra treinadora, ao passo que buscava interpretar o que seus olhos haviam captado.

  – Esse Pikachu... – A de olhos púrpuros descansa os braços, abaixando o arco e o violino, piscando uma vez antes de iniciar uma retrospectiva mental do acontecido. – Segundos depois de aquela garota sair do arbusto, esse rato saltou sobre a cabeça dela e socou a primeira órbita de fogo com um Thunder Punch, jogando ela contra o chão, – Ela observa a cratera formada pelo ato roedor, Sandy ainda tentava reanimar Pikachu, borrifando lhe uma poção para queimaduras, que a principio quase escapa de seus dedos. – e ganhou altitude ao usar a superfície do Flame Burst como apoio.

Acima de qualquer suspeita... A sombra dos trabalhadores tremulava em teor incomum, subindo sutilmente pelas pernas e se instabilizando na altura dos cintos de cada um.

Depois, ele girou no ar enquanto acumulava eletricidade nas bochechas e desferiu um Iron Tail na segunda esfera, partindo ela em duas menores, o que fez essas metades atingirem o chão, criando as duas crateras pequenas logo atrás “dela”. – Seus olhos roxos vão da provável inimiga para o roedor. – Ao completar o giro e voltar ao solo, aquele rato disparou um Thunderbolt rapidamente contra a terceira orbe chamas, mas não teve tempo de destruí-la...

Ela dá um passo para frente chamando a atenção de Pikachu e Sandy. A última havia se dado conta da violinista neste instante, captando também a imagem borrada de uma silhueta a qual ela não reconhecia e institivamente levou uma das mãos à cintura, percebendo que sua Pokedex não estava ali e sim no chão já aberta. Sem tardar a garota apanha o dispositivo parecia ter acabado de realizar o processamento de dados de algum Pokémon.

– Sa-Salazzle? – A morena indaga mentalmente, tentando ler as informações no display, pois o áudio não chegava a seus ouvidos débeis.

... Já que a quarta esfera estava para o atingi-lo, ele só redirecionou a trajetória para a diagonal sobre sua cabeça manipulando o Thunderbolt e usou as faíscas resultantes dele nos punhos para parar a última bola de fogo, que explodiu no contato. – A musicista concluiu sua análise, dando outro passo à frente, fazendo Sandy guardar sua Pokedex e voltar a olhá-la, quando...

– Hm... Isso vai ser interessante. – A voz é do cientista de cabelos grisalhos, a alisar seu cavanhaque com mão canhota. – Aruna – A violinista cessa passos, momento o qual os ouvidos de Sandy, antes entorpecidos pelo forte zumbido, voltam ao funcionamento normal.

 

*Fundo musical. Parta ao Youtube e escreva: Ravel nightstar - the drums and bass of flower bless – Repita os processos anteriores.

 

– Desacorde a garota. – Ela o fita de canto de olho. – Talvez ela possa nos servir de entretenimento. – A ordenada assente, voltando o olhar para frente e percebendo a outra garota de pé. – Prossigam, não temos a noite inteira. – Ele afirma, retirando uma seringa de um dos bolsos do jaleco e caminhando em direção a gaiola atrás de si.

Aruna afronta sua adversária, exalando hostilidade, mas... A atenção da Palletiana não parecia focada na treinadora inimiga e sim, no homem de meia idade. A morena força sua visão inconstante, arregalando os olhos em condenação própria...

Um Pokémon de pelagem bege se debatia desesperadamente na tentativa de sair da gaiola metálica. Confinado, seus esforços se provavam inúteis, evidenciando seu aspecto enfraquecido e a condição de status explicada pelas pequenas faíscas amareladas a perpetuar sobre seus pelos... A paralisia.

Em completa resignação, Mankey vira seu rosto para traz, olhando para Palletiana com seus olhos lacrimejantes... ... Estendendo a mão em súplica.

O sangue sobe quente para a cabeça de Sandy a apertar os punhos com força antes de, num ato veloz, levar suas mãos até a cintura, sacando duas cápsulas meio rubro/brancas, tendo seus cabelos amarrados em rabo de cavalo ondulados ao vento... Sua visão se incendeia, alinhando as imagens distorcidas.

– PAREM! – Ela grita em absoluto repúdio, pisando forte no chão e alinhando quadril, lançando a esfera em sua mão destra com um veloz movimento braçal... – Ember! Electro web! –... para depois fazer o mesmo com o braço oposto. A treinadora adversária aproxima o arco das cordas de seu violino, iniciando um acorde veloz...

A melodia do caos entoa sobre o palco noturno e, em concordância com a movimentação fluída friccionada da jovem de olhos purpúreos, uma imagem cinza escura e esguia se desloca de forma veloz, levantando poeira em sua corrida.

Do feixe luminoso da primeira Pokébola emerge o inicial de fogo de Kanto, a executar um giro corporal no ar – Aruna aumenta o ritmo de suas notas –, pintando o cenário com uma massa de brasas vermelho-amareladas emitidas de sua cauda. Ao lado da salamandra alaranjada, se transfigura Metapod a preparar para disparar seus fios de alta voltagem.

Em desfoque, Salazzle salta abocanhando o amontoado de chamas, executando um mortal de frente logo depois e, em progressão, dispara um orbe flamejante de tons rubro-dourados, que ascende fugaz no ar, alvejando o Pokémon Casulo com precisão cirúrgica, ignizando uma explosão instantânea, lançando-o aos pés de sua treinadora.

Ainda no ar, o corpo do tipo venenoso articula seu corpo a resplandecer em azul e passa a girar em sentido horário, adentrando no solo como furadeira, deixando Charmander apreensivo.

– Onde...?! – Antes que Sandy tivesse a chance de pensar, Salazzle emerge aos pés de seu inicial flamejante, golpeando a cervical do último com suas patas a resplandecer em tom azuline fosco, lançando-o ao ar. Os acordes do violino se tornam menos constantes e repetitivos. – Charmander! – A treinadora apenas pode observar o Pokémon de Alola prosseguir com sua sessão de golpes, desferindo uma caudada giratória em seu inicial de Kanto, atirando-o contra o roedor elétrico, que tentava se levantar. – Pikachu! – Ela exclama novamente, trincando os dentes e revirando olhos em direção ao oponente já em solo, percebendo o próprio a se colocar de pé sobre quatro patas e levantar a cauda. – Metapod, Electro Web!

Ao comando de sua treinadora e se forçado ao máximo, o tipo inseto infla seus pulmões de ar e lança uma grande teia de aranha já formada, em passo de reação, a salamandra venenosa cospe pequenas bolhas de líquido roxeado comprimidos sobre alta pressão, que se encontram rapidamente com a arapuca aracnídea, explodindo instantaneamente e gerando fumaça.

–...! – Um arrepio sobe pela espinha de Sandy, fazendo-a voltar sua atenção para cima, onde o Pokémon inimigo pairava, inspirando fundo. – Harden! – Ela grita no instante que uma sequencia de três projéteis violáceos atingem seu Pokémon casulo, arrastando-o para traz, forçando faíscas roxas a ondular sobre casco. –... Tch! – A Palletiana rosna, tendo sua atenção fisgada por Charmander a correr repentinamente em direção ao adversário que acabará de volta ao chão, ação a qual clareou a mente de Sandy para a oportunidade. – Scratch!

Refratando a luz do luar, as garras do inicial flamejante resplandecem em branco para depois adquirirem propriedades prateadas... Charmander leva suas unhas de platina ao tórax do oponente, que cruzou as patas dianteiras – ainda envoltas por energia azul – a frente do torso, deslizando poucos centímetros para traz, reunindo fôlego.

Salazzle descruza as patas e, quando se prepara para cuspir seus projéteis roxeados a queima-roupa... O pequeno montante de teias entrelaçada na perna canhota do réptil entram em reação, eletrocutando-o e atrasando sua reação. Charmander dá um passo à frente e desfere o segundo arranhão metálico no rosto, desta vez no rosto seu inimigo que gira no ar, cuspindo as três balas venenosas em direções aleatórias;

O primeiro disparo jaz fugaz para o alto em diagonal, cortando o ar ao lado da cabeça do inicial de fogo em inércia, e caí em parábola à esquerda de Sandy, que cruzou os braços na altura do rosto em reflexo ao impacto. O segundo atinge a copa de uma árvore próxima dali, corroendo seu caule e derrubando-a de imediato. Já o terceiro projétil, cruzou o ambiente e zarpou em direção à violinista, que apenas se deslocou um pouco para a direita, deixando com que o vácuo do ataque sacuda seus longos fios negros, até escutar um gemido de dor e olhar para traz.

... E nesse instante...

– Mean Look! – Uma voz masculina sobrepõe os acordes do violino.

Uma onda de energia sombria de tom carmesim se alastra pelo solo, concentrando-se nos pés de todos os presentes, obstruindo seus movimentos... No entanto, a Palletiana e seus Pokémon’s não foram afetados por tal efeito.

– Swift! Water Gun! – Outra voz, desta vez feminina, alcança os ouvidos dos presentes.

Dois seres usam os ombros de Sandy trampolim, rapidamente conjurando suas ofensivas; Squirtle dispara um jato de sua boca, sendo acompanho por Cyndaquil a materializar estrelas a frente de seu rosto ao grunhir seu nome em alto tom. Os ataques parte o ar, alvejando Salazzle ainda estirando no solo, causando uma pequena explosão e levantando poeira, que ao se extinguir, revela o Pokémon de Alola aparentemente fora de combate.

– Sandy!

–...! – A Palletiana vislumbra sua amiga se aproximar mancando.

– Tch! – A musicista força o movimento de seu corpo, aproximando a mão que empunhava o arco lentamente da parte inferior de seu violino, quando seus pulsos são segurados por traz.

– Vocês baixaram a guarda. – Ryoma professa, apertando com força os pulsos da jovem de vestes sombrias a ponto de fazê-los estalar, obrigando-a largar instrumento e auxiliar. – Não se mexa, seremos rápidos amarrando vocês. – O treinador diz, virando o olhar para suas amigas.

– Você tá... – A loira por fim alcança à morena, mas sua voz falha ao encará-la nos olhos. –... bem? – Recua um passo, involuntariamente.

Havia algo estranho com a Palletiana. Sua expressão resguardava traços abatidos como dilatação das pupilas e contração de suas íris que mesmo sobre tais condições, permaneciam com o mesmo brilho... Não, o teor sombrio em suas córneas realçava o fulgor vívido exalado em sua visão, tornando-a mais profunda na tonalidade castanha, concedendo-a leve contraste escarlate.

– Sandy? – A coordenadora a chama novamente, vendo-a virar-se com um movimento mecânico.

– Cuida do Pikachu... – As únicas palavras da Palletiana á amiga encharcavam-na de um sentimento estranho... – Por favor. – Ela corre até os trabalhadores paralisados acompanhada de Charmander, enquanto Pikachu recebia uma Oran Berry da coordenadora, que toma o boné de Sandy em mãos ao avistá-lo no chão ao seu lado.

– Droga! – O velho cientista resmunga, repulsando a mão direita sobre o antebraço esquerdo a exalar fumaça roxeada. Aruna olha com de canto de olho para seu superior e depois troca olhares com seu Pokémon venenoso... que pisca. – Seus pirralhos malditos! – Ele vocifera com a expressão retorcida em dor, no entanto, tal feição se suaviza com a aproximação da Palletiana a agachar-se em frente à jaula metálica de Mankey...

– O que... – As palavras da treinadora saem como um suspiro... – você fez... – Suas orbes castanho-avermelhadas recaem sobre o homem de cabelos grisalhos, que arregala. Aquela garota era... –... com ele...?

A luz do luar impregna os olhos da morena, deixando o desconhecido paralisado e com uma faísca mental, o cientista tem um vislumbre de outra pessoa no lugar daquela garota. Sandy se atira contra o senhor de idade, segurando-o pela gola da camisa e o encarando de perto.

– O QUE VOCÊ FEZ COM ELE?!

[...] [...]

[...] [...] [...]

A luz da habitação é acesa, exaurindo a escuridão que antes estava ali impregnada, ao passo que duas figuras adentram no recinto pela porta principal do local.

– Estou cansada... – A de curtos cabelos castanho escuros, se atira no sofá, fazendo com que seu vestido vermelho-vinho balançar junto ao cachecol azulado, enquanto lançava seu chapéu de estilo francês sobre a pequena mesinha a sua frente. – Esse sofá é tão bom o quanto eu lembrava...! – Ela se deita no próprio, abraçando uma das almofadas. – Você até hoje não me deu um desses de presente.

– Não seja assim! – A outra presente diz, batendo a porta e deixando a mala preta de sua mãe de lado, afinal... Ao invés de roupas, ela parecia carregar chumbo, ou melhor, um Rhyhorn ali dentro. – Você sabe que enviar móveis para Kalos é uma pequena fortuna! – Ela reclama, colocando as mãos na cintura.

– A idade de deixou mesquinha, filinha. – A corredora de Rhyhorn debocha e ainda deitada olha para performer, que trajava uma calça jeans e um moletom de lã azul. – Quando minha neta ficar famosa eu peço um pra ela.

– Haha... – A de cabelos castanhos claros ri ironicamente, dirigindo-se até a janelas da sala de estar e fechando as cortinas. – É mais fácil ela te ligar pedindo um daqueles DVDs caros que ela coleciona, dona Grace. – Sorri vitoriosa, dando ênfase a palavra dona.

– Ela ainda coleciona esses DVDs daquela série? – A mais velha, ainda detentora de traços joviais, dá um longo suspiro, enfiando a cara no travesseiro, que foi tomado pela castanha de cabelos compridos. – Nessa idade, ela deveria estar procurando algum namorado ao invés de pensa só em capturar Pokémon’s. – Ela encara a expressão brincalhona da filha, percebendo...

– Talvez isso não demore muito... –... a feição d’ela ser substituída em um quase sussurro, aliado a leves rubor a emergir nas bochechas da performer.

– Hein? – Grace sorri de forma sarcástica, levantando-se de súbito e encarando Serena, que se localizava atrás do sofá, de perto.

– Hãm... Ah! – Serena se dá conta do que havia falado. – E-eu vou fazer um chá. – E muda de assunto rápido, segurando-se ao máximo para não correr até a cozinha, fato que fez a corredora de Rhyhorn rir de leve, enquanto observava a filha ir até o outro cômodo da casa.

Grace se levanta, retirando o cachecol em uma puxada e deixando sobre o sofá. A mulher anda pela sala de estar, analisando a mobília, a qual parecia à mesma do ano anterior, quando esteve na casa pela última vez.

–... – A corredora anda até um criado um dos racks próximos à janela fechada. – Ele está exatamente aqui... – Murmurou fechando olhos e andando as cegas pela casa, até encostar em algo e parar, apertando o objeto com as mãos. – Eu sabia... – Ela abre os olhos. – É o mesmo vaso fino com o mesmo tipo de flor. – Os olhos azuis analisam as pétalas de rosas amarelas, percebendo que pareciam ter sido colocadas ali recentemente.

 

*Penúltima BGM. Se transporte ao Youtube e escreva: Casper Soundtrack HD - One Last Wish – Repita os processos anteriores.

 

A corredora coloca o recipiente sobre o rack outra vez e varre a habitação com a visão, reafirmando sua teoria e suspira devagar, tentando aliviar a tensão que se formou sobre ela.

– Mãe? – Serena aparece no cômodo com uma bandeja em mãos. – Tudo bem? – Ela questiona antes de se aproximar da mesinha entre os sofás.

– Sim, claro. – Grace leva a mão até os cabelos e balança a cabeça para esvaziar a mente. – Só estou cansada da viajem. – Ela anda até o sofá, observando a filha colocar as xícaras sobre os pires já posicionados na mesa.

– Hm... – A performer murmura, servindo o chá e colocando bule sobre a mesa. – Se a senhora diz... – Ela coloca um prato com biscoitos próximo ao maior recipiente de chá e se senta no sofá a frente do que sua mãe estava sentada. – Então mãe, é verdade que o Xavier se casou? – Serena indaga, pegando uma das xícaras e tomando um gole da bebida.

– Oh, você ficou sabendo... – A mais velha responde após beber um pouco do chá. – Aquele garoto sempre foi introvertido mesmo quando era adolescente. – Ela pega um dos biscoitos com gotas de chocolate e morde um deles, tornando a falar. – Se mudar para Alola fez bem parecer ter feito bem pra ele. – Ri de leve, apontando o cookie para a filha antes de prosseguir. – Eu lembro da vez que ele deu em cima de você... – Sorri de forma sapeca.

– Eu deixei claro que não queria nada com ele, mãe. – A performer se mostra indiferente aquilo, levando a xícara aos lábios novamente. – Ele tentou me beijar a força, então...

–... Então você o chutou onde dói mais. – Grace riu com gosto, fazendo Serena rir de leve também.

Minutos correm pelos ponteiros do relógio... Nesse meio tempo, mãe e filha colocaram a conversa em dia, dissertando sobre desde os assuntos mais banais, até os mais sérios como a greve da força policial de Kanto na cidade de Viridian e Pewter, que havia se iniciado no dia anterior.

 ... Até que os minutos se transformam em horas.

O frio gélido do anoitecer incidia por toda a cidade campestre, evidenciando o horário elevado daquele momento. Agora, tanto o chá quanto os biscoitos já chegavam ao fim, bem como o aquecedor da casa havia sido ligado.

– Eu ainda não consigo acreditar que Sandy já está em sua primeira jornada. – Grace diz com animação, fazendo a performer rir levemente de olhos fechados.

– Pode acreditar. – Serena afirma, sem tirar o sorriso do rosto. – Ela deveria ter saído anteontem, mas por conta de um imprevisto ela só pode ir ontem de manhã. – Disse colocando sua xícara vazia de volta no pires.

– Qual imprevisto? – A mais velha, mesmo evidenciando ar de curiosidade, não a perdeu a oportunidade de apanhar o último biscoito na mesa e sem tardar, o levou a boca.

– Ela ficou doente por treinar até tarde com Pikachu no riacho ao leste da cidade. – Grace continuava em silêncio ouvindo a filha, já havia entendi tudo a essa altura. Para a primeira isso era como somar 2+2 e alcançar 7, ou seja, o resultado seria um problema na certa. – Eu obviamente não deixei ela partir no mesmo dia. – Serena descansa as mãos sobre as coxas. – Sandy ficou bem desapontada comigo e saiu escondida de casa, doente.

– Saiu de casa doente, é? – A corredora indaga, tendo um aceno positivo da filha. – Sabemos de quem ela puxou essa personalidade. – Ela ri de leve, recebendo outro assentir de Serena.

– Mas no fim, tudo acabou bem. – A de longos cabelos toma a palavra novamente. – Um garoto que estava a caminho do laboratório carregou Sandy até aqui. – Grace sorriu com essa afirmação, entendendo a distração anterior da filha para com sua neta.

– Será que eu posso ligar pra ela agora? – Grace perguntou, causando um leve ar de humor em Serena. Já era a terceira ou a quarta vez que sua mãe perguntava isso desde que começaram a conversar...

– Eu já disse. – Pacientemente, a mais nova torna a repetir as exatas mesmas palavras professadas dez minutos atrás. – Sandy á essa hora deve estar dormindo em algum Centro Pokémon ou na floresta acampando. – Une as mãos antes repulsadas nas coxas e desvia o olhar para um canto específico localizado atrás da corredora, que nem precisou virar-se para saber onde a atenção da filha havia se concentrado.

Grace inspira sutilmente e expira da mesma forma, fator o qual não parece atrair a atenção da outra presente.

Vamos colocar a prova... – A mais velha reflete... – Serena. –... chamando a atenção da performer. – É incrível como Sandy fica mais parecida... – Se isso surtir efeito eu terei minha resposta. –...com o Ash conforme o tempo passa. – A mais nova se mantém calada, sorrindo fraco. – Desde pequena, ela já tinha o jeito dele. – Nesse instante, a performer olhou para o teto, vagando em uma lembrança um pouco distante... – Quando ela tinha seis anos, ela montou no meu Rhyhorn com uma felicidade sem igual... –... descendo o rosto ao escutar essas palavras, as exatas sentenças que retratavam o filme ser reproduzido em seus pensamentos. – Naquele dia ela ficou a tarde toda brincando com ele, sem nenhum medo.

Serena curva o olhar e permanece em silêncio, apenas ouvindo o que sua mãe dizia... Fator o qual não se prova constante por conta da imersão repentina da castanha mais novo sobre seus desejos.

Aquele dia ainda se mostrava colorido em suas lembranças. Não só esse dia, como vários e vários outros momentos onde Sandy estava aprontando alguma; seja brincando com Pikachu de esconde-esconde pela casa – quebrando algumas louças no processo –, fazendo “uma zona” nos quartos da casa, subindo e saltando entre as árvores com facilidade...

Esses fatores influenciaram bastante a infância da morena, que tinha poucas “amiguinhas” para brincar até a idade em ventura de seu “jeito” masculino... Por meramente possuir um porte atlético um pouco acima da média e grande afinidade com a natureza.

Ás vezes, entre os resmungos da noite e o canto dos Pidgey’s no amanhecer, Serena se pegava desejando... Queria um dia, somente um dia, para ver Ash e Sandy juntos. Ela ansiava pela presença dele, gostaria de ver seu sorriso quando Sandy falou suas primeiras palavras ou deu seus primeiros passos... Vê-los brincando justos, ver sua família inteira como sempre sonhou.

– Serena? – Grace a chama, tirando-a de seus devaneios. – Está tudo bem? – Indaga apertando o olhar, as palavras seguintes da filha provariam sua teoria.

– Sim, sim. Eu estou bem... Hehe... – Serena diz entre uma leve risada envergonhada e seu levantar do sofá. – Eu só estava pensando, só isso. – Começa a recolher os talheres em cima da mesa os colocando sobre a bandeja.

– Deixa eu adivinhar... – A mais velha toma a decisão que esteve adiando, observando as costas da filha a dar o primeiro passo rumo à cozinha. – Estava pensando no Ash, não é? – O corpo da performer tremula de leve com uma parada súbita... Não estava surpresa, pois sabia que sua mãe a conhecia melhor do que ninguém.

– Sempre penso nele. – A questionada se virou de relance, levando seus olhos azuis ao encontro dos da mãe, mantendo a sobrancelha esquerda franzida. – Ele foi meu melhor amigo, meu esposo e pai de minha filha. Como não pensaria nele? – A mais nova age evasivamente, dando uma resposta dura, fator que fez se levantar... O que estava por vir era sério demais para ela permanecer sentada.

– Não acha deveria tentar pensar em outro algúem? –A corredora professa palavras árduas e repletas de seriedade. – Serena... – Uma pausa prosseguida de um piscar de olhos foi o que a mulher precisou para prosseguir. – Você já pensou em conhecer outra pessoa?

A mais nova parou de caminhar, sentido a força esvair de seu corpo, a bandeja em sua mão se espatifa no chão espatifou do chão, ecoando o som quebradiço pela sala.

–... – O olhar frio de Grace pousa sobre os ombros de Serena a curvar-se e recolher os estilhaços das louça. A mais velha não deixou de notar o impacto que suas palavras surtiram na filha, efeito que fora evidenciado pela tremedeira nas mãos da mesma.

–... ... Você esta sendo egoísta agora. – A performer professa com pouco volume, suficiente para sua mãe ouvir e suspirar. – Por quê...? – O rosto dela encarava a louça quebrada no chão, organizando seus pensamentos distantes e com o pensamento longe. – Por que eu tenho que fazer que você sequer tentou? – Ela completa sua indagação, mantendo-se de costas para a mãe.

– Isso é muito mais sobre conseguir do que tentar, filha. – Grace cruza os braços. – Eu não posso dar uma família a outro homem como dei ao seu pai. – Serena deixa os cacos de lado, levantando-se e virando lentamente para a mais velha... – Assim como a sua avó, eu tive Endometriose do tipo mais agressivo. –... Estampando espanto em sua feição com a declaração. – Eu engravidei após uma das fases do tratamento e depois que você nasceu, meu organismo ficou invalidado a um segunda gravidez.

Serena aperta a bandeja suas mãos. Agora... Várias coisas em seu passado faziam sentido.

– Graças ao avanço da medicina, você nasceu perfeitamente saudável e livre de qualquer traço dessa doença. – A insistência da mãe para ela fazer exercícios e se tornar uma corredora da Rhyhorn não somente eram caprichos dela... – Sandy também é perfeitamente saudável e a paixão por esportes é a prevenção perfeita contra isso. –... tudo foi em prol de evitar que essa enfermidade aflora-se na performer. – Eu estava esperando você crescer para te contar isso, desculpe por demorar tanto. – Grace sorri com os olhos fechados...

–... E- Serena tentou falar algo, mas... O que ela iria dizer para depois de tudo isso? “Obrigado?”, “Me desculpe?”. –... Uh...! – A única egoísta naquela sala era ela e, sem conseguir encarar a mãe já de olhos abertos, ela desvia o olhar, deixando com que alguns fios castanhos cobram sua visão... –... Por... Por que essa conversa agora? –... E indaga devagar, colocando o máximo de ânimo que lhe restava naquele momento.

– Eu só quero te ver feliz de novo, Serena. – A questionada dá um passo à frente e, involuntariamente, a mais nova recua um passo, fato o qual já fora preditado pela corredora. – Como eu posso esquecer aquela Serena animada... Feliz com os olhos brilhantes e apaixonad-

– Mãe...! – A outra presente interrompe, colocando seus fios castanhos no lugar para encarar a mulher a sua frente. – Eu assim por causa dele. – Dessa voz a firmeza era evidente em sua falar.

Grace percebeu que sua filha finalmente estava levando o assunto mais a sério, pois a mais nova havia se referido a ela como “mãe”. Ambas só se referiam uma à outra usando o grau de parentesco quando estavam preocupadas ou a conversa exigia enfoque adulto.

– Você pode se sentir assim por outro homem. – A mais velha não recuava com suas palavras. – Já tentou em amar de novo? – Encara a performer, que aperta os dentes e desvia seu olhar para o teto.

–... ... ...! – Ela pensa em responder. A resposta já estava na ponta da língua afinal de contas, porém... Ela resolveu se calar, virando-se novamente para catar o restante dos cacos.

– Você já sequer pensou nisso? – A corredora pergunta novamente como se estivesse dando uma ordem, fazendo Serena tremer de leve e continuar a limpar aquela bagunça no chão, no entanto.

– Eu amo a Sandy. – Respondeu, erguendo-se e caminhando até a cozinha. – E isso pra mim já basta. – Despeja o que sobrará dos louças no lixo.

– Você entendeu o que eu quero dizer. – Grace caminha até o outro cômodo, vendo a mais nova deixar a bandeja sobre a pia. – Tudo permanece igual nessa casa. – Ela murmura e depois devagar, fazendo olha-la com estranheza. – Esse ano, ano passado, o retrasado e os anteriores. – A mais velha analisa a cozinha rapidamente antes de prosseguir. – Tudo está exatamente no mesmo lugar há mais de doze anos, Serena! – Ela eleva a voz.

– E o quem isso tem haver? – A performer devolve com o mesmo tom. – É a minha casa, não? Eu escolho como ela deve ou não ser! – Coloca a mão fechada na altura do peito.

– Parece que ter uma família não te fez amadurecer completamente... – Grace se aproxima mais de Serena, que desta vez não recua, mas morde os lábios com as palavras da mãe. – Filha, eu não quero ver você sozinha. – Seu tom de voz muda completamente pegando a outra presente de surpresa. – Você precisa aprender a pensar em si mesma, e quem sabe, entrar em outro relacionamento. – Eram palavras concisas, mas...

– Eu não quero ficar com ninguém. –... Serena já estava decida.

– Já se passaram trezes anos... – A corredora repulsa as costas na parede. – E desde então você dedica a Sandy. – Seu tom de voz aumenta. – Não viva no passado... Sua filha já é grande o suficiente para se cuidar sozinha. – Cruza os braços. – Pense em você de agora em diante.

– Chega. – Uma voz resoluta, Serena não queria ouvir aquilo e fingiu não ouvir a última frase dita por sua mãe, passando por ela com o olho coberto por alguns de seus fios castanhos.

 

*Ultima música. Torne-se ir ao Youtube e escreva: Pokemon X Y OST - 111/212 Snowbelle City – Volte para cá e desfrute.

 

– Filha... – A corredora diz em um murmúrio repleto de calmaria e quando a mais nova começa a subir as escadas em direção ao quarto. – Não foi você que morreu.

A dor de uma adaga atravessando seu coração junto aquele som estridente e turbulento da arma de Trip... Um turbilhão de emoções reprimidas atingiu Serena que levou a mão até o peito, perdendo as forças pela segunda vez. Grace se desencostou da parede preocupada com aquela reação... E tentou ir até a filha, sendo impedida pelo repentino descer de escada da última.  

– Eu não morri justamente para que Sandy nascesse! – Parada em frente à mãe ela elevou sua voz, afrontando as orbes azuis da velha, enquanto as suas carregavam princípios de lágrimas. – Eu estou de pé, falando com você aqui e agora, graças a Sandy. – Ela não consegue se contem. – Quando o Ash morreu, você e meus amigos tentaram me animar. – Lágrimas cristalinas traçam caminho por seu rosto... – MAS FOI TUDO EM VÃO! –... e alcançam o carpete da casa. – Você sabe mais do que ninguém o quanto eu sofri quando eu estava grávida! – Ela abaixa o olhar e prossegue. – Eu só decidi seguir em frente por causa da Sandy, mãe... – Como não havia previsto essa atitude, a corredora se colocou a escutar, talvez isso fosse o melhor a se fazer agora. – Ela é tudo pra mim... Por causa dela que eu não morri. – Tornou olhar a outra presente. – Porque eu a amo... Assim amei o dela pai, mais do que tudo nesse mundo.

–... Serena... – Grace olhava para a filha respirar fundo com as mãos no peito e depois limpar suas lágrimas, virando-se sem aviso para a escada, subindo-a... No entanto...

– Eu nunca vou amar outro homem... –... ela para na metade do caminho, vislumbrando a mãe de canto de olho. –... Como eu amei o Ash. – E voltou a subir as escadas.

–... – A frente da escadaria Grace pode ouvir o som de uma porta batendo e sem ter o que fazer vai até o sofá, se sentando neste e colocando a mão destra na testa. – O que eu faço com você, filha?

[...]

Continua...

 


Notas Finais


Bom, esse foi o capítulo de hoje.

Creio que tenha sido mais voltado a diálogos e enfocado nos personagens secundários, outrora esse fator se faz necessário para um melhor compreensão do que vira a acontecer depois.

Agora, a explicação. Em resumo a grosso modo... Demora se deu inteiramente por minha culpa (novidade, né?).

Como qualquer adulto, eu tenho minhas responsabilidades, estresse, problemas e etc.
E várias vezes isso atrapalha na continuidade de muitas ideias minhas, além de ocasionalmente surgir um bloqueio criativo e quando isso acontece, eu fico várias semanas sem conseguir escrever algo que eu ache apresentável.
Leitores, eu não quero surpreender vocês, mas também minha companheira de Fanfic, Liza, que está sempre me dando suporte com as ideias e avaliando-as.

Enfim, é isso. Daqui em diante tentaremos manter um ritmo de postagem mensal. Farei o impossível para esse hiato de meses não voltar a se repetir, desculpem novamente por isso.

Desculpem também qualquer erro e claro... Muito obrigado por ler!

Até a próxima!

;)


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