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História Destinos Cruzados - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Conexões


Fanfic / Fanfiction Destinos Cruzados - Capítulo 7 - Conexões

 O último ano para Ronald não havia sido fácil. Trabalhava muito mais que antes. O ruivo estava quase se formando, faltava apenas mais dois semestres e estava juntando um dinheiro para montar o próprio negócio de peças automotivas, não seria fácil, mas ele não pensava em desistir e também estava estudando algo que já não era tão simples, afinal engenharia exigia muita dedicação e tempo. Fazia pouco mais de um ano que ele namorava Lavander e de certa forma era feliz com ela. Mas ela era bem grudenta e de certa forma meio mimada, fazendo com que muitas vezes o ruivo preferisse ficar só, como naquele dia. Não podia negar que, na semana do natal do ano anterior, havia se lembrado que fazia um ano desde o seu encontro com Hermione e sentiu-se um pouco melancólico, apesar das comemorações.



 A vida profissional e amorosa do ruivo não eram as únicas duas coisas que estavam perturbando o rapaz, era também a vida familiar. Seu irmão mais velho, Gui, e a cunhada, Fleur, já tinham duas filhas, enquanto Percy, seu outro irmão, já tinha uma menina de 8 meses com a esposa Audrey. Sua mãe, a senhora Molly Weasley alegava que queria morrer depois que conhecesse todos os netos, mas Ron sempre dava a desculpa que tinha apenas 20 anos e nem havia terminado a faculdade, mas no fundo ele mesmo sabia que não era apenas isso, ele não tinha certeza se tinha vontade de construir uma família com Lilá. Mesmo amando crianças e adorando passar o tempo brincando com as sobrinhas, ele não pensava em ser pai do filho de qualquer mulher por aí, queria uma família para amar e honrar, e não tinha total certeza se queria mesmo ter uma família com Lavander, ela mesmo nunca havia expressado nenhum interesse em ter filhos e também nunca havia expressado carinho pelos sobrinhos do namorado. Outro empecilho também o fato de sua família sempre expressar que não gostavam de Lavander, apenas lidavam com ela por ele, o que ele não queria. A essência da família Weasley era a união.   





 Dezembro havia chegado e com ele o inverno e as decorações natalinas. As crianças brincavam na neve sob os olhares atentos dos pais, casais apaixonados patinavam juntos e sorriam e idosos assistiam concertos natalinos feitos por artistas de rua. 

 Ron saía do trabalho e caminhava até o apartamento onde ainda morava. Faziam exatamente dois anos que havia conhecido Hermione e não conseguiu evitar de lembrar da morena. 

 Ao passar por um parque, o ruivo não pode evitar de parar sua caminhada para admirar a linda árvore de natal montada. Havia também uma feirinha de culinária, onde haviam várias barraquinhas de churros, pastel, mini pizza, algodão doce e mais uma infinidade de comidas.


 O ruivo observava encantado a decoração natalina, era sua época do ano preferida, mas também havia se tornado a mais nostálgica e triste, pois não podia deixar de pensar na morena de olhos castanhos que ele havia conhecido a exatamente dois anos atrás e com quem certamente havia tido a melhor noite de sua vida. Chegava até ser errado namorar uma e pensar em outra mulher mas ele não conseguia evitar e se sentia mal por isso.


 Ele acabou por comprar um crepe de queijo e se sentou em um banco de madeira, diante da árvore de natal. Ali haviam casais idosos, grupos de amigos e casais com filhos. De relance ele pode observar um jovem casal com um bebê de meses nos braços do rapaz. Ele prontamente lembrou do reencontro com Hermione e como teve esperança de que aquele bebê que ela esperava fosse dele. Ele seria o homem mais feliz do mundo por estar com ela e ser pai de um filho dela. Não seria fácil ser pai naquela fase: estudante, ganhando um salário pouco maior que o mínimo... mas seria forte e lutaria pelo filho. Nenhum dinheiro seria mais importante que sua família. 

 Ele pode sentir seus olhos queimarem e lágrimas escorrerem por seu rosto. Ele tinha certeza que jamais esqueceria Hermione. 



 Mesmo perdido em seus pensamentos, ele não pode deixar de notar, de longe, uma menininha que devia ter, no máximo, um ano e meio, toda agasalhada, com casaco cor de rosa e gorro branco na cabeça. A mesma estava com um casal, mas como estavam longe, ele não pode ver muitos detalhes. A pequena corria de um lado para o outro em passinhos tropegos e dava risadas enquanto o homem corria atrás dela e a pegava por trás, enchendo-a de beijos no rosto.


 O ruivo sorriu ao assistir a cena. O homem a colocou no chão e a menininha correu perto de onde o ruivo estava, mas a pequena acabou tropeçando no asfalto molhado e foi ao chão em prantos. O ruivo prontamente correu até a menina e a pegou nos braços. Ele sentiu algo estranho, uma onda de calor percorreu o corpo do ruivo. 


-ei, está tudo bem, passou, te peguei...- sorriu para a pequena, tentando acalmá-la. A menina parou de chorar quase instantaneamente e olhou pra ele com seus olhinhos claros cheios de lágrimas. Seu queixo estava ralado pela queda, mas nada que uma pomada não resolvesse. Ele não conseguia tirar os olhos daquela menininha. Ela era familiar e havia algo nela, só não sabia o que


 A mulher que estava com a menina correu até eles e prontamente pegou a criança dos braços do ruivo e agradeceu 


-obrigada! Ela é muito espoleta, difícil de controlar  - a mulher se justificou, mas sem olhar pra ele, pois checava a menina que o olhava atenta 


-tudo bem, acontece! Bom foi um prazer, feliz natal e se cuide princesinha... - sorriu e tocou o narizinho arrebitado da menina antes de dar as costas e ir para casa, afinal estava tarde e estava cansado de um dia arduo de trabalho.




  Enquanto isso, na casa dos pais, estava Hermione, que havia chegado com Rose em Londres a dois dias. O senhor e a senhora Granger haviam saído com a neta, deixando a filha em casa, depois de muito insistirem para que ela fosse junto. Haviam levado Rose para ver a decoração de natal e ver o papai noel. Hermione deu a desculpa que estava com dor de cabeça e ficou em casa, mas na verdade ela só queria um tempo pra si. Fazia dois anos que os natais já não eram os mesmos, ela sempre lembraria de um certo ruivo que conhecera e que a fez se sentir nas nuvens de tão leve. 


 Ela via Ronald em Rose todos os dias. A menina tinha herdado os mesmos cabelos ruivos e o mesmo olho azul dele, mas tinha um jeitinho Hermione de ser. Rose era a misturinha deles, a carinha e o cabelo do pai, mas a personalidade da mãe. 

 Ás vezes ela se pegava pensando se havia feito o certo de privá-lo do direito de saber que tinha uma filha e de conviver com Rose, além de privar a filha de ter um pai e de ter uma família de verdade, mas era tarde para isso, ele provavelmente ainda namorava e estava feliz com outra. Aquilo cortava o coração dela, que todas as noites pensava em como seria a vida se eles fossem uma família como ele mesmo havia proposto. 


 Hermione estava profundamente imersa em seus pensamentos enquanto bebia um chocolate quente que havia preparado para se aquecer quando a porta abre e Monica entra primeiro com Rose no colo. A pequena estava bem quieta e quando viu a mãe só esticou os bracinhos para que ela a pegasse no colo. Hermione ficou de pé e colocou sua caneta de chocolate na mesa de centro e pegou a filha no colo, quando notou algo diferente no rostinho angelical dela


-o que aconteceu no queixo dela? Está ralado? 


-ela escorregou, por isso está quietinha. O susto foi grande mas por sorte um rapaz a segurou 


-meu bebezinho - encheu a filha de beijos para que ela ficasse melhor. Rose sorriu e colocou as mãozinhas nas bochechas dela 


-mama


-oi meu amor, mamãe está aqui


-dódoi - aponta para o queixo


-eu sei meu amor, mas logo você vai ficar bem, okay? A mamãe vai cuidar desse dódoi - beija o queixo dela delicadamente - mãe, pai, nós vamos para o quarto, está tarde 


-okay, boa noite meninas - Wendell se aproximou da filha e da neta e beija a testa das duas. Elas se despedem também de Monica. Hermione pega sua caneca de chocolate com a mão livre e sobe as escadas com a filha no colo 


 A morena cuidou do pequeno ralado da menina, passando uma pomadinha e também colocou o pijama de inverno bem quentinho na filha. Como era ritual, ela amamentou Rose, afinal a menina apenas tomava leite materno antes de dormir. Ela acariciava os cachos ruivos da filha enquanto assistia a pequena sugar seu alimento e adormecer em seus braços.

 Quando Rose adormeceu em seus braços, ela colocou a menina no berço, deu- lhe um beijo na testa e deitou- se, caindo num sono profundo rapidamente.







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