História Destinos cruzados - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Dajan, Dakota, Jade, Kentin, Lysandre, Melody, Nathaniel, Peggy, Personagens Originais, Priya, Professora Delanay, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Adolescentes, Amizade, Amor, Armin, Castiel, Doce, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Romance, Vida
Visualizações 39
Palavras 1.200
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, pessoal. Me desculpa por não postar <3 sério, prometo que vou tentar ser mais ativa. Bom, esse capítulo era pra ser mais pesado, eu acabei escrevendo rápido então se ficou confuso mil desculpas. Espero que gostem, e que dê algum tipo de emoção pra vocês, hehe ;3 Boa leitura!

Capítulo 9 - Introdução: Lara, e nosso passado sombrio.


Fanfic / Fanfiction Destinos cruzados - Capítulo 9 - Introdução: Lara, e nosso passado sombrio.


Encaro Paanw com o intuíto de receber uma resposta digna, que retirasse o peso que carregava em meu coração por tanto tempo, e no entanto recebo apenas um sorriso caloroso. 
-Então você estava bem... Graças a Deus. -Ela retruca, ainda sem responder. 
-Defina "bem". -Recuo com dois passos para trás, evitando o possível contato, fazendo-a mostrar uma expressão confusa.
-Eu nunca tive notícias sobre você, e como depois do acidente não pude mais sair de casa, pensei que...
-Que eu estivesse morta? -Encaro Paanw, que retruca assentindo com a cabeça. -Infelizmente para você, estou aqui. 
-Infelizmente? Mas eu...
-Chega! -Ela se surpreende com minha atitude. -Pode parar de se fazer de boazinha, seus amigos não estão aqui, só quero que pare de adiar a resposta para a pergunta que lhe fiz. 
Paanw fica séria, e se aproxima bruscamente, me fazendo recuar até que encoste na mesa central da biblioteca, e então segura minhas mãos, imobilizando todo meu corpo. -O que está fazendo? -Murmuro, corada.
Ela se afasta, rindo. -Desculpe, eu sempre quis fazer isso desde que vi em um filme. 
Não consigo evitar um sorriso, mesmo que estivesse irritada. -Você é idiota? Em que tipo de filme você viu algo desse tipo? 
-Algum romance? Eu realmente não me lembro.
Solto um suspiro de decepção. Qual o problema dessa garota? Eu a estou confrontando e deveria odiá-la, mas não consigo... Bem no fundo, sinto algum tipo de empatia por ela. 
-Lara, eu nunca a abandonei. Não sei o motivo de tal pergunta, e também não sei como responder. -Ela parecia sincera. Seu semblante confuso a entregava totalmente, e no entanto ainda tinha dúvidas em meu coração. 
-Está certa sobre isso? 
-É óbvio que sim, eu nunca abandonaria uma amiga. 
"Amiga". Era realmente corajosa por citar tal palavra após tudo o que passei depois de conhecê-la.
-Lara...
A encaro enquanto seguro as lágrimas que gostaria de deixar escorrer. -Naquele dia, as pessoas que vieram nos salvar... Quem eram?
Ela sorri, e diz orgulhosamente. -Meus pais e seus homens. Eles são incríveis, não?
-Incríveis? -Não conseguia encará-la naquele momento, então apenas me coloco cabisbaixa.
-Meus pais lhe fizeram algo? 
-Seus pais não fizeram nada. E é por isso que a odeio, e também os odeio.
-Como assim? Eu não consigo entender se não me explicar claramente. -Paanw parecia desconcertada. 
Não confiava nela, mas ao mesmo tempo queria jogar todas as frustrações que guardei por anos em cima de Paanw. -No dia do resgate, vocês me deixaram para trás.
Ela parecia surpresa. -Isso não pode ser... Meu pai disse claramente que a havia resgatado, e tenho  certeza de que não mentiria sobre algo desse porte. 
Eu estava trêmula, não conseguia deixar minhas emoções passarem despercebidas.-Você me abandonou nos escombros, para morrer! -Solto como um grito, seguido de lágrimas pesadas que caíam rapidamente. -Você... Me abandonou, e me deixou nas garras daquele homem. Eu te odeio, Paanw, do fundo do meu coração.
Minhas emoções estavam transtornadas. Eu não a odiava realmente, mas também não confiava em suas palavras. Não depois de tudo...
-"Nas garras daquele homem"? 
Apenas a encaro, envergonhada, sem palavras. Todas as sensações de repulsa faziam meu corpo arrepiar, e não conseguia me decidir entre o nojo, o ódio, ou a tristeza e vergonha. 
-Não pode ser. -Ela parecia aterrorizada. -Não é possível, nós tínhamos cinco anos, Lara, por favor me diga que estou errada, lhe imploro. 
Ainda com a voz trêmula e fraca, solto um murmuro gaguejando entre as lágrimas. -Não posso. -Me coloco em joelhos ao chão, sucumbindo às minhas emoções. Eu não podia negar as alegações de Paanw, pois elas eram corretas. Existia alguém doentio o suficiente no mundo para violentar uma garota de cinco anos, e eu era a prova viva de tal ato. 
-Me desculpe. -Paanw diz, se ajoelhando e envoltando meu corpo com seus braços. Naquele momento, assim como em todos os outros, eu conseguia sentir sinceridade em cada movimento seu. Meu corpo sentia repulsa ao lembrar do ocorrido, e acabo vomitando em ambas, o que a faz apertar mais ainda o abraço, para mostrar que não se importava com mais nada. 
-Você não está com nojo? 
-Estou. -Ela retruca. Tento me retirar do abraço, mas sou segurada com ainda mais intensidade. -Estou com nojo da pessoa que teve a coragem de tocar em você. -Sua voz estava diferente, e quando me viro para encarar seu rosto, consigo sentir apenas medo. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas todo o meu corpo respondia ao seu olhar, como um gato amedrontado. Eu estava com medo de ser morta naquele momento. 
Senti o abraço se soltar, e então a vi levantar em direção à porta, que ao abrir revelou seus amigos que estavam à sua espera. 
-Meu Deus, o que aconteceu aí dentro? Você está fedendo, fala sério. -Aquela era a voz de Castiel. Me levanto ainda sem forças, e tento acompanhá-la. Então, a vejo encarar Castiel com o mesmo olhar, e sair. 
Todos pareciam confusos, menos a garota de cabelos azuis, que me confronta rapidamente. -O que ousou dizer para causar tal reação à Paanw?
Não conseguia me manter firme em resposta alguma, então apenas retruquei dizendo que havia contado minha história, e citado meu ódio por Paanw e seus pais. 
-Venha comigo, por favor, creio que Paanw esteja à caminho de confrontar seus pais. Eu apenas havia contemplado aquele olhar uma única vez, e lhe dou a segurança para dizer que não é um bom sinal. 
Todos me encaravam, aguardando uma resposta, então assenti com a cabeça. -Mas, gostaria de ir sozinha com você. -Retruco a garota, que aceita minha condição, e então vamos juntas correndo em direção à Paanw. 
Estava insegura, e ainda trêmula. Minhas roupas sujas, e não havia colocado meu disfarce para esconder minhas imperfeições, mas nada daquilo importava. Eu me encontraria novamente com os pais dela, e teria finalmente as respostas. Tinha medo de ouvir a verdade, e confesso que durante o trajeto pensei muitas vezes em recuar e fugir, mas não o fiz. 
-Senhorita Jenn? -Um homem alto nos confronta, em frente ao local. 
-Bom dia. Gostaria de saber se a Paanw se encontra?
-Sim, ela acabou de entrar com uma cara péssima. Aconteceu algo para voltarem mais cedo? 
-Perdão, Hector, não temos tempo para explicações. 
O senhor me encara de cima à baixo, e então abre a passagem. -Então, seu nome é Jenn? -Tento me acalmar, puxando algum assunto. 
-Me desculpo pela falta de apresentação prévia, sou Jenniffer. -Sua voz era suave, e me parecia tímida. Naquele momento estávamos paradas na porta de entrada, ambas sem coragem o suficiente para entrar. 
-Sou Lara. -Retruco. -Você não é muito de conversar?
-Sou sincera se digo que se a situação fosse outra, não teria a mínima coragem de falar algo para você sem que Paanw estivesse ao meu lado. E também, quando digo que, não importa sobre o que conversaram, ela nunca faria algo para lhe causar mal. 
Coloco minhas mãos na maçaneta da porta, abrindo-a, revelando uma imagem atordoadora. 
-Paanw, o que está fazendo com seu pai? -Jenn solta um grito, surpresa, ao observar o mesmo cenário que me aterrorizava: 
Paanw estava apontando uma arma para o peito de seu pai. 
 


Notas Finais


Gostaram do capítulo, ou estava muito confuso? Espero que tenha conseguido agradar vocês. Vou tentar trazer o próximo o mais cedo possível <3


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